A menos de três semanas do primeiro turno das eleições de 2026, o coordenador da campanha à reeleição de Lula (PT) no Rio, Washington Quaquá, criticou a estratégia do partido. Em vídeo publicado no Instagram, ele afirmou que uma eventual reunião do presidente com Chico Buarque e Caetano Veloso, na Fundição Progresso, seria pouco eficaz para ampliar o eleitorado, por reunir artistas e eleitores que já estão próximos de Lula.
“Eu acho bacana, lindo, maravilhoso. São figuras extraordinárias do Brasil, que eu amo, inclusive. Mas é pregar para convertidos. É falar para quem já praticamente vota na gente, para o nosso universo”, disse o prefeito de Maricá.
Quaquá também reclamou de estar à margem das decisões da campanha nacional. Segundo ele, enquanto circula pelo estado e faz pesquisas para entender o comportamento do eleitorado, não tem sido ouvido nas definições da estratégia para o Rio. Na avaliação do prefeito, Lula precisa ampliar o diálogo e buscar setores que tradicionalmente não estão no campo do PT.
“Eu estou aqui no Rio de Janeiro, disposto a ajudar a campanha. Fui, entre aspas, posto coordenador da campanha, mas não há coordenação, qualquer relação com a coordenação nacional. Nós não somos ouvidos para nada. Eu tenho feito pesquisa, tenho andado bairro a bairro. Conhecemos muito o Rio e queremos fazer essa interlocução.
Quaquá sugere encontro com evangélicos
Entre as estratégias defendidas por Quaquá em vídeo direcionado aos seus seguidores, está uma aproximação maior de Lula com o eleitorado evangélico. O prefeito afirmou que o presidente deveria se reunir com representantes do segmento para apresentar medidas tomadas durante seus governos em benefício das igrejas.
“Não foi o Bolsonaro que fez o dia do evangélico, não foi o Bolsonaro que sancionou a marcha para Jesus, que garantiu isenção para os templos religiosos. Ninguém garantiu mais direitos para os templos religiosos, para os evangélicos, do que o Lula”, disse.
Bope também é citado por Quaquá como parte da estratégia
Outra sugestão de Quaquá envolve uma área considerada sensível para o eleitorado fluminense: a segurança pública. O prefeito defendeu que Lula também converse diretamente com policiais e integrantes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
“Sugiro também uma reunião com o pessoal do Bope, com a polícia, para mostrar que nós vamos ter um combate brutal à violência no Rio de Janeiro e à ocupação de território”, afirmou o prefeito de Maricá.
Segundo ele, temas sensíveis no território fluminense, como a segurança pública, precisam entrar na estratégia eleitoral de Lula no estado. Ao comentar o cenário eleitoral, ele também atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e disse que o mesmo não poderia “nem pensar em ser presidente da República do Brasil”.

























































Comentários 2
Ele tem razão…nunca pensei em concordar com o Quaquá,as ele está COBERTO de razão…Quá
QUAQUÁ, em sua postura narcisista, tenta transferir responsabilidades para a coordenação nacional, como se não tivesse culpa alguma. Mas convenientemente esquece o desastre de sua própria gestão no Rio de Janeiro: diretórios municipais sem materiais, ausência de articulação política na Baixada Fluminense — onde só se encontram propagandas de Flávio Bolsonaro e dos governadores, enquanto nada se vê de Lula. No Estado inteiro, existem apenas dois pontos de distribuição: os diretórios de QUAQUÁ e de Benedita. Diante desse cenário de desorganização e falta de estratégia, como esperar que Lula conquiste o Rio de Janeiro?