A Ponte Rio-Niterói está entre os trechos de rodovias brasileiras que irão receber testes de um novo sistema de fiscalização por velocidade média. A tecnologia calcula quanto tempo o veículo leva para percorrer uma determinada distância.
O funcionamento é diferente do radar convencional, que registra a velocidade do veículo em um ponto específico. Nesta fase o projeto tem caráter experimental e não haverá aplicação de multas nem registro de infrações com base na velocidade média.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou os testes com o objetivo de avaliar a tecnologia para uma eventual utilização em rodovias federais concedidas. No Rio, foram autorizados cinco trechos: dois na BR-101, incluindo a Ponte Rio-Niterói, e dois na BR-116.
BR-101/RJ
- Itaboraí/São Gonçalo: km 298,6 ao km 313 — sentido Norte: 14,4 km / km 298,3 ao km 314,39 — sentido Sul: 16,09 km
- Ponte Rio-Niterói: km 323,7 ao km 332,72 — sentido Norte: 9,02 km
BR-116/RJ:
- Nova Iguaçu: km 182,085 ao km 173,460 — sentido Norte: 8,6 km
- Teresópolis: km 64,350 ao km 69,550 — sentido Sul: 5,2 km
O estado do Rio é um dos oito autorizados pela ANTT a receber os testes da tecnologia.
Tecnologia acompanha o veículo pelo trecho percorrido
O sistema acompanha o deslocamento do veículo entre dois ou mais pontos de fiscalização. Como a distância entre eles é conhecida, os equipamentos registram a passagem do mesmo carro e o tempo necessário para completar o percurso.
Com essas informações, é possível calcular a velocidade média do veículo naquele trecho. Na prática, isso muda a lógica dos radares tradicionais, que verificam a velocidade em um ponto específico da rodovia.
A tecnologia também pode dificultar uma prática comum entre motoristas: reduzir a velocidade apenas ao se aproximar do radar e voltar a acelerar depois de passar pelo equipamento. Como o que importa é a média registrada ao longo do trecho, diminuir o ritmo somente nos pontos de fiscalização pode não ser suficiente.
Dessa forma, se o veículo permanecer acima do limite permitido durante parte significativa do percurso, será necessário compensar essa velocidade ao longo do trecho para que a média calculada fique dentro do limite.
Projeto-piloto
O período previsto para a duração do teste é de 180 dias e poderá ser prorrogado, segundo a ANTT.
Na Ponte Rio-Niterói, a contagem só começa quando o sistema for instalado e a coleta de dados tiver início. A decisão da ANTT não estabelece uma data exata para o começo do monitoramento.
O experimento também poderá ser prorrogado ou encerrado antes do prazo, dependendo dos resultados e de questões técnicas ou de interesse público.
A ANTT também determina que os locais onde o sistema for utilizado informem os usuários de que o experimento está sendo realizado.
Com informações do portal “g1”.

























































