A Corregedoria da Secretaria de Estado de Governo (Segov) instaurou cinco sindicâncias para apurar possíveis irregularidades em contratos e processos administrativos da pasta, além de investigar eventual responsabilidade de servidores públicos. As portarias foram assinadas pela corregedora Sheila Garcia.
Do total de procedimentos, três (portarias nº 08, 09 e 10), assinadas em 13 de julho, revogam portarias publicadas em junho e determinam a substituição das comissões responsáveis pelas apurações. Com isso, as investigações serão reiniciadas sob nova condução. As outras duas sindicâncias (portarias nº 11 e 12) tratam de casos inéditos, instaurados pela primeira vez.
Mudança de governo na pasta
A reorganização ocorre em um momento de mudança no comando da Segov, atualmente chefiada interinamente pelo delegado de Polícia Civil Roberto Lisandro Leão, que também responde pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Estado.
Nos bastidores do Palácio Guanabara, o comentário geral é que esse “pente-fino” comandado pela corregedoria serve para passar a limpo contratos antigos e blindar o governo interino de futuros problemas com órgãos de fiscalização, organizando a casa antes de novas movimentações políticas.
Quem assume cada investigação
Para garantir que as apurações sejam feitas de forma rápida e neutra, a Corregedoria escalou servidores de perfil técnico e rigoroso, incluindo oficiais da Polícia Militar para os casos de maior complexidade:
A sindicância referente ao processo SEI-420001/0002052/2026 ficará a cargo da tenente-coronel da PM Fernanda Fonseca Cunha. O processo SEI-420001/0002954/2026 será conduzido por Mauricio Meyer Beniste, enquanto a apuração do processo SEI-420001/0003411/2026 ficará sob responsabilidade do tenente-coronel da PM Fabio Paiva Teixeira.
Já as sindicâncias recém-instauradas serão conduzidas por Ademilson Rodrigues Chaves Junior, no processo SEI-420001/0015622/2026, e por Raphael Pacheco Alves Soares, no processo SEI-420001/001946/2026.
De acordo com as portarias, todas as comissões terão prazo de 30 dias corridos para concluir os trabalhos e apresentar relatório com as conclusões das apurações.


COM FÁBIO MARTINS.

