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Home Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

15/10/2025 19:45
  • Redação Redação

Governo diz que deve começar a reocupação de territórios por Rio das Pedras, Muzema e Gardênia, em Jacarepaguá

Estado diz que retomada de territórios começaria pela Zona Sudoeste .

Estado diz que retomada de territórios começaria pela Zona Sudoeste - Foto: Reprodução internet

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O governo do estado pretende iniciar pela Zona Sudoeste o projeto de reocupação de territórios, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da “ADPF das Favelas”. A intenção é começar por Jacarepaguá, mais especificamente, por Rio das Pedras, Muzema e Gardênia. A ideia vai ser discutida com a Prefeitura do Rio e com o governo federal.

No documento, entregue ao Conselho Nacional do Ministério Público, o governo do estado afirma que cumpriu parte das determinações ADPF das Favelas, aprovada em abril, e também indica que pretende começar a reocupação de territórios pela chamada Grande Jacarepaguá, região onde vivem mais de um milhão de pessoas, segundo o IBGE.

Reocupação começa por territórios de baixa complexidade

No diagnóstico feito pelas forças de segurança do estado, são áreas dominadas pelo crime organizado no Rio, classificadas em três níveis de complexidade para o trabalho policial. Os complexos do Alemão e da Penha, por exemplo, estão no nível alto de complexidade. No nível médio estão o complexo da Maré e o de Israel. O cinturão de Jacarepaguá foi classificado como nível de baixa complexidade.

Mais cedo, na Assembleia Legislativa (Alerj), o secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, já havia informado que o governo preparava um “plano de reocupação” territorial que atendia a ADPF das Favelas, do STF.

Escrito por:

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Comments 40

  1. Israel De Farias says:
    11 meses ago

    A melhor e única maneira de recuperar é acabando e punindo com todo o peso da lei os corruptos, exatamente aqueles que corroem a corporação por dentro, aqueles que defendem a unhas e dentes a vida errada e o desrespeito, os políticos e outros que se associam ao lado errado para dominar e fazer “política”, caso contrário será só mais um blá blá blá
    O povo só quer paz e o direito de ir e vir trabalhar em segurança

    Responder
    • CLAUDIO FARIAS says:
      11 meses ago

      Sua fala foi muito bem colocada. Israel, é isso aí mesmo,quer resolver o problema de ordem pública, comece a tirar lixo de dentro da própria casa de nada adianta estudar estratégias se não aniquilar primeiro os corruptos!

      Responder
      • ROMULO DE ABREU RODRIGUES says:
        11 meses ago

        Muito bem colocado,sugiro que outro batalhão faça essa missão

        Responder
    • Paula carvalho says:
      11 meses ago

      Disse tudo,ponto.????

      Responder
      • Selva Cruz says:
        11 meses ago

        Será mais uma maneira dos corruptos desviarem grana do povo, pois quem banca essas operações é o povo, os maiorais irão ver a grana diminuír e faram um basta, mandando o governador parar com as investidas nas favelas, é tudo um carnaval que se repete sempre.

        Responder
      • Jefferson says:
        11 meses ago

        Falou tudo

        Responder
  2. Alexandre says:
    11 meses ago

    Isso só é o resultado do abandono do Estado naquela região, onde fica a mão de obra para servir os ricos da.Barra e.toda a zona sul do município. Falta lá até o Básico que é: saneamento.

    Responder
    • Eduardo says:
      11 meses ago

      Na verdade o que eles vão fazer é jogar a sujeira pra debaixo do tapete, pois 2026 é ano de eleição. Sou morador de Jacarepaguá a 50 anos.

      Responder
  3. Richard says:
    11 meses ago

    Como foi muito bem pontuado pelo comentário anterior sobre punir corruptos e quem apoia a criminalidade, acrescento que de nada adianta reocupar essas áreas sem medidas drásticas de mudança no código penal.
    Vemos o exemplo de 2010 a 2014 nas missões se pacificação, onde houve a “migração” dos meliantes para territórios , antes neutros (Muitos bairros da baixada fluminense, região dos lagos e etc.) ficaram infestados de criminosos e nunca mais foram os mesmos.

    Responder
    • Lorena Santos says:
      11 meses ago

      Foi a primeira lembrança que me veio a cabeça lendo essa notícia! Exatamente isso que aconteceu. Infelizmente. Com várias regiões pelo RJ. E como sempre o poder político, fingiu que não viu.
      E é o receio quando li, porque vários locais mais tranquilos passaram por guerras de territórios e todos fingiram que não viram isso acontecer (só a população que passa sozinha). Eu por exemplo, moro num bairro que não tinha bandidagem espalhada ou sendo vista, mas na mesma madrugada desses confrontos, teve uma invasão e tiroteios intensos, e as comunidades que eram bem pacíficas no Bairro, viraram um campo de guerra por um bom tempo. E depois desse período, passou a ter tráfico pesado e homens armados sendo vistos a luz do dia pela região. Uma grande trsiteza! O Rio por completo está abandonado ao descaso já faz muito tempo, mas infelizmente, só tem piorado com o tempo. A população vive largada.

      Responder
  4. Sergio Luiz Moura says:
    11 meses ago

    Sem dúvida a corrupção e a impunidade estão alimentando as facções de forma absurda. É incrível que nossas polícias entram nas comunidades para evitar guerra entre facções e não para acabar com elas. Difícil acreditar em retomada se nem multas por avanços de sinal de trânsito existem mais é tudo uma bagunça só, muito triste mas está difícil de ver uma luz no fim do túnel com tanta corrupção….

    Responder
  5. CELIO MARCELINO DA ROCHA says:
    11 meses ago

    Vão começar por baixo porque se começar por cima começa, morrer vereador , juiz , se for pra acabar tem que começar pelos que fazem promessas e não cumprem, e ainda entra no governo pra roubar o povo já tivemos , exemplos de governo que afundou o estado do Rio como pezao, e Sérgio Cabral, como é que vai acabar se primeiro vai mexer no pequeno olha a vergonha do inss aí os juízes tem aplicar leis mais severas se todo o dinheiro que esses políticos tiram do trabalhador fossem colocados no aumento de salário o Rio ou o Brasil estaria fluindo mas agora vem dizer que vai ocupar , favelas e morros de baixa complexidade , por que não começa no , senado, nas prefeituras , nas câmeras de vereadores, nos juízes, no governo , ou na própria polícia, e porque se mexer sobra pra eles não são todos não estou julgando , e nem acusando , ninguém isso é a verdade porque já tivemos experiências desse tipo de ocupação que não deu certo isso e só pra maquiar que ver quando chegar ano que vem tem aumento de salário, aí não pode dar um aumento de 300.00 ou 400.00 que vai desequilibrar o país aí passa 15 dias o juizado aprova aumento de 5.000.00 pra uns , 3000.00 pra outros e aí não desequilibra né vão enganar outro o povo tem a força mas tem medo

    Responder
  6. Felipe says:
    11 meses ago

    Precisou o STF obrigar o Bolsonarista Castro a trabalhar

    Responder
    • Camilo says:
      11 meses ago

      O próprio STF que ajudou a criminalidade a aumentar seu poder proibndo ações polícias desde de a pandemia até hoje, ainda tem que o atual governo federal apoia a crime organizado que também dificulta não autorizando as forças armadas no apoio ao combate, você se esqueceu que o Lula faz comício no complexo do alemão com autorização dos traficante e em São Paulo também faz comício em comunidades com autorização dos traficantes.

      Responder
      • MANOEL CALIXTO NETO says:
        11 meses ago

        Concordo perfeitamente, CARA ERA ADVOGADO DE BANDIDO, RECEBIA DE BANDIDO, AGORA DEFENDE BANDIDO, COMO VAI SER EXEMPLO PRA ALGUEM, VAMIS PARA DE SERMOS ALIENADOS E DEIXAR DE LADO ESQUERDA E DIREITA E PENSAR EM NOS MESMOS.

        Responder
      • Antônio says:
        11 meses ago

        A PM do Rio fez 2.810 operações entre março de 2020 e maio de 2023. Não adiantou nada o STF proibir as ações, elas continuaram acontecendo da mesma forma.
        O que o STF está tentando fazer é colocar alguma ordem na zona que é a Polícia do Rio de Janeiro. Uma polícia que atua da mesma forma há 200 anos e nunca trouxe resultado e – pelo que parece – nunca vai ter.
        Subir morro não reduz criminalidade, só mata bandido e trabalhador pego no fogo cruzado.
        O que reduz criminalidade é inteligência, coisa que o Governo do Rio de Janeiro nunca investiu. E não tô falando só do Cláudio Castro, mas sim de todos anteriores à ele.
        Enquanto isso não mudar a situação não melhora

        Responder
    • Walterly Pimentel Bandeira says:
      11 meses ago

      Faço minhas a s palavras, é como sempre falo tem que começar pelos gabinetes, e pelas polícias Militar e Civil, e não se limita na zona Sudoeste e para tem qud ser em todo grande zRoo e baixada fluminense sem protecionismo.

      Responder
      • Eduardo says:
        11 meses ago

        Na verdade esses porcoliticos só vão jogar a sujeira pra debaixo do tapete 2026 é ano de eleição aí os pilantras voltam pra pedir nossos votos, depois volta tudo ao que era antes e enquanto as favelas estiverem ocupadas nós seremos roubados no asfalto…

        Responder
    • Eu says:
      11 meses ago

      Se não for assim, não vão recuperar coisa nenhuma.
      Mas não tem bobo nessa história — eles sabem disso.

      Responder
      • Eduardo says:
        11 meses ago

        Na verdade o que eles vão fazer é jogar a sujeira pra debaixo do tapete, pois 2026 é ano de eleição. Sou morador de Jacarepaguá a 50 anos

        Responder
    • Rafael says:
      11 meses ago

      Mano o Dino veio em uma comunidade dominadas pro traficantes na Cala e nada aconteceu, o lalau veio pedir voto no complexo e desapareceu depois das eleições, pediram apoio às forças armadas e novamente o lalau disse que o exército não atuaria por aqui.

      O Castro pode não ser um cara bom, mas pelo menos trouxe concurso policiais…
      O lalau e o STF nao fizeram nada para nos ajudar, estamos morrendo por aqui e o sangue está nas mãos deles.

      Responder
      • Gil says:
        11 meses ago

        O tio do nikolas foi pego com avião cheio de drogas.
        Muitos aqui apoiam e votam nele.
        Então são coniventes com família de traficantes.

        Temos que começar a saber votar

        Responder
    • Gil says:
      11 meses ago

      Pra você ver.
      Um incompetente

      Responder
  7. Junior says:
    11 meses ago

    Os prefeitos tinham que serem responsabilizados por permitirem a favelização de áreas, construções em beira de Rios, encostas, calçadas, etc.
    Depois que cresce, “já era”.

    Responder
  8. Roger says:
    11 meses ago

    Legal o estado vai fazer um mutirão pra recuperar as favelas para os melícia essas PM e uma merda msm

    Responder
  9. Gilson says:
    11 meses ago

    É impossível controlar o crime organizado, trata-se de um fato social. Tudo isso é balela e o STF ( só tem falso) não está ligando para isso estão preocupados com o caviar.

    Responder
  10. Rzd says:
    11 meses ago

    Jacarepagua já foi o melhor lugar para si morar ,agora acabou com tantas guerras entre eles . Só esperamos que dessa vez dá certo essa operação

    Responder
  11. Domingos Marques says:
    11 meses ago

    Acredito que só vai funcionar se a limpeza começar pela casa ,o que vai ser difícil.

    Responder
  12. Marcelo says:
    11 meses ago

    Tenho muita esperança que dê certo, mas pouca expectativa. É necessário muita vontade de enfrentar um sistema que cresceu com a permissão que o poder público deixou durante pelo menos quatro décadas.

    Responder
  13. Antônio says:
    11 meses ago

    O que tem que ser feito é um projeto de desfavelizaçao do estado, desmantelamentos das favelas e reinclusao desse pesssoal em conjuntos habitacionais, vc acaba com o Trafico, com a Milicia , com a corrupção policial tudo com uma unica ação, redução da violência como um todo, melhora no ambiente econômico enfim, o retorno a um estado normal. O problema é que esse pessoal se acostumou a viver de forma parasita consumindo os espolios do crime, não paga água, luz, internet, não quer pagar transporte, a grande maioria encostados em bolsa familia e outros, não querem estudar, e uma parcela vive de venda de produtos roubados etc….

    Responder
  14. Marco Paulo Valeriano de Brito says:
    11 meses ago

    Bom dia!

    Contudo, o Rio de Janeiro (todo o Estado Fluminense, e não só a capital carioca) continua lindo!
    Mar, Montanhas, Baixada, Vales, Porciúncula, Varre-Sai…
    As crises e o caos da região metropolitana não cancelam a beleza fluminense e não apagam o valor da gente carioca-fluminense.
    “Rio de Janeiro purgatório da beleza e do caos”.
    “O resto é mar e tudo que não sei contar”.

    Abraço e beijos!

    Marco Paulo Valeriano de Brito

    Responder
  15. Gabriel says:
    11 meses ago

    Toda véspera de eleição é a mesma coisa…

    Responder
  16. Lioj Asor says:
    11 meses ago

    A Favelopole do Rio de Janeiro NUNCA! será uma cidade civilizada.

    Responder
  17. Maria Jhosefá says:
    11 meses ago

    Ahãn.

    Responder
  18. Alexandre says:
    11 meses ago

    Acho engraçado essa palhaçada de comentar o Bolsonarista Castro, argumento de míope, a segurança pública e dever de todos, mas oque adianta prender e rapidinho soltar , para o trabalho policial realmente começar a funcionar, precisa acabar com essa progressão de pena que faz o vagabundo zombar da justiça, se o miserável tomar 5 anos tem que cumprir tudo, sou contra a pena de morte ou perpétua, mas plenamente a favor do cumprimento pleno da pena, não tenho culpa se o lindinho que escolheu o crime tomar 70 anos cada leva oque comprou, tem nada de Castro, de bolsonaro de Lula, é congresso nacional, que tem que resolver, aí temos de ver na TV o safado com 20 anotações ser preso por homicídio, a culpa não é dele é do sistema que solta ele, o negócio é complexo mas se começar por aí já temos algo para mudar!

    Responder
  19. Sr. Marquinhos says:
    11 meses ago

    Não adianta invadir sem investir em educação ampla, na economia local, cultura e doutrina. É preciso investir em arquitetura e urbanismo nesses locais, pois nem humanos, nem animais vivem a paz em espaços confinados e insalubres.

    Responder
  20. CARLOS ALBERTO says:
    11 meses ago

    Só uma pergunta!!!
    Se aparece muitos ratos em seu quintal o que vc faz???
    Coloca veneno???
    Mata eles???
    Se possível e estiver ao seu alcance vc extermina???
    Pq se vc deixá-los livres se reproduzem!!!
    Procriam!!!
    E depois eles se alastram!!!
    Se espalham p procriarem em outras regiões,certo!!!

    Responder
  21. Jose Francisco Oliveira da Silva says:
    11 meses ago

    Melhor comentário do Sr Ismael de Farias,se seguir o que foi descrito acima, Deus seja louvado.

    Responder
  22. Ana paula says:
    11 meses ago

    Sinceramente não concordo com a tomada de território, porque o estado ja perdeu para os criminosos, o poder público nao tem pessoal suficiente para tomar conta de nenhuma comunidade do Rio, e sempre a mesma história, eles entram, fazem um monte de coisas para a populacao e depois vao embora, e ai volta tudo novamente. A policia era para entrar e ficar nas comunidades, estabelecer bases em cada comunidade, mas nao tem homens ( policiais para tudo isso ) sem contar o gasto que iria gerar para o estado . Se nao for desse jeito, de estabelecer bases em cada comunidade nao vai adiantar querer retomar territorio.

    Responder
  23. Ronaldo Da Fonseca says:
    11 meses ago

    É só seguir o caminho do dinheiro que asfixia o crime, os barões estão em suas mansões comandando e lavando a grana.

    Responder

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Mais notícias

Transparência

Superfaturamento em Caxias: TCE nega recursos e mantém R$ 34,6 milhões em condenações para ex-gestores e empresa

Foto de Redação
Redação

29/08/2026 19:00

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) rejeitou os recursos apresentados pelo ex-subsecretário municipal Abrahão Lincoln de Mello e pela Salgueiro Construções S.A. e manteve a condenação de ex-gestores, servidores e da empresa ao ressarcimento de cerca de R$ 34,6 milhões aos cofres de Duque de Caxias. A decisão foi tomada por unanimidade pelo plenário virtual da Corte.

O processo teve origem em auditorias realizadas pelo tribunal para apurar a execução do Contrato nº 19/2007, firmado para serviços de coleta de resíduos, limpeza e conservação de logradouros públicos. Segundo o TCE, houve superfaturamento decorrente da atestação de serviços de varrição em quantidade superior à efetivamente executada.

A decisão mantida pelos conselheiros estabelece quatro blocos de responsabilização solidária, com débitos que variam de R$ 3,4 milhões a R$ 14,7 milhões.

Entre os responsabilizados estão a fiscal do contrato, Edelza Alves de Vasconcelos; o ex-secretário municipal de Serviços Públicos Ronaldo Godinho Amichi; o ex-subsecretário Abrahão Lincoln de Mello; a ex-diretora do Departamento de Limpeza Urbana Susane de Oliveira Ferreira; e a Salgueiro Construções S.A., apontada como empresa contratada.

Ao analisar os embargos de declaração, o tribunal concluiu que não havia omissão, contradição ou obscuridade na decisão anterior. No caso de Abrahão Lincoln, os técnicos entenderam que os argumentos apresentados buscavam apenas rediscutir o mérito da condenação, o que não é admitido nesse tipo de recurso.

A Salgueiro Construções também sustentou a ocorrência de prescrição. O argumento foi rejeitado após análise dos marcos processuais do caso. O TCE aplicou o entendimento consolidado pela Corte e as regras introduzidas pela Lei Complementar Estadual nº 220/2024, concluindo que os prazos foram interrompidos por sucessivas notificações e atos processuais desde 2018.

Com a manutenção da condenação, os responsáveis terão prazo de 15 dias para comprovar o recolhimento dos valores. Caso isso não ocorra, o tribunal já autorizou a cobrança judicial dos débitos e a adoção das medidas necessárias para inscrição em dívida ativa.

COM FÁBIO MARTINS

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Rio de Janeiro

Cantor sertanejo pega 28 anos por feminicídio em julgamento com hipótese macabra

Foto de João Arruda
João Arruda

29/08/2026 18:30

O cantor sertanejo Gustavo, de 43 anos, foi condenado a 28 anos de prisão pela morte a pancadas da companheira, Karen Mancini, de 39, ocorrida em abril de 2024, dentro da casa em que viviam em Lumiar, distrito de Nova Friburgo. O julgamento, que levou 13 horas, terminou na madrugada deste sábado (29), na 3ª Vara Criminal de Niterói.

“A sensação é de justiça sendo feita. Depois de dois anos, saiu um peso das minhas costas. Finalmente vou conseguir dormir de novo”, disse, emocionada, a irmã da vítima, Caroline Mancini, que não segurou as lágrimas quando a juíza Nearis dos Santos Arce leu a sentença.

Discussão que levou o dia inteiro

De acordo com o Ministério Público, a dinâmica no feminicídio começou na manhã de 19 de abril de 2024, uma sexta-feira, quando o casal começou a ter mais uma violenta discussão dentro de casa. Uma testemunha, vizinho que mora a 50 metros do casal, disse que ouviu berros durante todo o dia, com Gustavo, que na verdade se chama Clodoaldo Queiroz de Oliveira, dizendo a todo o tempo que ia embora, enquanto entrava e saía do carro. Isso ocorreu até o início da noite, quando o cantor finalmente foi embora. A testemunha disse que desde aquele momento não ouviu mais a voz de Karen.

Pouco mais de uma hora depois da partida, um motoboy chegou apavorado no portão da casa, chamando por Karen, sem obter resposta. Isso aconteceu porque Gustavo sofreu um acidente, caindo com o carro numa vala à beira da estrada, num local não muito distante da casa. O motoboy chamou o Samu para os primeiros socorros e, a pedido de Gustavo, foi alertar Karen, tendo ido à casa duas vezes, sem obter resposta.

Acidente de carro perto do local do crime

Uma outra testemunha, corretor que alugou a casa para Karen, contou que foi chamado por Gustavo no sábado pela manhã. O cantor ligou dizendo que havia sofrido um acidente e estava no Hospital Raul Sertã, em Nova Friburgo. Pediu ajuda para voltar para casa.

“Ele disse que estava preocupado porque a mulher não tinha notícias dele, ele estava com celular dela (não explicou o motivo). Pediu ajuda, mas antes quis passar no local do acidente para ver o carro. Cheguei a procurar nos bancos e no assoalho a carteira e o celular dele, mas não achei”, contou o corretor em seu depoimento no julgamento.

Um corpo frio no assoalho da casa

Do local do acidente, ainda segundo o corretor, ambos partiram para a casa de Karen. Gustavo entrou sozinho e demorou entre três e quatro minutos. Foi quando o corretor ouviu os gritos e entrou para ajudar.

“Ela estava deitada de bruços. Ele me pediu ajuda para virá-la. Ela estava roxa, o corpo frio”, lembrou o corretor.

Isso tudo aconteceu quase no fim da manhã. O local foi isolado, mas a perícia só feita por volta das 19h30. Fato que viria a amparar a tese da defesa.

114 ferimentos de pancada pelo corpo

Em sua sustentação, o promotor Diogo Erthal disse não haver dúvidas de que Karen foi brutalmente assassinada. E o autor foi Gustavo.

“Ela morreu de porrada. A perícia mostra que havia 114 ferimentos. Somente dez não eram recentes. É difícil saber o quanto ela sofreu. Quando ele foi para o hospital, ela poderia estar agonizando”, ressaltou o promotor.

Erthal disse que Gustavo foi matando Karen um pouco a cada dia desde que começaram a se relacionar. Mostrou aos jurados fotos do cadáver e também imagens dos resultados das agressões que teriam ocorrido ao longo do relacionamento. O casal vivia uma relação turbulenta desde quando se conheceram, em 2018, quando Karen viu Gustavo cantando num bar.

Relatos e inúmeras fotos de agressão

A irmã de Karen, Caroline, contou que ouviu vários relatos e viu inúmeras fotos com os resultados das agressões ao longo dos anos. Ela conta que tentou de tudo para afastar a irmã de Gustavo, mas eles sempre acabavam voltando. Karen chegou a ter medida protetiva contra o agressor.

casal
Karen e Gustavo viviam relação conturbada, segundo testemunhas. Foto: reprodução

Caroline diz que a vida de Karen desmoronou a partir do momento em que conheceu Gustavo. A vítima havia enfrentado uma depressão após o término de um relacionamento, que piorou quando ela perdeu os pais num intervalo de três meses em 2018. A essa altura, já havia conhecido Gustavo.

“Ela se tornou dependente emocional dele”, disse Caroline.

De emprego público com bom salário a Pix de R$ 27

Segundo ela, a irmã, que tinha um ótimo emprego no Tribunal de Contas do Estado, começou a afundar financeiramente durante o relacionamento com Gustavo. Caroline disse ter contraído um empréstimo de R$ 50 mil para ajudar a irmã.

“Tempos depois, ela chegou a me pedir um Pix de R$ 27. Uma funcionária do TCE quase precisando mendigar para comer”, revoltou-se Caroline.

Rotina de remédios controlados e bebida alcoólica

A irmã da vítima disse ainda que viu várias vezes Gustavo incentivando Karen a tomar remédios controlados e misturar com bebida alcoólica. Segundo ela, nessas ocasiões ele aproveitava para deixar Karen dormindo e sair com o cartão de banco e o carro dela.

Caroline disse que, quando se deu conta, a situação estava tão insustentável que Karen sequer podia usar seu plano de saúde, por falta de pagamento. Foi por ocasião de sua primeira internação, após surto provocado por abuso de remédios e álcool. Ao todo, foram três internações.

80 pinos de cocaína que seriam do réu

Outras testemunhas reafirmaram o abuso de remédios e álcool por parte de Karen. Uma amiga, que chegou a morar com ela por alguns períodos, disse que todos a sua volta se preocupavam, e chegou a romper com ela devido à obsessão de Karen em se manter no relacionamento abusivo.

Caroline relatou que, após várias suspeitas, descobriu que Gustavo era viciado em cocaína e, numa busca pela casa, achou 80 pinos da droga. A informação em nenhum momento foi contestada pela defesa durante o julgamento.

Horário da morte vira argumento da defesa

Na hora de sustentar sua tese de inocência, a defesa se agarrou à hipótese de dúvida razoável, inclusive questionando os verdadeiros horários e dias da morte. Alegando que a rigidez cadavérica começa entre duas a quatro horas após o óbito, baseou-se no laudo do perito para abrir a possibilidade de a morte ter ocorrido no dia 20, não no dia 19. Nesse caso, Gustavo estaria, comprovadamente internado no hospital quando o óbito ocorreu de fato, que seria um fator que poderia inocentá-lo.

Uma das advogadas da defesa, que apresentou uma equipe de oito pessoas, levantou a hipótese de que convulsões ocasionadas pelo uso de álcool e remédios podem ter causados os ferimentos fatais em Karen. A defesa até sugeriu que quando o corretor tocou o corpo da vítima e sentiu que estava frio, a temperatura simplesmente poderia estar assim porque ela estava deitada no chão gelado. A hipótese levanta uma possibilidade macabra. De o local ter ficado isolado, enquanto Karen ainda agonizava, e os outros achavam que ela já estava morta. Em nenhum momento, porém, a defesa questionou o fato das agressões realizadas pelo cantor ao longo do relacionamento que deixaram marcas visíveis no rosto de Karen.

Muletas, falta de respostas e choro silencioso no fim

Gustavo ficou fora da sala de audiência durante mais da metade do julgamento, para não constranger testemunhas. Nos momentos em que ocupou seu lugar, permaneceu de cabeça baixa, quase sempre de olhos fechados.

O cantor estava de muletas. Alegou sofrer sequelas de um Acidente Vascular Encefálico que teria sofrido. Foi, aliás, esse o motivo alegado por ele para usar a prerrogativa de se manter em silêncio durante o julgamento e não ser inquirido nem pelo Ministério Público nem pela defesa. O promotor mostrou laudos em que alega não haver nenhum tipo de dano neurológico em Gustavo. A defesa não questionou isso.

Impassível a maior parte do tempo, finalmente chorou, em silêncio, depois de a sentença, que levou pouco mais de dez minutos entre a decisão dos jurados e a dosimetria da juíza, ser lida.

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Transparência

A fa(r)tura de agosto: Secretaria de Turismo do estado distribui R$ 11 milhões em patrocínios no fim do inverno

Foto de Bruno Quintella
Bruno Quintella

29/08/2026 18:00

A Secretaria de Estado de Turismo (Setur-RJ) destinou R$ 10,998 milhões para o patrocínio e apoio financeiro a 18 eventos realizados em diferentes regiões fluminenses entre os dias 28 de julho e 27 de agosto. Os repasses, publicados em edições do Diário Oficial do Estado, contemplam desde festivais gastronômicos e agropecuários até seminários, eventos religiosos, encontros de motociclistas e iniciativas voltadas ao turismo regional.

O levantamento mostra uma aceleração dos aportes na reta final de agosto. Até o dia 19, o total de patrocínios somava R$ 9,498 milhões. Com novos despachos publicados nos dias 26 e 27 de agosto, a pasta acrescentou mais R$ 1,5 milhão ao consolidado, que fechou o período em R$ 10,998 milhões.

Além dos patrocínios, consta nos registros da secretaria um reconhecimento de dívida de R$ 349.326,56 referente ao Iº Fenacam — Festival Nacional da Canção da Magistratura, realizado em outubro de 2025. Com isso, o montante total movimentado pela Setur-RJ no período alcança R$ 11,347 milhões.

Maior aporte foi para projeto sobre segurança e tecnologia

O maior repasse identificado no período foi de R$ 1,5 milhão para o projeto “Turismo RJ: segurança e tecnologia em grandes eventos”, realizado pela Editora Globo S/A. Também figuram entre os maiores aportes o Festival São João, em São João de Meriti, contemplado com R$ 980 mil; o Projeto Integra RJ — Seminário Turismo, Cultura e Desenvolvimento 2026, que recebeu R$ 750 mil; e o Chefs Week RJ 2026, beneficiado com R$ 630 mil.

A Região Metropolitana concentrou a maior fatia dos recursos, com aproximadamente R$ 4,38 milhões distribuídos entre projetos realizados na capital e municípios do entorno. Na Baixada Fluminense, os destaques foram o Festival São João, em São João de Meriti, o 66º Aniversário de Paracambi e o Vila Abraão Festival, em Nova Iguaçu.

Já na Região Serrana, receberam recursos os projetos da 2ª Expo Café e Flor de Bom Jardim e o do Eco Levy Cultural, em Comendador Levy Gasparian. Na Região dos Lagos, os aportes contemplaram a Cavalgada da Independência, em São Pedro da Aldeia, e o Arraiá da Vila, em Saquarema.

Também foi beneficiado o Médio Paraíba, com aporte de recursos para a Flumisul 2026, em Barra Mansa, e para o Encontro Internacional de Motociclistas de Penedo, em Itatiaia. No Centro-Norte Fluminense, por fim, o destaque foi a 35ª Expo Agropecuária e 44º Concurso Leiteiro de Visconde de Imbé, em Trajano de Moraes.

Entre os demais eventos contemplados estão o Louvorzão 93 FM, o Piquenique in Rio, o Circuito Favela Gourmet — Rocinha e Vidigal, o Arraiá d’Ajuda e o evento esportivo A Muralha Up and Down, entre outros projetos apoiados pela secretaria por meio de contratos de patrocínio e processos de inexigibilidade de licitação.

A relação consolidada aponta 18 patrocínios e contratações publicados no Diário Oficial em apenas um mês, totalizando R$ 10,998 milhões em recursos destinados ao setor de eventos e turismo no estado.

COM FÁBIO MARTINS

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Transparência

Riotur concede R$ 1,5 milhão em patrocínio a evento do líder religioso Tiago Brunet na Barra; ingressos custam até R$ 1.497

Foto de Redação
Redação

29/08/2026 17:30

A Riotur concedeu um patrocínio de R$ 1,5 milhão ao Ministério Casa de Destino para a realização da 10ª edição da Conferência Destino, evento idealizado pelo escritor e líder religioso Tiago Brunet. O evento começou nesta sexta-feira (28) e termina hoje.

A autorização foi assinada pelo diretor administrativo e financeiro da Riotur, Nilo Sergio Soares Ferreira, e ratificada pelo presidente da empresa, Bernardo Fellows.

A liberação dos recursos ocorreu sem concorrência, por meio de inexigibilidade de licitação, mecanismo previsto para situações de inviabilidade de competição. O procedimento teve como base o artigo 30 da Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016) e o Regulamento de Licitações e Contratos da própria Riotur.

Além do patrocínio, o evento também vende entradas para o público. De acordo com o site oficial da conferência, os ingressos das categorias Bronze, vendidos a R$ 97, e Ouro, a R$ 597, estão esgotados.

Categorias Bronze (R$ 97) e Ouro (R$ 597) aparecem esgotadas no site oficial da Conferência Destino. O ingresso VIP custa R$ 1.497.
Categorias Bronze (R$ 97) e Ouro (R$ 597) aparecem esgotadas no site oficial do evento. O ingresso VIP custa R$ 1.497 — Foto: Reprodução

A Conferência Destino será realizada na Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, e é divulgada pelos organizadores como uma imersão espiritual de dois dias. A expectativa é reunir cerca de 15 mil participantes.

A programação inclui nomes conhecidos do segmento religioso, entre eles os pregadores internacionais T.D. Jakes, dos Estados Unidos, e Cash Luna, da Guatemala.

Ainda há entradas disponíveis na modalidade VIP, vendidas por R$ 1.497 no primeiro lote.

COM FÁBIO MARTINS

 

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Política

Os padrinhos do Pix: cofre do PL transborda no Rio com mais de R$ 80 milhões investidos; PSD ainda opera a pão e água, com R$ 12 milhões

Foto de Redação
Redação

29/08/2026 17:11

A atualização da prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (29) mostra que o abismo financeiro entre os partidos para a campanha eleitoral está cada vez mais acentuado. Ao todo, R$ 213,3 milhões estão em circulação entre campanhas no estado do Rio: desse valor, R$ 80,4 milhões estão ligados ao PL, que decidiu jogar com a carteira aberta e lidera os investimentos entre os partidos.

Por sua vez, algumas legendas ainda amargam uma dieta mais modesta. O PSD, por exemplo, só distribuiu R$ 12,2 milhões até o momento.

PL investiu R$ 17 milhões — maior parte da verba — em Douglas Ruas

O PL monopoliza, sem cerimônia, os cinco maiores repasses individuais das eleições fluminenses até aqui:

• Douglas Ruas (PL – Governador): concentra a maior bolada do estado, acumulando R$ 17,83 milhões (dos quais R$ 17,78 milhões saíram direto do caixa partidário).
• Carlos Portinho (PL – Senador): contemplado com R$ 4,75 milhões da direção nacional.
• Carlos Jordy (PL – Senador): empatado com o colega de bancada, levou outros R$ 4,75 milhões.
• Soraya Santos (PL – Deputada Federal): garantiu R$ 3 milhões em verbas públicas.

Do outro lado do balcão, o PSD ensaia passos bem mais tímidos. Com R$ 12,29 milhões distribuídos no estado inteiro, a sigla aposta suas fichas principais em Maria Laura Monteza (R$ 2,8 milhões) e Otoni de Paula Jr. (R$ 2,5 milhões), enquanto o restante da nominata precisa fazer milagre com o que sobra.

Família Picciani segue liderando lista de financiadores de campanhas

No ranking das carteiras individuais, a família Picciani continua sem concorrência e dá o tom de como o autofinanciamento pode ser um assunto doméstico. Leonardo Picciani (PV), candidato a deputado federal, seu irmão Rafael (PV), candidato a deputado estadual, e a mãe, Márcia, que não concorre a nenhum cargo, já investiram, somados, R$ 620 mil para turbinar as campanhas da família.

Confira os 20 maiores financiadores das eleições no Rio até o momento:
1. Leonardo Picciani — R$ 310 mil — autofinanciamento (PV)
2. Armínio Fraga Neto — R$ 240 mil — distribuídos entre 6 candidatos (PSD e PSB)
3. Alexis Mendonça Cavichini T. de Siqueira — R$ 210 mil — 4 candidatos (PL e PSD)
4. Walther Moreira Salles Jr. — R$ 200 mil — Chico Rubens Paiva e Anielle Franco
5. Márcia Picciani — R$ 190 mil — Leonardo Picciani (PV)
6. Bruno Frajhof Levacov — R$ 130 mil — Flavio Valle, Ferreirinha e Joyce
7. Fabiano de Castro Robalinho Cavalcanti — R$ 130 mil — Flavio Valle, Joyce e Pedro Duarte
8. Tomas da Veiga Pereira — R$ 120 mil — Renan Ferreirinha (PSD)
9. Jair Bittencourt — R$ 120 mil — autofinanciamento (PL)
10. Rafael Picciani — R$ 120 mil — autofinanciamento (União)
11. Marcio Drummond Sequeiros Tanure — R$ 105 mil — André Marinho (Novo)
12. Marcelo Rubens Paiva — R$ 100 mil — João Avelino (PSB)
13. Luiz Henrique Barbosa — R$ 100 mil — autofinanciamento (Avante)
14. Luiz Marcello Corrêa da Silva — R$ 100 mil — André Corrêa (PSD)
15. Rodrigo Teruszkin — R$ 100 mil — Claudio Caiado Castro Jr. (PSD)
16. Marcelo Fernandez Trindade — R$ 100 mil — Pedro Duarte (PSD)
17. Allyson da Silva Elias — R$ 90 mil — três repasses (PT)
18. Livia Soares Bello da Silva — R$ 80 mil — duas operações (Republicanos)
19. Jorge Henrique Pires Paes — R$ 78,9 mil — autofinanciamento (PSDB)
20. Marco Aurélio de Carvalho — R$ 75 mil — dois candidatos

A prestação de contas no TSE segue em aberto e novos depósitos podem recalibrar esse balanço a qualquer momento.

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Política

Homem de confiança de Antônio Peres, presidente do PL em Saquarema, marca presença em evento de Eduardo Paes

Foto de Redação
Redação

29/08/2026 16:47

O vereador e secretário municipal Rafael Badá — homem de confiança de Antônio Peres, presidente do PL em Saquarema — apareceu neste sábado (29) no evento de Eduardo Paes (PSD) no município. Ele está entre o público nas imagens divulgadas pelo candidato ao governo do estado nas redes sociais.

O detalhe é que o PL tem o próprio candidato para a disputa pelo governo, Douglas Ruas. E o grupo de Peres, uma das maiores forças políticas do município, declarou apoio à candidatura.

Mas Paes também vem encontrando espaço por ali.

A ex-prefeita Manoela Peres, ex-mulher de Antônio e candidata a deputada federal pelo PL, passou a aparecer nos últimos dias em material de campanha ao lado de Paes, Pedro Paulo e do vereador Flávio Valle, todos do PSD. Procurada pelo jornal “O Globo”, Manoela insistiu que não autorizou material que não fosse ao lado de Ruas e Flávio Bolsonaro.

Agora, Badá aparece no evento de campanha de Eduardo Paes.

Ele não publicou registros da participação nas próprias redes; foi o próprio ex-prefeito do Rio quem mostrou o vereador em meio à multidão.

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‘Story’ postado por Eduardo Paes – Foto: Reprodução/Redes sociais

 

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Garrafas ao Mar

O poder da oração

Foto de João Arruda
João Arruda

29/08/2026 16:30

Eu havia passado boa parte da reunião da irmandade sem tempo para sentar e ouvir o que estava sendo dito. Mais cedo, me ofereci para a tropa do café. Era uma noite especial, aniversário do grupo, 38 anos, e receberíamos muitos visitantes. Após muitas idas e vindas, finalmente pude parar e assistir a uma parte da reunião, justamente a final. Eram muitos rostos. Alguns conhecidos. Outros, vindos de vários lugares. Em comum, o drama da dependência química e o esforço diário para mantê-la sem efeito. Já no fim, todos se ergueram, deram as mãos e começou a Oração da Serenidade. Enquanto proferia as palavras, ia olhando os rostos, um por um, tomado de um até certo fervor místico. O que pra mim é grande contradição. Ou deveria ser. Sou ateu convicto. Mas posso assegurar que havia algo ali. Muito além das minhas expectativas e conhecimento.

Procurei o psicólogo Ricardo Sá, que ouviu meu relato sobre o contexto da situação e o que se senti no momento. Não se mostrou surpreso:

“O poder atávico da escuta vai muito além do que a gente ouve no momento. Passa pela memória de pele”, explica ele, acrescentando que o inconsciente, num momento assim, absorve muito mais do que o consciente.

Para quem não conhece as irmandades, elas são formadas por grupos de mútua ajuda sem nenhum compromisso com qualquer tipo de crença. Há, no entanto, um Poder Superior, sempre evocado, mas que pode tomar a forma que qualquer membro deseje ou acredite.

Baseado nessa premissa, costumo, sem pudor, fazer a Oração da Serenidade todos os dias, às vezes em várias ocasiões. Entendo como um mantra que me ajuda num momento em que é necessário reequilíbrio. Também acaba se tornando a “cereja do bolo” ao ser feita logo após algo que dá incrivelmente certo. Nunca tentei após um gol do Flamengo em final de campeonato. Mas é algo a ser experimentado.

Conversei com o monge noviço Alexandre Pacobhayba, que está há quase 30 anos ligado ao Budismo, com experiências em duas vertentes diferentes. Ele me conta que sua prática é muito mais voltada à meditação, que vem a ser uma forma de se desapegar dos anseios e da influência do ego para tentar uma conexão cada vez maior com uma espécie de consciência universal.

O monge concorda que a energia vibra mais intensamente quando várias pessoas estão meditando juntas, num mesmo propósito, o que não significa que a prática não possa ser solitária.

Alexandre concordou comigo que o desapego do qual fala parece se aproximar muito que diz o texto da Oração da Serenidade, calcada no fato de unir aceitação e ação, mas partindo sempre de um ponto em que a criatura lida com seu real tamanho e passar a pedir o que realmente é capaz de realizar. O sujeito que faz a oração da serenidade não terceiriza o milagre. Pede apenas ferramentas para realizá-lo.

Pós PHD em Neurociência, o Dr. Fabiano de Abreu Agrela entra com a palavra da ciência no caso da oração: “Durante a oração há uma ativação de regiões específicas, como córtex pré-frontal medial e o córtex cingulado posterior e anterior, partes normalmente ligadas à autorreflexão. Além disso, ela (a oração) também ajuda a reduzir a atividade da amígdala, região relacionada ao estresse e questões emocionais”.

Bom. São eles falando. Eu sentindo. E agora compartilhando com vocês, que compartilhar é a essência do Programa dos Doze Passos. Oração funciona? Na minha humilde opinião, depende pra quê. No meu caso, tem ajudado muito a acalmar o coração e arrumar as ideias. As irmandades recomendam fortemente. Um outro sujeito, bem famoso, por sinal, também recomendava: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles…”

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Rio de Janeiro

Decisão do STF que muda cobrança de IPTU não afeta município do Rio, aponta especialista

Foto de Gabriel Gontijo
Gabriel Gontijo

29/08/2026 15:00

A decisão do Supremo Tribunal Federal que impediu municípios de se basearem no tamanho de um imóvel para cobrar o IPTU pode não ter impactos diretos no bolso do carioca. Especialista ouvida pelo TEMPO REAL avalia que a determinação, assinada no dia 17 de agosto, não deve impactar o orçamento de quem mora no Rio.

Advogada especializada em Direito Público e Direito Imobiliário, Alice Alpiri explicou que o município aplica outros critérios no cálculo para fazer a cobrança, e que todos estão em conformidade com a decisão do STF.

“A atual legislação municipal sobre o tema diz que a área do imóvel é considerada para a apuração do valor venal, juntamente com outros elementos, como sua localização, padrão construtivo, características e utilização, e é sobre esse valor que incide a alíquota correspondente à destinação do imóvel. Portanto, um imóvel maior pode ter um valor venal maior e, consequentemente, um IPTU mais elevado, sem que isso signifique que esteja sendo aplicada uma alíquota maior pelo simples fato de possuir uma metragem maior. O que o STF afastou foi justamente a utilização da área como critério autônomo para aumentar ou diferenciar a alíquota”, detalhou.

É possível questionar na Justiça valores pagos em anos anteriores? Advogada responde

Alice pontua que até é possível que algum proprietário de imóvel da cidade do Rio possa questionar na Justiça o valor anteriormente pago pelo IPTU. Entretanto, salienta o que é necessário fazer nesta situação:

“Existe, sim, a possibilidade de revisão e questionamento judicial quando, no caso concreto, ficar demonstrado que a área do imóvel foi utilizada diretamente como critério para elevar a alíquota. Para isso, é necessário analisar o lançamento, o cadastro imobiliário, o valor venal atribuído ao imóvel, a classificação do bem e a alíquota aplicada. A partir dessa análise jurídica será possível verificar se existe, efetivamente, uma cobrança em desacordo com o entendimento firmado pelo Supremo e, consequentemente, fundamento para sua revisão”, argumenta.

Outro aspecto sobre a decisão que a advogada explica é sobre uma possibilidade de devolução retroativa ao que porventura tenha sido cobrado de forma equivocada. Alice salienta que a medida do STF não garante uma devolução imediata.

“Quanto aos valores já pagos, a decisão não significa que haverá, automaticamente, a devolução do IPTU de anos anteriores. É preciso verificar os efeitos temporais definidos pelo STF e os prazos legais aplicáveis para eventual restituição ou compensação. Também não significa que todo proprietário de imóvel maior no Rio de Janeiro possa pedir a redução do imposto”, finaliza.

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Rio de Janeiro

Agosto Lilás: conheça iniciativas que se inspiram na Lei Maria da Penha para combater violência contra a mulher

Foto de Gabriel Gontijo
Gabriel Gontijo

29/08/2026 14:00

Agosto, mês marcado pelas campanhas de combate à violência contra a mulher, está próximo do fim, mas a luta delas está longe de terminar. Em 2026, a Lei Maria da Penha celebrou 20 anos de existência e, duas décadas depois, segue sendo inspiração para outras iniciativas durante o Agosto Lilás.

Uma das das ideias envolve o registro em cartórios. Recurso usado por muitos ofícios de notas como forma de agilizar serviços burocráticos feitos de maneira digital, o e-Notariado disponibiliza uma ferramenta na qual uma mulher vítima de violência na internet, por exemplo, possa coletar conteúdos disponíveis na rede, como páginas de sites, mensagens e publicações em redes sociais, dentro de um ambiente seguro, o e-Not Provas.

Tabeliã titular do 15º Ofício de Notas do Rio de Janeiro, Fernanda Leitão, explica que esta ferramenta se torna fundamental para evitar que provas de crimes virtuais corram o risco de perderem a validade caso sejam deletados.

“Em situações de violência, o tempo pode ser decisivo. Uma ameaça, uma ofensa ou uma publicação pode ser apagada rapidamente. O e-Not Provas permite que a mulher preserve aquele conteúdo de forma ágil e segura, para eventual utilização na defesa de seus direitos”, detalha Fernanda.

A tabeliã acrescenta que o serviço pode ser utilizado pelo aplicativo e-Notariado ou pelo navegador do computador. No caso do WhatsApp, a coleta ocorre por meio do WhatsApp Web. A autenticação comprova que determinado conteúdo estava disponível na origem eletrônica indicada, na data e no horário registrados, sem significar que o tabelião esteja atestando a veracidade das informações contidas na mensagem, fotografia ou publicação.

Outro instrumento é a ata notarial, prevista na legislação brasileira como meio de documentação de fatos. Nesse caso, o próprio serviço notarial constata e descreve a situação em documento dotado de fé pública. A ata pode ser utilizada tanto para registrar conteúdos digitais quanto outras circunstâncias relevantes, como danos materiais ou o estado de determinado bem.

E-Not Provas
Foto: Reprodução.

Regras ampliam proteção a mulheres e cartórios

A prevenção à violência contra a mulher também ganhou reforço com o Provimento nº 222/2026 da Corregedoria Nacional de Justiça, que estabeleceu medidas específicas para prevenir a violência patrimonial e outras formas de violência contra mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade.

A norma determina que os cartórios adotem cautelas destinadas a assegurar que a manifestação de vontade seja livre, consciente e informada, sobretudo em atos com repercussões patrimoniais. Também prevê atendimento humanizado e reservado, proteção da privacidade e atenção a sinais de coação, pressão psicológica ou outras circunstâncias capazes de comprometer a liberdade de decisão.

Quando necessário, o atendimento pode ocorrer de forma individual e reservada. Nos atos realizados por videoconferência, também devem ser adotadas cautelas para verificar se a mulher está em ambiente seguro e livre da influência de terceiros.

“Os cartórios não substituem a polícia, o Ministério Público, a Defensoria Pública ou o Poder Judiciário, mas podem desempenhar uma importante função preventiva. O Provimento nº 222 reforça o dever de verificar não apenas a regularidade do documento, mas também se a manifestação de vontade da mulher é efetivamente livre e segura”, destaca Fernanda.

Advogada elogia iniciativa

Especialista na área do Direito de Família, a advogada Luciane Lersch Michelon elogia a iniciativa do e-Not Provas. Salientando que a violência contra a mulher “quase nunca começa com a agressão física”, ela cita que situações como humilhações, ameaças, chantagens e outras formas de violência também acontecem no ambiente virtual. Por isso, essa ferramenta cartorial é uma forte aliada no combate à violência contra elas.

“Mecanismos de preservação de provas, como a ata notarial e o e-Not Provas, podem ter um papel importante. Muitas dessas evidências são frágeis e podem desaparecer rapidamente. Da mesma forma, as novas diretrizes do CNJ para que os cartórios estejam atentos a sinais de coação e violência patrimonial reforçam uma ideia essencial: proteger a mulher também é garantir que suas decisões sejam realmente livres e que ela tenha meios de documentar aquilo que está vivendo”, explica.

Série documental denuncia casos de violência em lares evangélicos

Com a experiência de quem já atendeu inúmeras vítimas, a advogada resolveu criar uma série documental que abordava o tema em lares evangélicos. Com o nome de “A Violência Doméstica em Lares Cristãos”, a série lançou o primeiro episódio, “Violência Doméstica em Lares Cristãos”, no dia 15 de agosto no YouTube.

A produção também teve a idealização do esposo da advogada, o cineasta Leonardo Michelon, e reúne depoimentos de vítimas e entrevistas com profissionais que atuam diretamente no enfrentamento à violência contra a mulher.

Luciane Lersch Michelon
A advogada Luciane Lersch Michelon é especialista em Direito de Família — Foto: Acervo pessoal.

Ela explica que o foco é na abordagem a famílias evangélicas porque a postura de muitos líderes religiosos em casos de agressão é da falta de apoio às esposas que são vítimas deste crime.

“Sair de uma situação de violência também é muito mais difícil do que muitas pessoas imaginam. Existem dependência emocional e financeira, medo, filhos, isolamento, vergonha e a própria dificuldade de reconhecer que aquilo que está acontecendo é violência. Um exemplo muito claro dessa dificuldade aparece entre mulheres cristãs, que ainda podem enfrentar culpa, pressão para manter o casamento e discursos religiosos que desestimulam a ruptura ou a denúncia. Foi justamente esse recorte que investigamos no documentário”, comentou.

Mas Luciane salienta que a proposta da produção não é de apenas denunciar situações de omissão de líderes evangélicos em casos de violência contra mulher. A advogada pontua que o documentário também aborda iniciativas de igrejas que buscam combater este crime.

“A proposta não é generalizar a atuação das igrejas. Ao contrário, o episódio também destaca o potencial das comunidades religiosas para integrarem redes de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres”, ressalta.

Documentário
Documentário está disponível desde o dia 15 de agosto no YouTube — Foto: Divulgação.

 

 

 

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Rio de Janeiro

Prefeitura do Rio inicia obras na Avenida Ayrton Senna e na ponte no Arroio Fundo

Foto de Redação
Redação

29/08/2026 13:50

O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) anunciou, neste sábado (29), o início da nova etapa de obras do Plano de Mobilidade da Zona Sudoeste. O pacote de intervenções inclui mudanças no trânsito da Avenida Ayrton Senna e a ampliação da ponte sobre o Canal do Arroio Fundo. O investimento nas duas obras é de R$ 46,9 milhões.

Segundo a prefeitura, no caso da ponte no Arroio Fundo, a pista será expandida de quatro para seis faixas, com o intuito de eliminar o afunilamento na região. Já a outra frente de trabalho vai focar na reconfiguração das agulhas de acesso na Avenida Ayrton Senna, no trecho entre a Cidade das Artes e a Linha Amarela, para evitar estreitamentos e retenções na via.

Além dessas obras, o Plano de Mobilidade da região também inclui a já iniciada construção da nova rotatória na Avenida Lúcio Costa, que avança para a etapa final, segundo Cavaliere. O pacote de obras, que atende bairros como Barra da Tijuca, Barra Olímpica e Recreio dos Bandeirantes, tem conclusão prevista para 2028.

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