Pouco mais de um ano após anunciar a transformação do antigo Barrosão, no Centro do Rio, em um empreendimento residencial, a Nigri Incorporadora já definiu a previsão de lançamento: março de 2027.
A empresa ainda mantém em sigilo alguns detalhes do projeto, entre eles o nome da incorporadora que participa da operação em parceria. Segundo a Nigri, o acordo já está fechado.
As obras devem começar em 2027 com a proposta de ocupar os 31 andares do edifício com cerca de 800 unidades. De acordo com a incorporadora, será o maior retrofit residencial do Brasil.
Apartamentos de até 90 m²
O empreendimento terá unidades que vão de estúdios a apartamentos de três quartos, com plantas de até 90 m². O projeto também será o primeiro empreendimento multiuso do Reviver Centro, reunindo moradia e outros serviços no mesmo endereço. A incorporadora, no entanto, ainda não revelou quais atividades ocuparão o espaço.
O supermercado, que já estava previsto no projeto, continua nos planos, mas mudou de localização. A previsão inicial era instalá-lo no térreo do edifício.
Lazer e entorno
A área de lazer terá mais de 6 mil m². Segundo a Nigri, em entrevista ao Diário do Rio, será a maior entre os empreendimentos residenciais lançados no Centro. O projeto também contará com um terraço com vista para o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara e o Cristo Redentor.
A área lateral do Barrosão, onde fica o acesso à entrada principal da estação Carioca do metrô, também será revitalizada. O trecho receberá paisagismo, iluminação e mobiliário urbano.
Saída da Caixa deixou o edifício sem função
O Barrosão ficou vazio em 2018, quando a Caixa Econômica Federal transferiu suas atividades administrativas para o AQWA Corporate, na Região Portuária, e para o Passeio Corporate, na Rua das Marrecas. O Centro Cultural da Caixa também deixou o imóvel pouco depois.
A devolução oficial do prédio ao fundo imobiliário, então administrado pelo BTG Pactual, ocorreu apenas em 2021, após uma disputa judicial envolvendo as condições do imóvel para a entrega das chaves.
Projetado no fim da década de 1950 por um grupo de arquitetos, o edifício abriga no térreo um mural de Bandeira de Melo, pintado em 1960. A fachada passou recentemente por uma reforma. Em 2024, o imóvel recebeu uma proposta de compra de R$ 120 milhões apresentada por uma ONG. A operação chegou a ser aprovada pelos cotistas, mas não avançou.
Com informações do Diário do Rio.






















































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Mais da metade ficará encalhada!