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Home Política

Política

03/09/2026 15:41
  • Gabriele Maia Gabriele Maia

Pedido de vista no TRE adia julgamento de Diego Alba, candidato condenado por saidinhas de banco; cinco já votaram pela impugnação

Diego Alba, candidato a deputado estadual pelo PSDB

Diego Alba, candidato a deputado estadual pelo PSDB – Foto: Reprodução/Internet

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O julgamento do registro de candidatura de Diego Alba (PSDB) a deputado estadual foi interrompido, nesta quinta-feira (03), no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) após pedidos de vista dos desembargadores Paulo Cesar Salomão e Tathiana Costa — que já indicaram a possibilidade clara de votar contra o tucano.

Até a suspensão da análise, o relator do caso, Guilherme Calmon, e os desembargadores Bruno Bodart, Fábio Ribeiro Porto, Fernando Cerqueira e o presidente do TRE-RJ, Claudio Mello Tavares, já haviam votado pela impugnação da candidatura.

Diego Alba foi condenado, em 2009, por formação de quadrilha armada especializada nas chamadas “saidinhas de banco”. Segundo a Justiça, o homem atuava como uma espécie de olheiro e permanecia dentro de uma agência bancária, observava a movimentação dos clientes e repassava informações aos comparsas que aguardavam do lado de fora.

Relatório do TRE-RJ aponta que candidato foi ‘aprovado pela alta cúpula do Comando Vermelho’

No voto, o relator Guilherme Calmon afirmou que o caso não se resume à condenação em 2009. Para o desembargador, o conjunto de informações reunidas no processo aponta para uma possível aproximação atual entre o candidato e uma organização criminosa armada.

Calmon citou um relatório técnico elaborado pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do TRE-RJ, segundo o qual Diego teria sido “aprovado pela alta cúpula” do Comando Vermelho para fazer campanha em áreas sob domínio da facção. Entre os locais mencionados estão Jacarezinho, Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, Lins e Vasconcelos, Favela do Arará e Vila Kennedy.

Segundo o relator, a presença de Diego nesses territórios seria um dos elementos que indicariam uma relação de confiança com a facção. Na avaliação do desembargador, o conjunto de provas aponta para “indícios robustos, graves e convergentes de vinculação estrutural e aliança do candidato com organização criminosa armada”.

O relator também afirmou que a condenação por quadrilha armada, embora tenha ocorrido há 17 anos, não poderia ser analisada isoladamente. Para ele, o fato de a pena ter sido cumprida e a punibilidade extinta em 2016 não apaga o que chamou de “realidade histórica” da participação de Diego em um grupo criminoso armado.

Ao final do voto, Guilherme Calmon julgou procedente o pedido do MPE e votou pelo indeferimento do registro de candidatura de Diego Alba.

MPE aponta condenação por ‘saidinhas de banco’ e ligação com facção

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu o indeferimento da candidatura de Diego Alba com base no entendimento de que a Constituição impede a interferência de organizações criminosas no processo eleitoral.

Para a Procuradoria, a condenação de 2009 por formação de quadrilha armada é um dos elementos que sustentam a tese. A acusação afirma que ele integrava um grupo estável, com divisão de tarefas para a prática de roubos. Embora Diego não tenha sido condenado especificamente por organização criminosa ou milícia, o MPE afirma que isso não impede a aplicação do entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a interferência do crime organizado no processo eleitoral.

Segundo a Procuradoria, decisões recentes do TSE admitem o indeferimento de candidaturas a partir da existência de “elementos denotativos de participação” em grupos criminosos, sem exigir necessariamente uma condenação definitiva por organização criminosa.

O MPE também usou como argumento um relatório técnico elaborado pelo próprio TRE-RJ, que julgou a ação nesta quinta-feira. Segundo o documento, “o impugnado possui vínculos com a Organização Criminosa autodenominada Comando Vermelho – CV, indicando grave risco de infiltração institucional”.

A acusação afirma que Diego Alba poderia ter a “possível intenção de utilização de futuro mandato eleitoral como braço da referida facção no poder Legislativo”.

Outro ponto citado é uma denúncia de compra de votos por meio da oferta de serviços sociais e odontológicos no bairro Senador Camará, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O parecer relaciona a investigação ao Instituto Juntos Pelo Bem, que, segundo o MPE, teria sido fundado por Diego Alba.

Defesa diz que caso de Diego Alba é diferente da jurisprudência do TSE

Os advogados de Diego Alba sustentam que o caso é diferente dos precedentes utilizados no Tribunal Superior Eleitoral. A defesa afirma que ele foi condenado por quadrilha armada, e não por integrar uma milícia ou organização paramilitar. Também argumenta que os casos analisados pelo TSE envolviam situações como domínio territorial, violência, extorsão, homicídio e controle de atividades econômicas por grupos criminosos — circunstâncias que, segundo os advogados, não estão presentes na condenação de Diego.

Outro argumento é o tempo transcorrido desde a condenação. A defesa destaca que o episódio ocorreu há 17 anos e que a pena foi cumprida há uma década. Para os advogados, utilizar uma condenação já encerrada para impedir a candidatura criaria uma restrição sem prazo ao direito de ser votado.

Pedido de vista interrompe julgamento

Depois do voto do relator e das manifestações favoráveis à impugnação, os desembargadores Paulo Cesar Salomão e Tathiana Costa pediram vista do processo. Salomão afirmou que sua tendência era acompanhar o parecer Guilherme Calmon, mas disse que precisava analisar com mais detalhes os elementos do relatório técnico da Coordenadoria de Segurança e Inteligência antes de apresentar seu voto. Tathiana Costa acompanhou o pedido de vista e indicou a intenção de seguir o entendimento do relator.

Antes, cinco integrantes da Corte já haviam se manifestado pelo indeferimento da candidatura. O Tribunal deve finalizar o julgamento do registro ainda neste mês.

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03/09/2026 16:23

Comments 1

  1. Lucimar Justo says:
    42 minutos ago

    COMO PODE SER COGITADA A POSSIBILIDADE DE UM CRIMINOSO SER CANDIDATO E ” POSSIVELMENTE” ELEITO A UM CARGO DE DEPUTADO ESTADUAL? INCRÍVEL ESSA JUSTIÇA! NESTE CASO FOI PROVADO COM PROVAS O DELITO DELE….ESSE RJ É PODRE NESMO!

    Responder

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Polícia Federal diz que esquema ligado à Refit custeou caviar e mansão na Serra para Cláudio Castro

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Redação

03/09/2026 16:42

Investigações da Polícia Federal apontam que o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, obteve vantagens diretas de um esquema de lavagem de capitais da Refit. De acordo com apuração da PF, a empresa pagou R$ 10,5 mil em caviar por meio da empresa de um terceiro, o aluguel da cobertura onde ele vive na Barra da Tijuca e a posse de fato de uma mansão em Petrópolis com direito a um projeto de adega personalizada de R$ 245 mil.

As informações estão na decisão sobre a operação Sem Refino 2, que teve o sigilo retirado nesta quinta-feira (3) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O documento aponta uma série de condutas e indícios de que o ex-governador Cláudio Castro atuou diretamente para favorecer os interesses do Grupo Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), liderado por Ricardo Magro.

A investigação, acolhida na decisão do ministro, também detalha um suposto esquema de lavagem de capitais e ocultação de patrimônio que beneficiaria diretamente Castro. A engrenagem contava com a utilização de interpostas “laranjas” e empresas de terceiros para blindar bens de luxo e pagar despesas cotidiana.

Em outro trecho do documento, existem provas colhidas de celulares apreendidos, que indicam que Castro e outros secretários mantinham canais diretos de comunicação para agilizar licenças ambientais e perseguir empresas concorrentes. Um destes conteúdos é uma série de mensagens que indicam que o ex-governador negociou de maneira pessoal a compra de diferentes tipos e gramaturas de caviar de alto padrão com um fornecedor. Além disso, ele também pediu para que a entrega de parte das iguarias fosse realizada em uma suíte do Hotel Emiliano, em São Paulo, onde ele estava hospedado em 24 de abril de 2026. O valor final da compra, após descontos, ficou em R$ 10.500.

Apesar do ex-governador falar ao vendedor que enviaria o comprovante do PIX, a análise bancária revelou que a transferência de R$ 10.500,00 não partiu das contas pessoais de Castro, mas que o pagamento foi feito pela conta bancária de uma empresa, a AC Santos Participações e Empreendimentos, de propriedade do advogado Antonio Carlos da Conceição Santos, conhecido como “Pipo”, que é apontado como o operador central de branqueamento de capitais do grupo. A PF aponta isso como prova objetiva do uso de terceiros para quitar gastos cotidianos do ex-governador de forma incompatível com seus rendimentos lícitos.

Caviar pago por empresa

A etapa inicial da Operação Sem Refino foi deflagrada em maio. Na ocasião, Moraes determinou a prisão preventiva de Ricardo Magro e autorizou buscas contra Castro e outros investigados. Magro está foragido e foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.

A análise dos celulares apreendidos nessa fase levou a Polícia Federal a pedir novas medidas ao STF. Segundo os investigadores, o material encontrado reforçou os indícios levantados na primeira fase da operação

O documento aponta que Cláudio Castro usufruía da posse de fato de um imóvel de luxo no condomínio Locanda Residenze, em Petrópolis, registrado formalmente em nome da empresa Concrecasa Construções Inteligentes Ltda., o que consistia em uma manobra de ocultação patrimonial.

Segundo a PF, a vantagem indevida se evidencia pelo fato de a administradora da Concrecasa, Carolina Gonçalves Xavier Pereira, possuir fortes vínculos societários com o empresário Luiz Fernando Gomes. A empresa de Gomes, a Enge Prat Engenharia e Serviços, firmou onze contratos com o governo estadual durante a gestão de Castro, totalizando R$ 355,2 milhões (dos quais R$ 49,6 milhões foram celebrados sem licitação).

Segundo a decisão, Castro agia perante terceiros como o verdadeiro dono do local, gerindo rotinas de segurança, recebendo faturas de energia elétrica da empresa em seu celular e coordenando reformas — as quais tratava por “minha obra” —, incluindo a execução de um projeto de adega climatizada orçado em R$ 245.000,00, cujo arquivo PDF trazia nos metadados o título “AP Adega Claudio Castro”.

Mansão em Petrópolis

Outra revelação que o documento aponta diz sobre Castro usufruía, de fato, da posse de um imóvel de luxo no condomínio em Petrópolis, na Região Serrana, o Locanda Residenze, registrado formalmente em nome da empresa Concrecasa Construções Inteligentes Ltda., o que consistia em uma manobra de ocultação patrimonial.

De acordo com a Polícia Federal, a vantagem indevida torna-se evidente pelo fato de a administradora da Concrecasa, Carolina Gonçalves Xavier Pereira, possuir fortes vínculos societários com o empresário Luiz Fernando Gomes. A empresa de Gomes, a Enge Prat Engenharia e Serviços, firmou onze contratos com o governo estadual durante a gestão de Castro, totalizando R$ 355,2 milhões (dos quais R$ 49,6 milhões foram celebrados sem licitação).

Segundo a decisão, Castro agia perante terceiros como o verdadeiro dono do local, gerindo rotinas de segurança, recebendo faturas de energia elétrica da empresa em seu celular e coordenando reformas — as quais tratava por “minha obra” —, incluindo a execução de um projeto de adega climatizada orçado em R$ 245.000,00, cujo arquivo PDF trazia nos metadados o título “AP Adega Claudio Castro”..

A respeito da cobertura de luxo no Condomínio Atmosfera, na Barra da Tijuca, as investigações apontam para a obtenção de vantagens por meio de um contrato de aluguel subfaturado e do uso de uma empresa de fachada para ocultar o verdadeiro beneficiário.

Segundo a PF, Castro reside no imóvel sob um contrato que estipula o pagamento de R$ 10 mil mensais à empresa J3 REAL ESTATE PARTICIPAÇÕES LTDA., valor significativamente inferior à média de mercado para coberturas equivalentes na região, avaliada pela Polícia Federal entre R$ 25 mil e R$ 29 mil.

Além disso, a J3 REAL ESTATE foi constituída apenas 50 dias antes de adquirir a cobertura por R$ 3,48 milhões, possui este imóvel como seu único ativo registrado e só providenciou a abertura de sua primeira conta bancária três anos após a transação imobiliária.

Mensagens de celular também desmentiram as alegações da defesa de que Castro não teria participado de intervenções na cobertura, revelando o ex-governador e sua esposa ativamente coordenando detalhes da obra (como a instalação do guarda-corpo de vidro na piscina) meses antes de se mudarem para o local.

Objetivo da estrutura fraudulenta era ocultar a origem e o destino final dos recursos da Refit

O procedimento foi instaurado especificamente para apurar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de capitais, sonegação fiscal e evasão de divisas envolvendo a operação da refinaria REFIT e seu controlador de fato, Ricardo Andrade Magro.

A PF aponta “fundados indícios de continuidade do esquema criminoso (…) envolvendo a operação da refinaria de Petróleo de Manguinhos S/A – REFIT (…) especialmente relacionado à prática de lavagem de capitais e conexões com agentes públicos do Estado do Rio de Janeiro”.

Os investigadores afirmam que colheram indícios de que despesas pessoais e vantagens de agentes públicos eram financiadas de forma indireta por meio de terceiros e empresas associadas a pessoas ligadas ao “universo econômico que gravita ao redor da Refit”. O objetivo dessa estrutura era ocultar a origem e o destino final dos recursos.

O documento aponta que operadores como Antonio Carlos da Conceição Santos (“Pipo”), Luiz Fernando Gomes e José Mauro de Farias Junior atuavam, por meio de engenharias societárias, como “garantidores e ocultadores das vantagens” de Castro.

*Com informações do G1

 

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Política

Cláudio Castro chamava Ricardo Magro, dono da Refit, de ‘amigo’; PF aponta atuação pessoal de ex-governador em favor da refinaria

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Redação

03/09/2026 16:23

Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-governador Cláudio Castro (PL) revelam proximidade entre ele e o empresário Ricardo Magro, empresário responsável pela Refit e foragido desde o início do ano.

Em conversas pelo WhatsApp, Castro chamava o empresário de “amigo” e chegou a se colocar à disposição para atuar na regularização fiscal da Refit, que acumula as maiores dívidas fiscais do estado e do país.

As informações constam na decisão da Operação Sem Refino 2, que teve o sigilo retirado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o inquérito da Polícia Federal, os diálogos indicam que o ex-chefe do Executivo estadual atuou para favorecer interesses do Grupo Refit.

Castro participou de evento de Ricardo Magro nos EUA; Refit pagou a viagem

Em uma das conversas analisadas, Castro declarou a Ricardo Magro: “aqui você tem um amigo”. A afirmação foi feita após o empresário agradecer ao então governador por participar de um evento em Nova York organizado por Magro.

A PF aponta que a viagem foi patrocinada pela Refit e que secretários do governo estadual podem ter participado do encontro com o empresário nos Estados Unidos.

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Mensagens enviadas por Castro para Ricardo Magro — Foto: Reprodução

Em outro diálogo obtido pelos investigadores, desta vez com um advogado ligado ao grupo empresarial, Cláudio Castro tratou da regularização fiscal da empresa e afirmou: “Eu toco por aqui”. Para a PF, a frase demonstra atuação pessoal em favor da companhia.

A apuração destaca ainda episódios como a renovação da Licença de Operação da refinaria pela Comissão Estadual de Controle Ambiental, aprovada apesar de votos contrários de órgãos técnicos devido a apontamentos de contaminação ambiental.

A decisão do STF não constitui condenação. A defesa do ex-governador e os citados ainda têm espaço para manifestação sobre o caso na Justiça. A investigação segue sob a supervisão do Supremo.

Com informações do portal “G1”.

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Política

Pix eleitoral — e real: filho de princesa da Noruega doa R$ 100 mil para campanha de Flávio Valle

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Bruno Quintella

03/09/2026 15:43

Entre os nomes que aparecem na prestação de contas da campanha de Flávio Valle (PSD), um chamou atenção por fugir do padrão dos tradicionais financiadores da política fluminense.

Trata-se de Haakon Lorentzen, empresário e financista de origem norueguesa que doou R$ 100 mil ao candidato à Alerj. O valor o coloca entre os principais doadores registrados até agora pela campanha, respondendo por 18,71% dos recursos arrecadados, de acordo com informações do Divulgacand.

O sobrenome não é desconhecido.

Haakon é filho da princesa Ragnhild da Noruega, irmã do rei Harald V, e neto do rei Olavo V. Radicado no Brasil desde a infância, ele preside o Grupo Lorentzen, conglomerado empresarial com atuação em diversos setores.

A presença de um descendente da família real norueguesa na lista de financiadores eleitorais certamente não é algo que aparece todos os dias nas prestações de contas da política do Rio.

Em tempos de República, Flávio Valle ganha reforço de monarca.

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Rio de Janeiro

Justiça do Trabalho anula demissões de trabalhadores da Refit, determina a reintegração coletiva e congela R$10 milhões do grupo

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Redação

03/09/2026 14:17

A Justiça do Trabalho, por meio da 45ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, concedeu uma liminar obrigando a reintegração de forma imediata dos trabalhadores demitidos de forma coletiva pela Refinaria de Manguinhos, integrante do Grupo Refit. A decisão Também determina que a empresa deposite em juízo R$ 10 milhões, sob pena de bloqueio direto nas contas da companhia. O valor servirá, de acordo com a decisão, para garantir o pagamento de direitos trabalhistas, multas e eventuais indenizações no decorrer do processo.

A medida é resultado de uma ação civil pública movida pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) contra 27 empresas e pessoas físicas que controlam o Grupo Refit, dentre elas, o foragido Ricardo Magro, procurado pela Interpol, e seus pais.

A disputa judicial teve início após uma interdição parcial das instalações da refinaria pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ocorrida em 26 de setembro de 2025. Desde então, de acordo com o sindicato, a companhia vinha realizando cortes sistemáticos de profissionais que trabalhavam no grupo.

Na decisão da juíza Bianca Merola da Silvam ela reconheceu a ilegalidade das dispensas coletivas efetuadas pela empresa. Além disso, segundo o entendimento da magistrada, esse tipo de demissão em massa não pode ocorrer de forma unilateral, exigindo a participação e negociação prévia com o sindicato.

Multa e proibição de novos cortes

Além de anular as demissões e exigir a readmissão imediata dos petroleiros, a liminar determinou que o Grupo Refit está impedida de realizar qualquer nova demissão coletiva sem que haja uma negociação prévia com o Sindipetro-RJ. Caso a ordem seja descumprida, a refinaria receberá uma multa calculada em R$ 50 mil para cada trabalhador dispensado irregularmente.

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Berenice Seara

MPRJ inaugura, em outubro, novas instalações do que pretende ser o melhor centro dedicado à solução de grandes conflitos do Brasil

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Berenice Seara

03/09/2026 13:59

O Ministério Público do Rio (MPRJ) vai inaugurar, em outubro, as novas instalações do Centro de Autocomposição (Compor) — uma estrutura institucional especialmente focada na cultura do consenso e na resolução extrajudicial de grandes conflitos. A novidade foi anunciada pelo procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio José Campos Moreira, no encontro do grupo empresarial Lide RJ desta quarta-feira (02), no Hotel Fairmont, em Copacabana.

Criado no Rio em 2026, o Compor já é uma realidade em Minas Gerais e na Bahia. Por aqui, tem recebido muitos investimentos na capacitação dos promotores, dos servidores e, especialmente, na formatação do espaço arquitetônico próprio para o trabalho.

“O nosso Compor será o melhor do Brasil. O consensualismo é um problema muito sério, porque a realidade mostra que o ideal, nesses assuntos estruturais, é a prevenção, é evitar que surja conflito. A experiência mostra que a judicialização, salvo naqueles casos em que há necessidade de urgência, é o pior caminho”, disse Antonio José.

O procurador-geral contou que, em mesa redonda na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, presidida pelo ministro Luiz Felipe Salomão na última segunda-feira, soube que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu, em um ano, 700 mil recursos.

“Isso é absolutamente inviável. Então, a judicialização, na ótica do Ministério Público, deve ser a última das opções, nessa área de tutela coletiva”, apostou.

Antonio José encontrou, ao assumir o cargo em janeiro de 2025, apenas a Coordenadoria de Autocomposição, a CNA, dedicada ao consensualismo. Foi quando decidiu criar o Compor, uma estrutura muito maior.

“E agora, em outubro, teremos as novas dependências arquitetonicamente concebidas para a finalidade do Compor, em que os membros do Ministério Público participam da mediação, da conciliação. São colegas treinados, que se vestem da condição de membro do Ministério Público e atuam, conhecendo o problema, de maneira que haja uma solução consensual”, festejou.

Antonio José disse que, atualmente, um grande desafio do Estado brasileiro, em particular do Estado do Rio de Janeiro,  são os contratos de concessão de longa duração.

“E isso tem um impacto social enorme. Nós sabemos, e isso é próprio do processo político, que de governo para governo a visão muda. Então, eu creio que o desafio do Ministério Público nesse caso é, olhando para o consumidor, trabalhar preventivamente para evitar o conflito. O consumidor não pode ser mais onerado do que é”, explicou o procurador-geral.

Mas, muitas vezes, é impossível evitar o confronto.

“Quando já instalado o conflito, é trabalhar para alcançar uma autocomposição. Nessas disputas, devem ser preservados os interesses fiscais e fazendários do estado; e preservados os interesses da concessionária. E isso é fundamental, sobretudo naqueles investimentos que envolvem de bilhões de reais”, disse, completando. “Então, é preciso manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. Mas sempre considerando o interesse também do consumidor — que muitas vezes, nessas disputas, é quem, ao final, paga a conta”.

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Rio de Janeiro

Prefeitura amplia rede de ‘supercâmeras’ de segurança da Civitas na Zona Norte

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Redação

03/09/2026 13:54

A Prefeitura do Rio vai expandir o número de “supercâmeras” da Civita Rio na cidade. Nesta nova etapa, a maior concentração de novas instalações acontecerá na Zona Norte, com início pelo Méier e por Madureira. Mesmo que a ampliação aconteça de forma gradual em todas as regiões da cidade, a definição dos pontos leva em conta critérios técnicos e a análise de manchas criminais de diferentes tipos.

As “supercâmeras” usam inteligência artificial para analisar imagens e cruzar características visuais, como cor e tipo de veículo, direção, objetos e padrões de vestimenta, para localizar pessoas ou veículos de interesse e reconstruir trajetos. Uma mesma câmera pode analisar até 3 mil situações simultaneamente, ampliando a capacidade de identificar padrões que poderiam passar despercebidos pelo olhar humano.

Na cidade já são 13 mil câmeras, das quais 3,5 mil são supercâmeras inteligentes. O calendário prevê que até o final do ano cerca de 3 mil novas supercâmeras sejam implementadas. Até 2028, a previsão é que o Rio chegue a 15 mil supercâmeras inteligentes.

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Rio de Janeiro

Prefeitura do Rio abre prazo para uso de créditos da Nota Carioca no abatimento do IPTU 2027

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Redação

03/09/2026 13:49

A Secretaria Municipal de Fazenda do Rio iniciou o direcionamento de créditos do sistema Nota Carioca aos imóveis que podem ser beneficiados com abatimento de até 100% no IPTU 2027. Os contribuintes da cidade têm até 30 de setembro para transferir valores no site do programa e garantir descontos para um ou mais imóveis, comerciais ou residenciais, localizados na capital fluminense.

Os créditos estão disponíveis no sistema para pessoas físicas com CPFs identificados nos documentos fiscais emitidos a partir de 2024, desde que o Imposto Sobre Serviços (ISS) correspondente tenha sido pago pelo prestador de serviços. O abatimento no IPTU 2027 pode alcançar até imóveis com débitos do imposto, excluindo aqueles que possuem apenas cobrança da Taxa de Coleta Domiciliar de Lixo. O programa permite ainda que os créditos sejam direcionados a um mesmo imóvel por CPFs diferentes, sem que haja necessidade do contribuinte ser o proprietário do imóvel beneficiado.

Neste ano, cerca de R$ 165 milhões em créditos da Nota Carioca estão disponíveis aos contribuintes da cidade. Para realizar a transferência de crédito o cidadão deve se cadastrar no site da Nota Carioca (notacarioca.rio.gov.br) e indicar o número de inscrição do imóvel no cadastro do IPTU – presente na guia de pagamento do imposto. Para direcionar valores é preciso ter, no mínimo, R$ 1 acumulado no sistema.

Os créditos da Nota Carioca são válidos até o segundo ano seguinte àquele em que tiverem sido gerados. Porém, as notas emitidas no padrão nacional, a partir desse ano, não serão mais contempladas. Somente as emitidas até o final de 2025 poderão participar.

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Política

Eleições 2026: Ministério Público Eleitoral opina a favor da candidatura de Márcio Canella e contra ações de impugnação

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Gabriele Maia

03/09/2026 13:20

O ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União) já pode começar a sonhar com uma cadeira na Assembleia Legislativa (Alerj). Acontece que o Ministério Público Eleitoral voltou atrás e emitiu um parecer favorável, nesta quinta-feira (03), à sua candidatura a candidato estadual que enfrenta quatro ações de impugnação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).

Como justificativa, a procuradora Marylucy Santiago Barra, destacou que, embora uma jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permita barrar candidatos com suposta ligação a organizações criminosas, não foram apresentadas provas concretas que vinculem Márcio Canella a tais grupos. O órgão considerou que as acusações dos impugnantes se basearam em notícias de jornal e narrativas “sem suporte probatório”.

O parecer contraria as investidas dos impugnantes — que usam como exemplo a prisão preventiva na Operação Unha e Carne.

Na sexta fase da operação, o ex-prefeito e ex-deputado foi detido após a Polícia Federal encontrar um fuzil em um dos seus carros. A defesa comprovou nos autos que o armamento pertencia ao estado e estava legalmente acautelado a um policial militar que fazia escolta de Márcio Canella. Segundo os documentos apresentados, o PM foi disponibilizado pelo próprio governo por conta de ameaças recorrentes.

Márcio Canella foi solto e as medidas cautelares impostas na ocasião — como o uso de tornozeleira eletrônica e apreensão do passaporte — foram posteriormente revogadas ou substituídas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ex-secretários da Prefeitura de Belford Roxo foram citados como motivo para barrar sua candidatura

O MPE também analisou as acusações envolvendo dois ex-secretários de Belford Roxo, Eduardo Araújo e Fábio Augusto de Oliveira Brasil, o Fabinho Varandão. Os dois tiveram os registros de candidatura indeferidos pela Justiça Eleitoral por envolvimento com milícia e, por isso, foram citados pelos impugnantes como prova da suposta ligação de Márcio Canella com grupos criminosos.

A defesa alegou que os dois já faziam parte da administração municipal antes da sua gestão e que eles foram exonerados assim que a Justiça Eleitoral confirmou o indeferimento de suas candidaturas.

Ministério Público mudou de opinião sobre a situação de Márcio Canella

O parecer desta quinta-feira marca uma mudança de posição do Ministério Público Eleitoral. Em agosto, quando as ações foram apresentadas, a Procuradoria havia defendido o prosseguimento das impugnações e pedido esclarecimentos sobre as anotações nas certidões criminais e sobre o inquérito da Operação Unha e Carne, que tramita em sigilo no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Porém, o MPE afirmou que não teve acesso ao teor e ao alcance da investigação no Supremo e concluiu que o material disponível na instância do Rio de Janeiro não traz elementos suficientes para vincular Canella a uma organização criminosa. Por isso, passou a defender o deferimento do registro de candidatura e a improcedência das quatro impugnações.

Agora, cabe ao TRE-RJ dar a palavra final sobre o registro de candidatura de Márcio Canella a deputado estadual.

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Rio de Janeiro

MPRJ entra com ação na Justiça para cobrar que Prefeitura do Rio resolva falta de professores na rede pública

Foto de Redação
Redação

03/09/2026 13:04

O Ministério Público do Rio (MPRJ) entrou com uma ação na Justiça contra a Prefeitura do Rio para cobrar que o município resolva a falta de professores na rede municipal de ensino. A medida ocorre após um procedimento administrativo do órgão identificar um quadro de carência de profissionais docentes.

A ação sustenta que a falta de professores na rede municipal não representa uma situação isolada ou transitória, mas um estado de desconformidade sistêmica que vem se reproduzindo ao longo dos anos, comprometendo a efetividade do direito fundamental à educação no município.

Segundo o MPRJ, antes de ajuizar a ação, a Promotoria recomendou uma série de medidas à Prefeitura do Rio par aperfeiçoar a política de gestão de pessoal da rede. As recomendações não foram seguidas, segundo a ação.

MPRJ aponta uso recorrente de dupla regência e aumento de jornadas de trabalho

O MPRJ também defende, na ação, medidas para assegurar maior transparência na gestão da política educacional e ampliar o acesso da sociedade e dos órgãos de controle às informações produzidas pela Secretaria de Educação do município.

Durante as investigações, os agentes observaram o uso recorrente de medidas emergenciais para suprir necessidades permanentes de pessoal, como dupla regência, ampliação de jornadas de trabalho, remanejamentos internos e sucessivas contratações temporárias, em substituição ao provimento regular de cargos efetivos por meio de concurso público.

Órgão questiona ‘lei da minutagem’

Além dos pedidos relacionados à recomposição da força de trabalho docente, a ação questiona a constitucionalidade de uma lei complementar de 2024, conhecida como “Lei da Minutagem”, que teria promovido um incremento das atribuições e da carga de trabalho dos professores, sem a correspondente valorização remuneratória e a preservação adequada do tempo destinado às atividades extraclasse, como planejamento pedagógico, elaboração de aulas, avaliação de estudantes e formação continuada, em violação aos princípios constitucionais da valorização dos profissionais da educação e da qualidade do ensino.

Ação cita riscos à saúde mental de professores

Ainda de acordo com a ação, a insuficiência de professores, associada ao aumento das exigências funcionais e ao acúmulo de atribuições, tem contribuído para a intensificação do adoecimento físico e mental da categoria.

Segundo o Ministério Público, os efeitos dessa carência também atingem diretamente os estudantes da rede pública municipal, uma vez que a elevada rotatividade de profissionais, a insuficiência de tempo para planejamento pedagógico e a expansão do número de turmas atribuídas aos docentes repercutem negativamente sobre a qualidade do ensino, comprometendo o acompanhamento individualizado dos alunos, a execução adequada do projeto pedagógico e a concretização do direito à educação.

A Justiça ainda vai analisar a ação.

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Rio de Janeiro

Ex-assessores de Domingos Brazão são nomeados para gabinete sem conselheiro no TCE-RJ; gasto com servidores será de R$ 171 mil por mês

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Redação

03/09/2026 12:40

Um grupo de 12 ex-assessores de Domingos Brazão, que perdeu o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ), voltou a ser nomeado poucos dias após serem exonerados. O custo aos cofres do órgão público com esses servidores é estimado em cerca de R$ 171 mil. Eles foram nomeados no mesmo gabinete onde trabalhavam — que está desocupado.

O “gabinete fantasma” é o Gabinete de Conselheiro 7, antes ocupado pelo próprio Domingos Brazão. As perdas dos cargos foram anunciadas no dia 15 de julho. Apenas cinco dias depois, uma ex-assessora de Brazão já estava sendo readmitida. Desde então, outros 11 repetiram o feito.

A justificativa do TCE-RJ é que as nomeações observam as necessidades de manutenção dos serviços técnicos e administrativos. A escolha dos ex-assessores teria relação com a experiência nos cargos e no próprio TCE.

Considerando os valores da tabela remuneratória divulgada pela corte de contas, a atual configuração do gabinete fantasma custará R$ 171 mil por mês ao TCE-RJ. Enquanto as polêmicas tomam conta, a vaga de conselheiro antes ocupada por Domingos Brazão continua vazia.

Brazão perdeu o cargo após ser condenado pelo STF a 76 anos de prisão por ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Com informações de Metrópoles.

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Haakon Lorentzen, filho da princesa Ragnhild da Noruega, aparece entre os principais doadores da campanha de Flávio Valle, com contribuição de R$ 100 mil.

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