Trabalhadores ambulantes que atuam em praias do Rio voltaram a realizar protesto contra o novo pacote de medidas de ordenamento urbano da prefeitura. Na manhã desta quarta-feira (15), vendedores e camelôs se reuniram em frente ao Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio.
No ato, eles cobraram a abertura de um canal de diálogo contra as medidas do chamado “Programa Tolerância Zero”, da Prefeitura do Rio, cujas medidas passam a valer a partir desta quinta-feira (16). Entre as medidas do projeto, está a fiscalização 24 horas para coibir o comércio ambulante clandestino.
O ato foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Informais (Sindinformal) e pelo Movimento Unido dos Camelôs (Muca). O “Programa Tolerância Zero” é uma nova política permanente de ordenamento urbano, que deve fiscalizar as praias da orla do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon.
José Mauro Santiago, integrante do Sindinformal e presente em ambas as manifestações, reforçou a urgência de uma interlocução direta com o município.
“Não dá mais para aceitar tamanho desrespeito com a nossa categoria. São pessoas que trabalham dignamente para levar o sustento para casa. Nós precisamos de apoio para a regularização, não repressão”, destacou.
PMs usaram spray de pimenta em última manifestação de ambulantes
A primeira manifestação da categoria contra o programa aconteceu há exatamente uma semana, na última quarta-feira (08), em frente à sede da Prefeitura do Rio. Os ambulantes bloquearam uma faixa da Avenida Presidente Vargas, e foram dispersados por agentes do Batalhão de Choque da Polícia Militar.
Na ocasião, segundo relatos, os policiais presentes usaram spray de pimenta. O vereador Leonel de Esquerda (PT), presidente da Comissão Especial do Trabalho Informal, estava no local e foi um dos atingidos. Ele formalizou uma denúncia na Corregedoria da PM sobre o caso.
Um levantamento feito pelo mandato do Leonel de Esquerda indica que, em Copacabana, há cerca de 600 vagas disponíveis para ambulantes, número que chega a aproximadamente 1.550 vagas em toda a Zona Sul e atinge quase 10.500 licenças em todo o município do Rio de Janeiro. A categoria, no entanto, denuncia a demora para a liberação.

Fiscalização 24h
O programa que a Prefeitura do Rio implementa nesta quinta prevê fiscalização 24 horas para coibir o comércio ambulante clandestino. A nova política deve deslocar 138 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) para acompanhar a atividade nas praias durante o dia e a madrugada.
A fiscalização vai abranger a orla do Leme, Copacabana, Arpoador, Ipanema e Leblon, com foco principal de impedir a instalação de carrinhos, o fornecimento de mercadorias para o comércio ilegal e o uso noturno de caixas de som nas praias.























































Comments 7
Tudo dentro do estado e nada fora do estado. Isso sim é fascismo purinho.
Os alimentos vendidos nas praias tem que ser inspecionados. Não sabemos a procedência, se estão na validade ou se estão contaminados. É um perigo para a saúde. Defender os vendedores é muito bonito, mas depois que alguém for parar no hospital por intoxicação, quem irá pagar a conta?
Os alimentos vendidos nas praias tem que ser fiscalizados. Não sabemos a procedência e ser estão contaminados ou vencidos. Se alguém for parar no hospital com intoxicação, quem irá pagar a conta? É muito bonito defender o”trabalhador”, mas temos que ter critério.
Sou a favor de investigar a procedência dos alimentos agora proibir uma pessoa de trabalhar acho errado a guarda em vez de olhar o que acontece se furtos no Rio perdem tempo com coisas corriqueiras coloquem a guarda municipal fazendo segurança 24 horas nas ruas do Rio isso sim é mostrar serviço
Metade aí vende maconha na praia
Finalmente uma atitude da prefeitura do RJ. A orla está insuportável com esses ambulantes. Espantam os turistas e os moradores reféns. Fumaça, som alto, músicas de péssima categoria, pessoas mal educadas e os quiosques que pagam caro para vender seus produtos com fiscalização rígida estão perdendo para esses ambulantes que não pagam nada para estar ali. Sinto pelos trabalhadores, mas os moradores e turistas não podem pagar pelo problema social e econômico do Rj e do País de uma maneira geral.
Gente eu sou vendedor ambulante há 28 anos e garanto sem sombra de dúvidas que não é difícil tirar a Licença pra trabalhar na areia. A questão é que as pessoas querem trabalhar com mercadorias que são proibidas ou em local proibido tipo o Calçadão, é um absurdo o cara parar pra vender Caipirinha na frente do Quiosque ou forrar um montão de canga na metade do Calçadão e ainda achar que a Prefeitura tem que dar uma Licença pra ele. Na areia é permitido trabalhar com várias mercadorias mas as pessoas que estão reclamando só trabalham com o que é proibido