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Rio

05/10/26 09:27
  • Redação Redação

Governo do estado do Rio suspende descontos de consignados do Banco Master e Credcesta

Banco Master

Medida semelhante foi aprovada pela Alerj, mas vetada pelo governo do estado do Rio — Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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O governo do estado do Rio publicou no Diário Oficial desta segunda-feira (05) a suspensão cautelar dos descontos em folha de pagamento ligados a empréstimos e crédito consignado do Banco Master S.A. e do Credcesta. A medida preventiva tem como objetivo apurar a existência de eventuais cobranças indevidas, não autorizadas ou com indícios de fraude na remuneração dos servidores.

Com a publicação do decreto, servidores ativos e inativos, pensionistas e beneficiários da Previ-Banerj que divergirem dos valores cobrados pelos bancos têm até 15 dias úteis para registrar uma reclamação no RH do seu órgão de origem. As contestações serão posteriormente analisadas pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag-RJ).

A medida, no entanto, não significa a inexistência das dívidas, nem representa a extinção dos contratos firmados pelos servidores. Os pagamentos foram interrompidos para apurar hipóteses como descontos em duplicidade, valores divergentes dos previstos nos contratos e inconsistências na quantidade de parcelas.

Os contratos sem reclamação terão as cobranças automaticamente reestabelecidas. Após serem intimadas, as instituições financeiras envolvidas terão até cinco dias úteis para enviar os dados dos contratos à Seplag-RJ e apresentar suas justificativas sobre cada caso.

O governador em exercício Ricardo Couto também assinou outro decreto com medidas para proteção de servidores na contratação desses serviços. Aposentados e pensionistas que são idosos serão protegidos por meio de uma medida que apenas permite a contratação com validade legal se houver assinatura física ou digital inequívoca do titular ou do representante legal, com apresentação de um documento oficial com foto na hora da contratação. Além disso, abordagens coercitivas e o assédio comercial ficam proibidos para este grupo.

Pela nova regulamentação, o Custo Efetivo Total (CET) das operações — soma que engloba taxa de juros, tarifas e demais encargos cobrados pelas instituições financeiras — não poderá ultrapassar o teto de 2% ao mês. Caso o contrato supere essa margem, a operação será automaticamente vetada.

O decreto manteve a margem máxima de comprometimento da renda em 40%, dividida em 35% para empréstimos consignados tradicionais e 5% para cartão de crédito consignado. No entanto, foi introduzida uma nova trava de proteção: a contratação de novos consignados só será liberada se, após a aplicação de todos os descontos compulsórios e facultativos na folha de pagamento, for preservado o equivalente a pelo menos 30% da remuneração ou benefício previdenciário líquido do servidor.

Projeto da Alerj sobre empréstimos de Master e Credcesta foi vetado pelo governo

A suspensão dos descontos do Banco Master e do Credcesta na folha dos servidores já tinha sido tema de um projeto de lei aprovado pela Alerj. De autoria do deputado estadual Luiz Paulo (PSD), o texto foi vetado integralmente no dia 28 de setembro. Ricardo Couto alegou inconstitucionalidade formal, invasão de competência e ação judicial em andamento.

 

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Urnas ‘pregam peça’ nas pesquisas: líderes em levantamentos, Paes e Benedita ficam longe do resultado previsto

Foto de Redação
Redação

05/10/2026 09:49

As pesquisas divulgadas no último fim de semana acertaram parte do desenho da disputa no Rio, mas ficaram longe de reproduzir o tamanho das forças que apareceram nas urnas. Para o governo do estado, Datafolha, Paraná Pesquisas e Gerp apontavam Eduardo Paes (PSD) na liderança, com vantagem entre nove e 13 pontos sobre Douglas Ruas (PL). Com 100% das urnas apuradas, no doming (04), o cenário foi bem diferente: Ruas terminou na frente, com 49,27% dos votos válidos, contra 42,76% de Paes.

O Datafolha dava 47% para Paes e 35% para Ruas — uma vantagem de 12 pontos para o candidato do PSD. Nas urnas, porém, Ruas abriu 6,51 pontos sobre Paes. O Paraná Pesquisas apontava cenário semelhante, com 47,9% a 34,4% para o ex-prefeito do Rio, distância de 13,5 pontos.

Enquanto isso, o Gerp era o levantamento que mostrava uma disputa mais apertada, mas ainda assim colocava Paes na frente, por 47% a 38%. Na prática, os três institutos não apenas subestimaram o desempenho de Ruas — em até 14,9 pontos percentuais — como também indicaram, às vésperas da votação, uma ordem inversa entre os dois principais candidatos ao governo do estado.

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Benedita se manteve na liderança nas últimas pesquisas

No Senado, a divergência apareceu de outra maneira. As pesquisas utilizavam metodologias distintas, o que impede uma comparação direta dos percentuais, especialmente porque o eleitor podia escolher dois candidatos. Ainda assim, há uma diferença objetiva na ordem dos candidatos.

No Datafolha da última sexta-feira (02) Benedita da Silva (PT) liderava com 19%, enquanto Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, tinham 13% cada. O Gerp também colocava Benedita à frente, com 45%, seguida por Portinho, com 27%, e Jordy, com 24%.

Já no sábado, de acordo com o levantamento do Datafolha, considerando os votos válidos, Benedita aparecia com ainda mais vantagem: 26%; contra 19% de Portinho e 18% de Jordy.

As urnas, porém, inverteram esse quadro. Carlos Portinho foi o mais votado, com cerca de 26,77% dos votos válidos, e Carlos Jordy ficou em segundo, com 24,56%, garantindo ao PL as duas vagas do Rio no Senado.

Benedita, que aparecia na liderança nas últimas pesquisas, terminou em terceiro, com 20,22%, e ficou fora do Senado. Pedro Paulo (PSD) recebeu aproximadamente 11,95%, e Mônica Benício (PSOL), 9,66%.

Urnas mudaram o roteiro

Os números mostram que as pesquisas da reta final conseguiram identificar os principais nomes competitivos, mas não captaram a movimentação decisiva do eleitorado nos últimos dias — ou não conseguiram medi-la com precisão. Na disputa pelo governo do estado, a discrepância foi relevante: Ruas, que aparecia atrás em todos os levantamentos, terminou a votação na liderança.

No Senado, o nome de Benedita, que liderava as pesquisas, terminou sem garantir uma das duas vagas, enquanto os dois candidatos do PL transformaram uma disputa que parecia aberta em uma dobradinha nas urnas.

O contraste não significa, por si só, que uma pesquisa tenha sido tecnicamente “errada”: levantamentos são fotografias de determinado momento, trabalham com margens de erro e metodologias específicas. Mas, quando pesquisas divulgadas 48 horas antes da votação mostram um candidato com vantagem de até 13,5 pontos e as urnas entregam o adversário 6,5 pontos à frente, a distância entre a fotografia publicada e o resultado efetivo se torna, inevitavelmente, parte da análise da eleição.

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Goleada no Diário Oficial: Ricardo Couto e Casa Civil mantêm ritmo onde nomeações superam exonerações em dia marcado por ‘limpa’ no Detran-RJ

Foto de Berenice Seara
Berenice Seara

05/10/2026 09:32

O Diário Oficial desta segunda-feira (05) traz o padrão que virou rotina das últimas semanas na gestão do governador em exercício Ricardo Couto e da Secretaria de Estado da Casa Civil: a contagem diária de cargos comissionados fechou com nova vitória folgada das nomeações sobre as exonerações.

Ao todo, a edição registrou 46 movimentações de pessoal. O placar final confirmou a vitória das entradas sobre as saídas: foram 25 nomeações contra 19 exonerações, além de uma extinção de mandato e uma designação de conselheiro.

O ‘passa-moleque’ no Detran-RJ e o reforço no caixa

O grande destaque da edição foi a “faxina” concentrada no Detran-RJ. A autarquia respondeu por quase metade das exonerações do dia, contabilizando oito servidores dispensados de uma só vez — incluindo chefes de serviço e assistentes operacionais — sem nenhuma nova nomeação publicada para o órgão na mesma edição.

Em contrapartida, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) liderou a lista das contratações. A pasta recebeu um reforço em massa de seis novos nomeados, garantindo a recomposição e ampliação do quadro em setores chave da arrecadação estadual.

As nomeações na engrenagem da Casa Civil

A grande maioria dos atos publicados partiu da Secretaria de Estado da Casa Civil, responsável por 36 das 46 publicações da edição. A pasta assinou 19 nomeações e 17 exonerações espalhadas por diversas secretarias, fundações e órgãos estaduais — demonstrando o ritmo acelerado de trocas promovido no Executivo fluminense.

O governador em exercício assinou diretamente os dez atos restantes, chancelando mudanças em cargos de cúpula, como as trocas de subsecretários e assessores especiais, além das reformulações de comandos na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e no Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas.

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COM FÁBIO MARTINS

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Política

Eleições 2026: sete vereadores são eleitos e mudam composição da Câmara do Rio; veja quais suplentes vão assumir

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

05/10/2026 09:07

As eleições gerais deste domingo (04) também vão mudar um pouco a organização das cadeiras na Câmara do Rio. Na capital, sete dos 26 vereadores que disputaram outros cargos nas eleições de 2026 foram eleitos. Quatro foram eleitos deputados federais e ouros dois vão para para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O vereadores eleitos como deputados federais:

– Rick Azevedo (PSOL) — 191.371 votos
– Rafael Satiê (PL) — 91.074 votos
– Leniel Borel (PP) — 72.658 votos
– Marcio Ribeiro (PSD) — 67.989 votos
– Talita Galhardo (PSDB) — 46.780 votos

Já os eleitos como deputados estaduais foram:

– Leonel de Esquerda (PT) — 44.597 votos
– Joyce Trindade (PSD) — 37.088 votos

Suplentes na lista para assumir cadeiras na Câmara do Rio

As cadeiras vagas são ocupadas pelos suplentes seguindo a ordem de votos recebidos nas eleições de 2024, de acordo com partido/coligação e pelas regras eleitorais. Os suplentes que devem entrar no lugar dos eleitos são:

– Paulo Pinheiro (PSOL) — deve assumir a cadeira de Rick Azevedo (Luciana Boiteux, outra suplente que assumiria a vaga, também foi eleita deputada estadual)

– Chagas Bola (PL) — deve assumir a cadeira de Rafael Satiê

– Jorge Felippe (PP) — deve assumir a cadeira de Leniel Borel.

– Flavio Pato (PSD) — deve assumir a cadeira de Márcio Ribeiro ou a de Joyce Trindade

– Deangeles (PSD) — deve assumir a cadeira de Marcio Ribeiro ou a de Joyce Trindade

– Vinicius Cordeiro (Cidadania) — deve assumir a cadeira de Talita Galhardo

– Niquinho (PT) — deve assumir a cadeira de Leonel de Esquerda

Os novos vereadores devem tomar posse a partir de 1º de fevereiro de 2027, quando os vereadores eleitos começam a assumir as novas candidaturas. Até lá, eventuais vagas temporárias poderão ser preenchidas conforme as regras previstas para cada situação.

Mais da metade dos vereadores disputou outro cargo

Dos 51 vereadores do Rio, 26 — o equivalente a 51% da Câmara — disputaram algum cargo nas eleições de 2026.

Ao todo, 14 vereadores do Rio disputaram uma vaga de deputado federal, nove concorreram a deputado estadual, dois ao Senado e um ao governo do estado. A maior bancada a tentar um novo cargo foi a do PSD, com nove parlamentares concorrendo.

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Política

Jogo aberto na Alerj: figurinhas carimbadas na política carioca, Val Ceasa, João Drumond e Renato Machado recebem milhares de votos enquanto aguardam decisão do TSE 

Foto de Lívia Mendonça
Lívia Mendonça

05/10/2026 08:30

O resultado das eleições deste domingo (04) ainda pode provocar mudanças na composição das bancadas do Rio na Assembleia Legislativa (Alerj) e na Câmara dos Deputados. Candidatos que tiveram o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), mas recorreram da decisão, receberam milhares de votos. Como os recursos ainda estão pendentes, essas votações foram classificadas pela Justiça Eleitoral como anuladas sub judice e, por enquanto, não entram no cálculo que definiu as vagas.

Na disputa pela Alerj, pelo menos cinco candidatos nessa situação tiveram votação nominal superior aos 27.447 votos de Carlos Russo (DC), o deputado estadual eleito com a menor votação entre os 70 nomes que aparecem na composição atual. João Drumond (PRD) recebeu 55.759 votos; Diego Alba (PSDB), 48.547; Renato Machado (PT), 48.300; Val Ceasa (PRD), 47.080; e Paulo Melo (União), 33.546. Apesar dos números, nenhum deles aparece atualmente na relação dos eleitos, porque seus votos estão condicionados ao resultado dos recursos.

Representantes do partido na Alerj

Os casos de João Drumond e Val Ceasa chamam atenção também pelo efeito que uma eventual reversão pode produzir dentro da Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade. Na totalização atual, a federação elegeu, entre outros, Munir Neto (Solidariedade), com 52.808 votos; Soldado Tobias (PRD), com 37.969; e Arthur Monteiro (Solidariedade), com 35.844. João teve votação superior à dos três, enquanto Val ficou acima de dois deles.

Isso não significa, automaticamente, que ambos assumiriam mandatos: a validação dos votos exige uma nova totalização de toda a eleição proporcional, com novo cálculo dos quocientes e das sobras.

O TRE-RJ indeferiu por unanimidade o registro de Val Ceasa, que tenta a reeleição, em 1º de setembro. Segundo a Corte, havia elementos considerados suficientes para apontar vínculo do parlamentar com o Terceiro Comando Puro (TCP), facção que atua no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. O próprio tribunal ressaltou, na ocasião, que a análise eleitoral não representava condenação criminal.

Já João Drumond, o herdeiro da Imperatriz Leopoldinense, teve o registro indeferido em 11 de setembro, em julgamento no qual a maioria entendeu que os elementos reunidos pela Procuradoria Regional Eleitoral indicavam utilização da candidatura em contexto relacionado a organização criminosa. As decisões admitem recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.

A defesa do neto do bicheiro Luizinho Drumond alegou que o jovem teria sido responsabilizado por fatos praticados por terceiros, além de apontar contradições e omissões na decisão.

Os candidatos Diego Alba e Renato Machado também tiveram os registros negados pelo TRE-RJ. Em decisão de 8 de setembro, a Corte afirmou ter considerado indícios de vínculos com organizações criminosas nos dois casos. Paulo Melo, por sua vez, teve o registro indeferido posteriormente com fundamento no mesmo artigo 17, parágrafo 4º, da Constituição, usado pelo tribunal em uma série de julgamentos envolvendo a vedação à utilização de organizações paramilitares no processo eleitoral.

Ricardo Abrão fica acima de eleitos para a Câmara dos Deputados

Na disputa para deputado federal, o caso de maior impacto eleitoral é o de Ricardo Abrão (PSDB). O parlamentar recebeu 63.730 votos, mas sua votação aparece fora do total de votos válidos. O número é superior, inclusive, aos 46.780 votos de Talita Galhardo (PSDB), eleita pela média na composição atual da bancada fluminense. Abrão também superou candidatos eleitos por outros partidos, embora o sistema proporcional não permita concluir apenas pela votação nominal quem ficaria com a cadeira.

O registro de Ricardo Abrão foi indeferido por unanimidade pelo TRE-RJ em 29 de setembro. De acordo com o tribunal, documentos reunidos no processo indicariam envolvimento do candidato com organização criminosa de caráter paramilitar. A decisão ainda comporta recurso. Enquanto não houver definição definitiva, os 63.730 votos permanecem anulados sub judice.

A legislação eleitoral permite que candidatos com registro indeferido continuem fazendo campanha e permaneçam na urna enquanto houver recurso. O TSE determina que os votos recebidos nessa condição sejam divulgados, mas não sejam considerados válidos na distribuição inicial das cadeiras. Caso o indeferimento seja revertido, os votos podem ser validados. E, se essa mudança modificar o resultado, a Justiça Eleitoral é obrigada a realizar nova totalização, que pode alterar eleitos, suplentes e até o número de cadeiras de cada partido ou federação.

Por isso, a relação de deputados estaduais e federais escolhidos pelo Rio neste domingo pode não ser definitiva. A próxima batalha desses candidatos será no TSE — e o resultado dos recursos poderá repercutir diretamente na composição da Alerj e da bancada fluminense na Câmara dos Deputados.

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Política

Ruas faz do Rio território do PL: vence em 79 municípios, contra 13 de Paes

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Redação

05/10/2026 07:29

O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) terminou o primeiro turno das eleições à frente em 13 dos 92 municípios do estado. Já Douglas Ruas (PL) venceu em 79 cidades. No resultado estadual, com 100% das urnas apuradas, o atual presidente da Alerj recebeu 4.271.199 votos, ou 49,27% dos válidos, enquanto Paes somou 3.706.984, equivalentes a 42,76%.

A principal vitória de Paes ocorreu justamente na capital, onde construiu sua principal base política e exerceu sucessivos mandatos como prefeito. Ainda assim, a disputa no município foi mais equilibrada do que o histórico eleitoral do ex-prefeito poderia sugerir: Paes teve 52,52% dos votos válidos no Rio, enquanto Ruas alcançou 40,05%.

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Além da capital, Paes venceu em outras 12 cidades, entre elas Niterói, Valença, Três Rios, Carmo e Miracema. O mapa do primeiro turno, no entanto, mostra uma vantagem territorial ampla de Ruas, que terminou na frente em praticamente todas as regiões do estado e venceu em 79 dos 92 municípios fluminenses.

O contraste entre o desempenho territorial e o peso eleitoral da capital ajuda a explicar a diferença relativamente menor no resultado estadual. Embora Paes tenha vencido em poucas cidades, seu melhor desempenho ocorreu justamente no maior colégio eleitoral do estado. Ruas, por outro lado, acumulou vitórias em um número muito maior de municípios e terminou o primeiro turno na liderança geral.

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Berenice Seara

A prorrogação do Guanabara: Ruas e Paes têm, a partir de hoje, 21 dias para resolver o jogo; claro, se o VAR não anular os votos de Garotinho

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Berenice Seara

05/10/2026 07:00

Seguindo uma das mais antigas máximas políticas brasileiras — a que reza ser o segundo turno uma nova eleição — o Rio de Janeiro começa tudo de novo nesta segunda-feira (05). Isso, claro, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não anular os votos dados em Anthony Garotinho (Republicanos).

Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) voltam à disputa numa campanha que começa do zero — mas com uma diferença fundamental: agora os dois sabem exatamente o tamanho do adversário.

Paes entrou na campanha como favorito nas pesquisas, liderou a corrida durante boa parte do primeiro turno e chegou ao dia da votação tentando transformar essa vantagem em vitória definitiva. Não conseguiu. Terminou com 3.706.984 votos (42,76% do total) e em segundo lugar.

Ruas, que começou em patamar bem mais baixo, cresceu ao longo das últimas semanas e atropelou Paes; chegou com a larga vantagem, 4.271.199 votos (49,27%) e a moral alta por ter virado o jogo.

Agora são 21 dias até 25 de outubro. Hora de comprovar quem tem mais sangue frio e capacidade de organização. Não serão mais nove candidatos disputando o mesmo eleitor. Não haverá aspirantes a deputado estadual ou federal pedindo votos e dividindo palanques. Não será a mesma grande quantidade de números, nomes e mensagens embaralhando a escolha do eleitor.

Conquistar os votos dados a Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL), André Marinho (Novo) e todos os nanicos — além de ainda “roubar” o que for possível do adversário — é a tarefa.

Os desafios de Paes e Ruas

Paes vai precisar administrar o fato de sua liderança nas pesquisas não ter se convertido em vitória. O ex-prefeito do Rio terá agora de conter a expansão de Ruas e, ao mesmo tempo, evitar que a percepção de uma disputa aberta provoque uma corrida de apoios políticos para o adversário.

Porque segundo turno é isso: uma disputa pelo voto, mas também pela expectativa de poder.

Prefeitos, senadores e deputados eleitos, lideranças partidárias e grupos políticos que passaram as últimas semanas divididos entre diferentes candidaturas terão seu peso reavaliado. A eleição proporcional acabou. Os palanques serão reorganizados.

Cada declaração de apoio passa a ser lida como sinal de força de um lado — e de fraqueza do outro.

Ruas chega à segunda rodada com a tarefa de transformar crescimento em consolidação.

O segundo turno sob a influência dos candidatos à presidência

Com a disputa reduzida a Paes e Ruas, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a eleição para o Palácio Guanabara ainda será atravessada, de maneira  mais explícita, pela disputa nacional.

Mais um desafio para Paes. Flávio Bolsonaro conquistou uma vantagem acachapante no Rio, com 53,01%, enquanto Lula ficou com 39,41%.

No primeiro turno, a transferência de votos entre Flávio e Douglas se mostrou para lá de eficiente.

Mas, como reza o velho ditado, segundo turno é outra eleição.

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Política

Dinastias políticas: filhos de Garotinho e Capitão Nelson são alguns dos eleitos que garantem a continuidade da influência das famílias no estado

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João Arruda

04/10/2026 23:20

Importantes dinastias políticas fluminensens elegeram seus representantes no Rio nestas eleições de 2026. O herdeiro com mais destaque é o filho do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), o ex-prefeito de Campos Wladimir Garotinho (PL). Ele foi eleito deputado federal com nada desprezíveis 81.7987 votos.

Embora seja um exemplo de sobrenome famoso, Wladimir já tem uma história própria na política.  Ele já foi deputado federal, mas renunciou ao mandato em 2021 para concorrer à prefeitura de sua cidade natal. Depois de reeleito no Norte Fluminense, mais uma vez resolveu trocar de cargo — e agora deixou o posto no município com o vice, Frederico Paes (MDB), para voltar a Brasília.

O ex-prefeito é um famoso representante das dinastias, mas não o único. Outro eleito, desta vez a deputado estadual, com 70.552 votos, foi Nelsinho Ruas (PL), filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), e irmão do candidato do Partido Liberal ao governo do estado, Douglas Ruas — que passou ao segundo turno como o mais bem colocado e à frente de Eduardo Paes (PSD).

Márcio Rezende (PSD) também mostrou a força do interior. Irmão do prefeito de Macaé, Welberth Rezende, foi eleito deputado federal com mais de 75.148 votos. Diego Quaquá (PT), filho do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, e da deputada estadual Rosângela Zeidan, teve mais de 68 mil votos.

Felipe Pampolha (PP), eleito deputado estadual, teve mais de 61 mil votos. Ele é primo de Thiago Pampolha, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado depois de ser parlamentar por três mandatos e vice-governador do Rio, no governo Cláudio Castro.

Dinastias da antiga também estão entre os destaques

Rafael Picciani (União), filho do lendário ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (1955-2021), também vai ocupar um cargo na Alerj. Ele teve 44.333 votos.

Jorge Felippe Neto (PL) foi reeleito deputado estadual. É filho da ex-vereadora Vanessa Felippe, neto do vereador Jorge Felippe e enteado do ex-deputado Rodrigo Bethlem.

Rogéria Bolsonaro (PL), candidata a deputada federal, ficou na suplência. Ela é mãe de Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro, e ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro. Quem também bateu na trave foi Daniela do Waguinho (Republicanos), que não conseguiu se reeleger. Ela é casada com o ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho.

O ex-deputado Léo Picciani (PV) não teve a mesma sorte do irmão e acabou na suplência da Câmara. Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sergio Cabral, também não conseguiu se eleger deputado estadual.

 

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Política

Apenas 43 de 70 deputados da Alerj conseguem a tão sonhada reeleição; veja quem ficou de fora

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Gabriele Maia

04/10/2026 23:20

Dezessete deputados estaduais que disputaram a reeleição para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não conseguiram renovar o mandato nas urnas neste domingo (04). Entre os nomes que ficaram de fora da próxima legislatura estão Alexandre Knoploch (PL), Carlos Minc (PSB) e Célia Jordão (PSD).

Dos 60 parlamentares que estavam na disputa por mais quatro anos na Casa, 43 foram eleitos. Outros 27 nomes que não faziam parte da atual composição também conquistaram uma cadeira, o que representa uma renovação de 38,6% da Alerj.

Quem disputou a reeleição, mas não estará na próxima legislatura da Alerj

  • Alexandre Knoploch (PL)
  • Carlos Macedo (Republicanos)
  • Carlos Minc (PSB)
  • Célia Jordão (PSD)
  • Dionísio Lins (PP)
  • Dr. Deodalto (PL)
  • Fabiani Vasconcellos (Agir)
  • Fábio Silva (União)
  • Filipe Soares (PSDB)
  • Fred Pacheco (PL)
  • Lilian Behring (PCdoB)
  • Professor Josemar (PSOL)
  • Renan Jordy (PL)
  • Renato Machado (PT)
  • Sérgio Fernandes (PSD)
  • Val Ceasa (PRD)
  • Valdecy da Saúde (PL)

A composição da Assembleia é definida pelo sistema proporcional. Além da votação individual dos candidatos, o resultado considera os votos recebidos pelos partidos e federações para a distribuição das cadeiras.

Parte dos atuais deputados estaduais também não estará na próxima composição da Alerj, mas por motivos diferentes de uma derrota nas urnas. Enquanto alguns não concorreram nesta eleição, outros deixaram a disputa local para tentar outro cargo.

Entre esses, Douglas Ruas (PL) concorre ao governo do estado; Samuel Malafaia (PL) venceu a 1ª suplência de senador na chapa de Carlos Portinho; e Thiago Gagliasso (PL), Sarah Poncio (Solidariedade), Wellington José (União), Martha Rocha (PDT) e Vitor Júnior (PDT) tentaram uma vaga na Câmara dos Deputados.

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Política

Deputados federais do Rio: PL dá goleada e elege 15; PT chega em segundo e fica com seis

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João Arruda

04/10/2026 23:03

O Partido Liberal deu uma lavada no que diz respeito aos deputados federais eleitos para o Congresso Nacional. Foram 15 representantes, contra seis do PT. O partido de esquerda ainda ficou com apenas um deputado à frente de outro partido de direita, o PP, que fez cinco deputados.

 

DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS PELO RJ — 46 VAGAS

PL — 15
1. Altineu Côrtes — 175.161 votos
2. Sóstenes Cavalcante — 170.290
3. General Pazuello — 146.148
4. Soraya Santos — 141.443
5. Manoela Peres — 117.648
6. Dani Cunha — 116.984
7. Julia de Castro — 103.880
8. Diogo Balieiro Diniz — 102.026
9. Rafael Satiê — 91.074
10. Chris Tonietto — 81.966
11. Poubel — 81.960
12. Wladimir Garotinho — 81.797
13. Douglas Gomes — 80.310
14. Thiago Gagliasso — 67.700
15. Jorge Miranda — 67.298

PT — 6
1. Lindbergh Farias — 181.768
2. Marcelo Freixo — 172.969
3. Anielle Franco — 149.726
4. Fabiano Horta — 82.902
5. Diego Quaquá — 68.798
6. Nísia Trindade — 67.350

PP — 5
1. Dr. Luizinho — 213.904
2. Delegado Felipe Curi — 133.626
3. Renato Cozzolino — 84.516
4. Leniel Borel — 72.658
5. Bebeto — 52.761

PSOL — 4
1. Rick Azevedo — 191.371
2. Talíria Petrone — 122.500
3. Glauber Braga — 86.314
4. Pastor Henrique Vieira — 77.584

PSDB — 4
1. Luciano Vieira — 177.887
2. Juninho do Pneu — 64.440
3. Marcelo Queiroz — 58.739
4. Talita Galhardo — 46.780

PSD — 4
1. Daniel Soranz — 107.849
2. Renan Ferreirinha — 93.504
3. Márcio Rezende — 75.148
4. Márcio Ribeiro — 67.989

PCdoB — 2
1. Elias Jabbour — 103.219
2. Jandira Feghali — 74.409

UNIÃO — 1
1. Antonio Rueda — 155.836

MDB — 1
1. Gutemberg Reis — 145.876

SOLIDARIEDADE — 1
1. Aureo Ribeiro — 134.557

NOVO — 1
1. Luiz Lima — 79.249

REPUBLICANOS — 1
1. Luis Carlos Gomes — 70.331

PDT — 1
1. Marcos Tavares — 69.438

TOTAL: 46 CADEIRAS

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Política

PL atropela na Alerj e elege 21; veja a lista completa de deputados estaduais e suas votações

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Gabriele Maia

04/10/2026 22:55

Nas eleições deste domingo (04), os eleitores do Rio de Janeiro escolheram os 70 deputados estaduais que vão compor a Assembleia Legislativa (Alerj) a partir de fevereiro do próximo ano. O Partido Liberal, do ex-presidente Jair Bolsonaro, garantiu a maior bancada da Casa, segundo os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Confira a lista completa de cada partido:

PL — 21
1. Índia Armelau — 248.504 votos
2. Guilherme Delaroli — 166.374
3. Anderson Moraes — 129.325
4. Dra. Gabriela — 96.267
5. Alan Lopes — 93.396
6. Alexandre Isquierdo Malafaia — 83.461
7. Jair Bittencourt — 73.722
8. Nelsinho Ruas — 70.552
9. Rodrigo Medeiros — 65.530
10. Jorge Felippe Neto — 58.508
11. Delegado Carlos Augusto — 58.142
12. Marcelo Dino — 57.982
13. Dr. Pedro Ricardo — 57.354
14. Renato Miranda — 56.329
15. Márcio Gualberto — 50.804
16. Chico Machado — 50.664
17. Coronel Menezes — 46.700
18. Giselle Monteiro — 44.532
19. Poubel Filho — 42.871
20. Daniel Marques — 42.768
21. Felipe Tropa — 41.293

PT — 9
1. Elika Takimoto — 135.271
2. Verônica Lima — 85.421
3. André Ceciliano — 70.628
4. Marina do MST — 66.167
5. Allyson Elias — 51.145
6. Leonel de Esquerda — 44.597
7. Zeidan — 43.115
8. Adilson Pires — 42.467
9. Raone Ferreira — 28.377

PSD — 9
1. João Pires — 90.195
2. André Correa — 65.188
3. Claudio Caiado — 56.936
4. Guilherme Schleder — 54.760
5. Vinícius Cozzolino — 49.353
6. Luiz Paulo — 43.720
7. Ana Paula Mendes — 43.356
8. Carla Machado — 39.208
9. Joyce Trindade — 37.088

PSOL — 5
1. Renata Souza — 176.871
2. Flavio Serafini — 95.666
3. Dani Monteiro — 55.227
4. Luciana Boiteux — 44.928
5. Yuri Moura — 43.336

PP — 5
1. Felipinho Ravis — 93.606
2. Carlinhos BNH — 61.724
3. Felipe Pampolha — 61.589
4. Delegado Bernardo Leal — 57.254
5. Gustavo Tutuca — 56.334

UNIÃO — 4
1. Márcio Canella — 197.178
2. Rafael Nobre — 76.706
3. Bruno Dauaire — 69.119
4. Rafael Picciani — 46.686

REPUBLICANOS — 3
1. Librelon — 57.409
2. Leandro — 49.013
3. Tia Ju — 47.302

MDB — 2
1. Rosenverg Reis — 139.866
2. Giovani Ratinho — 46.380

PDT — 2
1. Fernanda Neves — 83.326
2. Serginho — 43.664

SOLIDARIEDADE — 2
1. Munir Neto — 52.808
2. Arthur Monteiro — 35.844

PSB — 2
1. Vantoil Martins — 39.179
2. Jari — 34.199

PCdoB — 1
1. Dani Balbi — 169.474

NOVO — 1
1. Costenaro — 121.780

PSDB — 1
1. Léo Vieira Filho — 72.939

AGIR — 1
1. Julio Rocha — 51.609

PRD — 1
1. Soldado Tobias — 37.969

DC — 1
1. Carlos Russo — 27.447

A composição da Alerj é definida pelo sistema proporcional. Além da votação individual dos candidatos, o resultado considera os votos recebidos pelos partidos e federações para a distribuição das cadeiras no Poder Legislativo estadual.

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Nomes conhecidos ficam fora

Entre os deputados que não conseguiram se reeleger está Carlos Minc (PSB). O parlamentar, que já acumulava dez mandatos na Alerj e quatro décadas de atuação como deputado estadual, recebeu 30.383 votos e terminou como primeiro suplente do partido.

Dr. Rogério Amorim (PL), por sua vez, recebeu 35.810 votos e ficou como suplente. A candidatura tinha a expectativa de herdar os votos de seu irmão, Rodrigo Amorim, deputado estadual mais bem colocado nas eleições de 2018.

João Pires, Coronel Menezes e Costenaro são eleitos para a Alerj

A nova composição também teve algumas surpresas. João Pires (PSD), ex-secretário municipal do Rio de Janeiro de Defesa do Consumidor, foi eleito com 90.195 votos. Ele ganhou projeção nas redes sociais ao participar de vistorias que resultaram no fechamento de postos de combustíveis que adulteravam o resultado das bombas.

Outro destaque foi Coronel Menezes (PL), ex-secretário estadual de Polícia Militar, eleito com 46.700 votos.

Já Costenaro foi o único deputado eleito pelo Novo. Ele ficou conhecido nacionalmente após ser expulso da Câmara dos Deputados pelo deputado federal Glauber Braga (PSOL).

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