Além do Rio, Macaé é a única outra cidade do estado a oferecer gratuitamente, na rede pública de saúde, a semaglutida, medicamento popularmente conhecido como caneta emagrecedora. O município no Norte Fluminense mantém uma clínica especializada no tratamento da obesidade, com cerca de 800 pacientes cadastrados. O atendimento combina medicação, reeducação alimentar e suporte multidisciplinar.
O serviço recebe pessoas encaminhadas por nutricionistas da rede municipal com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 ou superior a 35 associado a comorbidades, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. O tratamento combina consultas individuais, atividades coletivas, reeducação alimentar e mudanças no estilo de vida, com estímulos à autonomia do paciente.
Para ter acesso à semaglutida, não basta chegar e manifestar seu interesse. O uso depende de pelo menos seis meses de acompanhamento e do cumprimento dos critérios estabelecidos pelo protocolo clínico. De acordo com a avaliação de cada caso, o paciente também pode ser encaminhado para cirurgia bariátrica.
O pontapé inicial no programa começa pelo atendimento com um nutricionista da Estratégia de Saúde da Família (ESF) ou da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. A coordenadora da Clínica da Obesidade de Macaé, a nutricionista Gabriella Coelho, destaca que o serviço oferece um cuidado contínuo e integral, que vai muito além da perda de peso.
“A proposta é acolher cada paciente de forma individualizada e oferecer as ferramentas necessárias para mudanças que possam ser mantidas ao longo da vida” relatou a nutricionista.
Tanto a caneta emagrecedora quanto a cirurgia são ferramentas importantes e podem auxiliar no tratamento quando devidamente indicadas, mas, de forma isolada, não garantem resultados consistentes e duradouros. Por ser uma doença crônica, a obesidade exige acompanhamento contínuo, atuação multiprofissional e estratégias de cuidado a longo prazo.




























































