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Home Política

Política

03/09/2026 18:35
  • Gabriel Gontijo Gabriel Gontijo

Segundo PF, barco registrado em nome de escritório de advocacia pertencia ao ex-secretário do Ambiente e ao ex-presidente do Inea

Renato Jordão

Ex-presidente do Inea, Renato Jordão é apontado pela PF como um dos donos de barco — Foto: Divulgação.

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Uma cobrança da BR Marinas Glória serviu como prova, de acordo com a Polícia Federal, de que um barco que estava no nome da AC Santos Escritório, na verdade, pertencia ao ex-secretário estadual do Meio Ambiente, Bernardo Rossi, e ao ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Renato Jordão Bussiere. Ainda segundo a investigação, embora a embarcação esteja no nome de Antonio Carlos da Conceição Santos, o Pipo, e Rafael Bittencourt Lucurci de Oliveira, na prática, segundo a investigação Jordão e Rossi foram os responsáveis por quitar o débito até então existente.

Uma mensagem de uma funcionária da BR Marinas, de 18 de fevereiro de 2025, cobrava uma dívida de uma embarcação que estava no local. Entretanto, quem recebeu tal cobrança não foi Antonio Carlos, o dono da AC mas Jordão, que respondeu à mensagem pedindo o envio do boleto para acertar o valor não pago à época..

“Constatou-se que no dia 18 de fevereiro de 2025 Renato Bussiere recebeu mensagens encaminhadas por funcionária da empresa BR Marinas Glória, nas quais era realizada cobrança referente a débito pendente vinculado à pessoa jurídica AC Santos Escritório Jurídico”, cita a investigação.

Em outro trecho, o documento afirma que a “autoridade policial ressalta que apesar do custo ter sido registrado em nome de terceiro, o investigado Renato (Jordão) Bussiere demonstrou ter ciência da dívida e se portou como destinatário de fato da cobrança”. Na sequência, a Polícia Federal informa que o comportamento de Jordão foi determinante para confirmar que ele era, de fato, um dos proprietários da empresa que é acusada de pagar caviar e uma mansão em Petrópolis para Cláudio Castro:

“Ao receber a mensagem encaminhada pela funcionária, (Jordão) Bussiere prontamente solicitou o envio do boleto referente ao débito em aberto vinculado à pessoa jurídica AC Santos Escritório Jurídico, demonstrando familiaridade com a cobrança e aparente disposição para tratar da pendência financeira apresentada. A reação do investigado revela-se relevante sob a perspectiva investigativa, uma vez que, em vez de questionar sua vinculação à obrigação ou redirecionar a demanda aos responsáveis formais pela pessoa jurídica devedora, Bussiere assumiu postura compatível com a de alguém que possuía conhecimento prévio do assunto e condições de intervir para sua resolução”, cita a investigação.

Em seguida, a investigação ressalta que o documento de cobrança foi compartilhado por Renato Brussiere com Bernardo Rossi, fato que “se mostra compatível com a existência de vínculos ou interesses comuns relacionados ao objeto da cobrança”.

Compartilhamento do boleto com Bernardo Rossi

A Polícia Federal detalha que, logo após receber o boleto, Renato Jordão compartilhou o documento com Bernardo Rossi, que, à época da cobrança, era o chefe da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade. Na sequência, um diálogo entre ambos é anexado ao documento como prova de que os dois, de fato, eram os donos da embarcação, que também teria sido usada também por Cláudio Castro.

Conversa entre Jordão e Rossi
À esquerda, o registro original das conversas fornecido pela PF; à direita, a mesma imagem otimizada com uso de IA para melhorar a leitura, sem prejuízo do conteúdo – Fonte: Reprodução/STF

“O diálogo revela-se particularmente relevante por demonstrar que Bussiere (Jordão) mantinha envolvimento direto com a administração e custeio da embarcação, acompanhando despesas correntes e providenciando pagamentos relacionados à sua manutenção. Ademais, a forma como as informações foram transmitidas sugere verdadeira prestação de contas a Bernardo Rossi, uma vez que o investigado não apenas compartilhou os documentos comprobatórios das despesas, como também comunicou as providências adotadas para sua quitação”, cita a investigação em outro trecho do documento.

Escrito por:

Gabriel Gontijo Gabriel Gontijo Ver publicações

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Rio de Janeiro

Maricá recebe o Troféu de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro 2026 neste domingo (06)

Foto de Redação
Redação

03/09/2026 19:33

Competição voltada para atletas de todas as idades, o Troféu de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro 2026 vai ocorrer neste domingo (06), em Maricá, na Região Metropolitana do Rio. A competição será Quadra CEPT Professora Zilca Lopes da Fontoura. A entrada é gratuita.

Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO e registrada como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a iniciativa é da Federação de Capoeira Cultural e Desportiva do Estado do Rio de Janeiro (FCCDERJ), com apoio da Confederação de Capoeira Desporto do Brasil (CCDB), da Prefeitura de Maricá e da Secretaria Municipal de Esportes de Maricá. A competição reunirá desde crianças até atletas da categoria master, evidenciando a evolução da capoeira como modalidade esportiva organizada, sem perder suas raízes históricas e culturais.

Para Janaina Benvindo, capoeirista e Diretora de Projetos da FCCDERJ, o objetivo é valorizar a capoeira em todas as suas dimensões.

“A capoeira é muito mais do que uma modalidade esportiva. Ela representa a história, a resistência e a identidade do povo brasileiro. O Troféu de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro nasce com o propósito de preservar essa tradição, fortalecer a prática no estado e criar oportunidades para que crianças, jovens e adultos possam desenvolver seu talento, mantendo viva uma manifestação cultural que atravessa gerações”, revela Janaina.

O Mestre Robertinho, presidente da Federação de Capoeira Cultural e Desportiva do Estado do Rio de Janeiro (FCCDERJ), destaca o momento de fortalecimento vivido pela entidade e a importância da competição para a modalidade.

“A Federação vive um momento bom, estamos felizes com o crescimento da participação dos grupos e cada vez mais reconhecimento do trabalho que desenvolvemos em todo o estado. Eventos como este são fundamentais para exaltar a capoeira, valorizar seus mestres, atletas e praticantes e propagar ainda mais essa manifestação cultural que é patrimônio do Brasil e motivo de orgulho para todos nós”, afirma o Mestre Robertinho.

A programação será dividida em três modalidades. No Combate Técnico, atletas disputam por categoria, sexo e peso em sistema eliminatório. Os campeões garantem vaga no Campeonato Brasileiro, com transporte, hospedagem e inscrição custeados pela organização, além de premiação em dinheiro e pontuação para o ranking oficial da modalidade.

A modalidade Conjunto reunirá equipes compostas por 15 a 20 atletas, avaliadas em critérios técnicos, culturais e organizacionais. Os três melhores grupos receberão premiação em dinheiro.

Já a modalidade Duplas será destinada às categorias de base e contemplará crianças das categorias Fraldinha (3 a 6 anos), Mirim (7 a 10 anos) e Infantojuvenil (11 e 12 anos), incentivando a formação de novos talentos e garantindo a continuidade da tradição da capoeira entre as novas gerações.

Ao todo, a organização estima mais de R$ 200 mil em premiações e incentivos esportivos. Além da disputa pelos títulos, os atletas classificados passam a integrar o ranking estadual e poderão se habilitar ao programa Bolsa Atleta 2027, fortalecendo a capoeira também como ferramenta de desenvolvimento esportivo e inclusão social.

Serviço
Troféu de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro 2026
Data: 6 de setembro de 2026
Horário: 7h credenciamento dos participantes | 8h – início ao público
Local: Quadra CEPT Professora Zilca Lopes da Fontoura
Endereço: Rua Barão de Inoã, 137 – Centro – Maricá (RJ)
Entrada: Gratuita.
Mais informações: https://fccderj.org

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Rio de Janeiro

Estado e União firmam parceria para ampliar segurança e fortalecer retomada de territórios no Rio

Foto de Redação
Redação

03/09/2026 19:16

O Governo do estado do Rio de Janeiro e o Ministério da Justiça e Segurança Pública assinaram, nesta quinta-feira (03), dois acordos de cooperação técnica para ampliar a integração entre as forças estaduais e federais no combate ao crime organizado. Os documentos foram assinados pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

Um dos acordos estabelece a cooperação entre União e Estado para fortalecer a Política Estadual de Reocupação Territorial. O outro cria uma estratégia integrada para ampliar a segurança nos principais corredores logísticos do estado. Além disso, a parceria inclui compartilhamento de informações, inteligência territorial, apoio operacional e integração de tecnologias, além de iniciativas voltadas ao enfraquecimento das estruturas financeiras e patrimoniais utilizadas pelo crime organizado.

“Segurança pública é um serviço essencial à população e exige a cooperação entre todas as instituições. A parceria entre o Estado e a União amplia nossa capacidade de atuação, com mais inteligência, tecnologia e integração, para fortalecer a presença do poder público onde a população mais precisa. O objetivo é melhorar a vida das pessoas, levando mais segurança e presença do Estado aos territórios” declarou Couto.

Os acordos também ampliam a integração entre as forças de segurança estaduais e federais, com o compartilhamento de informações e o uso de plataformas de inteligência. A cooperação poderá envolver estruturas especializadas da Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal, respeitadas as competências de cada instituição.

Está prevista também a integração entre os sistemas penitenciários federal e estadual, com intercâmbio de informações e protocolos voltados ao isolamento de lideranças criminosas e à interrupção da comunicação entre integrantes presos e organizações que atuam nos territórios.

– Essa é uma cooperação federativa no sentido pleno: o Estado define suas prioridades territoriais, e a União coloca à disposição suas capacidades operacionais, de inteligência e de investigação patrimonial – afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

Atuação nos territórios e combate financeiro ao crime

Um dos principais objetivos é fortalecer a presença permanente do poder público nos territórios priorizados, por meio da integração de políticas de infraestrutura, desenvolvimento social, desenvolvimento econômico e acesso à Justiça.

A implementação será orientada por Planos Táticos de Reocupação Territorial, coordenados pelo Governo do Estado. A iniciativa contempla ainda ações de documentação civil, atendimento a vítimas, proteção de grupos vulneráveis e ampliação da oferta de serviços públicos essenciais nas áreas contempladas.

O combate às estruturas econômicas utilizadas por organizações criminosas também faz parte da cooperação entre Estado e União, com ações de inteligência financeira e patrimonial. Para isso, o acordo inclui articulação com instituições como Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central e agências reguladoras para identificar, bloquear e recuperar ativos ligados ao crime organizado, enfraquecendo fontes de financiamento dessas organizações.

Proteção dos corredores estratégicos

Um dos acordos estabelece atuação integrada para reforçar a segurança nos principais corredores logísticos do estado. Entre os trechos inicialmente definidos como prioritários estão a Avenida Brasil, a Linha Vermelha, a Linha Amarela e os acessos ao Porto do Rio de Janeiro e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.

A estratégia estabelece planejamento conjunto, monitoramento permanente e emprego de tecnologias como cercamento eletrônico, leitores automáticos de placas, drones e centros integrados de comando e controle. O foco é reduzir roubos de cargas e veículos, além de fortalecer as investigações sobre organizações criminosas que atuam nessas regiões.

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Política

Ex-secretário de Ambiente, Bernardo Rossi disse que Ibama deveria ser ‘atropelado’ em votação de licença da Refit, aponta PF

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Gabriele Maia

03/09/2026 17:50

O então secretário estadual do Ambiente, Bernardo Rossi (União), disse que o Ibama deveria ser “atropelado” durante a votação que analisou a renovação da licença de operação da Refit, segundo a Polícia Federal. A declaração aparece em mensagens trocadas com Renato Jordão Bussiere, ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que atualizava Rossi sobre os obstáculos à aprovação do processo na Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) em maio de 2024.

Segundo a PF, Renato Jordão relatou a Rossi as dificuldades encontradas durante a sessão. As representantes do Ibama e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), disse ele, estavam dificultando o avanço da matéria e “f#dendo a votação”. Foi nesse contexto que o ex-secretário reagiu à posição do Ibama e afirmou que o órgão deveria ser “atropelado”.

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– À esquerda, o registro original das conversas fornecido pela PF; à direita, a mesma imagem otimizada com uso de IA para melhorar a leitura, sem prejuízo do conteúdo – Fonte: Reprodução/STF

A renovação da licença acabou aprovada pela Ceca, apesar da posição contrária do Ibama e da Uerj, que apontavam problemas relacionados aos relatórios sobre a descontaminação da área da refinaria.

Ao reunir os diálogos, a PF afirma que eles indicam uma atuação firme de Bernardo Rossi e Renato Jordão relacionada aos interesses da Refit. Já a Procuradoria-Geral da República classificou a relação entre os dois como um “recorrente alinhamento” para favorecer interesses do grupo da refinaria e de outras empresas relacionadas.

Refit é suspeita de fraude, lavagem de dinheiro e outras irregularidades

A Operação Sem Refino foi deflagrada pela Polícia Federal em maio deste ano para investigar suspeitas de fraude fiscal, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e irregularidades no mercado de combustíveis envolvendo a Refit. Entre os alvos estavam o ex-governador Cláudio Castro (PL), Bernardo Rossi e o empresário Ricardo Magro, apontado pela PF como ligado dono da refinaria. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que também determinou a prisão preventiva de Magro e o levantamento do sigilo do caso nesta quinta-feira (03).

A análise do material apreendido levou a PF a aprofundar as suspeitas sobre a relação entre integrantes do governo estadual e interesses da Refit. Em agosto, uma nova fase da operação teve novamente Castro entre os alvos, além de Rossi e outros suspeitos.

O que diz Bernardo Rossi

Em nota, o ex-secretário negou a interpretação da conversa feita pelos auditores da Polícia Federal. Segundo Bernardo Rossi, os “trechos isolados” não podem ser usados para comprovar que ele tenha cometido qualquer crime ambiental.

Confira a nota na íntegra:

“O ex-secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade Bernardo Rossi nega ter pressionado o Inea para a concessão de licença ambiental à CSN ou determinado que qualquer órgão técnico desconsiderasse exigências legais ou manifestações do Ibama.
Na condição de secretário, Bernardo cobrava dos órgãos vinculados à pasta o andamento e a conclusão dos processos administrativos, o que não se confunde com interferência no conteúdo de análises, pareceres ou decisões técnicas.
No caso da CSN, o próprio Ibama votou favoravelmente ao aditamento do TAC, que foi aprovado por unanimidade pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA). Já em relação à refinaria, não foi emitida licença para a sua operação.
A interpretação de trechos isolados de conversas, sem a apresentação de seu contexto integral, não pode ser utilizada para atribuir ao ex-secretário uma determinação de descumprimento da legislação ambiental.
Durante sua gestão, também foram realizadas ações de fiscalização sobre a CSN e ampliado o monitoramento da qualidade do ar em Volta Redonda. Bernardo Rossi reafirma que sua atuação se deu dentro da legalidade e ampar”.

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Rio de Janeiro

Polícia Federal diz que esquema ligado à Refit custeou caviar e mansão na Serra para Cláudio Castro

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Redação

03/09/2026 16:42

A Polícia Federal reuniu uma série de indícios de que empresários e operadores ligados ao Grupo Refit custearam despesas pessoais e ajudaram a manter imóveis utilizados pelo ex-governador Cláudio Castro. Entre os benefícios listados pelos investigadores estão uma compra de caviar de R$ 10,5 mil, uma cobertura na Barra da Tijuca, uma mansão em Petrópolis e um projeto de adega avaliado em R$ 245 mil.

As informações constam da decisão que autorizou a Operação Sem Refino 2, cujo sigilo foi retirado nesta quinta-feira (3) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a Polícia Federal, o material apreendido ao longo da investigação reforça a suspeita de que uma estrutura formada por empresários, operadores financeiros e empresas ligadas ao universo econômico da Refit teria sido utilizada para custear despesas e ocultar patrimônio em favor de Castro.

A investigação também sustenta que o ex-governador atuou para atender interesses do grupo empresarial comandado por Ricardo Magro, apontado como controlador da antiga Refinaria de Manguinhos.

Caviar pago por terceiro

Mensagens extraídas de celulares apreendidos mostram que Castro negociou diretamente com um fornecedor diferentes tipos e gramaturas da iguaria. Parte da encomenda, segundo os investigadores, deveria ser entregue em uma suíte do Hotel Emiliano, em São Paulo, onde o então governador estava hospedado.

Embora Castro tenha informado ao vendedor que faria o pagamento por PIX, a análise bancária realizada pela PF apontou que a transferência não saiu de contas pessoais do ex-governador. O pagamento teria sido feito pela AC Santos Participações e Empreendimentos, empresa ligada ao advogado Antonio Carlos da Conceição Santos, conhecido como “Pipo”.

Para os investigadores, o episódio é um dos exemplos de utilização de terceiros para custear despesas pessoais incompatíveis com a renda declarada pelo então governador.

Mansão em Petrópolis

Outro ponto destacado pela investigação envolve uma casa de luxo no condomínio Locanda Residenze, em Petrópolis.

O imóvel está registrado em nome da Concrecasa Construções Inteligentes Ltda., mas a Polícia Federal afirma ter encontrado elementos que indicam que Castro exercia a posse de fato da propriedade.

Segundo a decisão, o ex-governador recebia em seu celular faturas de energia do imóvel, acompanhava questões relacionadas à segurança da residência e coordenava reformas realizadas no local.

Entre os documentos apreendidos está um projeto de adega climatizada avaliado em R$ 245 mil. De acordo com a PF, o arquivo continha nos metadados a identificação “AP Adega Claudio Castro”.

A corporação também destaca que a administradora da Concrecasa possui vínculos societários com o empresário Luiz Fernando Gomes. A empresa dele, a Enge Prat Engenharia e Serviços, celebrou contratos que somam R$ 355,2 milhões com o governo do estado durante a gestão Castro, sendo R$ 49,6 milhões sem licitação.

Cobertura na Barra

A Polícia Federal também investigou a cobertura ocupada por Castro no condomínio Atmosfera, na Barra da Tijuca.

Segundo os investigadores, o imóvel era alugado por R$ 10 mil mensais, valor considerado abaixo do mercado para unidades semelhantes na região, cuja faixa estimada seria de R$ 25 mil a R$ 29 mil.

A investigação aponta ainda que a empresa proprietária da cobertura foi criada pouco antes da aquisição do imóvel, que seria seu único ativo registrado.

Mensagens obtidas pela PF também indicariam que Castro e sua esposa participaram de decisões sobre obras e intervenções no apartamento antes da mudança para o local, contrariando a versão apresentada pela defesa de que o ex-governador não teria atuado nas reformas.

Operação Sem Refino

A Operação Sem Refino apura suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de divisas relacionadas à Refit e ao empresário Ricardo Magro.

A primeira fase da investigação foi deflagrada em maio. Na ocasião, Alexandre de Moraes autorizou buscas contra Castro e determinou a prisão preventiva de Magro, que permanece foragido e integra a lista de difusão vermelha da Interpol.

Na nova fase, a Polícia Federal afirma ter encontrado indícios de que operadores como Antonio Carlos da Conceição Santos, Luiz Fernando Gomes e José Mauro de Farias Junior atuavam por meio de empresas e estruturas societárias destinadas a ocultar a origem dos recursos e a garantir vantagens a agentes públicos.

Segundo os investigadores, as novas provas reforçam a suspeita de que o esquema permaneceu ativo mesmo após o início das apurações.

*Com informações do G1

 

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Política

Cláudio Castro chamava Ricardo Magro, dono da Refit, de ‘amigo’; PF aponta atuação pessoal de ex-governador em favor da refinaria

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Redação

03/09/2026 16:23

Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-governador Cláudio Castro (PL) revelam proximidade entre ele e o empresário Ricardo Magro, empresário responsável pela Refit e foragido desde o início do ano.

Em conversas pelo WhatsApp, Castro chamava o empresário de “amigo” e chegou a se colocar à disposição para atuar na regularização fiscal da Refit, que acumula as maiores dívidas fiscais do estado e do país.

As informações constam na decisão da Operação Sem Refino 2, que teve o sigilo retirado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o inquérito da Polícia Federal, os diálogos indicam que o ex-chefe do Executivo estadual atuou para favorecer interesses do Grupo Refit.

Castro participou de evento de Ricardo Magro nos EUA; Refit pagou a viagem

Em uma das conversas analisadas, Castro declarou a Ricardo Magro: “aqui você tem um amigo”. A afirmação foi feita após o empresário agradecer ao então governador por participar de um evento em Nova York organizado por Magro.

A PF aponta que a viagem foi patrocinada pela Refit e que secretários do governo estadual podem ter participado do encontro com o empresário nos Estados Unidos.

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Mensagens enviadas por Castro para Ricardo Magro — Foto: Reprodução

‘Eu toco por aqui’, disse Castro à advogado da Refit

Em outro diálogo obtido pelos investigadores, desta vez com um advogado ligado ao grupo empresarial, Cláudio Castro tratou da regularização fiscal da empresa e afirmou: “Eu toco por aqui”. Para a PF, a frase demonstra atuação pessoal em favor da companhia.

A apuração destaca ainda episódios como a renovação da Licença de Operação da refinaria pela Comissão Estadual de Controle Ambiental, aprovada apesar de votos contrários de órgãos técnicos devido a apontamentos de contaminação ambiental.

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A decisão do STF não constitui condenação. A defesa do ex-governador e os citados ainda têm espaço para manifestação sobre o caso na Justiça. A investigação segue sob a supervisão do Supremo.

Castro e Magro foram alvos de buscas durante duas fases da Operação Sem Refino no primeiro semestre. A ação apura um suposto esquema de fraudes fiscais e ocultação de patrimônio envolvendo a Refit. O ex-governador nega as irregularidades.

Com informações do portal “G1”.

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Política

Pix eleitoral — e real: filho de princesa da Noruega doa R$ 100 mil para campanha de Flávio Valle

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Bruno Quintella

03/09/2026 15:43

Entre os nomes que aparecem na prestação de contas da campanha de Flávio Valle (PSD), um chamou atenção por fugir do padrão dos tradicionais financiadores da política fluminense.

Trata-se de Haakon Lorentzen, empresário e financista de origem norueguesa que doou R$ 100 mil ao candidato à Alerj. O valor o coloca entre os principais doadores registrados até agora pela campanha, respondendo por 18,71% dos recursos arrecadados, de acordo com informações do Divulgacand.

O sobrenome não é desconhecido.

Haakon é filho da princesa Ragnhild da Noruega, irmã do rei Harald V, e neto do rei Olavo V. Radicado no Brasil desde a infância, ele preside o Grupo Lorentzen, conglomerado empresarial com atuação em diversos setores.

A presença de um descendente da família real norueguesa na lista de financiadores eleitorais certamente não é algo que aparece todos os dias nas prestações de contas da política do Rio.

Em tempos de República, Flávio Valle ganha reforço de monarca.

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Política

Pedido de vista no TRE adia julgamento de Diego Alba, candidato condenado por saidinhas de banco; cinco já votaram pela impugnação

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Gabriele Maia

03/09/2026 15:41

O julgamento do registro de candidatura de Diego Alba (PSDB) a deputado estadual foi interrompido, nesta quinta-feira (03), no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) após pedidos de vista dos desembargadores Paulo Cesar Salomão e Tathiana Costa — que já indicaram a possibilidade clara de votar contra o tucano.

Até a suspensão da análise, o relator do caso, Guilherme Calmon, e os desembargadores Bruno Bodart, Fábio Ribeiro Porto, Fernando Cerqueira e o presidente do TRE-RJ, Claudio Mello Tavares, já haviam votado pela impugnação da candidatura.

Diego Alba foi condenado, em 2009, por formação de quadrilha armada especializada nas chamadas “saidinhas de banco”. Segundo a Justiça, o homem atuava como uma espécie de olheiro e permanecia dentro de uma agência bancária, observava a movimentação dos clientes e repassava informações aos comparsas que aguardavam do lado de fora.

Relatório do TRE-RJ aponta que candidato foi ‘aprovado pela alta cúpula do Comando Vermelho’

No voto, o relator Guilherme Calmon afirmou que o caso não se resume à condenação em 2009. Para o desembargador, o conjunto de informações reunidas no processo aponta para uma possível aproximação atual entre o candidato e uma organização criminosa armada.

Calmon citou um relatório técnico elaborado pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do TRE-RJ, segundo o qual Diego teria sido “aprovado pela alta cúpula” do Comando Vermelho para fazer campanha em áreas sob domínio da facção. Entre os locais mencionados estão Jacarezinho, Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, Lins e Vasconcelos, Favela do Arará e Vila Kennedy.

Segundo o relator, a presença de Diego nesses territórios seria um dos elementos que indicariam uma relação de confiança com a facção. Na avaliação do desembargador, o conjunto de provas aponta para “indícios robustos, graves e convergentes de vinculação estrutural e aliança do candidato com organização criminosa armada”.

O relator também afirmou que a condenação por quadrilha armada, embora tenha ocorrido há 17 anos, não poderia ser analisada isoladamente. Para ele, o fato de a pena ter sido cumprida e a punibilidade extinta em 2016 não apaga o que chamou de “realidade histórica” da participação de Diego em um grupo criminoso armado.

Ao final do voto, Guilherme Calmon julgou procedente o pedido do MPE e votou pelo indeferimento do registro de candidatura de Diego Alba.

MPE aponta condenação por ‘saidinhas de banco’ e ligação com facção

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu o indeferimento da candidatura de Diego Alba com base no entendimento de que a Constituição impede a interferência de organizações criminosas no processo eleitoral.

Para a Procuradoria, a condenação de 2009 por formação de quadrilha armada é um dos elementos que sustentam a tese. A acusação afirma que ele integrava um grupo estável, com divisão de tarefas para a prática de roubos. Embora Diego não tenha sido condenado especificamente por organização criminosa ou milícia, o MPE afirma que isso não impede a aplicação do entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a interferência do crime organizado no processo eleitoral.

Segundo a Procuradoria, decisões recentes do TSE admitem o indeferimento de candidaturas a partir da existência de “elementos denotativos de participação” em grupos criminosos, sem exigir necessariamente uma condenação definitiva por organização criminosa.

O MPE também usou como argumento um relatório técnico elaborado pelo próprio TRE-RJ, que julgou a ação nesta quinta-feira. Segundo o documento, “o impugnado possui vínculos com a Organização Criminosa autodenominada Comando Vermelho – CV, indicando grave risco de infiltração institucional”.

A acusação afirma que Diego Alba poderia ter a “possível intenção de utilização de futuro mandato eleitoral como braço da referida facção no poder Legislativo”.

Outro ponto citado é uma denúncia de compra de votos por meio da oferta de serviços sociais e odontológicos no bairro Senador Camará, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O parecer relaciona a investigação ao Instituto Juntos Pelo Bem, que, segundo o MPE, teria sido fundado por Diego Alba.

Defesa diz que caso de Diego Alba é diferente da jurisprudência do TSE

Os advogados de Diego Alba sustentam que o caso é diferente dos precedentes utilizados no Tribunal Superior Eleitoral. A defesa afirma que ele foi condenado por quadrilha armada, e não por integrar uma milícia ou organização paramilitar. Também argumenta que os casos analisados pelo TSE envolviam situações como domínio territorial, violência, extorsão, homicídio e controle de atividades econômicas por grupos criminosos — circunstâncias que, segundo os advogados, não estão presentes na condenação de Diego.

Outro argumento é o tempo transcorrido desde a condenação. A defesa destaca que o episódio ocorreu há 17 anos e que a pena foi cumprida há uma década. Para os advogados, utilizar uma condenação já encerrada para impedir a candidatura criaria uma restrição sem prazo ao direito de ser votado.

Pedido de vista interrompe julgamento

Depois do voto do relator e das manifestações favoráveis à impugnação, os desembargadores Paulo Cesar Salomão e Tathiana Costa pediram vista do processo. Salomão afirmou que sua tendência era acompanhar o parecer Guilherme Calmon, mas disse que precisava analisar com mais detalhes os elementos do relatório técnico da Coordenadoria de Segurança e Inteligência antes de apresentar seu voto. Tathiana Costa acompanhou o pedido de vista e indicou a intenção de seguir o entendimento do relator.

Antes, cinco integrantes da Corte já haviam se manifestado pelo indeferimento da candidatura. O Tribunal deve finalizar o julgamento do registro ainda neste mês.

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Rio de Janeiro

Justiça do Trabalho anula demissões de trabalhadores da Refit, determina a reintegração coletiva e congela R$10 milhões do grupo

Foto de Redação
Redação

03/09/2026 14:17

A Justiça do Trabalho, por meio da 45ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, concedeu uma liminar obrigando a reintegração de forma imediata dos trabalhadores demitidos de forma coletiva pela Refinaria de Manguinhos, integrante do Grupo Refit. A decisão Também determina que a empresa deposite em juízo R$ 10 milhões, sob pena de bloqueio direto nas contas da companhia. O valor servirá, de acordo com a decisão, para garantir o pagamento de direitos trabalhistas, multas e eventuais indenizações no decorrer do processo.

A medida é resultado de uma ação civil pública movida pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) contra 27 empresas e pessoas físicas que controlam o Grupo Refit, dentre elas, o foragido Ricardo Magro, procurado pela Interpol, e seus pais.

A disputa judicial teve início após uma interdição parcial das instalações da refinaria pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ocorrida em 26 de setembro de 2025. Desde então, de acordo com o sindicato, a companhia vinha realizando cortes sistemáticos de profissionais que trabalhavam no grupo.

Na decisão da juíza Bianca Merola da Silvam ela reconheceu a ilegalidade das dispensas coletivas efetuadas pela empresa. Além disso, segundo o entendimento da magistrada, esse tipo de demissão em massa não pode ocorrer de forma unilateral, exigindo a participação e negociação prévia com o sindicato.

Multa e proibição de novos cortes

Além de anular as demissões e exigir a readmissão imediata dos petroleiros, a liminar determinou que o Grupo Refit está impedida de realizar qualquer nova demissão coletiva sem que haja uma negociação prévia com o Sindipetro-RJ. Caso a ordem seja descumprida, a refinaria receberá uma multa calculada em R$ 50 mil para cada trabalhador dispensado irregularmente.

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Berenice Seara

MPRJ inaugura, em outubro, novas instalações do que pretende ser o melhor centro dedicado à solução de grandes conflitos do Brasil

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Berenice Seara

03/09/2026 13:59

O Ministério Público do Rio (MPRJ) vai inaugurar, em outubro, as novas instalações do Centro de Autocomposição (Compor) — uma estrutura institucional especialmente focada na cultura do consenso e na resolução extrajudicial de grandes conflitos. A novidade foi anunciada pelo procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio José Campos Moreira, no encontro do grupo empresarial Lide RJ desta quarta-feira (02), no Hotel Fairmont, em Copacabana.

Criado no Rio em 2026, o Compor já é uma realidade em Minas Gerais e na Bahia. Por aqui, tem recebido muitos investimentos na capacitação dos promotores, dos servidores e, especialmente, na formatação do espaço arquitetônico próprio para o trabalho.

“O nosso Compor será o melhor do Brasil. O consensualismo é um problema muito sério, porque a realidade mostra que o ideal, nesses assuntos estruturais, é a prevenção, é evitar que surja conflito. A experiência mostra que a judicialização, salvo naqueles casos em que há necessidade de urgência, é o pior caminho”, disse Antonio José.

O procurador-geral contou que, em mesa redonda na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, presidida pelo ministro Luiz Felipe Salomão na última segunda-feira, soube que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu, em um ano, 700 mil recursos.

“Isso é absolutamente inviável. Então, a judicialização, na ótica do Ministério Público, deve ser a última das opções, nessa área de tutela coletiva”, apostou.

Antonio José encontrou, ao assumir o cargo em janeiro de 2025, apenas a Coordenadoria de Autocomposição, a CNA, dedicada ao consensualismo. Foi quando decidiu criar o Compor, uma estrutura muito maior.

“E agora, em outubro, teremos as novas dependências arquitetonicamente concebidas para a finalidade do Compor, em que os membros do Ministério Público participam da mediação, da conciliação. São colegas treinados, que se vestem da condição de membro do Ministério Público e atuam, conhecendo o problema, de maneira que haja uma solução consensual”, festejou.

Antonio José disse que, atualmente, um grande desafio do Estado brasileiro, em particular do Estado do Rio de Janeiro,  são os contratos de concessão de longa duração.

“E isso tem um impacto social enorme. Nós sabemos, e isso é próprio do processo político, que de governo para governo a visão muda. Então, eu creio que o desafio do Ministério Público nesse caso é, olhando para o consumidor, trabalhar preventivamente para evitar o conflito. O consumidor não pode ser mais onerado do que é”, explicou o procurador-geral.

Mas, muitas vezes, é impossível evitar o confronto.

“Quando já instalado o conflito, é trabalhar para alcançar uma autocomposição. Nessas disputas, devem ser preservados os interesses fiscais e fazendários do estado; e preservados os interesses da concessionária. E isso é fundamental, sobretudo naqueles investimentos que envolvem de bilhões de reais”, disse, completando. “Então, é preciso manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. Mas sempre considerando o interesse também do consumidor — que muitas vezes, nessas disputas, é quem, ao final, paga a conta”.

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Rio de Janeiro

Prefeitura amplia rede de ‘supercâmeras’ de segurança da Civitas na Zona Norte

Foto de Redação
Redação

03/09/2026 13:54

A Prefeitura do Rio vai expandir o número de “supercâmeras” da Civita Rio na cidade. Nesta nova etapa, a maior concentração de novas instalações acontecerá na Zona Norte, com início pelo Méier e por Madureira. Mesmo que a ampliação aconteça de forma gradual em todas as regiões da cidade, a definição dos pontos leva em conta critérios técnicos e a análise de manchas criminais de diferentes tipos.

As “supercâmeras” usam inteligência artificial para analisar imagens e cruzar características visuais, como cor e tipo de veículo, direção, objetos e padrões de vestimenta, para localizar pessoas ou veículos de interesse e reconstruir trajetos. Uma mesma câmera pode analisar até 3 mil situações simultaneamente, ampliando a capacidade de identificar padrões que poderiam passar despercebidos pelo olhar humano.

Na cidade já são 13 mil câmeras, das quais 3,5 mil são supercâmeras inteligentes. O calendário prevê que até o final do ano cerca de 3 mil novas supercâmeras sejam implementadas. Até 2028, a previsão é que o Rio chegue a 15 mil supercâmeras inteligentes.

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