Na primeira reunião do Fundo Soberano do estado do Rio no governo Ricardo Couto, o conselho gestor aprovou a liberação de R$ 636,37 milhões para a nova carteira de investimentos em infraestrutura em 2026 e 2027. Para liberar a verba e evitar um rombo nas contas públicas, o governo cancelou a destinação de R$ 1,96 bilhão a projetos aprovados no passado, que sequer saíram do papel.
Os cortes atingiram principalmente programas de tecnologia na educação (como jogos digitais, streaming e realidade virtual nas escolas), além de obras de pavimentação sem verba garantida. Todos tinham sido aprovados pelo conselho gestor do Fundo Soberano, em reuniões polêmicas realizadas no governo Cláudio Castro.
Para onde vai o dinheiro liberado pelo Fundo Soberano?
O montante de R$ 636,37 milhões vai financiar 46 projetos prioritários focados em recuperação de estradas, contenção de encostas e mobilidade urbana. A coordenação fica por conta da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas. Os destaques são:
Teleférico do Alemão:
Serão R$ 70,2 milhões para a reforma e recuperação das seis estações.
Rodovias estaduais:
Foi aprovada a destinação de R$ 128,3 milhões divididos em obras emergencias em vias como a RJ-130 (Teresópolis/Friburgo) e a RJ-099 (Itaguaí/Seropédica).
Obras na Baixada e na periferia
Mais de R$ 150 milhões destinados a drenagem, pavimentação e mobilidade em municípios como São Gonçalo, Belford Roxo, Mesquita e São João de Meriti (Viaduto de Vilar dos Teles).
Reformas na capital
Outros R$ 48,2 milhões serão usados para a restauração do Palacete do Parque Lage, da Catedral Metropolitana e da Catedral Presbiteriana.
Mesmo com as novas liberações, o governo do estado preservou uma reserva obrigatória de R$ 873 milhões no fundo e projeta receber mais R$ 600 milhões em novos aportes até o fim do ano.




















































