O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) rejeitou o recurso apresentado por João Drumond (PRD) e manteve o indeferimento do registro de sua candidatura a deputado estadual. Com a decisão, o candidato continua fora da disputa e terá de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter a decisão.
A defesa alegou, entre outros pontos, que o Tribunal teria atribuído a João responsabilidade por fatos praticados por terceiros e apontava contradições e omissões na decisão.
Os argumentos, porém, não foram acolhidos pelo colegiado nesta quinta-feira (17).
Tribunal defende que João Drumond não foi punido por parentesco
Ao analisar o recurso, o TRE-RJ reforçou que o registro não foi negado simplesmente porque João é neto de Luizinho Drumond, figura histórica do jogo do bicho e presidente de honra da Imperatriz Leopoldinense.
Segundo o entendimento mantido nesta quinta, a decisão considerou uma série de elementos atribuídos ao próprio candidato. Entre eles estão relatórios de inteligência e provas obtidas durante a Operação Trampo.
No julgamento, foram citados registros que apontariam a presença de João em áreas sob domínio do Comando Vermelho, sua aproximação com Mariana de Souza, apontada na investigação como companheira de uma liderança do tráfico, além de grupos e arquivos de mensagens administrados por investigados ligados ao esquema da contravenção.
O relator afirmou que o julgamento anterior não atribuiu ao candidato atos praticados por familiares, mas considerou uma “sucessão de atos próprios do embargante” que, na avaliação do colegiado, revelaria sua inserção na estrutura investigada.
A decisão do TRE-RJ não representa uma condenação criminal de João Drumond e o candidato ainda pode levar a discussão ao TSE.





















































