A 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital determinou, nesta terça-feira (29), a suspensão da habilitação de Graziela Leverone Briard, mulher de Jorge Luiz Ferreira Briard, ex-presidente da Cedae e atualmente identificado pela própria companhia como membro reeleito e representante dos empregados no Conselho de Administração, para concorrer ao cargo de representante dos empregados no Conselho de Administração da companhia.
A decisão teve como fundamento a vedação expressamente prevista no edital eleitoral, que considera inelegíveis, entre outros, parentes de até terceiro grau, cônjuges, companheiros ou sócios de qualquer membro da administração ou do conselho.
Em sua decisão, o magistrado Wladimir Hungria destacou que havia nos autos evidências da inelegibilidade da candidata, diante da documentação que apontava que Graziela é casada com Briard desde 2014. A decisão também registra que o marido da candidata foi eleito, em primeiro turno, com 1.671 votos, para o Conselho de Administração da Cedae no mandato 2025/2026.
“Certo é que se encontra patente nos autos evidências da inelegibilidade da candidata Graziela Leverone Briard, a qual teve a sua candidatura aprovada pela comissão eleitoral para a eleição dos representantes dos empregados no C.A 2027/2028 da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, uma vez que demonstrado por meio da prova documental pré-constituída que aquela seria casada com Jorge Luiz Ferreira Briard desde 05/04/2014, sendo este a princípio eleito em primeiro turno com 1.671 votos para o próprio Conselho de Administração da CEDAE no mandato 2025/2026, o que estaria em desacordo com o item 7.1, inciso IX do referido edital.”
A Cedae informou, em comunicado aos trabalhadores, que foi editada a ordem de serviço nº 33.800-04, revogando o processo eleitoral para representante dos empregados no Conselho de Administração da Companhia. Segundo o comunicado, a medida foi adotada em cumprimento da ordem judicial.
No comunicado, o presidente da Cedae, Rafael Rolim, afirma ainda que será realizado um novo processo eleitoral, com participação e representatividade dos trabalhadores.
Nos bastidores da companhia, discute-se a realização de uma nova eleição, com eventual alteração das regras, ou uma possível renúncia do atual representante dos empregados ao mandato, que termina no fim deste ano, para passar o cargo à sua esposa e reverter a derrota da atual gestão.
COM FÁBIO MARTINS































































