A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio, ligada ao Ministério Público Federal (MPF), se manifestou favoravelmente ao indeferimento da candidatura de Dimas Gadelha (PT) à reeleição na Câmara dos Deputados. Em documento assinado na terça-feira (02), o órgão aponta, como motivação, acusações de irregularidades contra o deputado na época em que ele era presidente da Fundação Municipal de Saúde de São Gonçalo.
Dimas foi presidente da FMS de São Gonçalo durante a gestão de Neilton Mulim, que esteve à frente da prefeitura de 2013 a 2016. Na época, ele foi acusado de participar da compra de itens hospitalares por preços superiores aos anteriormente registrados.
A Procuradoria cita, no documento, um processo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que apontou uma revogação de compra e posterior nova formalização de contrato com outras empresas “sem a justificativa adequada” — o que teria resultado em sobrepreço.

De acordo com o pedido, o dano ao erário no caso foi de R$ 284.208,00. Por isso, o TCE-RJ considerou, em julgamento de 22 de novembro de 2024, a situação irregular.

O que diz Dimas Gadelha
Procurada pelo portal TEMPO REAL, a defesa do candidato Dimas Gadelha informou que o pedido tem “caráter opinativo” e que vai esclarecer a questão na Justiça Eleitoral. Leia a nota, na íntegra, logo abaixo:
“A defesa de Dimas Gadelha esclarece que a manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral possui caráter opinativo e não representa decisão sobre o registro de sua candidatura.
Todos os argumentos jurídicos e esclarecimentos necessários serão apresentados nos autos. Dimas confia na Justiça Eleitoral e permanece tranquilo quanto ao deferimento de seu registro.
A campanha segue normalmente, com diálogo nas ruas e o compromisso de continuar trabalhando pela população do Estado do Rio de Janeiro”.





















































