O governador do estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, e o presidente do BNDES, Aloisio Mercadante, anunciaram nesta sexta (21) um acordo que promete reduzir parcelas da dívida estadual com a instituição e permitir novos investimentos.
Os anúncios foram feitos após uma reunião entre as equipes do governo e do banco, realizada na tarde desta sexta-feira na sede do Tribunal de Justiça do Rio.
Segundo Mercadante, o Rio tem uma dívida atual de aproximadamente de R$ 8 bilhões com o BNDES, que é paga em parcelas de R$ 600 milhões anuais. Mas, com o acordo, o valor vai cair para quase a metade, em torno de R$ 360 milhões anuais. O prazo de pagamento também será estendido.
Renegociação paralela ao Propag e promessa de investimentos em infraestrutura
Essa dívida com o BNDES não estava no acordo do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas Estaduais, o Propag, que reduziu as parcelas e alongou os prazos para a quitação do débito do Rio diretamente com o Governo Federal.
Atualmente o estado fluminense deve cerca de R$ 213 bilhões para a União e outros R$ 26 bilhões para instituições bancárias, incluindo o BNDES.
Em outra frente, o banco anunciou que vai liberar linhas de crédito para investimentos do Rio. A ideia, segundo Mercadante e Couto, é que esses recursos financiem projetos a serem iniciados ainda em 2026, antes que o governador eleito em outubro assuma o posto.
Os investimentos seriam nas áreas da saúde, segurança pública e em mobilidade urbana. No primeiro item, os investimentos seriam para a expansão do Hospital Universitário Pedro Ernesto e aquisição de um helicóptero para transporte de órgãos e pacientes. Sobre a segurança, a previsão é que o Rio possa adquirir, por meio deste crédito, helicópteros para as polícias Militar e Civil. E sobre mobilidade, o metrô receberia investimentos para a expansão das estações. Um exemplo disso, é o projeto de expansão da Linha 2, ligando o Estácio até a Praca Quinze, passando por outros locais, como a Praça da Cruz Vermelha, no Centro. Também está em discussão uma linha de crédito para a construção de um novo presídio estadual.
*Com informações do g1























































