A arrecadação de ICMS do setor de combustíveis no Rio deu um salto no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Dados inéditos da Secretaria de Estado de Fazenda mostram que o recolhimento do imposto chegou a quase R$ 2,4 bilhões entre abril e junho, contra R$ 1,3 bilhão registrados no mesmo período em 2025.
O aumento de 77% ocorre após medidas adotadas contra o grupo ligado a Ricardo Magro, responsável pela refinaria Refit.
Em maio, o empresário foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), teve a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e tem seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo para captura de foragidos procurados internacionalmente.
Durante uma entrevista ao Jornal “O Globo” no início deste mês, o governador em exercício Ricardo Couto disse que o afastamento de Magro marcou uma mudança no setor de combustíveis no estado: “Ao tirar ele, o abastecimento com combustível limpo, não adulterado e sem sonegação volta ao mercado fluminense”.
Couto classificou Magro como o empresário “mais nocivo do Rio” e disse que quer trabalhar para impedir a expansão do grupo, que é um dos maiores devedores de impostos do país.
“Eu tenho que ‘matar’ o empresário mais nocivo do Rio, que todos nós sabemos: Ricardo Magro. Ele não bota o pé no Brasil porque sabe que vai ser preso”, disse o governador.
Melhora na arrecadação após ações contra grupo do empresário, alvo da PF
A alta na arrecadação vem na esteira de ações adotadas para reduzir a sonegação fiscal e combater práticas de concorrência desleal.
A mais expressica foi a cassação das inscrições estaduais da Refit e de outras 19 empresas ligadas ao grupo de Ricardo Magro. A Refit foi também desenquadrada pela Secretaria de Estado de Fazenda do Rio do benefício fiscal que concede o diferimento de ICMS (possibilidade de pagar o imposto apenas no momento da venda do produto) na importação de combustíveis.
Houve também uma reestruturação da inspetoria de combustível e da operação de barreiras fiscais.
Com informações do colunista Lauro Jardim, do Jornal “O Globo”.

