Os gastos da Prefeitura do Rio de Janeiro com diárias, previstas para cobrir despesas de alimentação, hospedagem e deslocamento de servidores durante viagens a trabalho, somaram R$ 4,67 milhões nos anos de 2024 e 2025. O valor corresponde a 10,26% do que desembolsou o governo do estado no mesmo período: R$ 45,5 milhões.
E olha que as despesas com diárias no município quase dobraram: passaram de R$ 1,58 milhão em 2024 para R$ 3,09 milhões em 2025, o que corresponde a um aumento de 95%.
O avanço foi impulsionado principalmente pelas viagens internacionais: as despesas cresceram 142% e passaram a responder por 62,7% de todos os pagamentos realizados em 2025.
O levantamento foi realizado com base na relação de pagamentos de diárias disponibilizada pela Prefeitura do Rio, em formato aberto, abrangendo os exercícios de 2024 e 2025.
Gastos com diárias em números
Nos dois anos, a administração municipal desembolsou R$ 4,67 milhões em 2.068 lançamentos de diárias. Os pagamentos beneficiaram 956 pessoas e envolveram 49 órgãos, secretarias, fundos, autarquias e empresas municipais.
Do total gasto, R$ 2,73 milhões foram destinados a viagens internacionais, R$ 1,78 milhão a deslocamentos nacionais e R$ 157,3 mil ficaram em registros sem identificação do tipo de viagem.

A quantidade de lançamentos aumentou 36,6%, enquanto o crescimento das despesas foi muito maior, chegando a 95%. A diferença foi registrada porque o valor médio por lançamento também subiu: passou de R$ 1.810,70 em 2024 para R$ 2.585,02 em 2025, uma alta de 42,8%.
Segundo a análise dos dados, o principal motivo para os números foi o aumento das viagens internacionais: os pagamentos para deslocamentos ao exterior saltaram de R$ 799,6 mil para R$ 1,93 milhão de 2024 para 2025. As despesas com viagens nacionais cresceram menos, passando de R$ 765,4 mil para R$ 1,01 milhão, um aumento de 32,2%.
Casa Civil concentrou um terço das despesas
A Secretaria Municipal da Casa Civil concentrou R$ 1,5 milhão em diárias, o equivalente a 32,1% de todo o valor pago no período. Os gastos cresceram de cerca de R$ 461 mil em 2024 para R$ 1,04 milhão em 2025 — aumento de 125,7%. Em comparação, a pasta gastou mais que o triplo da segunda colocada, a Secretaria Municipal de Educação.

A Riotur também registrou um aumento significativo, com os pagamentos passando de aproximadamente R$ 85 mil para R$ 234,2 mil (alta de 175,5%). De acordo com os dados, o crescimento está ligado à participação de autoridades e servidores em missões institucionais, eventos e ações de promoção turística fora do Rio.
Eduardo Paes lidera ranking de beneficiários
No ranking individual, o maior beneficiário foi o então prefeito Eduardo Paes (PSD), com R$ 121,4 mil em despesas entre 2024 e 2025. Os dez beneficiários que mais receberam diárias concentraram cerca de R$ 759 mil, o equivalente a 16,3% de todo o valor pago pela prefeitura entre 2024 e 2025.

No caso de Paes, 95% das despesas correspondem a viagens internacionais. O valor associado ao seu nome passou de R$ 40,9 mil em 2024 para R$ 80,5 mil em 2025. No total, Paes recebeu R$ 121,3 mil em diárias, nos dois anos.
Renan Ferreirinha aparece em segundo lugar, com a soma de R$ 93,7 mil, dos quais R$ 81 mil foram destinados a viagens ao exterior. Jonas Machado de Queiros ocupa a terceira posição, com R$ 91,2 mil, sendo R$ 89,9 mil relacionados a deslocamentos internacionais. Entre os dez primeiros colocados, as viagens ao exterior representam a maior parte dos gastos em todos os casos.
Dos destinos mais visitados fora do país estão os Estados Unidos, que concentrou despesas com diárias de R$ 527,2 mil, seguidos por Espanha, Portugal e França.
Entre as cidades brasileiras, Brasília lidera o ranking geral, com R$ 552,1 mil, seguida por São Paulo. Nova York é o principal destino internacional, com R$ 238,4 mil em pagamentos.
No Brasil, Brasília concentra principalmente agendas institucionais e compromissos com órgãos federais. No exterior, os recursos se distribuem entre grandes centros políticos, econômicos e acadêmicos. Somadas, Nova York, Paris, Amsterdã, Londres e Lisboa representam mais de R$ 836 mil em diárias.

Congressos e eventos técnicos no topo das justificativas
A participação de servidores em congressos, seminários, fóruns e eventos técnicos lidera entre os motivos informado para as viagens, concentrando R$ 2,05 milhões — cerca de 44% de toda a despesa.
Em seguida aparecem visitas e missões técnicas, com R$ 678,1 mil, e registros classificados apenas como “outros”, que somam R$ 491 mil.

Apesar dos registros da Prefeitura do Rio apresentarem informações como beneficiário, destino, quantidade de diárias e justificativa, algumas inconsistências ainda podem ser encontradas.
Na análise, foram identificados 61 registros, que somam R$ 157,3 mil, sem indicação se a viagem era nacional ou internacional. Também há datas preenchidas com anos incorretos, como 5025, 0006 e 0025, além de pelo menos 17 casos em que a data final aparece anterior à inicial.
Algumas viagens pagas em 2025 foram registradas com datas de 2020, 2021 e 2022. Outra inconsistência é a falta de padronização dos destinos, como registros de Amsterdã escritos de formas diferentes, o que dificulta a consolidação dos dados.
Comments 11
Parabéns meu deputado!
Esse será o caminho, e por sinal sendo correto!
A luta será grande diante dos adversários.
Mas cremos na vitória!
Orientação de Deus em primeiro lugar.
Partido novo vida nova e rumo às eleições em 2026.
Contamos com vc para o Senado!
Essa do Otoni… kkkkk.
Todo mundo sabe que ele está com medo de não se reeleger deputado federal. Agora vem com a velha tática de “morrer atirando”: se não leva como deputado, tenta como senador?
Nós, bolsonaristas de verdade, que fazemos oposição firme a esse governo que jogou o Brasil no buraco e entregou o país nas mãos de um “ditador da toga” — que atropela a Constituição, os poderes e se comporta como dono da nação — estamos nos preparando para ter, com Bolsonaro ou com quem ele apoiar, mais de 50% do Senado e da Câmara.
E isso é justamente para não dar espaço a traidores, enganadores, oportunistas e aproveitadores, especialmente aqueles com projetos pessoais de poder e não coletivos, voltados para a Nação Brasileira.
O Otoni traiu Bolsonaro, traiu a direita e traiu o povo ao se juntar a Eduardo Paes e a Lula. E o pior: notoriamente, como mostram os comentários em cada publicação nas redes sociais, ele traiu o principal — o povo evangélico que o elegeu desde vereador.
Em conversa de bastidores é unânime: NÃO TEM PALAVRA diferente do seu pai.
Está cego achando que ainda terá espaço. Só que tentar a sorte agora é só encurtar o caminho para o povo dar a resposta e tirar de vez da política quem já foi eliminado há muito tempo — e nem percebeu.
Como diz o ditado: “morreu e não sabe…”
O que ainda resta de esperança, pelo legado do seu saudoso e querido pai, é que seu filho e irmão tenham puxado o DNA do Otoni Pai, para que haja uma possível continuidade dessa história de forma digna e comprometida com o povo.
E vc Jucá, que foi candidato a vereador em Niterói pelo PT. Agora vem falando de traição?
Kkkk… De fato, em 2012, na primeira eleição do Rodrigo Neves, o PT me deu legenda por meio do meu amigo e irmão Alberes Lima, depois de convencer o Joãozinho e passar por uma sabatina intensa com meu amigo Brás Colombo. Isso porque minha vida política sempre foi no Rio de Janeiro e, na verdade, eu era um candidato da igreja.
As igrejas evangélicas, como muitos sabem, escolhem a legenda que melhor acomoda seus candidatos. Por isso, acabei saindo pelo PT. Não ganhei a eleição justamente por essa escolha, mas causei um grande susto a todos, pois tive o apoio direto do Missionário R. R. Soares e seus filhos, além do Pastor Silas Malafaia — que na época até me perguntou: “Não tinha outro partido, não?” (rs).
Sem falar no Zenóbio, que apoiava Felipe Peixoto, e no Alexandre Raposo, que não pouparam artilharia, mesmo sendo irmãos em Cristo, por não aceitarem o apoio dos líderes que citei. Até porque o candidato da Igreja da Graça era o Sveiter, com Fabiano de vice.
Portanto, não houve “traição”. Mas, se quiser considerar traição, eu “trai” foi o PT — que me aturou numa campanha e temeu perder uma cadeira para alguém sem intimidade com a turma. No fim, não ganhei, não fui aproveitado como quadro e retornei às minhas bases conservadoras, tanto partidárias quanto institucionais, até sair candidato a vereador da capital pelo PL. Dessa vez, sem apoio direto dos líderes (coitado), apenas dos deputados Marcos e Filipe Soares, já que assessorei a família por mais de 23 anos.
Isso é só um breve resumo. E vale lembrar: estou na vida pública há mais de 40 anos, sou ficha limpa e tenho moral para saber separar o joio do trigo. Recentemente, acompanhei a 1ª Marcha para Jesus de Niterói e reencontrei o prefeito Rodrigo Neves, que hoje está em uma gestão mais madura. Nossas diferenças políticas não impedem que saibamos separar o que é Reino do que é profano, e o que é santo do que não é santo.
Portanto, antes de “se engraçar”, saiba da história.
E sobre o Otoni: ele sabe muito bem o motivo do meu comentário, pois acompanhei e acompanho a trajetória dele e de sua família. Posso falar o que penso, porque 40 anos de vida pública não são 4 anos…
Excelente reflexão. 2012 Lula foi candidato da maioria das Igrejas hoje isso é impossível de acontecer. O povo de Deus abriu os olhos e não será enganado pela segunda vez.
Parabéns pelo posicionamento!
Verdade amigo,ele não só traiu Bolsonaro,traiu todos que o elegeu,mas estamos de olho,na eleição futura terá a resposta da traição.
Kkkk… De fato, em 2012, na primeira eleição do Rodrigo Neves, o PT me deu legenda por meio do meu amigo e irmão Alberes Lima, depois de convencer o Joãozinho e passar por uma sabatina intensa com meu amigo Brás Colombo. Isso porque minha vida política sempre foi no Rio de Janeiro e, na verdade, eu era um candidato da igreja.
As igrejas evangélicas, como muitos sabem, escolhem a legenda que melhor acomoda seus candidatos. Por isso, acabei saindo pelo PT. Não ganhei a eleição justamente por essa escolha, mas causei um grande susto a todos, pois tive o apoio direto do Missionário R. R. Soares e seus filhos, além do Pastor Silas Malafaia — que na época até me perguntou: “Não tinha outro partido, não?” (rs).
Sem falar no Zenóbio, que apoiava Felipe Peixoto, e no Alexandre Raposo, que não pouparam artilharia, mesmo sendo irmãos em Cristo, por não aceitarem o apoio dos líderes que citei. Até porque o candidato da Igreja da Graça era o Sveiter, com Fabiano de vice.
Portanto, não houve “traição”. Mas, se quiser considerar traição, eu “trai” foi o PT — que me aturou numa campanha e temeu perder uma cadeira para alguém sem intimidade com a turma. No fim, não ganhei, não fui aproveitado como quadro e retornei às minhas bases conservadoras, tanto partidárias quanto institucionais, até sair candidato a vereador da capital pelo PL. Dessa vez, sem apoio direto dos líderes (coitado), apenas dos deputados Marcos e Filipe Soares, já que assessorei a família por mais de 23 anos.
Isso é só um breve resumo. E vale lembrar: estou na vida pública há mais de 40 anos, sou ficha limpa e tenho moral para saber separar o joio do trigo. Recentemente, acompanhei a 1ª Marcha para Jesus de Niterói e reencontrei o prefeito Rodrigo Neves, que hoje está em uma gestão mais madura. Nossas diferenças políticas não impedem que saibamos separar o que é Reino do que é profano, e o que é santo do que não é santo.
Portanto, antes de “se engraçar”, saiba da história.
E sobre o Otoni: ele sabe muito bem o motivo do meu comentário, pois acompanhei e acompanho a trajetória dele e de sua família. Posso falar o que penso, porque 40 anos de vida pública não são 4 anos…
Bati muito mesmo Jucá,não há aliança com o PT,é incompatível com o que defendo e acredito.De fato você foi inocente em aceitar uma candidatura por esse partido.
Foi uma inocência Calculada né rsrsrs na época eu acreditei que o ex prefeito Godofreedo. Pinto era o grande puxador de votos
Doce ilusão kkkkk
Parabéns Deputado eu e minha família estamos com você.
Não se reprima, solta franga