O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) oficializou, nesta quinta-feira (17), a candidatura de Rebeca Ramagem, do PL, a deputada federal. O julgamento havia sido interrompido na segunda-feira (14), após pedido de vista da desembargadora Tathiana Costa.
A Corte já tinha maioria pela aprovação do registro antes da suspensão. Na sessão anterior, o placar estava em quatro votos a um pelo deferimento. O único voto contrário havia sido do relator, desembargador Paulo Cesar Salomão Filho.
Alexandre Ramagem, marido de Rebeca é ex-deputado federal foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Ele atualmente está foragido nos Estados Unidos.
Desembargadora vê candidatura como ‘veículo’ para Alexandre Ramagem
A desembargadora eleitoral Tathiana Costa abriu a retomada do julgamento com um voto pelo indeferimento da candidatura. Ela acompanhou integralmente o relator e afirmou que o caso não envolve apenas o vínculo familiar entre Rebeca e Alexandre Ramagem, mas a participação ativa e atual do ex-deputado na campanha da mulher.
A magistrada destacou que Rebeca não responde a inquérito ou ação penal e que não atribui à candidata qualquer responsabilidade criminal pelos atos do marido. Para ela, porém, a presença de Ramagem, condenado pelo Supremo e atualmente foragido, nas peças de campanha e nas redes sociais da candidata configura uma atuação direta em favor da candidatura.
“A candidatura deixa de ser projeto autônomo da requerente para se tornar veículo de presença política de quem está impedido de disputar”, afirmou.
A desembargadora Tathiana aplicou ao caso o artigo 17, parágrafo 4º, da Constituição, que impede os partidos políticos de utilizar organizações paramilitares.
O relator e a magistrada, entretanto, foram vencidos no julgamento. A maioria dos desembargadores entendeu que não havia elementos suficientes para impedir o registro de Rebeca Ramagem com base na participação do marido em sua campanha.
Com a decisão, a candidata está autorizada a concorrer a uma vaga de deputada federal nas eleições de outubro.





















































