A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Barra da Tijuca se tornou, em maio, a unidade com mais advogados no estado do Rio. A sede local chegou a um total de 12,5 profissionais inscritos e ultrapassou Niterói, que agora ocupa o segundo lugar, com 12,4 registros.
A marca reflete o avanço no número de escritórios de advocacia na Zona Sudoeste do Rio. A OAB da Barra também concentra os advogados de bairros vizinhos, como Recreio, Vargem Grande e Itanhangá. Com o aumento na unidade, a OAB chega a 170 mil advogados em todo o estado. A seccional estadual é a segunda maior do Brasil.
Mulheres são maioria entre novas advogadas da OAB na Barra
Os dados revelam o predomínio feminino na Zona Sudoeste. As mulheres representam 56,2% do total de advogados inscritos na seccioal da Barra. A presença feminina é ainda mais expressiva entre profissionais no início de carreira: entre profissionais com até dez anos de carreira, as advogadas somam 59,3%.
Em resposta ao crescimento da demanda, a OAB-RJ planeja entregar uma nova sede para a região. Em reunião com o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), a presidente da Ordem no estado do Rio, Ana Tereza Basilio, tratou do projeto de uma nova instalação para atender profissionais que atuam na área de abrangência da 57ª subseção.
Com informações de Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”.
Fernando Jordão, ex-prefeito de Angra dos Reis e ex-deputado federal, tenta retornar à Câmara dos Deputados pelo MDB nas eleições de outubro. Na declaração de bens registrada no portal DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato informou possuir R$ 703.023,19 em patrimônio.
O valor representa uma redução de 71,46% em relação ao declarado em 2020, quando disputou e venceu a eleição para o segundo mandato à frente da Prefeitura de Angra dos Reis. Naquele ano, Jordão informou ao TSE possuir R$ 2.463.881,53 em bens.
Jordão ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro entre 2015 e 2017. Ele é casado com a deputada estadual Célia Jordão (PSD), que também disputa a reeleição no pleito deste ano.
Patrimônio 3,5 vezes menor em seis anos
Entre as duas declarações de bens, a principal mudança no patrimônio de Fernando Jordão está na redução dos valores relacionados a créditos e participações empresariais.
Em 2020, esses ativos representavam a maior parte do patrimônio informado pelo então candidato à Prefeitura de Angra dos Reis: R$ 1,9 milhão.
Na declaração deste ano, esses valores deixaram de aparecer nos mesmos moldes e foram substituídos por uma participação societária e outros bens de menor valor. Já os imóveis declarados permaneceram praticamente estáveis, com terrenos e casas em Angra dos Reis mantendo valores semelhantes aos informados seis anos antes.
A principal diferença está na retirada dos créditos empresariais que, em 2020, representavam a maior parte do patrimônio declarado. Em seis anos, os valores registrados como bens e direitos tiveram uma queda de aproximadamente R$ 1,76 milhão.
Inelegibilidade em ação na Justiça de Angra dos Reis
No começo do mês, a Justiça Eleitoral de Angra dos Reis declarou a inelegibilidade de Fernando Jordão (MDB) por oito anos em uma ação que também resultou na cassação dos diplomas do prefeito Cláudio Ferreti (MDB) e do vice Rubinho Metalúrgico. A decisão da 147ª Zona Eleitoral apontou abuso de poder político e econômico durante a campanha municipal de 2024, envolvendo a produção e divulgação de conteúdos contra o então candidato adversário Renato Araújo (PL).
Com a decisão, Jordão, que deixou a Prefeitura de Angra em 2024 após dois mandatos e agora tenta voltar à Câmara dos Deputados, fica impedido de disputar eleições pelo período determinado pela Justiça Eleitoral. A sentença, no entanto, ainda cabe recurso, e os envolvidos permanecem no cargo — Jordão segue como candidato — enquanto o processo não tiver uma decisão definitiva.
Declarações de Fernando Jordão em 2026 — Foto: Reprodução/Divulgacand
Declarações de Fernando Jordão em 2020 — Foto: Reprodução/Divulgacand
O deputado estadual Giovani Ratinho (MDB), candidato à reeleição, declarou à Justiça Eleitoral possuir R$ 1.840.385,00 em bens neste ano. O valor representa um crescimento de 102,4% em relação ao patrimônio informado na última eleição, em 2022, quando declarou R$ 909.171,96.
Para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2026, o parlamentar informou possuir duas casas, avaliadas em R$ 600 mil e R$ 750 mil, além de seis veículos, entre eles um ônibus e cinco automóveis. Ratinho também declarou R$ 271.385 depositados em conta corrente.
Em 2018, quando conquistou o primeiro mandato como deputado estadual, Giovani Ratinho informou não possuir bens.
Giovani Ratinho também foi vereador de São João de Meriti por dois mandatos
Antes de chegar à Alerj, Ratinho foi vereador em São João de Meriti. Na eleição de 2012, quando conquistou o primeiro mandato na Câmara Municipal, declarou patrimônio de R$ 130 mil, composto por dois veículos. Em 2016, na reeleição, informou bens no valor de R$ 110 mil.
Já em 2020, quando disputou a Prefeitura de São João de Meriti e foi derrotado, declarou patrimônio de R$ 270 mil, formado por R$ 200 mil em dinheiro em espécie e uma caminhonete Mitsubishi Triton avaliada em R$ 70 mil.
Área de lazer frequentada por muitas crianças, adolescentes e até adultos nos anos 90 e início dos 2000, o Parque Terra Encantada ainda reserva boas lembranças nos antigos visitantes. Mas um novo passo no futuro do terreno que abrigou o parque de diversões começa a aparecer. Isso porque imagens feitas pelas redes sociais mostram as primeiras obras do empreendimento que vai ocupar a área, o condomínio Park Avenue, na Barra da Tijuca. Trata-se da primeira movimentação no terreno desde 2010, quando o local encerrou as atividades.
O projeto prevê a abertura de novas vias ligando a Avenida Ayrton Senna à Avenida José Silva de Azevedo Neto. No meio do condomínio, a expectativa é a de que haja a implantação de uma praça pública com áreas de convivência, ciclovia, equipamentos esportivos, mobiliário urbano e espaços gramados. Toda a rede de energia, telefonia e internet será subterrânea. Além disso, o condomínio deve ter 43 bancos, 33 lixeiras e oito bicicletários, com capacidade para mais de 200 bicicletas.
A intervenção também prevê 1,4 km de ciclovias, além de infraestrutura subterrânea para redes de energia, telecomunicações e esgoto. A proposta é que a área seja mantida por uma associação responsável pela conservação e manutenção dos espaços.
O projeto imobiliário, de responsabilidade da RJZ Cyrela, é inspirador em um modelo parecido ao que já acontece na Península, no Rio2 e no Centro Metropolitano. A proposta foi aprovada pela Prefeitura do Rio no fim do ano passado e prevê um investimento de quase R$ 35 milhões.
A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de Monalliza Neves Escafura, filha do bicheiro José Caruzzo Escafura, conhecido como Piruinha, morto em 2025. Ela é investigada por suspeita de lavar dinheiro dos pontos de jogo do bicho que são explorados pela família em nove bairros da Zona Norte do Rio.
Apesar da ordem judicial, ela já se encontra presa desde maio deste ano, quando foi detida em casa por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
De acordo com as investigações, ela teria assumido o comando da estrutura armada da organização ligada ao jogo do bicho após a morte do pai. Por isso, na manhã desta quinta-feira (6), policiais da Polinter cumpriram o novo mandado de prisão no Complexo Penitenciário de Gericinó.
Além dela, outros 12 réus foram alvo de mandados de busca e deverão se apresentar à Justiça. As ordens judiciais foram expedidas pelo juiz Alexandre Abrahão Teixeira, da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Rio.
Em busca da reeleição à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a deputada Carla Machado (PSD) declarou um patrimônio de R$ 1.351.288,70 neste ano, valor 2,96 vezes maior do que o informado em 2022, quando foi eleita pela primeira vez para o cargo.
Na ocasião, Machado havia declarado R$ 455.966,06. O aumento de cerca de R$ 895 mil representa um crescimento de 196,36% em quatro anos.
As informações foram obtidas no portal DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Terrenos declarados e aumento em contas bancárias
Entre as principais mudanças na declaração, aparecem dois terrenos, avaliados em R$ 50 mil e R$ 100 mil, além de um imóvel no valor de R$ 220 mil e um bem declarado como “outros bens e direitos”, de R$ 500 mil, que não constavam na prestação de contas de 2022.
Os saldos em contas bancárias também cresceram. Os depósitos em conta corrente, que somavam R$ 50.686,20 há quatro anos, passaram para R$ 97.543,64.
Já o apartamento herdado em Campos dos Goytacazes, avaliado em R$ 187.475,88, e o imóvel herdado em São João da Barra, de R$ 150 mil, permaneceram com os mesmos valores declarados.
Bens declarados por Carla Machado em 2026 — Foto: Reprodução/Divulgacand
Bens declarados por Carla Machado em 2022 — Foto: Reprodução/Divulgacand
Nesta quinta-feira, (06), a partir das 20h30, em Botafogo a bola vai rolar no cinema. Isso porque a 16ª edição do Cinefoot estreia na Estação Claro Rio com a exibição do primeiro filme na programação de 2026 do festival, a produção argentina “A Partida”. Além desta obra, outros 74 filmes de mais nove países serão exibidos no evento até o dia 11, na terça-feira. A programação é gratuita.
A atual edição conta com longas e curtas-metragens competitivas e especiais, homenagens, uma categoria voltada ao público infantojuvenil Dente de Leite e programação com recursos de acessibilidade. Além disso, haverá mostras competitivas internacionais de longas e curtas-metragens estão escaladas com 23 filmes, sendo sete longas e 16 curtas. As produções vencedoras recebem a Taça Cinefoot de melhor filme, escolha feita exclusivamente através do voto do público.
Os países participantes são Brasil, Argentina, México, Itália, Colômbia, Reino Unido, Irã, Espanha, Alemanha, além de uma coprodução Chile/Palestina/Espanha, compondo um mosaico representativo do melhor cinema mundial de futebol da atualidade. Totalizando dez países.
Além da Estação Claro Rio, o Cinefoot terá exibições no Centro Cultural da Justiça Federal, no Centro do Rio; no Ponto Cine, em Guadalupe; e na Biblioteca Parque Manguinhos; em Benfica.
O curso de Ciência Política e Negócios do candidato do Novo ao governo do estado, André Marinho, na New York University (NYU) durou menos de três períodos. Mais exatamente, as temporadas de outono de 2014 (completo), primavera de 2015 (completo) e outono de 2015 (incompleto).
Fundada em 1831 e considerada uma das 40 melhores universidades do mundo, a NYU tem na sua lista de ex-alunos, entre outros famosos, Jonas Salk(o desenvolvedor da primeira vacina eficaz contra a poliomielite) e Alan Greenspan(ex-presidente do Federal Reserve, o banco central dos EUA). Sempre que se fala sobre a formação acadêmica de André Marinho, aparece a referência “formado na Universidade de Nova York”.
Ele mesmo não divulga essa informação. Mas ela continua circulando sem correção.
No material de campanha, não há referência à formatura
André Marinho informa que desistiu da faculdade nos Estados Unidos porque decidiu voltar ao seu país natal, em plena efervescência do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). No Rio, matriculou-se em Direito na PUC, onde ficou de 2016 a 2019. Em seguida, quando já trabalhava no “Pânico”, transferiu-se para o Instituto Damásio, do IBMEC de São Paulo. E lá concluiu o curso, em 2020, no início da pandemia.
“Eu nunca afirmei que me formei, mas que estudei em Nova York, na PUC e no Institiuto Damásio. Se alguém diz que eu me formei na NYU, não fui eu, porque sempre procurei ser muito preciso com isso”, diz André Marinho.
No material de divulgação da campanha, nas redes sociais, realmente, não há qualquer referência à formatura.
Citação equivocada em entrevistas e reportagens
André Marinho, realmente, não afirma que se formou fora do Brasil. Mas a mensagem, às vezes, é dúbia.
“Eu estudei Ciências Políticas e Negócios em uma das principais faculdades globais, na Universidade de Nova York. Mas, muito além de qualquer credencial acadêmica, até porque não tem nada mais desagradável do que qualquer um que fica ostentando o currículo, muito além das credenciais acadêmicas é a experiência que eu vivi”, disse o candidato, em entrevista à “GloboNews”.
Witzel já disse que fez parte do mestrado em Harvard — só que não
Currículos de politicos já estiveram antes no centro de controvérsias. Ao contrário de André Marinho, o ex-governador Wilson Witzel chegou a colocar em seu currículo Lattes — plataforma na qual alunos e pesquisadores listam dados da carreira — que, em 2015, iniciou um doutorado em Ciência Política na Universidade Federal Fluminense (UFF), com um período de intercâmbio (“sanduíche”) em Harvard, nos Estados Unidos.
Na descrição do currículo, Witzel chegou a publicar o nome do orientador em Harvard, uma das universidades mais conceituadas no mundo: Mark Tushnet. Quando a pessoa preenche o currículo na plataforma Lattes, ela assina um termo de responsabilidade sobre a veracidade das informações declaradas.
Witzel, no entanto, nunca cursou a universidade americana e, segundo a UFF, não se inscreveu para concorrer à bolsa para estudar em Harvard. Na ocasião, a assessoria de comunicação do Palácio Guanabara enviou nota à imprensa sobre a informação equivocada.
“Não há erro no Currículo Lattes do governador Wilson Witzel.
Em seu projeto inicial de doutorado, ele incluiu a possibilidade de aprofundar os estudos em Harvard, projeto interrompido pela campanha ao governo do Estado, em 2018, quando se encerram as inscrições para a universidade norte-americana.
A última atualização feita no currículo foi no dia 8 de abril de 2016.
Quando o governador iniciou o doutorado atuava como juiz federal e não tinha como prever que o projeto de estudar em Harvard poderia ser adiado em razão da eleição“.
A redução da jornada de trabalho dos profissionais de enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para 24 horas semanais virou uma indicação legislativa ao governador Ricardo Couto. Publicada no Diário Oficial da Alerj nesta quinta-feira (06), a medida solicita que o Executivo encaminhe à Assembleia um projeto de lei alterando a legislação que rege a carreira dos servidores da universidade.
A proposta, de autoria do deputado estadual Luiz Paulo (PSD), pretende modificar a Lei nº 6.701/2014 para reduzir de 30 para 24 horas semanais a carga horária de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem da Uerj, sem alteração na remuneração.
Os profissionais atuam em unidades da universidade, como o Hospital Universitário Pedro Ernesto e a Policlínica Piquet Carneiro.
Segundo Luiz Paulo, “a iniciativa busca corrigir uma distorção histórica que mantém os profissionais da Uerj em condições diferentes das aplicadas aos demais servidores estaduais da enfermagem”.
A justificativa no texto cita que a Lei nº 6.505/2013 já estabeleceu a jornada de 24 horas semanais para servidores estaduais da categoria, mas os profissionais vinculados à Uerj permaneceram submetidos ao regime de 30 horas.
Além da assistência aos pacientes, o deputado destaca que os profissionais da enfermagem da universidade também participam de atividades de ensino, pesquisa e formação de novos profissionais, características próprias de um hospital universitário.
A indicação legislativa, porém, não altera a legislação automaticamente. Como trata do regime jurídico dos servidores públicos, a mudança depende do envio de um projeto de lei pelo governador Ricardo Couto à Alerj, onde a proposta ainda precisaria ser discutida e aprovada pelos deputados antes de uma eventual sanção.
A Prefeitura do Rio interditou, nesta quinta-feira (06), depósitos ilegais na Cruzada São Sebastião, no Leblon, Zona Sul, durante mais uma etapa do Programa Tolerância Zero.
A operação apreendeu sete toneladas de equipamentos, uma tonelada de gelo produzido sem filtragem, cerca de 2,5 mil bebidas sem comprovação de origem e alimentos em condições impróprias para consumo.
Também foram fechados frigoríficos utilizados por grupos criminosos e dois homens foram presos por furto de energia. A ação foi realizada junto do governo do estado.
Equipamentos ligados ao crime organizado
Segundo a prefeitura, os equipamentos apreendidos tinham potencial para gerar cerca de R$ 316 mil por mês ao crime organizado. Entre os produtos encontrados estavam carnes, milho, frutas e condimentos com mofo e presença de insetos.
A ação integra a segunda fase do Programa Tolerância Zero, voltada ao combate dos depósitos usados para abastecer o comércio irregular na orla da Zona Sul.
Desde o início da operação, em julho, já foram interditados seis depósitos em Copacabana, Leme e Leblon, com a apreensão de 22 toneladas de equipamentos. A receita estimada, de acordo com o Executivo municipal, iria para organizações criminosas e chegaria a R$ 975 mil mensais.
A operação começou por volta das 8h30 e reuniu agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (IVISA-Rio), Guarda Municipal, Comlurb, CET-Rio, Defesa Civil, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, além da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Polícia Militar, Light e Águas do Rio.
Todo o material apreendido foi encaminhado ao Depósito Público Municipal de Bonsucesso.
A vereadora do Rio Alana Passos (PL) protocolou, nesta quarta-feira (06), uma notícia de fato na Procuradoria da República no Rio de Janeiro, do Ministério Público Federal (MPF), pedindo a apuração de uma publicação feita pelo deputado federal André Janones (Rede) nas redes sociais.
Na representação, a parlamentar sustenta que o conteúdo pode configurar crimes como incitação ao crime, apologia ao crime e ameaça.
Postagem de André Janones foi interpretada como ameaça
O pedido de Alana Passos tem como base uma publicação feita por Janones no Instagram e no X, em que o deputado afirma estar disposto a “matar ou morrer” para “livrar nosso país da extrema direita de uma vez por todas”.
Na mesma mensagem, ele também declara que fará “o que precisa ser feito” e conclui com a frase: “É guerra”.
Captura de tela da publicação de André Janones, utilizado como prova na representação de Alana Passos — Foto: Reprodução
Na representação, Alana Passos argumenta que, por se tratar de um deputado federal e agente público, as declarações extrapolam os limites da liberdade de expressão e podem caracterizar, em tese, violação aos artigos 286 e 287 do Código Penal, que tratam, respectivamente, de incitação ao crime e apologia ao crime.
O documento também cita a possibilidade de enquadramento por ameaça, além de eventual violação aos deveres inerentes ao mandato parlamentar.
Segundo a vereadora, as manifestações “ferem a ordem democrática, a paz social e podem caracterizar abuso no exercício do mandato”.
Pedido de investigação
Na representação enviada ao Ministério Público Federal, Alana Passos solicita a abertura de um procedimento para apurar a autoria e a materialidade das condutas atribuídas a André Janones. A vereadora também pede que, caso sejam encontrados indícios suficientes de crime, sejam adotadas as medidas legais cabíveis, incluindo o eventual oferecimento de denúncia.
Para embasar o pedido, a parlamentar anexou capturas de tela da publicação e os links das postagens divulgadas por Janones nas redes sociais.