A atualização da prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (29) mostra que o abismo financeiro entre os partidos para a campanha eleitoral está cada vez mais acentuado. Ao todo, R$ 213,3 milhões estão em circulação entre campanhas no estado do Rio: desse valor, R$ 80,4 milhões estão ligados ao PL, que decidiu jogar com a carteira aberta e lidera os investimentos entre os partidos.
Por sua vez, algumas legendas ainda amargam uma dieta mais modesta. O PSD, por exemplo, só distribuiu R$ 12,2 milhões até o momento.
PL investiu R$ 17 milhões — maior parte da verba — em Douglas Ruas
O PL monopoliza, sem cerimônia, os cinco maiores repasses individuais das eleições fluminenses até aqui:
• Douglas Ruas (PL – Governador): concentra a maior bolada do estado, acumulando R$ 17,83 milhões (dos quais R$ 17,78 milhões saíram direto do caixa partidário).
• Carlos Portinho (PL – Senador): contemplado com R$ 4,75 milhões da direção nacional.
• Carlos Jordy (PL – Senador): empatado com o colega de bancada, levou outros R$ 4,75 milhões.
• Soraya Santos (PL – Deputada Federal): garantiu R$ 3 milhões em verbas públicas.
Do outro lado do balcão, o PSD ensaia passos bem mais tímidos. Com R$ 12,29 milhões distribuídos no estado inteiro, a sigla aposta suas fichas principais em Maria Laura Monteza (R$ 2,8 milhões) e Otoni de Paula Jr. (R$ 2,5 milhões), enquanto o restante da nominata precisa fazer milagre com o que sobra.
Família Picciani segue liderando lista de financiadores de campanhas
No ranking das carteiras individuais, a família Picciani continua sem concorrência e dá o tom de como o autofinanciamento pode ser um assunto doméstico. Leonardo Picciani (PV), candidato a deputado federal, seu irmão Rafael (PV), candidato a deputado estadual, e a mãe, Márcia, que não concorre a nenhum cargo, já investiram, somados, R$ 620 mil para turbinar as campanhas da família.
Confira os 20 maiores financiadores das eleições no Rio até o momento:
1. Leonardo Picciani — R$ 310 mil — autofinanciamento (PV)
2. Armínio Fraga Neto — R$ 240 mil — distribuídos entre 6 candidatos (PSD e PSB)
3. Alexis Mendonça Cavichini T. de Siqueira — R$ 210 mil — 4 candidatos (PL e PSD)
4. Walther Moreira Salles Jr. — R$ 200 mil — Chico Rubens Paiva e Anielle Franco
5. Márcia Picciani — R$ 190 mil — Leonardo Picciani (PV)
6. Bruno Frajhof Levacov — R$ 130 mil — Flavio Valle, Ferreirinha e Joyce
7. Fabiano de Castro Robalinho Cavalcanti — R$ 130 mil — Flavio Valle, Joyce e Pedro Duarte
8. Tomas da Veiga Pereira — R$ 120 mil — Renan Ferreirinha (PSD)
9. Jair Bittencourt — R$ 120 mil — autofinanciamento (PL)
10. Rafael Picciani — R$ 120 mil — autofinanciamento (União)
11. Marcio Drummond Sequeiros Tanure — R$ 105 mil — André Marinho (Novo)
12. Marcelo Rubens Paiva — R$ 100 mil — João Avelino (PSB)
13. Luiz Henrique Barbosa — R$ 100 mil — autofinanciamento (Avante)
14. Luiz Marcello Corrêa da Silva — R$ 100 mil — André Corrêa (PSD)
15. Rodrigo Teruszkin — R$ 100 mil — Claudio Caiado Castro Jr. (PSD)
16. Marcelo Fernandez Trindade — R$ 100 mil — Pedro Duarte (PSD)
17. Allyson da Silva Elias — R$ 90 mil — três repasses (PT)
18. Livia Soares Bello da Silva — R$ 80 mil — duas operações (Republicanos)
19. Jorge Henrique Pires Paes — R$ 78,9 mil — autofinanciamento (PSDB)
20. Marco Aurélio de Carvalho — R$ 75 mil — dois candidatos
A prestação de contas no TSE segue em aberto e novos depósitos podem recalibrar esse balanço a qualquer momento.


























































