Uma cidade tem muitas vozes, mas nem sempre todas são ouvidas. Foi pensando nesse dilema do cotidiano social que um grupo de pesquisadores lançou a coletânea “A Cidade Fala – Memórias, Linguagens e Resistências”.
A obra é organizada por Bruno Coutinho, Branca Falabella Fabrício e Adriana Carvalho Lopes, todos com experiência no trabalho em temas como linguística, sociologia, antropologia, geografia e pedagogia, a coletânea.
De acordo com Coutinho, o livro parte de uma provocação: a cidade contemporânea é um espaço em disputa, “falado” por múltiplas vozes de classe, raça, gênero, credo e orientação sexual. Todas elas travam entre si a produção e a ocupação do território urbano.
Natural de Bangu, na Zona Oeste, e cientista social dedicado há anos às periferias do Rio, ele assina o capítulo “Memória e ancestralidade na performance musical insurgente de uma artista negra de periferia”, em que investiga a música como espaço de resistência e de produção de conhecimento nas periferias urbanas.
Em conversa com o TEMPO REAL RJ, o pesquisador detalha sobre um dos temas que aborda no capítulo que assina: a valorização da história contada antes dela se tornar um documento materializado.
“Antes de toda história escrita, há uma história oral que foi contada, de maneira verbal e corporal. Toda oralidade é performática e se manifesta na materialidade dos corpos históricos. São histórias sobre como o passado, o presente e o futuro estão entrelaçados na imaginação das pessoas que dão vida às histórias analisadas na obra: quando falam da moradia nos bairros do subúrbio carioca, quando afirmam que o racismo permanece como dispositivo de opressão e discriminação social, quando se posicionam politicamente nos saraus culturais das cidades, quando contam como mobilizam os moradores das favelas, por meio das redes sociais, para que se protejam da necropolítica do Estado. Assim, a história oral é o meio pelo qual, não só a memória se torna registro de um acontecimento, mas se revela como reminiscência”, explica.
Samba continua sendo um grito de resistência
Coutinho pontua que o samba segue como o gênero musical usado como resistência social. Embora reconheça que o ritmo passou por um processo de redescoberta até ser “apropriado pelas classes médias brancas da Zona Sul do Rio de Janeiro em meados dos anos 1950″, Coutinho cita um exemplo de sambista que segue fiel às origens sociais do gênero. A artista Nilze Benedicto, nascida em São Gonçalo.
“Nilze, artista negra e moradora de São Gonçalo, faz do samba seu instrumento de ressignificação de símbolos da cultura negra no País. Mais especificamente, mesmo cantando e compondo em gêneros como ‘música romântica’ e ‘pop’, Nilze interpreta seus sambas reafirmando de forma reminiscente. Ela rememoriza e politiza a própria ancestralidade, destacando o lugar da mulher negra. Por meio de sua performance insurgente, busca descontruir estigmas e reafirma o lugar de existência da mulher negra na produção da própria cultura brasileira”, detalhou.
Residindo atualmente em Petrópolis, na Região Serrana, o pesquisador reconhece a existência de um choque pessoal por causa da diferença de mentalidade e cultural entre as duas áreas. Apesar disso, pontua que esse conflito era mais forte quando morava em Botafogo, na Zona Sul, antes de se mudar para a serra.
“Senti com mais força essa postura etnocêntrica em relação a mim quando fiz o primeiro movimento de moradia em Botafogo, Zona Sul do Rio.. Quando cheguei em Petrópolis, esse sentimento não existia mais, pois a minha referência primeira já não era mais a Zona Oeste, mas um lugar de maior prestígio no imaginário das pessoas. Além disso, eu já ocupava também um lugar de maior destaque e legitimidade por já ser doutor em sociologia. Por fim, em Petrópolis, não há o peso de ser suburbano como no Rio de Janeiro”, comenta.
Além da coletânea “A Cidade Fala – Memórias, Linguagens e Resistências”, Bruno Coutinho coordena o Observatório de Políticas Públicas do Complexo do Alemão, ligado ao Instituto Raízes em Movimento, e leciona sociologia e filosofia em escolas da rede privada de Petrópolis. O pesquisador é formado em Ciências Sociais pela Universidade Candido Mendes, com pós-graduação em Sociologia Política pela PUC-Rio. Além disso, tem mestrado em Políticas Sociais pela UFF e doutorado em Sociologia pelo IESP-UERJ.
Comments 35
Só tem um problema: Bonsucesso não tem Calçadão
É verdade, kkkkk
Bom dia! Um grande milagre aconteceu em Bonsucesso, os Agentes da Guarda Municipal da III Inspetoria realmente trabalharam? Há tempos que não consigo ver esses “profissionais” nas ruas do bairro, mal comparando parecem até “Fantasmas”, somem a maior parte do tempo. Em frente as Casas Bahia na Rua Cardoso de Morais existe um Trailer que ocupa permanentemente o recuo e o pior de tudo isso: as bases dele estão fincadas ao solo e concretadas. O espaço urbano é da Prefeitura ou particular?
Deveria por o nome doa lugares para as pessoas nao ir mais ne
Já pesquisei . Não há lei que proiba trailer ocupar o espaço que o dono queira. Uma vez um morador do meu prédio montou um trailer na porta do nosso prédio numa rua residencial ocupando grande espaço na porta da saída do prédio e pasme: puxando fio de eletricidade saindo do apt dele passando por vima dos toldos da varanda para iluminar o foodtruck dele. Graças a Deus se mudou!!!
Av.Vicente de Carvalho, proximo ao mercado multmatket, de lá até oa banco do brasil, so camelos
A calcada e parrte da rua, junto ao meio fio, em frente ao banco brasil esta tomada por um ambulante que deixa uma van estacionada na rua junto ao meio fio (como apoio) para que ele e outros com ele montem uma bancada NA RUA de onde oferecem seus produtos, sao aproximadamente 15/20 metros com produtos e bancadas junto ao meio fio ocupando 80% da passeio (montou uma feira livre na calcada e partexda rua)
Camelôs e carros nas calçadas das ruas Cardoso de Moraes e avenida Teixeira de Castro tiram o direito de deficientes usarem as calçadas. A prefeitura tem que criar um espaço para alocar os camelôs credenciados e multar os carros nas calçadas.
Em vez te está atrasando o trabalhador ambulante aí em Bonsucesso vem aqui em Ramos na calçada do UPA do Itararé multar os carros que ficam na calçada e o pedestre tem que andar na rua
Moro em Bonsucesso desde 1986, mas já frequentava o bairro, por morar em Ramos e estudar em Bonsucesso desde a 5° série.
Bonsucesso sempre foi um bairro central, com vasto comércio, servindo à toda população em todos os aspectos e necessidades. Acontece que ao longo dos anos, o bairro foi esquecido, entregue a própria sorte, sofrendo com o descaso das autoridades e do abandono do Poder Público que só aparecia em tempos de eleição com falsas promessas pensando somente na arrecadação de votos.
O que aconteceu com o bairro, é o que vemos hoje com muita tristeza para nós moradores e comerciantes, falta de segurança, saneamento, iluminação, calçamento, passarelas totalmente destruídas, passagens de níveis totalmente insalubres, esgoto a céu aberto, casas abandonadas, lojas fechadas, ruas cheias de moradores de rua, cravados entre outros graves problemas que o bairro vem sofrendo ao logo dos anos devido ao esquecimento que foi dado a ele.
A população de Bonsucesso pede socorro urgente, para este bairro que já foi um dos melhores bairros da Zona da Leopoldina.
A Favelópole do RJ nunca será uma cidade civilizada.
FISCALIZACAO E MANUTENCAO. SEMPRE. SO ISSO. SE NAO. SAO OUTRAS COISAS. NOSSO IR E VIR
Av. Vicente de Carvalho proximo ao shopping
Carioca:
Adega duas nacoes uso cerca de 75% da largura da calcada com mesas e cadeiras. Á tarde, ate à noite, outros 15% do que resta da calcada com mesas até ao meio fio. Veivulos de freguentadores, camelos e ambulantes, adiante, ocupam a calcada que vai até ao shopping, toda a curva em frente ao shopping.
Lembro que instalada na praca enfrente ao shopping tem um posto da PM.
OS engarrafamentos sao diarios nas esquimas da av. Meriti com a praca, em frente ao shpping.
Nestre treccho é proibido estacionar ou dar parada, mas vans de passageiros fazem ponto final, regularmente, em frente ao poste com a placa de proibido. DIARIAMENTE
“fiscais” ou “apontadores “do negocio com vans fazem “papel da policia” FECHAM O TRANSITO em frente as vans para que passageiros possam atraversar e embarcar nos veiculos.
O caos no trânsito é diário, em frente ao shopping carioca e o posto da PM av meriti.
Á tarde o engarrafamento atravessa o entorno da praça segue pela av meriti cerca de 400 metros em pista unica. ABSURDO! Todos os dias vá cer pra crer. O “posto” da PM é em frente, o centro da praça.
Pode olhar direitinho que toda sexta feira a guarda passa sim, se é que me entende.
É Realmente estava sendo um verdadeiro avanço desordenado no calçadão e nos próximos dias será as vans que estão totalmente desrespeitando os passageiros que usa os cartões idosos Jae, .dizem que estão cumprindo ordem da Prefeitura do Rio.
E determina só levar um idoso ou deficiente físico..
E a ignorância, estupidez e falta de empatia de muitos, precisam tentar diminuir os outros para sentir se melhores.
A própria casas Bahia enxerga a calçada de produto e impossibilita a passagem de pedestres.
Do outro lado a mesma coisa…
Falou o morador do Alto Leblon
Deveria colocar o nome das lojas, da pastelaria pras pessoas ficarem sabendo e não comerem nesses ambientes. E nem comprar coisas falsas, assim ficam pensando em várias lojas..
Ué mais guarda Municipal não gostam de trabalhar ficam tudo no ar condicionado dentro das viaturas
poxa .. parabéns, calçadas cheia de camelô, frota de boliviano, chilenos , q colocam suas crias( crianças)pra dormir no chão, totalmente desordenados, transeuntes tem passar no meio da rua, coitados dos comerciantes, e deles q talvez sejam explorados, por alguém, PF neles.. feirinha cultural” na praça q um dia foi dos idosos, sobre as mafia das vans, é outro problema, a param aonde qrem fecha os pontos de ônibus, praticamente forcando os pedestre a entrar nas vans q não aceitam gratuidade, principalmente do Jae, dizem q a prefeitura não lhe repassar o valor, mesmo tendo a catraca oficial ” a rejeita, o cartão kkkk absurdo, espaço pequeno, bons comércio, boas lojas , mas sem amparo algum, segurança pregaria , guardas sumiu, PM também, de repente uma reunião(Capilé) com Comandante da área, com o presidente da associação, quem sabe uma polícia presente, pra trabalhar no horário de pico… se eu fosse o presidente do sindicatos fecharia com essas forças , de seguranças, 24 h dando segurança aos comerciantes questão tendo suas lojas arrombadas a noite por moradores de rua, limpeza!
Choque de ordem, URGENTE !
MADUREIRA TODA OCUPADA por ambulantes.
Em frente ao mercadão ocupam a rua principal, junto ao meio fio, a calcada tem 70% de area ocupada.
Nas rampas de acesso a pedestres para estrada do portela é uma vergonha! Cerca de 70% da larguma é so ambulantes vendem de tudo até
Na estrada do portela é VERGONHOSO! 90% das calcadas totalmente ocupadas até ao shopping.
A rua entre estrada do portela e a estação ferroviaria esta totalmente tomada ( RUA e CALCADAS). vendem tudo, invluvise comida.
Nao tem como trafegar de carro tudo tomado.
Na esquina “rola” um churrasco diariamente com mesas e cadeiras na rua e calcadas.
MADUREIRA, CHOQUE DE ORDEM, URGENTE!
Acesso a estacao do metró de vicente de carvalho.
Camelos tomam cerca de 50% da largura da rampa e toda a rampa ate a entrada de acesso a estacao.
Á tarde quando o movimento de pedrestres e maior tem ate churrasco.
Nas rampas, duas pessoas, lado a lado, tem dificuldade de trafegar. Nas horas de grande movimento formam.se filas para subir ou descer as rampas.
Certamente, isto nada mais é do que uma ação, com viés político, para alicerçar a candidatura de alguém, diretamente ligado aos órgãos atuadores…. Esse tipo de atitude deveria ser constante e em todas a cidade do rio de janeiro…. Não de forma eventual…. Toda a população sabe, e os fiscais também, que a irregularidade graça por nossa cidade…. Infelizmente…..
Boa tarde. Deveria ir fiscalizar no bairro de Pilare- Avenida João Ribeiro. Várias lojas se apoderam das calçadas e quem sofre é o cadeirante , idoso , portada dor de qualquer doença que impeça a pessoa caminhar.,l A quantidade de camelo é absurda ! Chega as ruas . Alguma s lojas tipo Utili Casa, Casa do Biscoito, Drogari Cumani , vários hortifrutis começando pela suburbana ….etc
Pilares está jogado no lixo !
São várias ligações para o 1746 a anos e a prefeitura não manda fiscalizar.
SÓ UMA COISA ACHO QUE NAO FIZERAM E NAO VÃO FAZER, POR MOTIVOS ÓBVIO, O PROBLRMA DAS VANS!!!! O TRANSITO FICA UMA “PORCARIA” , HÁ MUITO TEMPO ACONTECE , E NENHUMA FISCALIZAÇÃO OU CONTROLE!!!!
Madureira tá assim TB, não dá nem p andar pelas calçadas
Boa noite,,se teve intervenção com dois estabelecimento de alimentos,,pq no colocaram os nomes pra gente quando tiver em Bonsucesso não ir nesse estabelecimento…por favor
O sistema amassando o Trabalhador
Quando terá o choque de ordem em Madureira, Estrada da Portela…. uma vergonha
Deixa as pessoas trabalhar e vai atrás de bandidos, o bairro de Bonsucesso tá cheio deles, inclusive furtaram meu carro e não apareceu ninguém pra me ajudar porra.
Cambada de safados batendo e cachorro morto.
Bandidos estão espalhado em todo o bairro de Bonsucesso.
Não aparece nenhuma polícia.
Pau no cu de todo mundo do rj
Realmente Bonsucesso está como Terra de ninguém, além dos camelôs que ocupam as calçadas…tem várias lojas que colocam araras de roupas na calçada e isso fica competindo com o camelô e quem fica sem espaço para circular, andar…somos nós os consumidores…é lamentável. Sou a favor dos camelôs sim, porém precisa ter um espaço pra eles trabalharem. E nao permanecerem nas calçadas ocupando -as. Onde muitas das vezes o risco de acidente é grande, pois muita das vezes temos que passar pela rua e se desvencilhar dos carros e materiais dos próprios camelôs que tambem usa um pequeno espaço da rua. Parabéns pra Guarda Municipal. Mas vem Festas de Final de ano e tudo será normal.
Seop tb é uma organização criminosa onde eles recolhem mercadorias dos ambulantes e depois levam para suas casas para fazer uso,falo isso com autoridade pois vc vai no depósito buscar e eles não devolvem.
Bonsucesso acabou a tempos, do lado “nobre” do bairro onde fica a Praça das Nações a desordem pública impera, no lado “pobre” que é o da Rua Uranos impera o tráfico e a insegurança.
É bem o retrato da cidade!
O pior de bonsucesso, ninguém resolve. Aquela passagem sob a linha férrea. E um problema secular, ridículo.