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Home Política

Política

09/04/2026 08:39
  • Redação Redação

Câmara de Maricá vota projeto que cria Dia da Liberdade de Expressão, em homenagem a jornalista morto no município

Romário Barros, jornalista morto em Maricá

Data foi escolhida me homenagem a Romário Barros, jornalista morto na cidade em 2019 - Foto: Reprodução/Lei Seca Maricá

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A Câmara de Maricá vota nesta quinta-feira (09) um projeto de lei que cria o Dia Municipal da Liberdade de Expressão. A proposta, de autoria do vereador Netuno (PL), prevê que a data seja celebrada no dia 18 de junho — dia em que o jornalista Romário Barros foi assassinado no município.

O atentado contra Barros é citado como uma das motivações para a criação da data em Maricá. Fundador do portal Lei Seca Maricá, o jornalista foi morto a tiros em 2019, no bairro de Araçatiba. O assassinato aconteceu menos de um mês após a morte de outro jornalista da cidade, Robson Giorno. Investigações da Polícia Civil e do Ministério Público apontam envolvimento de milícias da região nos crimes.

Na justificativa do projeto, o vereador destaca a trajetória de Barros na defesa do jornalismo comunitário e a necessidade de defender a liberdade de profissionais de comunicação do município contra tentativas de censura e intimidação. O texto prevê a realização de palestras, debates e campanhas educativas sobre o direito à livre manifestação e seus limites.

Caso aprovada, a lei autoriza a prefeitura a firmar parcerias com instituições de ensino e organizações da sociedade civil para promover eventos culturais e seminários. Os vereadores de Maricá analisam o projeto a partir das 10h e, se aprovarem, o texto segue para o prefeito Washington Quaquá (PT).

Escrito por:

Redação Redação Ver publicações

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Rio de Janeiro

Príncipe sem palácio: Justiça suspende decisão que permitia retorno de Dom Pedro Tiago à residência em Petrópolis

Foto de Redação
Redação

23/08/2026 15:04

O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) suspendeu a decisão que havia autorizado Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança a retornar ao Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio.

A residência, onde o príncipe afirma morar desde que nasceu, pertence à Companhia Imobiliária de Petrópolis, que tem entre seus sócios o pai dele, Pedro Carlos de Orléans e Bragança, e os tios Afonso e Francisco de Orléans e Bragança.

Em 16 de julho, o TJ-RJ suspendeu a liminar que havia garantido a Dom Pedro Tiago a reintegração de posse do palácio. Com a decisão, a Justiça de Petrópolis determinou a expedição de um novo mandado de reintegração, desta vez em favor da companhia.

Príncipe foi acusado de invadir o palácio

A disputa se intensificou após um episódio em 9 de junho. Dom Pedro Tiago afirma que saiu do palácio para fazer exercícios e, ao retornar, foi impedido de entrar por seguranças que disseram estar a serviço da companhia imobiliária.

O príncipe teria contornado a construção e conseguido acessar o imóvel, onde permaneceu por temer pela própria segurança.

A Polícia Militar foi acionada pelos seguranças. Segundo a corporação, agentes do 26º BPM (Petrópolis) foram chamados para atender a uma ocorrência de invasão de residência.

De acordo com o processo, bombas de gás lacrimogêneo teriam sido lançadas contra Dom Pedro Tiago, e marcas no chão foram apontadas como evidência da ocorrência. A confusão terminou na delegacia.

No dia seguinte, acompanhado de advogados, o príncipe tentou voltar ao imóvel, mas não conseguiu entrar. As fechaduras haviam sido trocadas.

Liminar havia permitido retorno

Os advogados de Pedro Tiago entraram com uma ação de reintegração de posse contra a Companhia Imobiliária de Petrópolis.

Na primeira decisão, o juiz Adriano Loureiro Binato de Castro, da 2ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis, entendeu que Dom Pedro Tiago havia comprovado que ocupava o imóvel e que havia sido retirado da posse.

O magistrado ressaltou que, embora o palácio pertença à companhia, a empresa não poderia retirar o ocupante do imóvel por conta própria.

A decisão estabelecia multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 100 mil, em caso de descumprimento. O juiz também determinou o envio de peças do processo ao Ministério Público para apuração de possíveis ilícitos penais relacionados aos fatos relatados.

Após a decisão, Dom Pedro Tiago voltou ao palácio. Segundo seus advogados, porém, encontrou parte de seus pertences do lado de fora, incluindo roupas, um tablet, bicicletas, um carro e um quadro.

Em nota divulgada pela Casa Imperial do Brasil na época, o príncipe afirmou ter sido impedido de acessar pertences pessoais, documentos e instrumentos de trabalho.

Companhia recorreu da decisão

A Companhia Imobiliária de Petrópolis recorreu da liminar que havia permitido o retorno do príncipe. O TJ-RJ acolheu o recurso e suspendeu os efeitos da decisão anterior.

Em 16 de julho, a Justiça de Petrópolis recebeu a determinação e ordenou seu cumprimento. O despacho prevê a expedição de um novo mandado de reintegração de posse em favor da companhia.

O documento também determina o levantamento do segredo de Justiça do processo.

Disputa também envolve usucapião

Além da ação de reintegração de posse, Dom Pedro Tiago move uma ação de usucapião contra a Companhia Imobiliária de Petrópolis. No processo, ele afirma ocupar o imóvel desde 1980, ano de seu nascimento, e exercer a posse de forma mansa e pacífica há mais de três décadas.

A companhia afirma ser a proprietária do palácio. Em documento apresentado à Justiça, reconheceu que o imóvel é ocupado há muitos anos por integrantes da Família Imperial, mas sustentou que poderia adotar medidas para proteger os interesses da empresa.

Com informações do jornal “O Globo”.

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Berenice Seara

Dois palanques, dois Rios de Janeiro: Paes e Ruas mostram em Bangu e no Maracanãzinho as linhas de frente da eleição 2026

Foto de Berenice Seara
Berenice Seara

23/08/2026 14:03

Nos grandes eventos políticos deste sábado (22), os dois principais campos da disputa pelo Palácio Guanabara deixaram claro que a campanha eleitoral de 2026 será, principalmente, um duelo de narrativas sobre quem é responsável pela crise do Rio. Se alguém ainda tinha dúvida sobre o desenho da eleição para o governo do estado, os discursos de Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) ajudaram a resolver.

Em palanques simultâneos — mas em pontos opostos da capital — os dois apresentaram praticamente duas versões do estado. E, principalmente, dois culpados diferentes para os problemas do Rio.

Paes subiu ao palco em Moça Bonita, em Bangu, ao lado do presidente Lula, para dizer que o estado precisa ser salvo da herança dos governos estaduais ligados ao campo bolsonarista.

Ruas, em espetáculo no Maracanãzinho com Flávio Bolsonaro, fez o movimento inverso: apresentou-se como a ruptura com aquilo que chamou de política dos últimos 30 anos e transformou Paes, Lula e o PT nos símbolos do modelo que pretende combater.

É quase uma campanha de espelhos.

Paes: o Rio chegou ao ‘fundo do poço’

Paes fez um discurso muito menos programático e muito mais político. Gastou boa parte de sua fala explicando a aliança com Lula, que remonta à eleição municipal de 2008, e tentando dar um significado maior à união de PSD, PT e outros partidos.

“O que nós estamos fazendo aqui não é uma aliança de iguais”, afirmou.

A ideia central foi a de uma frente ampla para “salvar o Rio”. E, nesse ponto, não economizou munição contra o grupo político adversário. Disse que o estado chegou ao “fundo do poço” e reproduziu uma imagem ainda mais gráfica, usada pelo juiz Marcelo Rubioli na sentença sobre o Instituto Rio Metrópole: debaixo do fundo haveria uma “caixa de gordura”.

“O crime organizado sentou no Palácio Guanabara”, disparou.

Paes citou Rodrigo Bacellar, que definiu como o candidato que seria apoiado pelo PL e pelo grupo Bolsonaro, e procurou colar seus adversários aos governos de Wilson Witzel e Cláudio Castro. Também recuperou um clássico da retórica eleitoral: quem governou antes não pode aparecer agora como solução.

“Eles elegeram o Witzel e o Cláudio Castro e têm a cara de pau de dizer que vão resolver o problema agora”, afirmou.

Ruas: ‘Eu quero um show de segurança’

Se Paes concentrou fogo na crise política e institucional do Estado, Douglas Ruas falou mais sobre propostas concretas. Segurança, educação profissionalizante, saúde regionalizada, políticas para mulheres e inclusão de pessoas com deficiência ganharam espaço no discurso.

Prometeu colocar qualificação profissional já no primeiro ano do ensino médio e fazer com que os jovens terminem a escola com “um diploma e uma profissão”.

Na saúde, apresentou a proposta dos Centros Integrados Regionais, reunindo especialistas, exames de imagem e pequenas cirurgias próximos da população.

Também dedicou uma longa passagem às mulheres, defendendo autonomia financeira como instrumento de combate à violência doméstica.

Mas foi quando entrou no terreno dos costumes e do gasto público que o discurso ganhou temperatura. Ruas atacou os gastos da Prefeitura do Rio com grandes eventos e camarotes.

“Tem dinheiro pra show da Madonna, tem dinheiro pra farra de camarote na Sapucaí”, disse.

E encontrou uma frase feita sob medida para circular nas redes sociais:

“Eu quero um show de segurança no Rio! Eu quero um show de educação! Eu quero um show de saúde!”

No “show” imaginado por Ruas, acrescentou, o protagonista não seria Madonna nem Eduardo Paes, mas “o cidadão do Estado do Rio de Janeiro”.

Bolsonaro de um lado, Lula do outro

Os dois discursos também acabaram funcionando como declarações de dependência política — mas de polos opostos. Ruas contou que aceitou a candidatura depois de receber uma missão de Jair Bolsonaro e encerrou pedindo votos para Flávio Bolsonaro à Presidência.

Trouxe ainda para o centro do discurso o lema:

“Deus, pátria, família e liberdade”.

Paes fez exatamente o movimento contrário. Construiu quase toda a introdução em torno de sua relação com Lula e chegou a dizer que uma recuperação do estado dependerá diretamente da parceria com Brasília.

“Nós não vamos salvar o Rio de Janeiro sem a ajuda do presidente do Brasil”, afirmou.

Em outra passagem, brincou que sabe arrancar recursos de Lula “como ninguém”.

“Elejam Lula, me elejam, que vocês vão ver em 2030: não vai ser uma folha só não, vai ter uma Bíblia”, disse, referindo-se à lista de investimentos federais no Rio.

Experiência contra novidade

Há ainda uma diferença de biografia que os dois começaram a explorar.

Paes vende experiência.

Recordou 2008, 2020 e 2022, falou de alianças construídas ao longo de quase duas décadas e se apresentou como alguém capaz de unir forças políticas diferentes e obter recursos em Brasília.

Ruas vende exatamente o contrário: renovação.

Aos 37 anos, apresentou-se como integrante de uma geração que cresceu “ouvindo as promessas” dos adversários.

“Não estou aqui pra ser mais um na história do nosso estado que faz promessas, promete mudança e depois entrega desculpa”, afirmou.

É uma diferença que provavelmente será explorada até outubro.

Para Paes, experiência significa capacidade de governar. Para Ruas, significa representar o passado que precisa ser superado.

Até a geografia entrou na disputa

Curiosamente, os dois também tentaram se apropriar do Rio que existe longe dos cartões-postais.

Ruas falou diretamente de Zona Norte, Zona Oeste, Baixada, São Gonçalo e interior, contrapondo esse território ao “Rio da orla da Zona Sul” e da Lagoa Rodrigo de Freitas. Chamou essa realidade de “Rio real”.

Paes escolheu justamente Bangu, na Zona Oeste, para fazer seu grande ato com Lula e insistiu na ausência do Estado em territórios dominados pelo crime organizado.

Ou seja: ninguém quer deixar para o adversário o eleitor que mora longe da praia.

O resumo dos dois palanques

No discurso deste sábado, Paes tentou transformar a eleição em um julgamento dos governos Witzel e Castro e do campo político que os elegeu.

Ruas tentou transformá-la em um julgamento de Paes, Lula, PT e de uma classe política que, segundo ele, governa o Rio há décadas sem resolver seus problemas.

Um diz que o adversário representa a continuidade de quem levou o estado ao fundo do poço.

O outro diz que o adversário representa justamente os mesmos políticos que estão no poder há 30 anos.

Paes promete experiência, articulação com Brasília e reconstrução institucional.

Ruas oferece renovação, conservadorismo, descentralização dos serviços públicos e confronto com aquilo que chama de desperdícios e prioridades erradas do poder público.

E ambos já escolheram padrinhos muito maiores que o Palácio Guanabara.

De um lado, Lula.

Do outro, Bolsonaro.

A eleição fluminense começou com sotaque carioca — mas, pelos discursos deste sábado, será impossível separá-la da briga nacional.

 

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Transparência

Superfiscais: governo do estado tem 58 auditores tomando conta de mais de 500 contratos ativos cada um; recordista aparece em 3,9 mil

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23/08/2026 13:00

Um grupo de 58 agentes públicos aparece formalmente ligado a mais de 500 contratos ativos cada no Estado do Rio de Janeiro. O dado faz parte do Relatório de Fiscal de Contratos da Controladoria-Geral do Estado, atualizado em 25 de maio de 2026, que reúne 32.615 acordos e os nomes de 1.498 fiscais distribuídos por 104 unidades estaduais.

O fiscal de contrato é o agente designado pela administração pública para acompanhar a execução de uma contratação. Entre suas atribuições estão verificar se a empresa cumpre as obrigações assumidas, se os serviços são prestados regularmente, se os bens são entregues e se as demais condições previstas no acordo são respeitadas.

Difícil é fiscalizar direito cada etapa do processo com tantos contratos sob a responsabiliade de uma pessoa só.

Dos 32.615 contratos identificados na base, 20.824 estavam classificados como ativos. Outros 10.215 apareciam como “Em Aberto”, 665 estavam encerrados e 317, cancelados. Os 594 restantes estavam em fases como liberação, alteração, aprovação ou publicação no Portal Nacional de Contratações Públicas.

Recordista aparece em 3.918 contratos

Como um contrato pode ter vários fiscais designados, o relatório registra 194.742 vínculos entre agentes e contratações. Entre os que estão ativos, foram encontrados 139.377 vínculos, envolvendo 1.286 pessoas.

A distribuição dessas designações é bastante desigual. Metade dos agentes ligados a contratos ativos aparece em até oito contratos, enquanto 58 nomes — cerca de 4,5% do grupo — estão associados a mais de 500 contratações cada.

Francisco José Magalhães Pinheiro lidera a relação, com 3.918 contratos ativos. Na sequência aparecem Daniela Maria Rodrigues Ramos, com 3.863; Adilson dos Santos, com 3.812; Adriana Nery da Silva, com 3.498; e Thais de Oliveira Marques, com 3.491.

Saúde concentra maior volume

O Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj, é a unidade com mais acordos ativos registrados: 4.161. O Fundo Estadual de Saúde aparece em segundo lugar, com 3.481, seguido pelo Fundo Especial do Corpo de Bombeiros, com 2.351.

O levantamento permite identificar quem foi formalmente designado e em quais órgãos estão concentradas as contratações. Os números, no entanto, não demonstram, isoladamente, que os servidores acompanhem pessoalmente todas as etapas dos milhares de acordos aos quais estão vinculados.

A base também não informa carga horária, formação profissional, divisão interna das tarefas ou quantidade de fiscais efetivamente atuando em cada momento. Por isso, o volume de vínculos pode servir como ponto de partida para avaliar a estrutura de fiscalização, mas não permite concluir, por si só, que exista sobrecarga ou falha no acompanhamento.

Fonte: Relatório de Fiscal de Contratos da Controladoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, atualizado em 25 de maio de 2026.

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Rio de Janeiro

Nelson Piquet é cobrado em R$ 115 mil por dívida de ISS sobre obras em Mangaratiba

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23/08/2026 12:08

A Prefeitura de Mangaratiba entrou com uma ação de execução fiscal contra o ex-piloto Nelson Piquet para cobrar uma dívida de R$ 115.717 em Imposto Sobre Serviços (ISS).

Segundo o processo, o débito é referente ao ISS incidente sobre obras de construção civil, reformas e demolições.

A Justiça determinou a citação de Piquet para que ele faça o pagamento da dívida no prazo de cinco dias.

Com informações do blog do Ancelmo Gois, no jornal “O Globo”.

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Política

Pix eleitoral: nova atualização coloca André Corrêa e Marcelo Freixo entre os que mais ampliaram arrecadação no Rio

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Redação

23/08/2026 11:38

As prestações parciais de contas das campanhas eleitorais no Rio tiveram novas movimentações. Os dados foram atualizados no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com consulta realizada às 10h31 deste domingo (23).

Entre as principais mudanças estão novos valores declarados por candidatos que já apareciam na lista e a entrada de novos nomes com receitas identificadas.

Maiores movimentações em relação à última atualização

André Corrêa (PSD) teve o maior acréscimo entre os candidatos que já haviam declarado recursos: recebeu mais R$ 60 mil e passou de R$ 100 mil para R$ 160 mil.

Marcelo Freixo (PT) acrescentou R$ 17.933 à prestação de contas, chegando a R$ 62.452 em doações. Já Tatiana Roque (PSB) passou de R$ 168 mil para R$ 173 mil, um aumento de R$ 5 mil.

Também entraram na lista Raone Ferreira (PT), com R$ 19.560 declarados, e Claudia Vasconcellos (PSD), com R$ 10 mil.

Quadro geral da arrecadação

Na lista atualizada, Luiz Lima (Novo) segue na liderança, com R$ 600 mil arrecadados. Pedro Duarte (PSD) aparece em segundo, com R$ 408.883, seguido por Flavio Valle (PSD), com R$ 302.884. Confira os maiores valores declarados:

  1. Luiz Lima (NOVO): R$ 600.000
  2. Pedro Duarte (PSD): R$ 408.883
  3. Flavio Valle (PSD): R$ 302.884
  4. Tatiana Roque (PSB): R$ 173.000
  5. André Corrêa (PSD): R$ 160.000
  6. Jair Bittencourt (PL): R$ 120.000
  7. Daniel Soranz (PSD): R$ 91.113
  8. Marina do MST (PT): R$ 67.560
  9. Marcelo Freixo (PT): R$ 62.452
  10. João Pires (PSD): R$ 58.115
  11. William Siri (PSOL): R$ 46.000
  12. Victor Antoun: R$ 42.283,69
  13. Carlos Minc (PSB): R$ 40.050
  14. Vinícius Cozzolino (PSD): R$ 40.000
  15. Delegado Felipe Curi: R$ 38.068
  16. Rubão: R$ 36.359,33
  17. Wagner Tavares: R$ 36.000
  18. Nísia Trindade: R$ 32.172,13
  19. Delegado Charles: R$ 30.000
  20. Dimas Gadelha (PT): R$ 30.000
  21. Salvino Oliveira (PSD): R$ 29.000
  22. Paulo Horn (PSB): R$ 21.239
  23. Luiz Paulo (PSD): R$ 20.000
  24. Raone Ferreira (PT): R$ 19.560
  25. Elika Takimoto (PT): R$ 18.010
  26. Márcio Gualberto (PL): R$ 10.360
  27. Claudia Vasconcellos (PSD): R$ 10.000
  28. Julio Lopes (PP): R$ 8.175
  29. Luciana Boiteux: R$ 6.560
  30. Marcio Ribeiro (PSD): R$ 5.000
  31. Anthony Garotinho (Republicanos): R$ 2.500
  32. Scalco: R$ 2.500
  33. Caio Vianna: R$ 1.000
  34. Cyro Garcia (PSTU): R$ 300

Receitas declaradas para o governo do estado

Entre os candidatos ao Palácio Guanabara, foram identificadas receitas declaradas por William Siri (PSOL), que soma R$ 46 mil. Anthony Garotinho (Republicanos) declarou R$ 2.500, enquanto Cyro Garcia (PSTU) aparece com R$ 300.

Os dados podem ser consultados e acompanhados em tempo real no DivulgaCand, sistema do TSE que reúne informações sobre receitas, despesas, financiamento e prestação de contas das campanhas.

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Rio de Janeiro

Engavetamento com cinco carros e uma moto causa retenção no Túnel Rebouças

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23/08/2026 10:50

Um engavetamento envolvendo seis veículos causa retenção no trânsito na manhã deste domingo (23) na segunda galeria do Túnel Rebouças, no sentido Lagoa, na Zona Sul do Rio.

Segundo testemunhas, a colisão envolveu cinco carros de passeio e uma motocicleta. Imagens feitas por motoristas mostram os veículos parados em uma das faixas da via após o acidente.

De acordo com o Centro de Operações Rio (COR), a faixa interditada chegou a provocar reflexos na primeira galeria do Túnel Rebouças e no Elevado Engenheiro Freyssinet.

A faixa foi liberada após a retirada dos cinco carros e da moto envolvidos na colisão. O trânsito, no entanto, permanecia intenso na via. O COR orientou os motoristas a dirigirem com cautela.

A CET-Rio e o Corpo de Bombeiros foram acionados e atuaram no local. A Polícia Militar também foi chamada. Até a última atualização, não havia informações sobre feridos.

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Política

Plano de Mobilidade de Santa Cruz terá 70 km de intervenções e 115 novos ônibus com um investimento de R$ 443 milhões

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Redação

23/08/2026 10:27

A Prefeitura do Rio anunciou neste domingo (23) o Plano de Mobilidade de Santa Cruz, com mais de 70 quilômetros de intervenções viárias e investimento inicialmente estimado em R$ 443 milhões.

O projeto prevê novas conexões, reorganização de cruzamentos e acessos e melhorias na circulação de veículos, pedestres e do BRT.

A partir desta segunda (24), 115 novos ônibus do Sistema RIO também começam a circular na região. Ao todo, 11 linhas serão atendidas, sendo cinco com mudanças de itinerário para ampliar a cobertura em áreas como a Avenida João XXIII, o Conjunto Guandu e trechos de Santa Cruz, Paciência e Campo Grande.

Intervenções executadas em curto, médio e longo prazos

A primeira etapa concentra obras no entorno do Terminal Curral Falso, da Estrada da Pedra e do Viaduto Doze de Outubro.

Entre as medidas previstas estão um novo retorno na Avenida Cesário de Melo, na altura do Cesarão, e uma ligação entre a Estrada da Pedra e a Cesário de Melo.

Também haverá mudanças no entorno da estação BRT Santa Veridiana, com implantação de rotatória, revitalização da Rua Marquês dos Santos, novas calçadas e ciclovias. A intervenção deve criar uma alternativa de acesso à Estrada de Sepetiba sem a necessidade de passar pelo Curral Falso.

Anúncio de 115 novos ônibus

Os novos veículos terão ar-condicionado, tomadas USB, painéis eletrônicos, GPS e sistemas de monitoramento e segurança.

Os modelos básicos também contarão com piso baixo, rampa de acesso e sistema de ajoelhamento, que reduz a altura do ônibus para facilitar o embarque e o desembarque.

Segunda fase

A segunda etapa inclui o novo Binário Santa Cruz, que terá alterações no sentido das vias para reorganizar o trânsito no centro do bairro.

Também estão previstas intervenções em um trecho de quatro quilômetros entre a Estrada da Boa Esperança e a Estrada Aterrado do Leme, com renovação das pistas, novas calçadas e ciclovia.

Outra obra será a abertura de 800 metros de uma nova via entre a Avenida Padre Guilherme Decaminada e a Avenida Brasil. O projeto prevê ainda mudanças nas conexões entre as avenidas João XXIII e Brasil e na Rua Prado Junior, além de uma nova rotatória de acesso à Avenida Brasil e uma ligação em direção a Itaguaí e à Costa Verde.

Novo terminal do BRT

Em construção na Rua Álvaro Alberto, o Terminal BRT Bairro Imperial Santa Cruz terá cerca de 14 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em três pavimentos. O espaço será voltado à integração entre o BRT e os ônibus convencionais.

Segundo a Prefeitura, o investimento no terminal é de R$ 73,7 milhões. A estrutura terá capacidade para receber até 14 ônibus articulados, dez convencionais e micro-ônibus, além de plataformas de embarque e desembarque, áreas de circulação, comércio, estacionamento e bicicletário.

O projeto inclui ainda pistas exclusivas para o BRT e intervenções nas ruas Felipe Cardoso, Barão de Laguna e Dom Pedro I. A previsão é que o terminal seja concluído no segundo semestre de 2027.

Segundo a Prefeitura, o Plano de Mobilidade de Santa Cruz segue modelo semelhante ao conjunto de intervenções em andamento em Campo Grande.

Com informações do jornal “O Globo”.

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Rio de Janeiro

Novo perfil da maternidade carioca: menos nascimentos e queda da gravidez na adolescência refletem mudança no planejamento familiar no Rio

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Lívia Mendonça

23/08/2026 10:00

O cenário das maternidades na cidade do Rio mudou consideravelmente na última década. Segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, o número total de nascimentos na cidade recuou de quase 53 mil em 2015 para 36 mil em 2025, uma redução de 32%. Paralelamente, o índice de adolescentes grávidas também diminuiu no mesmo período. A busca por informação, junto ao desejo de estabilidade e o acesso a informações, transformaram o planejamento familiar das cariocas.

Segundo dados apurados pelo Núcleo de Inteligência Assistencial da Superintendência de Atenção Primária (NIA/SAP) a partir de registros do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) considerando apenas nascimentos ocorridos em unidades municipais, houve uma queda de 62% nos partos entre adolescentes de 15 a 19 anos em dez anos. O número de mulheres que optam por ter filhos após os 25 e até depois dos 35 anos, ao contrário, cresceu bastante.

Levantamento também aponta uma divisão geográfica no perfil das gestantes

Os dados também apontam diferenças importantes no perfil das gestantes de acordo com a região da cidade. Enquanto algumas áreas concentram maior número de mães adolescentes, outras registram predominância de mulheres que optam pela maternidade em idades mais avançadas.

A maior média de idade está concentrada na Zona Sul (Gávea, Leblon, Botafogo) e na Grande Tijuca. Em regiões com menores indicadores socioeconômicos, como a Zona Norte e partes da Zona Oeste, se concentram os índices mais altos de gravidez na adolescência.

As regiões que estão acima da média da cidade em gravidez precoce incluem bairros como Madureira, Irajá, Pavuna, Costa Barros, Santa Cruz e Paciência.

Na prática, os dados indicam o adiamento da maternidade e a redução da gravidez não programada. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a mudança de perfil mostra a importância do incentivo ao planejamento reprodutivo.

O maior acesso à informação, aliado à busca por formação educacional, estabilidade profissional e segurança financeira, tem contribuído para que muitas mulheres adiem a maternidade. Com mais tempo para os estudos e maior inserção no mercado de trabalho, parte delas passa a planejar a chegada dos filhos para um momento em que considera ter mais estrutura econômica.

Mesmo com natalidade em queda, Rio tem 1,77 milhão de mães

De acordo com dados da Prefeitura do Rio, baseados no Censo Demográfico do IBGE, a cidade conta hoje com 1,77 milhão de mães — número que representa 62,7% da população feminina carioca acima de 15 anos e quase 30% da população total do município. Apesar da redução na taxa de natalidade, a maternidade segue com forte impacto na capital. Em 2023, foram registrados 62,1 mil nascimentos no Rio, o equivalente a 35,4% de todos os partos do estado e a 2,5% do total do país.

O padrão de fecundidade das mães cariocas aponta que:

  • 37,2% têm dois filhos;
  • 36,4% possuem apenas um filho;
  • 15,9% têm três filhos;
  • 10,4% têm quatro filhos ou mais.

Desse total de mães cariocas, 60,1% têm pelo menos o ensino médio completo — e 22,9% possuem ensino superior completo.

Já em relação à raça, 53,0% das mães são negras — 37,1% pardas e 15,9% pretas —, e 46,7%, brancas.

O levantamento também mostra mudanças no perfil das mães quando analisada a faixa etária:

  • 20-29 anos: 8,8%
  • 30-39 anos: 17,2%
  • 40-49 anos: 20,8%;
  • 50-59 anos: 18,6%;
  • Acima de 60 anos: 33,8%.

Agosto Dourado: mês é dedicado a conscientização e estímulo ao aleitamento materno

A mudança no perfil da maternidade, com mulheres planejando cada vez mais o momento de ter filhos, também transforma a forma como as famílias se preparam para a chegada de um bebê. A busca por informação, orientação especializada e um consumo mais consciente durante a gestação ganha espaço em um cenário de maior atenção aos cuidados com a saúde da mãe e do recém-nascido.

É nesse contexto que o mês de agosto reúne duas celebrações importantes para o universo materno-infantil: o Agosto Dourado, campanha dedicada à conscientização e ao incentivo ao aleitamento materno, e o Dia da Gestante, que foi celebrado em 15 de agosto — criado para reforçar a importância do acompanhamento pré-natal, dos cuidados com a saúde da mãe e do bebê e da preparação para a chegada da criança.

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Rio de Janeiro

Militares inativos da PM e dos bombeiros buscam acordo com governo do estado por paridade no pagamento da Gram

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João Pedro Lima

23/08/2026 09:43

Militares inativos e pensionistas da Polícia Militar (PMERJ) e do Corpo de Bombeiros do Rio (CBMERJ) avançaram nas tratativas com o governo estadual para tentar reverter o que o grupo Visão da Tropa considera uma quebra de paridade no pagamento da Gratificação de Risco de Atividade Militar (Gram). A mobilização é liderada pelo major da reserva da PMERJ Luigi Alberto Meneses da Silva.

O grupo questiona a exclusão da gratificação aos militares que passaram para a inatividade antes de 31 de dezembro de 2021. Segundo o movimento, embora a própria legislação estabeleça os princípios da paridade e da integralidade, a gratificação passou a alcançar os militares da ativa e aqueles que se aposentaram após a entrada em vigor da Lei nº 9537/21.

Militares da reserva participaram de reuniões com o governo do estado

Para tentar solucionar a questão, representantes do Visão da Tropa já participaram de três reuniões com integrantes do Executivo estadual. O primeiro encontro ocorreu na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), depois que o governador em exercício Ricardo Couto encaminhou a demanda ao titular da pasta, Rafael Ventura. As duas reuniões seguintes contou com a participação do subsecretário de Gestão de Pessoas, Felipe Carvalho.

Na reunião de 22 de julho, o grupo apresentou um memorial com casos de outros estados envolvendo discussões semelhantes sobre paridade entre militares ativos e inativos. A documentação também reuniu argumentos sobre a legislação e os possíveis impactos da medida para os cofres públicos.

No encontro mais recente, realizado em 10 de agosto, Rafael Ventura não participou. O grupo foi recebido por Felipe Carvalho e outro servidor da SEPLAG. Segundo o major Luigi, os representantes foram informados de que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) já havia formado um entendimento sobre o caso.

PGE defende que gratificação não se aplica a militares inativos antes de sua criação

De acordo com o relato apresentado pelo grupo, a PGE entende que a Gram tem natureza indenizatória e, por isso, não deveria ser paga a militares que passaram para a inatividade antes da criação da gratificação. Ao mesmo tempo, segundo os veteranos, o entendimento considera a verba de caráter remuneratório para fins de tributação e descontos previdenciários.

O grupo também contesta a interpretação dada pela PGE ao artigo 78 da Lei nº 279/1979, alterado pela Lei nº 9.537/2021, que trata da incorporação das gratificações à remuneração dos militares na inatividade. Segundo os militares, a procuradoria entende que a incorporação integral da Gram vale apenas para quem ainda vai passar para a inatividade. O grupo, porém, afirma que o texto da lei não faz essa distinção entre antigos e novos inativos.

Outro ponto levantado pelo movimento é a contribuição previdenciária. Segundo o grupo, a alíquota passou de 14% sobre o que excedesse o teto do INSS para 10,5% sobre a remuneração bruta dos militares inativos, sem distinção em relação à data da inatividade. Para os representantes, a cobrança reforçaria a necessidade de preservar a paridade também no pagamento da gratificação.

Próxima reunião pode aproximar grupo da PGE

Segundo o Visão da Tropa, está prevista uma nova rodada de conversas entre representantes do governo estadual e a PGE. Inicialmente, o encontro iria acorrer até 18 de agosto, mas foi adiado, sem data para um novo encontro.

O grupo informou que aguarda um posicionamento da Seplag, que recebeu do governador em exercício, Ricardo Couto, a determinação de analisar o impasse e levar o caso de volta ao chefe do Executivo. A decisão deverá tratar da extensão da Gram e do retorno da paridade para veteranos e pensionistas que atualmente não recebem o benefício.

A expectativa é que representantes dos militares também participem da reunião diretamente com a procuradoria para apresentar os argumentos sobre a paridade e contestar a interpretação atribuída à legislação.

Proposta prevê nova gratificação para encerrar disputa

Como alternativa para encerrar a disputa administrativa e judicial, o grupo defende a criação da Gratificação de Risco e Proteção à Inatividade (GRPI), por meio de um projeto de lei. A proposta prevê que a nova gratificação tenha natureza remuneratória permanente, mantendo a incidência do Imposto de Renda e da contribuição previdenciária.

O texto também amplia o pagamento para militares inativos e pensionistas com direito à paridade, incluindo aqueles que passaram para a reserva antes da entrada em vigor da Lei nº 9.537/2021.

Para reduzir o impacto financeiro sobre os cofres do estado, a implementação seria gradual, respeitando os limites previstos no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

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Berenice Seara

Presídio na Ilha Grande, monotrilho, reestatização e tarifa zero: o cardápio de promessas dos candidatos a governador

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Berenice Seara

23/08/2026 08:00

Os planos de governo dos candidatos ao Palácio Guanabara desenham estados quase incompatíveis entre si. Há propostas para entregar ativos à iniciativa privada e outras para reestatizar serviços; projetos de expansão das escolas cívico-militares e promessas de acabar com elas; estratégias de ocupação territorial e programas que defendem a desmilitarização da polícia.

O ponto comum é o diagnóstico de que segurança, saúde, educação e transporte deixaram de funcionar como deveriam.

O que muda radicalmente é a receita.

Nove candidaturas, nove programas analisados

O DivulgaCand lista nove pedidos de registro para o governo do estado: André Marinho (Novo), Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU), Douglas Ruas (PL), Eduardo Paes (PSD), Garotinho (Republicanos), Juliete (UP), Luan Monteiro (PCO) e William Siri (PSOL). 

A diferença de tamanho é expressiva. O programa de Garotinho tem 386 páginas, mais que o dobro dos documentos do PSOL, apresentado pela candidatura William Siri; e do Novo, com André Marinho, que têm 143.

No outro extremo, Cyro Garcia e Luan Monteiro entregaram sete páginas cada. Eduardo Paes apresenta uma versão preliminar de oito páginas. A extensão, porém, não mede sozinha o grau de compromisso: um documento pode ser longo e manter custos em aberto, enquanto outro pode ser curto e assumir prazos politicamente arriscados.

WhatsApp Image 2026 08 23 at 09.27.34André Marinho: monotrilho, desestatização e um presídio insular

O plano do candidato do partido Novo é o mais ambicioso em escala física. A espinha dorsal é o Arco do Mar à Montanha, com um monotrilho suspenso de 60 quilômetros, hubs de integração e novas centralidades econômicas.

O documento também propõe entregar a concessionárias cerca de 700 quilômetros de rodovias estaduais sem criar novos pedágios, apoiar a Linha 3 do metrô, ampliar escolas cívico-militares com formação técnica e organizar a desestatização de empresas deficitárias e ativos ociosos por meio do programa Liberta Rio.

A parte mais dura está na segurança.

O projeto prevê reconstruir em Ilha Grande uma unidade de segurança máxima para lideranças de facções, com isolamento individual, acesso marítimo e sem visita íntima. Outra frente, batizada de Operação Asfixia, estima investir de R$ 800 milhões a R$ 1,2 bilhão e recuperar entre R$ 15 bilhões e R$ 25 bilhões em patrimônio do crime.

Coronel Busnello: 25 escolas cívico-militares e ‘desfavelização’ em dez anos

O plano do Coronel Busnello combina reforço policial, metas de infraestrutura e uso intenso de concessões e parcerias público-privadas. Na segurança, promete formar ao menos 3.500 novos profissionais por ano, retomar territórios em três fases e elevar para 25% a parcela da população carcerária em trabalho remunerado até 2030. Na educação, quer chegar a 25 escolas cívico-militares ao fim do mandato, com consulta pública vinculante e adesão voluntária das famílias.

Na mobilidade, o programa prevê 55 novos trens, recuperação das 104 estações, novas rotas de ferry-boat, VLT entre Pavuna e Nova Iguaçu, dois corredores de BRT e retomada da Linha 3. A proposta mais sensível é chamada de “desfavelização”: transformar, em dez anos, as 1.724 favelas e comunidades urbanas do estado em bairros formais, com titulação individual, reurbanização ou realocação apenas onde o plano considerar inviável a permanência. Parte das novas unidades seria vendida a preço de mercado para produzir “mistura social”.

Douglas Ruas: ‘linha dura’, presídios privados e benefício condicionado ao trabalho

Douglas Ruas coloca a segurança como eixo estruturante do governo. O plano prevê leitura de placas, reconhecimento facial, drones, bloqueio das fontes de renda das milícias e presença policial permanente em territórios retomados. No sistema penitenciário, propõe construir novos presídios em parceria com a iniciativa privada, inclusive uma unidade de regime disciplinar descrita como mais rigorosa do que qualquer referência existente. Benefícios seriam vinculados ao trabalho e ao rompimento com facções, com parte da remuneração destinada às vítimas e ao Estado.

Na saúde, promete hospitais de alta resolução, central digital única de regulação e contratação da rede privada para acelerar cirurgias. Na mobilidade, defende integração tarifária entre trem, metrô, barcas, BRT e ônibus, captação de recursos para a Linha 3 e fiscalização mais dura das concessões. Apesar de anunciar gestão com metas, prazos e custos transparentes, o PDF analisado não apresenta valores em reais nem um quadro consolidado de financiamento.

Eduardo Paes: cinco compromissos em uma versão preliminar

O documento de Eduardo Paes é o mais sintético entre os candidatos competitivos e se assume preliminar. Promete reduzir de forma significativa assaltos, tiroteios e feminicídios já no primeiro ano, retomar territórios com apoio das Forças Armadas, retirar indicações políticas da escolha de comandantes de batalhão e delegados, recuperar hospitais e UPAs, contratar médicos e expandir o ensino técnico em tempo integral.

No transporte, Paes propõe colocar a SuperVia no “padrão do BRT”, levar o BRT à Baixada Fluminense e iniciar as obras da Linha 3 do metrô para Niterói, São Gonçalo e Itaboraí até o fim do mandato.

O texto não detalha custos, fontes de financiamento ou metas numéricas para a prometida queda da violência. É mais uma carta de compromissos do que um plano executivo.

William Siri: tarifa zero, reestatização e descriminalização das drogas

Com 143 páginas, o programa do PSOL apresentado por William Siri é o segundo mais extenso. Defende retomar o controle público da Cedae, reestatizar os trens, avançar na retomada das barcas e implantar tarifa zero imediatamente no sistema ferroviário reestatizado, com redução progressiva nos demais transportes estaduais. Também propõe as linhas 3 e 6 do metrô, integração Estácio-Carioca e 30 CIEPs em tempo integral no primeiro ano.

Na segurança, quer extinguir as secretarias autônomas das polícias, criar uma Polícia Técnico-Científica independente e trabalhar no Congresso pela desmilitarização, com carreira civil única e ciclo completo.

O programa também defende a descriminalização e regulamentação das drogas consideradas ilícitas. Uma curiosidade: a palavra “milícia” não aparece no PDF analisado, embora o texto proponha combater crime organizado e lavagem de dinheiro. Entre as minúcias, há até a mudança das cabines de rádio e televisão para o setor 6 do Sambódromo e o fim da exclusividade da transmissão da Sapucaí, em negociação com a prefeitura.

Juliete: 80 propostas, corte de 50% das tarifas e fim das escolas militarizadas

A Unidade Popular condensou 80 propostas em 13 páginas. Juliete promete anular a privatização da Cedae, reestatizar a energia elétrica, colocar trens e metrô sob administração estatal com controle popular e reduzir em 50% as passagens de todos os transportes já em janeiro de 2027. Também prevê metrô para a Baixada, Niterói e São Gonçalo, passe livre estudantil intermunicipal e ampliação ferroviária por frentes de trabalho.

Na segurança, propõe desmilitarizar as polícias e guardas municipais, acabar com operações violentas em comunidades, instalar câmeras nos uniformes e afastar imediatamente servidores sob suspeita de ligação com milícias. Na educação, quer extinguir escolas cívico-militares e retirar PMs das unidades.

Duas promessas exigem escrutínio especial: erradicar o analfabetismo completo e funcional em um ano e cumprir o corte tarifário sem apresentar cálculo de impacto fiscal. O programa ainda prevê retirar de ruas, escolas e praças homenagens a racistas, escravocratas, fascistas e integrantes da repressão da ditadura.

Cyro Garcia: reestatização sem indenização, jornada de 30 horas e drogas sob controle estatal

O programa de Cyro Garcia é curto, mas ideologicamente definido. Defende jornada semanal de 30 horas sem redução salarial, suspensão de aluguéis de desempregados que sejam inquilinos de grandes proprietários e um plano de obras públicas capaz de zerar o déficit habitacional. No transporte, propõe revogar as privatizações da SuperVia e do MetrôRio sem indenização, estatizar barcas e ônibus e caminhar para a tarifa zero.

Na segurança, o PSTU defende polícia civil única, punição de agentes envolvidos em chacinas, descriminalização das drogas e controle estatal da produção e comercialização. O texto também propõe aborto legal, seguro e gratuito pelo SUS, estatização de instituições privadas de ensino superior e de grandes empresas que descumpram normas ambientais.

Parte relevante da agenda depende de mudanças federais, decisões municipais ou alterações constitucionais que não estão ao alcance isolado de um governador.

Luan Monteiro: o PCO diz que não faz promessas — e entrega um manifesto nacional

O próprio programa de Luan Monteiro afirma que o PCO não participa das eleições para fazer promessas. O documento é nacional, termina assinado em São Paulo e quase não trata de problemas específicos do Rio. Propõe salário mínimo de R$ 7.500, aumento emergencial de 50% dos salários, cancelamento das dívidas dos trabalhadores, proibição de demissões, fim de todas as privatizações, estatização do sistema financeiro e livre ingresso nas universidades.

Na área institucional, defende dissolver a Polícia Militar, cancelar a concessão da Rede Globo, estatizar grandes empresas de comunicação, extinguir o Supremo Tribunal Federal e eleger juízes e procuradores por voto popular.

Também prevê direito ao armamento para trabalhadores do campo e indígenas e apoio a povos que se levantem “de armas nas mãos”. É um manifesto revolucionário de alcance nacional, não um roteiro de administração estadual.

Garotinho: programas antigos de volta, cashback e obras além do mandato

O plano de Garotinho é o maior da disputa e o mais ligado à memória administrativa do próprio candidato. Garotinho promete retomar, com controles digitais, o Cheque Cidadão, os restaurantes populares, o Café do Trabalhador, a Sopa da Cidadania, o Jovens pela Paz e o Reservistas da Paz.

Na educação, o Geração Fluminense acompanharia alunos da primeira infância ao primeiro emprego, com ensino integral, formação em inteligência artificial, Bolsa-Tech e a meta de elevar o índice educacional do ensino médio para 5,2 até o quarto ano.

Para servidores, o Rio Cashback devolveria em folha até 70% do imposto incidente sobre itens essenciais comprados em estabelecimentos credenciados.

Na segurança, propõe uma Corregedoria-Geral Unificada, uma Cidade da Polícia Militar no atual centro de formação de Sulacap, retomada de territórios, unidades estaduais de segurança máxima e o Presídio Produtivo RJ, com trabalho e qualificação. Na mobilidade, o Aqua Mobile prevê novas ligações por barcas para São Gonçalo, Magé e Ilha do Governador e uma rede lagunar na Barra e em Jacarepaguá, financiada por PPP e receitas comerciais dos chamados “acqua centros”. Para a Linha 3, o texto é mais cauteloso: promete atualizar estudos e modelos, evitando anúncio sem projeto ou recurso.

A proposta mais vistosa é construir 11 “viadutos inteligentes” na Avenida Brasil, com pistas segregadas, ciclovia de quatro metros e o chamado “asfalto de Singapura”. O plano promete reduzir em até 40% o tempo de viagem e em 60% os acidentes, mas não informa a fonte desses percentuais. O cronograma vai a sete anos, três além do mandato em disputa. Outro contraste: em 386 páginas e cerca de 63,6 mil palavras, há apenas uma ocorrência de “R$”, relativa a R$ 53 milhões em investimentos socioeducativos já previstos ou em andamento.

O PDF também tem dez páginas sem texto e uma galeria de referências de sistemas aquaviários de oito cidades.

As perguntas que os candidatos ainda precisam responder

Quem paga a conta?

Nenhum dos nove documentos apresenta orçamento consolidado para o mandato. André Marinho inclui uma tabela de custos da segurança e várias estimativas de projetos; Busnello informa valores em algumas obras.

Nos planos de Douglas e Paes, não aparece valor em reais. O programa de Garotinho diz que custos e cronogramas serão formalizados no PPA, na LDO e na LOA; sua única ocorrência de “R$” se refere a investimento socioeducativo já previsto ou em andamento, não ao preço das novas vitrines do plano.

Nas candidaturas à esquerda, a fonte costuma ser descrita como taxação de grandes fortunas, revisão de isenções, suspensão da dívida ou reestatização, sem simulação de arrecadação e despesa para cada entrega.

O que depende de Brasília — ou das prefeituras?

Descriminalizar drogas, mudar legislação trabalhista, fixar salário mínimo nacional, extinguir o STF, cancelar concessões federais, alterar o regime constitucional das polícias ou mexer em ônibus municipais não são decisões que um governador tome sozinho.

Os planos variam muito na honestidade com que reconhecem essa limitação: alguns escrevem que irão atuar no Congresso ou celebrar convênios; outros apresentam a mudança como promessa direta.

Qual é a linha de base da promessa?

Paes promete reduzir significativamente a violência no primeiro ano, mas não fixa percentual. Juliete promete erradicar o analfabetismo em um ano e cortar tarifas pela metade em janeiro de 2027. William prevê 30 CIEPs integrais no primeiro ano. Garotinho apresenta metas educacionais e de mobilidade, mas não referencia a origem de percentuais como a redução de 60% nos acidentes da Avenida Brasil.

Sem linha de base, custo e órgão responsável, prazo pode virar apenas recurso de campanha.

O que cabe em quatro anos?

Algumas promessas atravessam o calendário eleitoral. Busnello projeta a transformação das comunidades em bairros formais ao longo de dez anos. Garotinho divide os 11 viadutos da Avenida Brasil em etapas que chegam ao sétimo ano.

Planos plurianuais podem ultrapassar um mandato, mas precisam indicar o que será contratado, financiado e entregue até dezembro de 2030 — e o que dependerá do sucessor.

Como tirar a Linha 3 do papel?

A ligação metroviária para Niterói e São Gonçalo é uma das raras convergências.

André Marinho apoia a expansão; Busnello descreve implantação em duas fases; Douglas promete captar recursos; Paes fala em iniciar obras até o fim do mandato; William inclui Itaboraí na rede de longo prazo; Juliete promete chegada a Niterói e São Gonçalo; Garotinho promete atualizar estudos e modelos, evitando anúncio sem projeto ou recurso.

A repetição da obra em sete programas expõe tanto sua popularidade quanto o risco de reciclagem de uma promessa histórica sem engenharia financeira fechada.

O que os nove planos têm em comum

Apesar das diferenças ideológicas, quase todos prometem integrar bases de dados, interiorizar saúde e educação, ampliar o ensino técnico, recuperar trens e rodovias e enfrentar o poder econômico do crime. Há também consenso sobre a necessidade de reduzir indicações políticas na segurança e fortalecer algum tipo de gestão por metas.

A divergência aparece quando se pergunta quem executa, quem financia e quanto controle o Estado deve exercer.

A campanha de 2026 oferece ao eleitor fluminense uma escolha de modelo, não apenas de gerente.

Entre monotrilhos, tarifa zero, desestatizações, reestatizações, ocupações territoriais e desmilitarização, o próximo passo da apuração é cobrar planilhas, marcos legais e cronogramas. Sem isso, até o programa mais comprido pode caber na categoria das promessas que o próprio texto ainda precisa confirmar.

Metodologia e fontes

A análise compara nove PDFs fornecidos à apuração e a lista oficial de nove candidaturas do Rio de Janeiro. Todas as propostas e cifras de campanha são atribuídas aos respectivos programas; não foram tratadas como fatos consumados. A consulta ao DivulgaCand e ao Portal de Dados Abertos do TSE ocorreu em 20 de agosto de 2026. Como registros e anexos podem ser atualizados, a situação documental deve ser revista imediatamente antes da publicação.

DivulgaCandContas/TSE: consulta de candidaturas e arquivos

Portal de Dados Abertos do TSE: propostas de governo – RJ – 2026

Documentos analisados: programas de André Marinho, Coronel Busnello, Cyro Garcia, Douglas Ruas, Eduardo Paes, Garotinho, Juliete, Luan Monteiro e William Siri.

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