Tradicional bairro da Zona Oeste do Rio, Bangu terá um projeto de revitalização de sua área central. O prefeito Eduardo Cavaliese apresentou nesta sexta (04) que a região terá uma série de intervenções de cultura, lazer e mobilidade. Com o nome de Avança Bangu, o programa inclui a criação do Parque Linear Bangu, que terá um centro cultural, a recuperação do antigo Cine Matilde e a implantação de um terminal de ônibus municipais.
“A gente tá celebrando hoje um dia que a população de Bangu esperava e sonhava. Da mesma forma que fizemos em Campo Grande e Santa Cruz, hoje lançamos o Avança Bangu e anunciamos o novo terminal intermodal no centro do bairro. Também assinamos dois atos históricos: a compra do Cine Matilde, fechado há 60 anos, e da Casa do Silveirinha, que era um compromisso nosso. Nós queremos garantir um lazer de alta qualidade para as famílias de Bangu”, afirmou Cavaliere.
Os projetos serão desenvolvidos pela Empresa Municipal de Urbanização (Rio-Urbe), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura, com apoio das secretarias de Cultura e Transportes. O objetivo é integrar os espaços de cultura, lazer e mobilidade em uma mesma área, no coração de Bangu. Além disso, o projeto prevê a construção de um Parque Linear que vai conectar o comércio da região, a Paróquia São Sebastião e Santa Cecília e o futuro Centro Cultural Casa do Silveirinha, integrando diferentes espaços do projeto.
Centro cultural com parque e áreas de lazer
O Parque Linear contará com o novo espaço de cultura de Bangu: o Centro Cultural Casa do Silveirinha, entre a Rua Santa Cecília e a Rua Silva Cardoso, que vai ampliar as opções de convivência na região. O Centro Cultural vai reunir museu, área de exposições e café, além de oferecer novas opções de atividades para moradores e visitantes.
Na área externa, o projeto prevê restaurante, food trucks, parque infantil, espaço para piquenique, quadras de areia, academia e anfiteatro, além de sanitários e vestiários. A estrutura também terá áreas de apoio para a administração, Guarda Municipal e Comlurb.
O terreno onde será construído o novo Centro Cultural Casa do Silveirinha pertenceu a Guilherme da Silveira Filho, o Dr. Silveirinha, uma das personalidades ligadas à história de Bangu. Proprietário da Fábrica de Tecidos Bangu e presidente do Bangu Atlético Clube, ele teve papel importante no desenvolvimento do bairro. A proposta preserva essa memória e dá novos usos ao espaço.
Cine Matilde voltará a receber cultura
Desativado desde os anos 90, o histórico Cine Matilde será revitalizado e transformado em um novo equipamento cultural. Durante seu período de funcionamento, o cinema foi um importante ponto de encontro de famílias, jovens e trabalhadores de Bangu e chegou a ser considerado, na década de 1960, um dos cinemas mais modernos da cidade.
Também desenvolvido pela Cultura e Rio-Urbe, o projeto prevê um espaço multiuso, com uma sala de teatro com capacidade para 250 pessoas e duas salas de cinema, para 100 e 130 espectadores. A estrutura terá ainda bomboniere, sala de exposições e um rooftop com bar, restaurante e área de convivência. Também haverá estacionamento de serviço.
Novo terminal para o bairro
Na área de mobilidade, o Avança Bangu prevê a criação do Terminal Bangu Shopping, que será construído na área de estacionamento do shopping, na interseção da Avenida Santa Cruz com a Rua Fonseca. Hoje utilizada para eventos e shows, a área vai ganhar uma nova função. O projeto é da Secretaria de Transportes, em conjunto com a Rio-Urbe.
O terminal terá plataformas centrais, vagas para os ônibus aguardarem entre uma viagem e outra, área comercial, sanitários para passageiros e estrutura de apoio para funcionários, além de arborização. Os ônibus entrarão pela Rua Fonseca e sairão pela Avenida Santa Cruz, enquanto os passageiros poderão acessar o espaço pela avenida, por meio de rampas e escadas. Também serão implantadas novas travessias de pedestres e gradeamento para reforçar a segurança.

Próximo à estação ferroviária e ao Bangu Shopping, o terminal facilitará a integração entre ônibus, trens e os equipamentos do entorno. Atualmente, os pontos finais dos ônibus estão espalhados por ruas como Silva Cardoso, Rua do Açude e Rua da Feira. Com a transferência das operações para o terminal, a proposta é organizar o embarque e desembarque, liberar espaço nas vias e melhorar a circulação na região.
























































