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Home Polícia

Polícia

01/07/2026 12:02
  • João Pedro Lima João Pedro Lima

Justiça cassa mandato de Daniela Soares, prefeita de Araruama, por abuso de poder político da antecessora nas eleições de 2024

Prefeita eleita em Araruama em 2024, Daniela (esquerda), é prima da então prefeita, Lívia (direita)

Prefeita eleita em Araruama em 2024, Daniela (esquerda), é prima da então prefeita, Lívia (direita) — Foto: Reprodução

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio determinou, nesta quarta-feira (1º), a cassação do mandato da prefeita de Araruama, Daniela Soares (MDB), e da vice Verônica da Silva Januário de Almeida (MDB), em uma ação que apurou abuso de poder político, econômico e uso indevido dos meios de comunicação institucional nas eleições municipais de 2024.

Segundo a ação, a então prefeita Lívia de Chiquinho, que é prima de Daniela, e seu marido e também ex-prefeito do município, Chiquinho da Educação, teriam usado massivamente a máquina pública de Araruama para promover a imagem da atual prefeita, que foi eleita com o apoio da ex-prefeita e era conhecida como “Daniela de Lívia” até o rompimento político entre as duas.

A peça também aponta que a prefeitura realizou uma contratação massiva de milhares de funcionários temporários e estagiários, sem processo seletivo, ao longo do ano eleitoral de 2024, inflando a folha de pagamento para obter apoio político. A decisão foi proferida em primeira instância e ainda cabe recurso.

Condenação de quatro envolvidos

A decisão, proferida pela 92ª Zona Eleitoral de Araruama, decretou a cassação dos diplomas da prefeita Daniela e da vice-prefeita Verônica, eleitas em 2024, além de declarar a inelegibilidade da ex-prefeita Lívia Soares Bello da Silva e de seu marido, Francisco Carlos Fernandes Ribeiro.

As eleitas foram apontadas como beneficiárias diretas do abuso de poder político praticado pela então prefeita.

Os quatro foram declarados inelegíveis por seis anos. Além disso, cada um foi condenado individualmente ao pagamento de multa de R$ 20 mil, além de custas e honorários advocatícios, fixados em R$ 5 mil.

Justiça determina novas eleições em Araruama

Diante da cassação, a sentença ainda determina que, assim que houver o trânsito em julgado (quando não couberem mais recursos) ou a confirmação dessa decisão pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) em segunda instância, deverão ser convocadas novas eleições para a chefia do Executivo municipal de Araruama.

A decisão proferida nesta quarta permite que Daniela de Lívia e Verônica recorram do processo sem deixar os cargos.

As defesas dos investigados contestaram a validade das provas digitais anexadas aos autos, como capturas de tela de redes sociais e fotografias, sob o argumento de que o material foi produzido sem ata notarial, perícia técnica ou preservação da cadeia de custódia.

Outro ponto levantado foi que Daniela de Lívia não ocupava cargo público até outubro de 2023 e, por isso, não poderia ser responsabilizada por condutas vedadas previstas na Lei das Eleições. Após assumir a Secretaria de Governo, segundo os advogados, sua participação em eventos públicos passou a fazer parte das atribuições do cargo.

Os advogados da prefeita também argumentaram que a aproximação familiar e política com a então prefeita faz parte da “liberdade de expressão e sociabilidade política”, o que não configuraria pedido explícito de voto. Sobre as contratações temporárias, a defesa alega que foram feitas legitimamente, sem fins eleitorais demonstrados.

O que diz a prefeita de Araruama

A prefeita de Araruama se posicionou sobre a decisão em nota oficial. Eis a íntegra:

“A prefeita de Araruama, Daniela Soares, recebe com serenidade a decisão judicial referente a um processo de 2024, reafirma seu respeito às instituições e destaca que a decisão não é definitiva.

Não há decisão de afastamento do cargo. A prefeita segue no pleno exercício de suas funções, enquanto a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis, confiante de que a Justiça irá rever a decisão nas instâncias superiores.

A administração municipal continuará trabalhando normalmente, garantindo a continuidade dos serviços públicos, das obras e das ações em andamento.

A prioridade é preservar a estabilidade administrativa do município e manter o compromisso da gestão com Araruama.”

Escrito por:

João Pedro Lima João Pedro Lima Ver publicações

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Política

Hoje na defesa de Garotinho, Admar Gonzaga votou pela inelegibilidade do ex-governador quando era ministro do TSE

Foto de Redação
Redação

16/08/2026 09:52

O advogado Admar Gonzaga, que atualmente é o responsável pela defesa de Anthony Garotinho e tenta salvar sua candidatura ao governo do estado pelo Republicanos, votou no passado contra o próprio cliente. Enquanto atuava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — onde foi ministro substituto de 2013 a 2017 e titular até 2019 — Gonzaga foi a favor da inelegibilidade do ex-governador.

Em 2018, Garotinho foi condenado em segunda instância por improbidade administrativa, acusado de envolvimento num esquema que desviou R$ 234,3 milhões da Secretaria Estadual de Saúde. Ele teria influenciado na contratação, sem licitação, da ONG Pró-Cefet para o projeto “Saúde em Movimento”.

O TSE dediciu, por unanimidade, barrar a candidatura de Garotinho em 2018. Uma das razões foi justamente essa condenação. Durante o julgamento, em setembro daquele ano, Admar Gonzaga destacou a gravidade do caso:

“Muito além do favorecimento e do enriquecimento ilícito de terceiros, houve proveito próprio, porque ONGs que foram favorecidas fizeram aportes à campanha para candidatura à Presidência da República [em 2006].”, disse o agora advogado, que busca colocar por terra a tese da inelegibilidade.

O registro da candidatura de Garotinho às eleições de outubro está sendo contestado por três ações de impugnação, uma delas movida pela coligação do principal adversário, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD)..

Trânsito em julgado e tese da defesa

Garotinho recorreu da sentença do Tribunal de Justiça do Rio, mas não obteve êxito, e a ação transitou em julgado em agosto de 2026. Recentemente, no último dia 10, o juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública do TJRJ, determinou a execução do cumprimento da pena.

A sentença prevê a suspensão dos direitos políticos por 8 anos, proibição de fechar contratos com o poder público, devolução dos R$ 234,4 milhões desviados (valor histórico) e pagamento de multa civil de R$ 500 mil.

Agora assumindo a defesa do político, Admar Gonzaga apresenta a tese de que a condenação já havia transitado em julgado do ponto de vista jurídico em 1º de agosto de 2018 — ou seja, antes mesmo do julgamento no TSE do qual ele próprio participou.

“Os recursos seguintes foram inadmitidos por intempestividade, de modo que as decisões posteriores dos Tribunais Superiores possuem natureza meramente declaratória e efeitos anteriores. A suspensão dos direitos políticos, portanto, se exauriu em 1º de agosto de 2026”, defende Gonzaga.

Em nota, a defesa afirmou ter “convicção” de que o ex-governador está com seus direitos políticos totalmente preservados, confiando que essa condição será confirmada pela Justiça Eleitoral no momento do julgamento do registro de sua candidatura ao governo fluminense.

Com informações de Isadora Teixeira, da coluna Grande Angular, do portal “Metrópoles”

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Polícia

Acidente de ônibus deixa oito mortos e quase 40 feridos na Região Serrana

Foto de Gabriel Gontijo
Gabriel Gontijo

16/08/2026 09:35

Pelo menos oito pessoas morreram e outras 39 ficaram feridas após um ônibus tombar na madrugada deste domingo (16), em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. O acidente aconteceu por volta das 4h30, na altura do km 91 da BR-040, enquanto o veículo seguia para Belo Horizonte, em Minas Gerais.

A ocorrência foi encaminhada para a delegacia do município, a 105 DP. Equipes do Corpo de Bombeiros estão no local. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, as vítimas foram encaminhadas para o Hospital Santa Teresa em Petrópolis e também Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e Getúlio Vargas, na Penha.

O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 4h40 para uma ocorrência de queda de veículo na região de Caxambu, próximo ao Sítio Flor da Serra. O atendimento mobilizou equipes dos quartéis de Campos Elíseos, Parada de Lucas, Itaipava e Petrópolis.

A concessionária Elovias informou que a pista no sentido Rio de Janeiro ficou totalmente interditada para o atendimento da ocorrência..

Posteriormente, a concessionária informou que uma faixa foi liberada no local após a atuação conjunta das equipes operacionais, do Corpo de Bombeiros e da PRF.

Veja o vídeo no Instagram.

*Em atualização.

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Transparência

TRE-RJ dá 72 horas para Paes apresentar certidões, proposta de governo e provar elegibilidade em processo antigo

Foto de Redação
Redação

16/08/2026 09:11

O candidato Eduardo Paes (PSD) precisa apresentar, em até 72 horas, a prova de elegibilidade referente às eleições municipais de 2016 ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio. O documento, de número 0001705-94.2016.6.19.0176, foi expedido neste sábado (15) e,determina que as pendências sejam sanadas “sob pena de indeferimento” do pedido de registro.

Além da comprovação referente ao processo de 2016, o TRE-RJ determinou que Paes apresente certidões criminais das Justiças Federal e Estadual, de primeiro e segundo graus, acompanhadas de certidões de objeto e pé em caso de eventuais anotações.

O candidato também foi intimado a entregar sua proposta de governo, que ainda aparece como pendência na análise do registro.

Do que se trata o processo citado pelo TRE

O processo mencionado pela Justiça Eleitoral é uma ação da eleição municipal de 2016, movida por Marcelo Freixo e sua coligação contra Eduardo Paes e Pedro Paulo.

Na ocasião, os dois foram acusados de abuso de poder econômico em razão da utilização, durante a campanha de Pedro Paulo à Prefeitura do Rio, de informações do Plano Estratégico Visão Rio 500, elaborado pela Prefeitura durante a gestão de Paes.

A ação havia sido inicialmente rejeitada pela 176ª Zona Eleitoral. Posteriormente, porém, o TRE-RJ reformou a decisão e condenou Paes e Pedro Paulo à inelegibilidade por oito anos, além de multa.

A condenação acabou sendo derrubada pelo Tribunal Superior Eleitoral em fevereiro de 2021. Por unanimidade, o TSE absolveu os dois e afastou a inelegibilidade, entendendo que não havia provas suficientes de abuso de poder econômico.

Agora, durante a análise da candidatura de Paes ao Governo do Rio em 2026, o TRE-RJ solicita que seja apresentada prova de elegibilidade referente justamente a esse processo.

A intimação, portanto, não representa uma nova condenação nem significa que Paes esteja atualmente inelegível. Trata-se de uma diligência do processo de registro para que a candidatura apresente a documentação necessária e demonstre que o processo antigo não produz impedimento eleitoral atualmente.

O registro de candidatura de Paes tramita no TRE-RJ sob o número 0601714-98.2026.6.19.0000.

Para consultar informações de processos e andamentos sobre eleições, você pode acessar os portais oficiais do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Berenice Seara

PL investe na candidatura de Rogéria Bolsonaro; desempenho da matriarca é considerado fundamental para a campanha de Flávio

Foto de Berenice Seara
Berenice Seara

16/08/2026 09:00

Tempo de TV, cota máxima do Fundo Eleitoral, dobradinhas mil: o PL decidiu que a eleição de Rogéria Bolsonaro, ex-vereadora e mãe dos três filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro — Flávio, Carlos e Eduardo — terá a atenção total do partido no Rio de Janeiro.

No café da manhã promovido neste sábado (15) pelo senador e candidato a presidente Flávio, numa padaria na Barra da Tijuca, Rogéria foi tratada como rainha.

Rogéria Bolsonaro com Flávio e o candidato a governador Douglas Ruas
No alto do carro: Rogéria Bolsonaro com Flávio e o candidato a governador Douglas Ruas – Foto: Divulgação

O presidente estadual do PL — e candidato à Câmara, como Rogéria — Altineu Côrtes, se derramou em rapapés. Disse que fará da ex-vereadora “a deputada federal mais votada do partido” no Rio. Não à toa. Um bom desempenho de Rogéria só tende a ajudar na campanha Flávio. Já o contrário…

Candidatos a estaduais fizeram fila para fotografar com ela.

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Rogéria com o filho Flávio e o candidato a deputado estadual Rogério Amorim – Foto: Divulgação

Em 2020, quando foi candidata a vereadora no Rio, Rogéria teve 2.034 votos e ficou como suplente.

Na época, pelo Republicanos.

Mas, aí, foi em outro momento, outra história…

Nada como uma expectativa de poder.

 

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Transparência

Bloqueios propositais de recursos atrasam obras em estradas, aponta TCE; levantamento reúne 87 contratos estaduais parados

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Redação

16/08/2026 08:00

O governo do estado do Rio de Janeiro tem usado bloqueios de recursos para tentar equilibrar um orçamento que já nasce no vermelho, segundo uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), e a prática tem reflexos na execução de obras públicas. No caso do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), os investimentos ficaram praticamente parados no início de 2025.

Em janeiro do ano passado, a Fundação DER-RJ não registrou um único empenho para investimentos. No mês seguinte, foram apenas R$ 6,7 mil. Já em março, o valor saltou para R$ 112,1 milhões. O tribunal também identificou concentração de empenhos em julho e dezembro.

A explicação está no próprio orçamento. As despesas previstas pelo estado passaram a superar cada vez mais as receitas estimadas: o déficit foi de R$ 8,5 bilhões em 2024 a R$ 14,66 bilhões em 2025, e está previsto para chegar em R$ 18,93 bilhões em 2026. Diante desse desequilíbrio, o governo mantém parte do dinheiro bloqueada e libera os recursos ao longo do ano.

A própria Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) admitiu à auditoria que o bloqueio é utilizado porque a despesa fixada no orçamento supera a previsão de receita.

Para o TCE, o problema é que esse mecanismo, que deveria ser usado excepcionalmente para cumprir as metas fiscais, passou a ser utilizado de maneira contínua. O ajuste que deveria aparecer na elaboração do orçamento acaba sendo feito durante o ano, segurando recursos que os órgãos precisam para tocar seus contratos.

É nesse ponto que a auditoria relaciona a gestão do dinheiro às obras. Segundo o relator, conselheiro substituto Marcelo Verdini Maia, a execução fica represada nos primeiros meses e se concentra depois da liberação das cotas, o que pode provocar “paralisações e atrasos de obras essenciais”.

Estado tem cerca de 87 obras e contratos paralisados

A situação apontada na auditoria ganha outra dimensão em um levantamento do próprio TCE-RJ, que reúne 87 contratos classificados como paralisados.

A lista mostra que o problema está espalhado por diferentes áreas do governo. O DER-RJ aparece com 26 contratos, seguido pela Cehab, com 22, e pelo Inea, com 14. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras aparece com outros 11 contratos. Em seguida estão a Emop, com seis, e outros órgãos com registros individuais ou em menor quantidade.

Os contratos também não são recentes. Há casos com paralisação registrada desde 2011, enquanto outros chegaram a essa situação em 2024 e 2025.

Entre os 87 registros, 50 ainda aparecem como vigentes, enquanto 30 estão rescindidos e sete têm prazo expirado. A base reúne contratos de habitação, infraestrutura urbana, segurança pública, drenagem, mobilidade, saneamento e outras áreas.

R$ 12,2 bilhões em contratos parados

Somados, os 87 contratos da base têm valor contratado de aproximadamente R$ 12,2 bilhões. Até o momento registrado na planilha, cerca de R$ 10,9 bilhões já haviam sido pagos.

O valor, porém, não significa que R$ 12,2 bilhões estejam necessariamente parados. A base reúne o valor total dos contratos, inclusive parcelas que já foram executadas antes da paralisação. O dado ajuda a dimensionar o volume financeiro dos projetos que aparecem no levantamento.

TCE cobra mudança na gestão do dinheiro

A auditoria determinou que o governo mude a forma de programar e liberar os recursos. Entre as medidas está a elaboração de um cronograma mais detalhado, que permita saber quanto será destinado a cada órgão, de qual fonte virá o dinheiro e quais despesas terão prioridade.

O objetivo é dar mais previsibilidade para quem executa os contratos e reduzir o risco de novas paralisações de obras e serviços.

O tribunal também determinou que as áreas de Planejamento e Fazenda melhorem a integração entre previsão de receitas, limites de gastos e execução das despesas.

O acórdão foi aprovado por unanimidade pelo plenário do TCE-RJ em 29 de julho. O relator não aplicou punições individuais porque considerou que não havia elementos suficientes para apontar a responsabilidade específica de cada gestor. A Secretaria-Geral de Controle Externo ficará responsável por acompanhar o cumprimento das medidas.

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Berenice Seara

Garotinho perde a vice pela segunda vez; major da PM Elaine Gonçalves anuncia a desistência na véspera do início da campanha

Foto de Berenice Seara
Berenice Seara

15/08/2026 20:54

Em postagem nas redes sociais, a major da Polícia Militar Elaine Gonçalves (Democratas) anunciou, na noite deste sábado (15), que desistiu da candidatura a vice-governadora na chapa de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do estado do Rio. Sem citar o nome de Garotinho, Elaine disse apenas que foi uma decisão de “caráter pessoal”.

“Nos últimos dias, aceitei o convite para colocar o meu nome à disposição como candidata a vice-governadora do Estado do Rio de Janeiro. Aceitei esse desafio com coragem, responsabilidade e vontade de contribuir com o nosso estado”, explicou, no video postado. “Depois de refletir com serenidade sobre esse novo caminho, tomei uma decisão de caráter pessoal. Não continuarei a minha participação nessa candidatura. Foi uma decisão minha, tomada com consciência e responsabilidade. A partir de hoje, não sou mais candidata vice-governadora, e não estou vinculada a nenhuma chapa política. Sigo tranquila, de cabeça erguida e sem arrependimentos”, concluiu.

No primeiro vice anunciado, a rasteira foi do partido

É a segunda crise de Garotinho envolvendo o posto de vice na sua chapa.

A primeira escolha do ex-governador havia  sido o coronel da reserva da PM Venâncio Moura — que chegou a ser anunciado como vice.

Mas o partido de Moura, o o Democracia Cristã, acabou decidindo apoiar Eduardo Paes (PSD) na disputa eleitoral, o que encerrou a possibilidade de aliança com o candidato do Republicanos.

 

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Transparência

Folha da PGE-RJ tem 287 procuradores com ganhos brutos acima do teto do STF

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Redação

15/08/2026 19:30

A folha de pagamento da Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) tem 287 procuradores com vantagens brutas superiores ao teto constitucional do funcionalismo em junho de 2026. O limite, correspondente ao subsídio mensal de um ministro do Supremo Tribunal Federal, está atualmente fixado em R$ 46.366,19.

O levantamento foi realizado a partir do arquivo completo de remunerações da PGE-RJ, que reúne a folha mensal e o adiantamento do 13º salário. Para evitar distorções, foram eliminadas 117 linhas que apareciam repetidas de maneira absolutamente idêntica na base. Sem esta correção, o arquivo apontaria 404 registros de procuradores acima do teto.

Após a retirada das duplicidades, restaram 287 servidores distintos, identificados pelo número funcional. Todos os integrantes da carreira localizados na folha mensal aparecem com o campo “Total Vantagens” acima de R$ 46.366,19.

Somadas, as vantagens brutas dos 287 procuradores chegaram a R$ 29,73 milhões no mês. A média foi de R$ 103,6 mil por servidor. Já o valor que divide a relação ao meio ficou em R$ 102,5 mil. Os números significam que mais da metade dos procuradores recebeu vantagens equivalentes a pelo menos 2,2 vezes o teto do Supremo.

A concentração nos valores mais elevados também chama atenção. Dos 287 procuradores, 157 aparecem com créditos brutos de R$ 100 mil ou mais. Outros 195, o equivalente a 68% do total, superaram o dobro do teto, ou R$ 92.732,38.

Em 14 registros, as vantagens ultrapassaram o triplo do limite constitucional, patamar superior a R$ 139 mil.

Maior registro chega a R$ 268,7 mil

O valor bruto mais alto da folha foi atribuído ao procurador do Estado Marcello Cinelli de Paula Freitas. O registro aponta R$ 268.747,01 em vantagens, R$ 52.846,36 em descontos e remuneração líquida de R$ 215.900,65. Depois vem o procurador Marcelo Lopes da Silva, com R$ 187.231,80 em vantagens e R$ 144.832,22 líquidos.

O procurador-geral do Estado, Bruno Teixeira Dubeux, aparece com R$ 157.245,56 em vantagens, R$ 36.379,86 em descontos e pagamento líquido de R$ 120.865,70.

O menor crédito bruto entre os 287 registros foi de R$ 51.151,42 — ainda R$ 4.785,23 acima do teto nacional.

A distribuição dos registros mostra que a maior parte se refere ao cargo regular de procurador do Estado. São 217 servidores nessa categoria. A lista também inclui 31 procuradores assistentes, 15 procuradores-chefes, dez procuradores assessores, nove procuradores regionais e três subprocuradores-gerais.

Há ainda um registro para o procurador-geral do Estado e outro para o cargo de procurador corregedor assistente.

Excedente nominal chega a R$ 16,4 milhões

Caso se aplique o teto de R$ 46.366,19 diretamente ao campo “Total Vantagens”, sem considerar a natureza individual das parcelas, o excedente nominal da folha alcança R$ 16,42 milhões.

O cálculo corresponde à diferença entre as vantagens brutas registradas para cada procurador e o teto do Supremo. Trata-se, porém, de uma comparação matemática, e não de uma conclusão sobre eventual irregularidade.

A base disponibilizada apresenta apenas os totais de vantagens, descontos e remuneração líquida. O arquivo não informa quais parcelas correspondem ao subsídio mensal, pagamentos retroativos, férias, gratificações, indenizações ou outras rubricas eventualmente excluídas da incidência do teto.

Também não há uma coluna específica que permita identificar o chamado abate-teto, desconto aplicado quando a remuneração sujeita ao limite constitucional ultrapassa o valor permitido.

Por isso, a existência de vantagens brutas acima de R$ 46.366,19 não permite afirmar, isoladamente, que todo o excedente foi pago de forma irregular. Essa conclusão dependeria da abertura das rubricas que compõem cada contracheque e da identificação das parcelas submetidas ou não ao limite constitucional.

Em março de 2026, o STF voltou a reafirmar que o teto nacional é de R$ 46.366,19 e estabeleceu critérios mais rígidos de transparência para pagamentos que ultrapassem esse limite, incluindo a necessidade de discriminação das parcelas nas folhas de pagamento.

Adiantamento do 13º ficou abaixo do teto

Além da folha mensal, o arquivo reúne 197 registros de procuradores referentes ao adiantamento do 13º salário.

Nessa folha específica, nenhum lançamento superou isoladamente o teto do STF. Os valores variaram de R$ 15.469,18 a R$ 37.605,23.

Esses pagamentos foram analisados separadamente porque o adiantamento do décimo terceiro não deve ser simplesmente somado à folha mensal para afirmar que um servidor ultrapassou o teto no mês.

Base tem registros duplicados

A análise também identificou uma inconsistência relevante na organização do arquivo. Entre os procuradores, 117 registros da folha mensal aparecem duas vezes, com o mesmo nome, identificação funcional, cargo, lotação e valores de vantagens, descontos e remuneração líquida.

A duplicidade faria o universo saltar artificialmente de 287 para 404 registros. Também elevaria a soma das vantagens mensais de R$ 29,73 milhões para R$ 41,86 milhões. Por isso, os valores consolidados consideram apenas uma ocorrência de cada linha idêntica.

O resultado final mostra que, depois do tratamento da base, a PGE-RJ tinha 287 procuradores com vantagens brutas acima do teto nacional em junho de 2026. A dimensão efetivamente sujeita ao limite constitucional, no entanto, só poderá ser determinada com a divulgação detalhada das rubricas que formaram cada pagamento.

COM FÁBIO MARTINS

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Política

Coligação de Paes entra com ação de impugnação da candidatura de Garotinho e pede bloqueio de verbas de campanha e propaganda eleitoral

Foto de Redação
Redação

15/08/2026 18:45

A coligação “Juntos para mudar, coragem para reconstruir”, criada em torno da candidatura do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado, apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) uma ação de impugnação ao registro da candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos).

A ação fundamenta-se na condenação por improbidade administrativa por irregularidades no projeto “Saúde em Movimento”, que determinou a suspensão dos direitos políticos do ex-governador por oito anos, além do ressarcimento solidário de R$ 234,4 milhões aos cofres públicos.

O trânsito em julgado dessa condenação foi certificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 11 de julho de 2025.

Segundo o documento enviado pela coligação de Paes ao TRE-RJ, a suspensão dos direitos políticos impede o cumprimento de uma das condições constitucionais de elegibilidade. A petição questiona a validade da filiação partidária de Garotinho no período em que seus direitos estariam suspensos e sustenta que ele se enquadra nas hipóteses de inelegibilidade da Lei Complementar nº 64/1990 (Lei das Inelegibilidades).

Pedido de urgência para retenção de verbas e horário eleitoral de Garotinho

Além da impugnação da candidatura, a coligação ingressou com um pedido de urgência.

Solicita que a Justiça Eleitoral determine a suspensão do repasse de verbas do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (o famoso Fundo Eleitoral)  à candidatura de Garotinho até a conclusão da análise do processo.

O pedido requer ainda que o candidato seja impedido de participar da propaganda no horário eleitoral gratuito em rádio e televisão.

Com informações do “Diário do Rio”

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Transparência

Água parada: Justiça suspende licitação da Cedae para contratar escritórios de advocacia

Foto de Bruno Quintella
Bruno Quintella

15/08/2026 18:29

Quem esperava que a Cedae inaugurasse uma nova fase na contratação de escritórios de advocacia vai ter que esperar mais um pouco. A licitação que prometia marcar o fim do “pendura” — prática de contratar bancas por inexigibilidade, sem concorrência — foi suspensa por tempo indeterminado após uma decisão da Justiça.

A sessão pública do procedimento licitatório nº 005/2026 estava marcada para o último dia 12, às 11h não aconteceu. O processo ficou parado depois que a 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) concedeu uma liminar questionando critérios previstos no edital.

O balde de água fria veio em uma ação apresentada pelo escritório Martinez & Martinez Advogados Associados. Em decisão no agravo de instrumento nº 3014615-31.2026.8.19.0000, o TJ determinou que a Cedae se abstivesse de exigir ou pontuar a comprovação de “êxito processual pretérito” das bancas interessadas.

Exigência de ‘êxito processual’ é questionada

Na prática, o edital estabelecia critérios relacionados ao desempenho dos escritórios em processos anteriores. Para a Justiça, a exigência apresenta possível vício de legalidade e pode comprometer a competitividade da disputa.

A liminar determinou a retirada dos itens 10.2.3.3, 11.2.3 a 11.2.5 e 13.3.3 a 13.3.5 do edital. O tribunal também estabeleceu que, caso a mudança altere as regras de habilitação ou de julgamento das propostas técnicas, a Cedae deverá adequar o edital, republicá-lo e reabrir os prazos.

A companhia apresentou agravo interno contra a decisão, mas o recurso ainda não foi analisado. Enquanto isso, a liminar permanece válida.

Diante do cenário, a diretora jurídica da Cedae, a procuradora do Estado Nathalie Carvalho Giordano Macedo, determinou a suspensão sine die (sem uma nova data definida) do procedimento. O aviso publicado pela Gerência de Licitações confirmou o adiamento, sem estabelecer uma nova data para a sessão.

Fim do ‘pendura’ fica em espera

A licitação havia sido apresentada como uma mudança no modelo de contratação adotado pela companhia. A previsão era escolher três escritórios por meio de concorrência pública, em substituição às contratações diretas por inexigibilidade.

A disputa previa a contratação de bancas para prestar serviços jurídicos especializados, sem exclusividade, na representação da Cedae em processos judiciais e administrativos na área cível, inclusive perante tribunais superiores.

A iniciativa ganhou força com a chegada da nova cúpula da estatal, que assumiu o comando da companhia em maio. A proposta era estabelecer critérios objetivos para a escolha das bancas e ampliar a disputa entre os escritórios interessados.

Em junho, a previsão era de que três escritórios fossem escolhidos por meio de concorrência pública, em substituição às contratações diretas por inexigibilidade.

O que diz a Cedae

Em nota, a Cedae confirmou a suspensão para aguardar a decisão sobre o recurso e disse que ainda não há previsão para a retomada. Sobre os documentos citados, afirmou que houve um erro técnico e que eles já estão disponíveis para consulta pública no SEI, no site da companhia e no canal de divulgação dos atos do certame.

COM FÁBIO MARTINS

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Transparência

‘Emergência fabricada’: ex-gestores da Assistência Social são multados pelo TCE-RJ por falhas em contrato de alimentação para abrigo de idosos

Foto de Bruno Quintella
Bruno Quintella

15/08/2026 18:00

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) aplicou multas a três ex-gestores da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos por irregularidades na contratação emergencial de serviços de alimentação para o Centro de Promoção Social Abrigo Cristo Redentor, unidade voltada ao atendimento de até 300 idosos.

A Corte concluiu que houve atraso injustificado na realização da licitação e sucessivas dispensas de licitação, cenário classificado no processo como uma “emergência fabricada”. Entre os multados está o ex-subsecretário de Governança e Gestão da pasta, José Carlos Costa Simonin, que recebeu a maior penalidade: 2.500 UFIR-RJ, o equivalente a cerca de R$ 12,4 mil. Simonin foi exonerado pelo governo do estado, em março deste ano, após a repercussão do caso de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, que teve entre os investigados seu filho, Vitor Hugo Oliveira Simonin.

Segundo o relator do processo, conselheiro-substituto Marcelo Verdini Maia, Simonin cometeu erro grosseiro ao formalizar a dispensa de licitação que originou o Contrato nº 18/2023. O TCE apontou ausência de orçamento detalhado, falta de justificativa de preços e uso contínuo da contratação emergencial para suprir falhas de planejamento da administração.

De acordo com a decisão, a Secretaria de Desenvolvimento Social realizou sucessivas dispensas de licitação para manter o fornecimento de alimentação aos idosos do Abrigo Cristo Redentor sem concluir o processo licitatório iniciado anteriormente. Para os auditores, a demora permitiu a repetição de contratações emergenciais por mais de 15 meses, caracterizando falta de planejamento administrativo e a chamada “emergência fabricada”.

Além de Simonin, também foram multados os ex-gestores Júlio Cesar Saraiva e Matheus Quintal de Sousa Ribeiro. Cada um recebeu multa de 2.000 UFIR-RJ, cerca de R$ 9,9 mil, por morosidade na condução dos processos licitatórios relacionados à contratação do serviço de alimentação destinado ao abrigo de idosos. Os dois não apresentaram defesa e foram julgados à revelia.

Parte das defesas foi acolhida

O Tribunal acolheu as razões de defesa apresentadas por Rosangela de Souza Gomes, Bruno Felgueira Dauaire e Fernanda Titonel de Souza. A responsabilidade da ex-gestora Cristiane Lobo Lamarão Silva também foi afastada, por entender que sua atuação ocorreu em período anterior aos fatos que resultaram nas sanções.

Os três ex-gestores multados terão prazo de 15 dias para recolher os valores ao Fundo Especial de Modernização do Controle Externo (FEM/TCE-RJ). Caso o pagamento não seja efetuado, o Tribunal determinou o protesto extrajudicial da decisão antes do encaminhamento do débito para inscrição em dívida ativa do Estado.

COM FÁBIO MARTINS

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