O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), coordenador da campanha à reeleição do presidente Lula (PT) no Rio, expôs um novo capítulo da crise interna do partido: ele e seu filho, Diego Quaquá, presidente estadual da legenda e candidato a deputado federal, afirmam que não foram convidados nem sequer informados sobre a plenária do PT realizada na última segunda-feira (14), no Rio, com a presença de Edinho Silva, presidente nacional da sigla.
“Eu não fui convidado, não sabia do evento. O presidente nacional do partido vai ao Rio, manda convite, faz um ato num lugar pequeno, num lugar que sinaliza disputa de voto só num campo da intelectualidade, enfim, da classe média, e sequer convida quem eles acham que dizem que é coordenador no Rio”, reclamou Quaquá ao portal Amado Mundo.
O prefeito de Maricá também afirmou que, apesar de ter sido escolhido para coordenar a campanha de Lula no estado, vem perdendo espaço nas decisões da legenda.
“Eu acabo sendo coordenador de fachada porque nenhuma informação passa por mim, não discuto nada. Então, simplesmente, não fui porque não fui convidado”, disse.
Diego Quaquá seguiu a mesma linha: “Eu não fui porque não fui chamado. Não fiquei sabendo do evento. Inclusive, estava no Rio ontem. Se tivessem me convidado, eu poderia ter ido”, afirmou.
Queixas se acumulam
No começo desta semana, Washington Quaquá já havia criticado publicamente a estratégia da campanha de Lula no Rio.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ele disse que não tem sido ouvido pela coordenação nacional, apesar de circular pelo estado e realizar pesquisas sobre o comportamento do eleitorado.
Quaquá defendeu uma aproximação maior de Lula com setores como os evangélicos e profissionais da segurança pública.
Também criticou uma possível agenda do presidente com Chico Buarque e Caetano Veloso, que classificou como “pregar para convertidos”, por considerar que o encontro reuniria pessoas já próximas ao partido.
Crise começou com o 1313
Os problemas internos do PT começaram na disputa pelo número 1313, um dos mais cobiçados do partido.
A decisão de entregar o 1313 ao filho de Quaquá provocou reação de Lindbergh e Freixo, que questionaram a escolha junto à direção nacional do partido. Os dois chegaram a faltar à convenção estadual em protesto.
Depois da crise, o PT tentou construir uma trégua e definiu Lindbergh, Freixo e Diego como os principais nomes da propaganda eleitoral para deputado federal.
Com informações do portal Amado Mundo.





















































