O Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou com uma ação de impugnação para barrar a candidatura à reeleição do deputado estadual Renato Machado (PT). O órgão cita como motivação as acusações de envolvimento do político com o crime organizado e com a suposta liderança de uma narcomilícia em Maricá.
A ação também cita as denúncias envolvendo a morte do jornalista Robson Giorno — crime pelo qual o deputado foi acusado de ser mandante.
O documento ajuizado pelo MPE afirma que Renato Machado capitaneava uma estrutura criminosa ligada à narcomilicía de seu aliado e braço armado, Rodrigo José Barbosa Da Silva, conhecido como “Rodrigo Negão”. A organização exerceria atividades típicas de milícia privada, como a exploração clandestina de serviços de “gatonet” e o comércio ilícito de cigarros, com o tráfico de entorpecentes, mantendo estreita aliança com criminosos vinculados à facção Terceiro Comando Puro (TCP).
Além disso, um amplo aparato bélico também é mencionado na ação de impugnação. O objetivo seria impor um regime de medo e terror sobre os habitantes da região. Também aparecem na ação menções à suposta exigência sistemática de 20% de propina sobre os valores de obras públicas enquanto o deputado ocupava a presidência da autarquia Serviços de Obras de Maricá (Somar).
Renato Machado foi denunciado como mandante do assassinato de jornalista
O homicídio triplamente qualificado do jornalista Robson Giorno, em 2019, também aparece como motivação para o pedido de impugnação do parlamentar. Renato Machado chegou a ser denunciado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) como mandante, mas a Justiça entendeu que não havia provas suficientes contra o deputado.
Com informações de Metrópoles.


































































