Uma manifestação inusitada chamou a atenção de quem passava pela região da Central do Brasil. Movimentos sociais e coletivos de luta pela educação realizaram na noite desta quinta (03) uma projeção em um prédio da região exibindo mensagens em defesa da tarifa zero nos transportes públicos em dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em 2026, as provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro.
O objetivo da mobilização é pedir ao prefeito Eduardo Cavaliere que ele permita o acesso de estudantes de baixa renda, e não possuem o dinheiro da passagem, consigam a liberação ao acesso gratuito ao transporte público nos dias das provas.
“Ei, prefeito Cavaliere! Libera tarifa zero para o Enem! O sonho de entrar na universidade não pode parar na catraca.”, diz o texto projetado no paredão lateral da sede da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), na Avenida Presidente Vargas, n? 670. O edifício, de 25 andares e cerca de 90 metros de altura, é um dos mais altos da Central do Brasil.
Maria Clara Delmont, coordenadora da ONG Meu Rio, disse que a reivindicação visa combater a desigualdade educacional. Para a ativista, a falta de condições financeiras não pode significar mais uma barreira no acesso ao ensino superior.
“Em uma cidade marcada pela desigualdade, o custo do transporte ainda representa um obstáculo para milhares de pessoas que sonham em ingressar na universidade. Isso também passa pela questão da mobilidade urbana e do direito à cidade. O passe livre é uma política pública de inclusão e o Rio precisa avançar nesse direito”, defendeu.
A ação faz parte da campanha “Brota no Vestibular, Tarifa Zero para Estudar”, que já conta com 5 mil assinaturas em apoio à causa. A expectativa é que o passe livre beneficie cerca de 48 mil jovens cariocas que compõem o público-alvo direto da campanha, idealizada pela vereadora Maíra do MST.
A projeção foi organizada de forma conjunta por oito entidades: União Nacional dos Estudantes (UNE), União Estadual dos Estudantes (UEE), Levante Popular da Juventude, O Rio Vale a Luta, Fórum de Pré-Vestibulares Populares do Rio de Janeiro, ONG Meu Rio, Revide e Kizomba. Toda a parte técnica da exibição foi operada pelo coletivo Projetemos.




















































