A Justiça do Rio concedeu liminar para que o Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança, descendente de Dom Pedro II, retorne ao Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis. Conhecido como “príncipe”, ele ficou trancado para fora do imóvel onde vive, no último dia 9, quando seguranças a serviço da Companhia Imobiliária de Petrópolis impediram a sua entrada após Dom Pedro Tiago sair para uma atividade física.
O juiz Adriano Loureiro Binato de Castro, da 2ª Vara Cível da comarca local, emitiu um mandado de reintegração de posse contra a companhia, que tem o pai e os tios de Dom Pedro Thiago no quadro societário. O grupo é proprietário do imóvel histórico, que é avaliado em R$ 70 milhões e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Gás lacrimogêneo e chaves trocadas
De acordo com o relato do príncipe, os seguranças da companhia usaram gás lacrimogêneo para conter o herdeiro, que resistiu à ordem de desocupação. O caso foi parar na delegacia local e até agentes do 26º BPM (Petrópolis) foram acionados.
No dia seguinte, Dom Pedro Thiago chegou a voltar a tentar entrar no imóvel, mas o portão estava trancado e as chaves para acessar o palácio haviam sido trocadas.
Príncipe move ação contra companhia do pai e do tio
A defesa do príncipe afirma que ele reside no palácio desde o nascimento e busca agora a devolução de pertences pessoais retidos, como roupas, automóvel e aparelhos eletrônicos. Dom Pedro Tiago move, desde o início de maio, uma ação de usucapião contra a companhia familiar para garantir a posse do bem.
A Companhia Imobiliária de Petrópolis tem como presidente Afonso Bourbon de Orléans e Bragança e conta com os diretores Francisco de Orléans e Bragança e Pedro Carlos de Bourbon de Orléans e Bragança, pais e tios do autor da ação.
Construído entre 1859 e 1861, o Palácio do Grão-Pará serve de moradia para os descendentes da Família Real desde 1925, quando foi revogado o banimento imperial.
Com informações do jornal “O Globo”.

