Um grupo de 58 agentes públicos aparece formalmente ligado a mais de 500 contratos ativos cada no Estado do Rio de Janeiro. O dado faz parte do Relatório de Fiscal de Contratos da Controladoria-Geral do Estado, atualizado em 25 de maio de 2026, que reúne 32.615 acordos e os nomes de 1.498 fiscais distribuídos por 104 unidades estaduais.
O fiscal de contrato é o agente designado pela administração pública para acompanhar a execução de uma contratação. Entre suas atribuições estão verificar se a empresa cumpre as obrigações assumidas, se os serviços são prestados regularmente, se os bens são entregues e se as demais condições previstas no acordo são respeitadas.
Difícil é fiscalizar direito cada etapa do processo com tantos contratos sob a responsabiliade de uma pessoa só.
Dos 32.615 contratos identificados na base, 20.824 estavam classificados como ativos. Outros 10.215 apareciam como “Em Aberto”, 665 estavam encerrados e 317, cancelados. Os 594 restantes estavam em fases como liberação, alteração, aprovação ou publicação no Portal Nacional de Contratações Públicas.
Recordista aparece em 3.918 contratos
Como um contrato pode ter vários fiscais designados, o relatório registra 194.742 vínculos entre agentes e contratações. Entre os que estão ativos, foram encontrados 139.377 vínculos, envolvendo 1.286 pessoas.
A distribuição dessas designações é bastante desigual. Metade dos agentes ligados a contratos ativos aparece em até oito contratos, enquanto 58 nomes — cerca de 4,5% do grupo — estão associados a mais de 500 contratações cada.
Francisco José Magalhães Pinheiro lidera a relação, com 3.918 contratos ativos. Na sequência aparecem Daniela Maria Rodrigues Ramos, com 3.863; Adilson dos Santos, com 3.812; Adriana Nery da Silva, com 3.498; e Thais de Oliveira Marques, com 3.491.
Saúde concentra maior volume
O Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj, é a unidade com mais acordos ativos registrados: 4.161. O Fundo Estadual de Saúde aparece em segundo lugar, com 3.481, seguido pelo Fundo Especial do Corpo de Bombeiros, com 2.351.
O levantamento permite identificar quem foi formalmente designado e em quais órgãos estão concentradas as contratações. Os números, no entanto, não demonstram, isoladamente, que os servidores acompanhem pessoalmente todas as etapas dos milhares de acordos aos quais estão vinculados.
A base também não informa carga horária, formação profissional, divisão interna das tarefas ou quantidade de fiscais efetivamente atuando em cada momento. Por isso, o volume de vínculos pode servir como ponto de partida para avaliar a estrutura de fiscalização, mas não permite concluir, por si só, que exista sobrecarga ou falha no acompanhamento.
Fonte: Relatório de Fiscal de Contratos da Controladoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, atualizado em 25 de maio de 2026.



















































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