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    PSOL do Rio contesta desistência de Garotinho em recurso no TSE

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    Quaquá e Pansera

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    Campanhas eleitorais no Rio gastaram milhões em ‘palanque virtual’, mas impulsionamento de postagens não foi suficiente para eleger candidatos 

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    Dinheiro não faltou. Voto, sim: candidatos que receberam milhões para a campanha não conseguiram vaga na Câmara, Alerj e Senado

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    Aldair de Linda e Allyson Elias durante a festa da vitória, que teve xingamentos de apoiadores contra o "aliado" Washington Quaquá

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    Anthony Garotinho durante debate eleitoral no Rio. O candidato desistiu do recurso no TSE, que agora vai ouvir a PGE antes de decidir sobre o pedido — Foto:

    TSE determina que Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste antes de decidir sobre desistência de Garotinho

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    Banco Master

    Governo do estado do Rio suspende descontos de consignados do Banco Master e Credcesta

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    Já começou! Acompanhe a apuração das urnas com o TEMPO REAL

    Fernanda Fialho morreu aos 29 anos. Influenciadora, escritora e palestrante, ela se tornou uma referência na produção de conteúdo sobre autismo, neurodivergência e saúde mental. A causa da morte não foi divulgada.

    Morre aos 29 anos Fernanda Fialho, referência na defesa das pessoas autistas e neurodivergentes

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    Chuva forte provoca queda de árvores em diferentes pontos do estado e interdita a RJ-142, entre Casimiro de Abreu e Nova Friburgo

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    Chuva encobre a paisagem do Rio neste sábado (3), primeiro dia do fim de semana. Previsão aponta tempo fechado ao longo do dia e mudança nas condições climáticas no domingo (4), dia da eleição.

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    van de transporte escolar

    Vans e ônibus de transporte escolar vão poder usar faixas do BRS no Rio entre 11h e 14h

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    O Tribunal de Justiça do Rio recebeu crédito suplementar de R$ 462,8 milhões

    De Couto para Couto: governador reforça orçamento do Tribunal de Justiça em R$ 462,8 milhões

    Em mais uma edição do Diário Oficial, o Palácio Guanabara tem mais nomeação que exoneração

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    Exapicor, em Resende, foi um dos eventos contemplados com R$ 500 mil em patrocínio da Secretaria de Estado de Turismo em setembro.

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    Uruan, o ex-secretário que pode ter que restituir R$ 15,5 milhões

    Sob rolo compressor: TCE-RJ pauta julgamento que cobra R$ 15,5 milhões de ex-secretário por supostas irregularidades em obras de asfalto fino

    Hospital Geral da Japuíba, em Angra dos Reis: unidade está entre as estruturas de saúde afetadas pela situação financeira que levou à contratação emergencial de serviços pela prefeitura.

    Conta salgada de R$ 106 milhões faz atraso da Prefeitura de Angra levar a contrato emergencial para manter hospital funcionando

    Sede da Cedae, no Centro do Rio — companhia é alvo de questionamentos no TCE-RJ sobre a disputa pela licitação de R$ 89 milhões do Novo Guandu.

    Pule de dez? Disputa por licitação de R$ 89 milhões da Cedae para o Novo Guandu chega ao TCE

    O projeto da obra que vai ligara a Estrada da Posse à a Avenida Brasil, na Zona Oeste

    Luz no fim do túnel? Prefeitura do Rio autoriza cessão de contrato de R$ 212,9 milhões para obra de ligação viária na Zona Oeste, mas OECI permanece no negócio

    O deputado estadual Alan Lopes, autor da representação que levou o TCE-RJ a suspender a contratação do novo sistema estadual de bilhetagem sem licitação. Foto: Divulgação/Alerj.

    Após denúncia de deputado, possibilidade de contratação do novo sistema de bilhetagem do estado sem licitação é suspensa pelo TCE-RJ

    Campanhas eleitorais injetaram quase meio bilhão de reais na economia do estado em 2026

    Quem paga a conta? Campanhas no Rio já movimentam R$ 484,5 milhões, e 90% são recursos públicos

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    Há quem enxergue a crise recente no Supremo Tribunal Federal como um acidente. Um choque de egos. Uma divergência jurídica que saiu do controle. Talvez seja. Mas existe outra hipótese que merece atenção. E se nada disso tiver sido improvisado? André Mendonça não é um novato. Não chegou ontem ao Supremo. Conhece os ritos, conhece os colegas, conhece os limites e, principalmente, conhece as consequências de cada movimento dentro de uma Corte que vive sob tensão permanente. Por isso chama atenção o momento escolhido para determinados gestos e manifestações. Não apenas pelo conteúdo, mas pelo contexto. A data. O ambiente político. O início da gestão de Edson Fachin na presidência do tribunal. Tudo isso compõe um cenário que dificilmente pode ser tratado como coincidência. Fachin assume uma Corte fragmentada. Herdou um tribunal marcado por disputas internas, vazamentos, divergências públicas e uma exposição cada vez maior de suas próprias contradições. Não é segredo para ninguém que o Supremo atravessa uma crise de imagem.

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Início Política

Política

06/10/26 09:55
  • Redação Redação

Linha do tempo: da crise sucessória no Rio à disputa no TSE sobre os votos de Garotinho

Linha do tempo da disputa envolvendo sucessão no governo do estado

Linha do tempo de 2026 foi de disputa por mandato-tampão à "treta" envolvendo votos de Garotinho — Foto: Imagem gerada por IA

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Falar sobre o ano de 2026 no governo do estado do Rio não vai ser um tarefa muito fácil para os futuros historiadores. Desde o início do ano, a linha do tempo do Executivo fluminense inclui uma sucessão de episódios políticos e judiciais, que começou com a crise na linha sucessória para governador e chegou, agora, na discussão envolvendo os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) e a análise do TSE sobre a validade deles.

No primeiro semestre, o centro da controvérsia era quem iria comandar o Palácio Guanabara após a saída de Cláudio Castro (PL) e as mudanças na presidência da Assembleia Legislativa (Alerj). O PSD, partido de Eduardo Paes, levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionamentos envolvendo a eleição indireta para governador e a própria linha sucessória.

Nesse período, Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Alerj e entrou na linha sucessória, mas não chegou a assumir o governo do estado.

Disputa foi do mandato-tampão à candidatura de Garotinho

Meses depois, já durante a campanha eleitoral, a disputa judicial mudou de endereço e de objeto. A coligação de Eduardo Paes passou a atuar no processo de registro de candidatura de Garotinho, que acabou indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ).

O candidato do Republicanos recorreu ao TSE e permaneceu na disputa enquanto seu caso ainda estava pendente de uma definição definitiva.

O tema ganhou peso decisivo depois da votação para governador no último domingo (04). Douglas Ruas recebeu 4.271.199 votos, ou 49,27%, enquanto Eduardo Paes somou 3.706.984, equivalentes a 42,76%. Garotinho teve 274.411 votos, ou 3,17%.

A definição jurídica sobre esses 274 mil votos pode alterar a conclusão da eleição. Caso eles sejam definitivamente excluídos da base de votos válidos, Douglas passa a ter aproximadamente 50,9% dos votos considerados válidos, percentual suficiente, em tese, para uma vitória no primeiro turno.

Garotinho desistiu de recurso no TSE

Na segunda-feira (05), Garotinho apresentou pedido para desistir do recurso que tramita no TSE. A desistência, porém, não foi imediatamente homologada. O tribunal determinou a manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) antes de decidir sobre os efeitos do pedido.

Assim, uma disputa que começou com questionamentos sobre quem deveria ocupar o Palácio Guanabara chega ao pós-eleição com potencial para definir se haverá ou não segundo turno no Rio. O resultado proclamado nas urnas permanece condicionado ao desfecho dos processos relacionados ao registro de Garotinho e à validade de seus votos.

A LINHA DO TEMPO

  • Janeiro e fevereiro — começa a crise na sucessão estadual

Com a ausência de vice-governador, o afastamento de Rodrigo Bacellar da presidência da Alerj e o anúncio que Cláudio Castro deixaria o cargo para disputar as eleições, o futuro do comando do Executivo fica incerto.

  • 13 de março — PSD aciona o STF

O PSD leva ao Supremo Tribunal Federal questionamentos sobre as regras da eleição indireta para a escolha de um governador-tampão até as as eleições.

  • 23 de março — Cláudio Castro renuncia e Couto assume

Com a saída definitiva de Castro e sem vice-governador, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, passa a ocupar interinamente o Palácio Guanabara.

  • 27 de março — eleição indireta é suspensa

Em ação apresentada pelo PSD, o ministro Cristiano Zanin suspende a realização da eleição indireta na Assembleia Legislativa até decidir se a saída de Castro foi por renúncia ou cassação.

  • 17 de abril — Douglas Ruas assume a presidência da Alerj

Douglas Ruas é eleito presidente da Assembleia Legislativa. Apesar da posição na linha sucessória, não assume o governo do estado por conta do imbróglio judicial.

  • 24 de abril — STF mantém Ricardo Couto no governo

Zanin mantém Ricardo Couto no comando interino do estado até decisão sobre mandato-tampão. Posteriormente, o ministro Luiz Fux também rejeita pedido para que Douglas Ruas assuma o Palácio Guanabara.

  • 15 de agosto — começa a disputa judicial sobre Garotinho

Já durante a corrida de campanhas para as eleições de governador, a coligação de um dos candidatos, Eduardo Paes, atua na Justiça Eleitoral contra a candidatura de Anthony Garotinho.

  • 27 de agosto — TRE-RJ impõe restrições

Garotinho sofre uma primeira derrota no TRE-RJ, com restrições relacionadas ao uso de recursos eleitorais, propaganda e participação na campanha.

  • 11 de setembro — TRE-RJ indefere o registro

O Tribunal Regional Eleitoral indefere o registro de candidatura de Garotinho. A defesa recorre ao TSE.

  • 30 de setembro — Garotinho permanece na disputa

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, permite que Garotinho continue fazendo campanha e recebendo votos enquanto o recurso não é definitivamente julgado.

  • 1º de outubro — coligação de Paes pede urgência

A coligação de Eduardo Paes solicita ao TSE rapidez na análise do recurso e na definição sobre o registro de Garotinho.

  • 2 de outubro — situação dos votos é alterada

Floriano revoga a decisão anterior. Os votos destinados a Garotinho passam a ficar registrados como anulados sub judice, sujeitos ao resultado definitivo do processo.

  • 4 de outubro — resultado das urnas coloca questão jurídica no centro da eleição

Acontece o primeiro turno. Douglas Ruas recebe 4.271.199 votos (49,27%). Eduardo Paes recebe 3.706.984 votos (42,76%). Anthony Garotinho recebe 274.411 votos (3,17%).

  • Exclusão dos votos pode mudar o resultado

Caso os votos de Garotinho sejam definitivamente retirados da base de votos válidos, Douglas Ruas passa a aproximadamente 50,9%. Nesse cenário, o candidato do PL poderá ser considerado eleito governador no primeiro turno, afastando a realização de um segundo turno contra Eduardo Paes.

  • 5 de outubro — Garotinho pede desistência do recurso

Garotinho apresenta pedido de desistência no processo que tramita no TSE. A Corte não homologa imediatamente o pedido e determina que a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste.

  • TSE terá a palavra sobre o desfecho

A definição sobre os efeitos do processo de Garotinho e sobre a contabilização definitiva dos votos poderá determinar se o Rio terá segundo turno entre Douglas Ruas e Eduardo Paes ou se a eleição será encerrada ainda no primeiro turno.

Escrito por:

Redação Redação Ver publicações

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Comentários 1

  1. Reinaldo says:
    há 27 minutos

    Pela lei, a eleição já terminou no primeiro turno. A única possibilidade de não terminar no primeiro turno é o TSE declarar que o Garotinho está elegível e aí a candidatura é válida e os votos valem, somente se o candidato estiver elegível. Ainda não entendi que tipo de golpe o Eduardo Paes está querendo tramar, parte da imprensa está insinuando que é possível um golpe na legislação.

    Responder

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Rio

Inea derruba obra de ex-superintendente Renatinho Medeiros em Nova Friburgo; árvore ameaçada de extinção é encontrada no terreno

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Redação

06/10/2026 10:51

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) demoliu a obra irregular em Nova Friburgo ligada a Renatinho Medeiros, ex-superintendente da autarquia, em uma Área de Preservação Permanente no município. No terreno, os agentes encontraram exemplares da Araucária angustifólia, espécie de vegetação criticamente ameaçada de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

De acordo com o Inea, a constrição tinha três níveis; no local, foram construídos uma garagem, um quarto, uma cozinha e sala conjugados e um banheiro, além do esboço do que viria a ser uma área de lazer.

O ex-superintendente poderá responder, agora, pelo crime ambiental de construção dentro da Faixa Marginal de Proteção de Curso Hídrico. Além disso, o ex-gestor e outros envolvidos já respondem pelos crimes de: corrupção passiva (art. 317), corrupção ativa (art. 333), associação criminosa (art. 288), destruição ou degradação e ato ou omissão praticado por funcionário público em abuso de função.

Relembre o caso

O imóvel, de cerca de 150 metros quadrados, foi construído em uma área que deveria ser protegida por uma faixa de 30 metros em cada margem do córrego. Durante o período em que Renatinho era o responsável pela Superintendência Regional de Dois Rios, em Nova Friburgo, a área de proteção foi reduzida para apenas cinco metros.

Segundo o Inea, a alteração favoreceu a construção do imóvel. Porém, Renatinho não tinha competência para modificar a faixa de proteção. A atribuição seria da Diretoria de Licenciamento Ambiental do Órgão.

O superintendente foi nomeado durante o governo de Cláudio Castro (PL) pelo então secretário estadual do Ambiente e vice-governador, Tiago Pampolha — que hoje é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

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Política

PSOL do Rio contesta desistência de Garotinho em recurso no TSE

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Redação

06/10/2026 10:14

O PSOL-RJ contestou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite de segunda-feira (5), o pedido de desistência feito pela defesa de Anthony Garotinho (Republicanos) no recurso referente ao seu registro de sua candidatura. Segundo o partido, a medida tem como objetivo garantir que a Justiça Eleitoral defina os efeitos sobre o resultado do primeiro turno, e não uma decisão de um candidato.

Ainda na segunda, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, determinou que a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifeste sobre o pedido de desistência de Garotinho no recurso contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio.

Em uma nota pública, o PSOL fez uma crítica à demora da Justiça Eleitoral na análise do caso. Para o partido, os recursos sobre os registros de candidatura deveriam ter sido definidos antes da população ir às urnas. Para a legenda, com o fim do primeiro turno das eleições, não deve caber a um candidato retirar o recurso e, assim, definir o resultado do pleito.

Votos de Garotinho viraram ‘votos de minerva’ para definição da eleição

Garotinho recebeu 274.411 votos, equivalentes a 3,17% dos votos válidos para governador.

Douglas Ruas (PL) terminou o primeiro turno com 49,27%, enquanto Eduardo Paes (PSD) teve 42,76%. Caso os votos de Garotinho — que estão sob judice — sejam definitivamente retirados da base de votos válidos e ocorra uma nova totalização, Ruas ultrapassa os 50% necessários para a eleição em primeiro turno.

A definição, porém, ainda depende da decisão da Justiça Eleitoral sobre o pedido de desistência e dos efeitos sobre a totalização dos votos.

Com informações do portal “G1”.

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Política

Couto fica no banco, mas Casa Civil entra em campo e goleia nas nomeações, com destaque para as secretarias da Fazenda e da Mulher

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Redação

06/10/2026 09:35

O cenário no Palácio Guanabara mudou de ritmo em relação ao início da gestão interina. A sequência de exonerações deu lugar à recomposição das equipes, com uma série de nomeações. Nesta terça (06), sem assinar atos no Diário Oficial, o governador em exercício Ricardo Couto ficou zerado no placar, enquanto a Casa Civil concentrou as movimentações, com destaque para as secretarias de Fazenda e da Mulher.

Das 28 mudanças publicadas, 16 foram nomeações contra apenas 11 exonerações e uma anulação. O saldo confirma o ingresso em uma nova etapa de consolidação administrativa e preenchimento de quadros.

Fazenda e Mulher no topo dos novos reforços

O grande destaque do dia ficou por conta da Secretaria de Estado de Fazenda, que concentrou o maior volume de nomeações da rodada. Ao todo, foram seis reforços em cargos de assessoria e secretariado, sem registrar nenhuma baixa.

Já a Secretaria da Mulher e de Políticas Inclusivas passou por uma reorganização interna expressiva, com uma nomeação e três exonerações estratégicas nos quadros de liderança e assistência, preparando terreno para a reestruturação de suas coordenações.

Órgãos estaduais também são alvos de reorganização

A movimentação da Casa Civil também atingiu outras secretarias e autarquias do estado. No Detran-RJ, a publicação registrou quatro atos: Rafael Monteiro da Costa foi nomeado para a diretoria do VII Ciretran em Duque de Caxias, e houve ainda a nomeação para um cargo de assistente II. A autarquia também teve uma exoneração e tornou sem efeito um desligamento publicado anteriormente.

A alta cúpula da administração direta também recebeu reforços importantes. A Controladoria Geral do Estado (CGE) e a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão garantiram o reforço de novos assessores para cargos de nível superior, visando fortalecer a gestão interna e o controle de processos. No setor de infraestrutura e serviços, o Detro-RJ e a Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade incorporaram novos assistentes II em seus quadros administrativos.

Em contrapartida, as adequações e baixas da jornada ficaram concentradas em órgãos operacionais específicos. No Instituto Estadual do Ambiente (Inea), dois servidores deixaram cargos de chefia e apoio regional.

O setor de tecnologia e o atendimento ao trabalhador também passaram por enxugamento: o Proderj registrou a saída de dois assessores, enquanto a Secretaria do Trabalho e Renda oficializou o desligamento de três profissionais de apoio administrativo.

A dinâmica geral confirma que a Casa Civil assumiu o controle do ritmo de nomeações para acelerar a montagem das equipes estaduais.

COM FÁBIO MARTINS. 

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Política

Quaquá nomeia Pansera como seu chefe de gabinete e exonera servidora ligada ao presidente da Câmara de Maricá, seu novo rival

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Duda Goulart

06/10/2026 09:20

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), anunciou, na última segunda-feira (05), que o ex-deputado federal Celso Pansera (PT) é seu novo chefe de gabinete. Ele substitui Dayrlene Costa, ligada ao grupo do presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Aldair de Linda (PT).

A mudança acontece após um racha entre o prefeito e Aldair durante a reta final da corrida eleitoral.

Pansera já ocupou cargos na cidade, inclusive no mandato de Quaquá. O último deles foi como presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar); ele saiu para concorrer a deputado federal nas eleições de 2026. Conseguiu 36.045, mas ficou como suplente.

Ele também já foi diretor-presidente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM) e, em nível nacional, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, além de deputado federal.

Candidatura de filho do presidente da Câmara de Maricá virou treta entre Quaquá e Aldair

A mudança vem em meio a tensões nos bastidores da política municipal do Partido dos Trabalhadores em Maricá. O filho de Aldair de Linda, Allyson Elias (PT), concorria nas eleições como deputado estadual, junto a Zeidan (PT). Quaquá teria orientado vereadores da base a direcionarem seu apoio à candidatura de Zeidan (PT), abandonando Allyson.

Aldair acusou Quaquá de estar por trás de tudo e chegou a afirmar que Maricá vivia “uma ditadura”.

E as tretas do prefeito não param por aí: ainda na cidade, outro ex-aliado, Fabiano Horta (PT), conquistou mais do que o triplo de votos de Diego Quaquá (PT), filho do prefeito. Os dois também conquistaram vagas na Câmara dos Deputados, mas o clima em Maricá parece ficar cada vez mais tenso.

Estagiária sob supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.

 

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Política

Campanhas eleitorais no Rio gastaram milhões em ‘palanque virtual’, mas impulsionamento de postagens não foi suficiente para eleger candidatos 

Foto de Lívia Mendonça
Lívia Mendonça

06/10/2026 08:39

O investimento pesado nas redes sociais, que se transformaram em palanques — virtuais —, não foi suficiente para garantir uma cadeira nas eleições deste domingo (04) para alguns candidatos do Rio. Dados declarados à Justiça Eleitoral mostram que candidatos derrotados para a Câmara dos Deputados, Alerj e Senado destinaram valores expressivos exclusivamente à rubrica de impulsionamento de conteúdos.

O caso que mais chama atenção é o de Flávio Ganem (União), candidato a deputado federal que declarou R$ 963 mil em despesas com impulsionamento, o equivalente a aproximadamente 47% de todos os gastos da campanha. Só no Facebook foram R$ 933 mil, mas, mesmo com quase R$ 1 milhão destinado às redes sociais, Ganem não conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados.

Outro investimento elevado foi o de Marcos Braz (PSDB). Candidato a deputado federal, o ex-vereador destinou R$ 573 mil ao impulsionamento de conteúdos, dos quais R$ 572,5 mil foram pagos à DLocal, empresa utilizada para pagamentos de publicidade digital.

O ex-vereador também não conseguiu uma das 46 cadeiras do Rio na Câmara

Campanhas para o Senado também investiram alto

A derrota nas urnas também atingiu campanhas de alto investimento digital na disputa pelo Senado, como é o caso de Benedita da Silva (PT), que terminou a eleição em terceiro lugar, com 3.220.682 votos (20,22%), atrás dos eleitos Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL). A campanha da petista declarou R$ 408 mil em impulsionamento de conteúdos nos dados mais recentes disponíveis.

Outro que também foi derrotado na corrida pelas duas vagas ao Senado foi Pedro Paulo (PSD, que investiu R$ 350 mil em impulsionamento. O deputado federal terminou em quarto lugar, com 1.904.296 votos (11,96%). Segundo os dados de prestação de contas compilados a partir do TSE, o valor de R$ 350 mil havia sido integralmente pago pela campanha até o último registro disponível.

Já a campanha de Mônica Benício (PSOL), quinta colocada para o Senado, com 1.538.413 votos (9,66%), investiu R$ 50 mil em impulsionamento de conteúdos, pagos ao Facebook.

Os números consideram especificamente a categoria “Despesa com impulsionamento de conteúdos” declarada pelas campanhas à Justiça Eleitoral. A rubrica não inclui outros gastos digitais, como contratação de agências, produção de vídeos, equipes de comunicação, pesquisas ou serviços de consultoria.

Os valores ainda podem sofrer atualizações, retificações ou inclusão de despesas na prestação final das campanhas.

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Política

Dinheiro não faltou. Voto, sim: candidatos que receberam milhões para a campanha não conseguiram vaga na Câmara, Alerj e Senado

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Redação

06/10/2026 07:49

Dinheiro em caixa não foi garantia de mandato nas eleições de 2026 no Rio. O cruzamento dos resultados das urnas com os dados declarados pelas campanhas ao DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra uma série de candidatos que recebeu mais de R$ 1 milhão durante a disputa, mas terminou a corrida eleitoral sem uma vaga na Câmara, Alerj e Senado.

Na eleição para a Câmara dos Deputados estão alguns dos casos de maior volume financeiro:

  • Daniela Carneiro, do Republicanos, aparece com R$ 3,25 milhões em receitas de campanha;
  • Lenir Morais, do PP, recebeu R$ 3,1 milhões;
  • Julio Lopes, também do PP, R$ 3,097 milhões;
  • Isabel Gomes, do mesmo partido, R$ 3,086 milhões.

Nenhum deles ficou entre os 46 deputados federais eleitos pelo Rio.

Também ficaram fora Martha Rocha (PDT), cuja campanha registrou R$ 3,037 milhões; Laís Jordy (PL), com R$ 3 milhões; Max Lemos (União), com R$ 2,9 milhões; Bernardo Rossi (União), também com cerca de R$ 2,9 milhões; Rosângela Gomes (Republicanos), com R$ 2,84 milhões; e Otoni de Paula (PSD), que recebeu R$ 2,5 milhões.

No Senado e Alerj o caixa também foi grande, mas a cadeira não veio

A mesma situação se repetiu na disputa pelo Senado. Pedro Paulo, do PSD, teve R$ 3 milhões em receitas registradas; Marcos Dias, do Podemos, R$ 2,22 milhões; Marcelo Crivella, do Republicanos, R$ 1,57 milhão; e Waguinho, também do Republicanos, R$ 1,34 milhão. Todos ficaram fora das duas vagas em disputa.

Na eleição para deputado estadual, o levantamento também identifica campanhas que ultrapassaram a marca de R$ 1 milhão e não conquistaram vaga na Assembleia Legislativa. Entre elas estão Márcio Correia de Oliveira (União), com R$ 1,17 milhão; Alessandra Gomes de Oliveira (PSDB), com R$ 1,125 milhão; Josemar Pinheiro de Carvalho (PSOL), com R$ 1,113 milhão; e Maria da Penha Bernardes (União), com R$ 1,064 milhão.

Os valores correspondem às receitas informadas pelas próprias campanhas à Justiça Eleitoral e disponíveis no DivulgaCand. Eles incluem recursos públicos dos fundos eleitoral e partidário, doações privadas, recursos próprios e outras fontes previstas na legislação eleitoral.

O levantamento mostra que, embora o financiamento seja um componente importante de uma campanha, volumes elevados de recursos não necessariamente se transformaram em votos suficientes para garantir uma cadeira.

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Berenice Seara

Família Quaquá perde para antigos aliados dentro de casa; Horta tem o triplo dos votos de Diego em Maricá

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Berenice Seara

06/10/2026 07:19

Washington Quaquá não saiu derrotado das urnas neste domingo (4). Longe disso. O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT elegeu o filho deputado federal, viu a ex-mulher renovar o mandato na Assembleia Legislativa e continuará sendo um dos principais líderes políticos do estado. Além de um personagem de peso na direção nacional do partido.

Mas, dentro de casa…

Diego Quaquá (PT) conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados com 68.798 votos. Em Maricá, porém, recebeu apenas 16.304. Quem passeou pelas urnas da cidade foi Fabiano Horta (PT), ex-prefeito, antigo aliado e hoje um desafeto: foram 50.396 votos.

É mais do que o triplo.

A diferença entre os dois chegou a 34.092 votos justamente na cidade que concentra o poder político construído por Quaquá ao longo de quase duas décadas. Horta governou Maricá por oito anos, de 2017 a 2024, sucedendo o próprio Quaquá. Diego foi seu vice no segundo mandato. Mas romperam.

No estado, Horta também ficou na frente: recebeu 82.902 votos, contra os 68.798 de Diego.

A expectativa do grupo de Quaquá era colocar o rebento entre os três petistas mais votados para a Câmara no Rio. Ele terminou em quinto lugar entre os seis eleitos.

E quem apareceu no topo foi justamente Lindbergh Farias, adversário de Quaquá nas disputas internas do PT e protagonista da recente briga pelo número 1313, que acabou entregue a Diego. Lindbergh recebeu 181.768 votos. Depois vieram Marcelo Freixo, com 172.969, Anielle Franco, com 149.726, e Fabiano Horta. Só então apareceu Diego, seguido por Nísia Trindade, com 67.350.

O resultado de Anielle também tem seu tempero. Ela e Quaquá já protagonizaram embates públicos dentro do partido e foi justamente a ex-ministra quem ocupou o lugar entre os três primeiros que o grupo do prefeito esperava ver reservado ao filho.

Nem Lula escapou das urnas implacáveis de Maricá

A votação para presidente acrescentou outro número incômodo ao domingo petista.

Flávio Bolsonaro (PL) venceu Lula (PT) em Maricá. O senador do PL recebeu 69.193 votos, ou 49,82% dos válidos, contra 59.972, ou 43,18%, de Lula. A diferença passou de 9 mil votos na cidade comandada pelo coordenador da campanha do presidente à reeleição.

E não é a primeira vez.

Em 2022, quando Lula voltou à Presidência da República, Bolsonaro (neste caso, o Jair) também ganhou em Maricá. No segundo turno, o adversário do PT teve 51,74% dos votos válidos, contra 48,26% de Lula.

A peculiaridade é que, naquele mesmo ano, Washington Quaquá foi disparado o candidato a deputado federal mais votado no município, com 29.766 votos.

Ou seja: Maricá pode ser o principal enclave municipal do PT no estado, governado pelo partido desde 2009. Mas seu eleitor já demonstrou, mais de uma vez, que não segue o que o seu líder político mandar.

A briga chegou também à Alerj

Outro antigo aliado apareceu no caminho da família Quaquá na eleição para a Assembleia Legislativa.

Allyson Elias (PT), filho do presidente da Câmara Municipal de Maricá, Aldair de Linda (PT), recebeu 16.256 votos na cidade. Zeidan (PT), ex-mulher de Quaquá e mãe de Diego, teve 15.183.

A diferença foi pequena — 1.073 votos —, mas carregada de história recente.

Na reta final da campanha, vereadores e lideranças da base municipal retiraram apoio a Allyson e passaram para Zeidan. Aldair reagiu publicamente e acusou Quaquá de estar por trás da debandada. Chegou a afirmar que Maricá vivia uma ditadura. Quaquá divulgou seus candidatos a deputado estadual sem incluir Allyson.

A urna resolveu à sua maneira: os dois foram eleitos.

Mas a trégua não veio com a vitória. Na comemoração de Allyson, Aldair voltou a atacar Quaquá; o prefeito respondeu nas redes sociais dizendo que havia se livrado das “cangalhas”. Para dois grupos que até recentemente estavam do mesmo lado, a reconciliação parece não ter entrado na apuração.

A turma não chegou inteira

Quaquá trabalhou para eleger um grupo mais amplo de aliados, e nem todos conseguiram atravessar a linha.

O ex-ministro Celso Pansera, parceiro de partido e de governo em Maricá, uma das grandes apostas do prefeito, ficou com 36.045 votos e em décimo lugar na lista dos candidatos do PT à Câmara dos Deputados. Quarto suplente. Dimas Gadelha (PT), que tentava reeleição também com o apoio de Quaquá, recebeu 45.520 votos e ficou com a terceira suplência.

Adilson Pires (PT) teve destino melhor. Com 42.467 votos, não esteve entre os campeões da Alerj, mas garantiu uma cadeira na próxima legislatura.

Zeidan também assegurou o quarto mandato, com 43.115 votos no estado. Portanto, apesar dos percalços, a família política de Quaquá terá representantes tanto em Brasília quanto no Palácio Tiradentes.

 

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Transparência

De Couto para Couto: governador reforça orçamento do Tribunal de Justiça em R$ 462,8 milhões

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Redação

06/10/2026 07:00

O governo do estado publicou no Diário Oficial a liberação de um crédito suplementar de R$ 462,8 milhões ao orçamento do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), na rubrica de pessoal e encargos sociais. De acordo com o estado, o crescimento das receitas em 2026 abriu espaço para o reforço no caixa do tribunal.

Ainda segundo o governo, a Receita Corrente Líquida (RCL), estimada em R$ 91,8 bilhões no fim de 2025, já havia superado os R$ 100 bilhões em meados deste ano — e é esperado que a arrecadação continue crescendo e possa superar R$ 114 bilhões até dezembro.

O governo destacou que a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece para o Judiciário estadual o limite de despesa total com pessoal equivalente a 6% da Receita Corrente Líquida. Em termos simples, quanto maior a RCL, maior, em valores absolutos, é o teto previsto pela LRF. O argumento do estado é, portanto, que o aumento da receita ampliou a margem existente dentro desse limite e permitiu reforçar a dotação destinada ao tribunal. A íntegra da nota do governo está publicada ao fim da reportagem.

A explicação responde como pode existir espaço fiscal para a suplementação, mas não esclarece, porém, por que ela se tornou necessária. Os 6% previstos na LRF constituem um limite máximo de despesa com pessoal, e não uma obrigação de utilização de todo o espaço disponível. O crescimento da RCL pode aumentar a distância em relação ao teto legal, mas isso, isoladamente, não demonstra a necessidade de acrescentar R$ 462,8 milhões ao orçamento do Judiciário.

Esse ponto não foi esclarecido na manifestação do estado. A resposta não informa qual despesa provocou a insuficiência da dotação originalmente aprovada para 2026. Não diz, por exemplo, se o reforço está relacionado ao pagamento ordinário de servidores e magistrados, reajustes, gratificações, progressões, retroativos, aposentadorias, encargos, novas contratações ou outra obrigação. Também não informa qual era a dotação inicial, quanto dela já foi empenhado e qual é a projeção de despesas até dezembro.

Há ainda uma diferença conceitual importante nos números apresentados. A nota começa tratando da Receita Corrente Líquida, indicador utilizado pela LRF para calcular o limite de despesa com pessoal, mas posteriormente afirma que a “arrecadação do estado” poderá superar R$ 114 bilhões. Arrecadação total e Receita Corrente Líquida não são necessariamente a mesma coisa. Para relacionar a projeção de R$ 114 bilhões ao limite de 6%, seria necessário esclarecer se esse valor também corresponde à RCL calculada segundo as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O governo informou ainda que, com o aumento das receitas, outros órgãos e entidades também passaram a avaliar reforços ou antecipações de dotações para despesas previstas em seus orçamentos. A informação indica que a movimentação não estaria necessariamente restrita ao Judiciário, mas também não responde à questão específica do TJ: qual despesa concreta tornou necessária uma suplementação de R$ 462,8 milhões na rubrica de pessoal e encargos sociais?

Assim, a resposta do estado apresenta uma justificativa para a existência de fonte de recursos e de margem em relação ao limite da LRF, mas não explica a origem da necessidade de quase meio bilhão de reais adicionais na dotação do tribunal. Também é importante destacar que a abertura de crédito suplementar representa autorização orçamentária adicional; o impacto efetivo sobre as contas dependerá da execução desses recursos.

A questão central, portanto, permanece sem resposta: por que a dotação de pessoal e encargos sociais aprovada para o Tribunal de Justiça em 2026 tornou-se insuficiente e quais despesas justificam os R$ 462,8 milhões adicionais?

O que diz o estado sobre o crédito suplementar ao Tribunal de Justiça

Segue a íntegra da nota do governo do estado:

“O orçamento do Judiciário para despesas com pessoal e encargos sociais considera o limite de 6% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado, conforme estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Para o exercício de 2026, foi estimada, ao final de 2025, uma RCL de R$ 91,8 bilhões. Por medidas adotadas pela atual gestão do Governo do Estado, em meados de 2026 a arrecadação do Estado superou a estimativa inicial, alcançando mais de R$ 100 bilhões. Esse aumento da receita, de aproximadamente R$ 9 bilhões em relação à previsão inicial, ampliou a margem para adequações orçamentárias, inclusive para o reforço das dotações destinadas ao Poder Judiciário, que poderá contar com crédito suplementar de R$ 462,8 milhões.

Por consequência do incremento da receita do Estado, devido às medidas adotadas pela atual gestão, outros órgãos e entidades também passaram a avaliar a necessidade de reforço ou antecipação de dotações para despesas já previstas em seus respectivos orçamentos. Essas medidas permitem adequar a execução orçamentária à evolução efetiva da arrecadação, sempre observados os critérios legais e a disponibilidade de recursos. A expectativa do Governo do Estado é de que a arrecadação continue crescendo e possa superar R$ 114 bilhões até o final do exercício, contribuindo para o equilíbrio das contas públicas”.

Quais foram as perguntas feitas ao governo do estado

A partir da análise do decreto estadual nº 50.480, de 18 de setembro de 2026, publicado no Diário Oficial de 21 de setembro, e da nota técnica da subsecretaria de Orçamento da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) que fundamenta o decreto, identificamos a abertura de um crédito suplementar de R$ 462,8 milhões para o Tribunal de Justiça, destinado à ação “Pessoal e Encargos Sociais – TJ”.

A nota técnica informa que os recursos são provenientes de excesso de arrecadação e vincula o crédito ao processo SEI-120001/002315/2026.

Para esclarecer a operação, solicitamos o posicionamento do governo sobre os seguintes pontos:

1. Por que o governo do estado autorizou um crédito suplementar de R$ 462,8 milhões para o Tribunal de Justiça? Qual foi a necessidade apresentada pelo TJ?
2. Para quais despesas específicas serão destinados os R$ 462,8 milhões, já que o crédito está registrado como “Pessoal e Encargos Sociais – TJ”?
3. O governo informa que os recursos são provenientes de excesso de arrecadação. Qual receita apresentou arrecadação acima do previsto e quanto desse excesso permitiu a abertura do crédito para o TJ?
4. O valor de R$ 462,8 milhões será utilizado ainda em 2026? Há previsão de novas suplementações para o tribunal até o fim do ano?
5. O governo pode disponibilizar a justificativa e a memória de cálculo apresentadas pelo Tribunal de Justiça no processo SEI-120001/002315/2026, que fundamentaram o pedido dos R$ 462,8 milhões?

COM FÁBIO MARTINS

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Política

Rick Azevedo, Anielle Franco e Rueda: saiba quem são as 24 novas caras da bancada do Rio na Câmara dos Deputados

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Gabriele Maia

05/10/2026 20:31

A bancada do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados também vai mudar de perfil a partir de 2027. A eleição deste domingo (04) levou para Brasília nomes que vêm de trajetórias bastante diferentes: há quem tenha construído carreira no Executivo municipal, quem tenha ficado conhecido nas redes sociais e até quem deixou recentemente um ministério.

Entre os eleitos, também estão políticos que já ocuparam uma cadeira na Câmara e agora retornam ao Congresso, além de nomes que deixam prefeituras para estrear na política federal.

Confira, a seguir, quem são esses nomes, em ordem de votação, e conheça a trajetória de cada um:

1. Rick Azevedo (PSOL) — 191.371 votos

A discussão sobre a escala 6×1 transformou Rick Azevedo em um dos nomes mais conhecidos da nova esquerda nas redes sociais. Antes da política, ele trabalhava como balconista de farmácia e criou o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que ganhou alcance nacional ao defender a redução da jornada semanal.

Em 2024, foi eleito vereador do Rio pelo PSOL. Dois anos depois, deixou a Câmara Municipal para conquistar uma cadeira em Brasília com a segunda maior votação entre os deputados federais eleitos no estado.

2. Freixo (PT) — 172.969 votos

Marcelo Freixo está longe de ser um novato na política federal. Ele volta à Câmara depois de já ter exercido dois mandatos como deputado federal e de ter passado pela Assembleia Legislativa do Rio. E foi na Alerj que ganhou projeção nacional ao presidir, em 2008, a CPI das Milícias.

Freixo também disputou duas vezes a Prefeitura do Rio e uma vez o governo do estado. Agora, retorna ao Congresso pelo PT.

3. Rueda (União Brasil) — 155.836 votos

Presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda construiu sua carreira principalmente nos bastidores partidários, com influência sobre articulações no Congresso e dentro da própria legenda. Ele contou com o forte apoio político de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, e concentrou parte expressiva de sua votação na Baixada Fluminense.

4. Anielle Franco (PT) — 149.726 votos

Depois do assassinato de sua irmã, a vereadora Marielle Franco, em 2018, Anielle recebeu reconhecimento internacional por atuar publicamente na defesa de pautas relacionadas à igualdade racial e aos direitos humanos.

Em 2023, assumiu o Ministério da Igualdade Racial no governo Lula, cargo que ocupou até abril deste ano.

5. Delegado Felipe Curi (PP) — 133.626 votos

Felipe Curi é delegado e foi secretário estadual de Polícia Civil durante a gestão de Cláudio Castro (PL). Ele estava no comando da corporação quando ocorreu a Megaoperação Contenção, nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro de 2025, que terminou com 122 mortos.

6. Manoela Peres (PL) — 117.648 votos

Manoela Peres foi prefeita de Saquarema, na Região dos Lagos, por dois mandatos e recebeu forte aprovação popular.

7. Julia de Castro (PL) — 103.880 votos

Aos 24 anos, Julia de Castro entra para a bancada fluminense como uma das representantes da nova geração da direita. Influenciadora, ela ocupa a vice-presidência nacional do “PL Jovem” e ganhou projeção com conteúdo político “antifeminista” nas redes sociais. Sua candidatura contou com o apoio de Nikolas Ferreira (PL-MG).

8. Elias Jabbour (PCdoB) — 103.219 votos

Elias Jabbour é geógrafo e professor associado de economia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Entre 2023 e 2024, trabalhou em Xangai como assessor especial e consultor sênior da presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, instituição financeira dos Brics. No Rio, presidiu o Instituto Pereira Passos por cerca de um ano.

9. Diogo Balieiro Diniz (PL) — 102.026 votos

Foi prefeito de Resende por dois mandatos consecutivos, de 2017 a 2024. Na reeleição, em 2020, recebeu 82,57% dos votos válidos. Durante os oito anos no comando do município, ficou associado a projetos em diferentes áreas da administração, entre eles a criação do Hospital Veterinário Municipal 24 horas.

10. Rafael Satiê (PL) — 91.074 votos

Vereador do Rio em primeiro mandato, Rafael Satiê construiu boa parte de sua projeção política nas redes sociais. De perfil conservador, ele se apresenta como um “negro de direita” e mantém uma atuação política alinhada à família Bolsonaro.

11. Renato Cozzolino (PP) — 84.516 votos

Renato Cozzolino foi prefeito de Magé por dois mandatos e, em 2024, foi reeleito para o cargo com 88,74% dos votos válidos. Antes disso, exerceu dois mandatos como deputado estadual, entre 2015 e 2020. Ligado a uma família tradicional da política da região, ele agora volta ao Legislativo, desta vez em Brasília.

12. Fabiano Horta (PT) — 82.902 votos

Prefeito de Maricá por dois mandatos, entre 2017 e 2024, ele ficou associado a políticas municipais que ganharam repercussão fora do estado, como a tarifa zero nos ônibus municipais, os chamados “vermelhinhos”, e a moeda social Mumbuca.

13. Poubel (PL) — 81.960 votos

Filippe Poubel teve dois mandatos na Alerj e ganhou notoriedade por ações de fiscalização e pela atuação em pautas relacionadas à segurança pública. Entre os projetos dos quais participou está o chamado Estatuto das Blitzes.

14. Wladimir Garotinho (PL) — 81.797 votos

Filho do ex-governador Anthony Garotinho, Wladimir Garotinho comandou Campos dos Goytacazes por dois mandatos consecutivos. A família mantém uma longa trajetória política no Norte Fluminense, região onde o ex-prefeito construiu sua principal base eleitoral.

15. Douglas Gomes (PL) — 80.310 votos

Foi o vereador mais votado do PL na cidade de Niterói por defender pautas conservadoras e chegou a ocupar uma cadeira na Alerj como suplente.

16. Márcio Rezende (PSD) — 75.148 votos

Márcio Rezende fez parte da administração municipal de Macaé como secretário de Infraestrutura durante a gestão do irmão, o prefeito Welberth Rezende (PSD).

17. Leniel Borel (PP) — 72.658 votos

A defesa dos direitos das crianças se tornou a principal bandeira pública de Leniel Borel após a morte de seu filho Henry Borel, de 4 anos, em 2021. Depois do caso, ele passou a atuar na discussão sobre violência infantil e se elegeu vereador do Rio de Janeiro.

18. Luis Carlos Gomes (Republicanos) — 70.331 votos

Radialista, pastor e presidente estadual do Republicanos no Rio, Luis Carlos Gomes já passou pela Câmara dos Deputados. Na legislatura anterior, exerceu o mandato como suplente de Rosângela Gomes. Desta vez, foi eleito diretamente pelo eleitorado fluminense para ocupar uma cadeira titular na Casa.

19. Diego Quaquá (PT) — 68.798 votos

Diego Quaquá é presidente estadual do PT e tem sua trajetória política fortemente ligada a Maricá. Foi vice-prefeito da cidade e também secretário municipal de Economia Solidária. Filho do prefeito Washington Quaquá e da deputada estadual Zeidan.

20. Marcio Ribeiro (PSD) — 67.989 votos

Vereador do Rio em segundo mandato, Marcio Ribeiro atua como líder do governo de Eduardo Cavaliere na Câmara Municipal. Antes de chegar ao Legislativo, foi subprefeito da Grande Tijuca.

21. Thiago Gagliasso (PL) — 67.700 votos

Thiago Gagliasso — conhecido nacionalmente por ser irmão do ator Bruno Gagliasso — troca a Alerj pela Câmara dos Deputados. Eleito deputado estadual em 2022, construiu sua atuação política a partir de posições conservadoras e forte presença nas redes sociais.

Na campanha deste ano, Thiago recebeu apoio de Nikolas Ferreira (PL-MG).

22. Nísia Trindade (PT) — 67.350 votos

Nísia Trindade chega à Câmara depois de uma carreira construída na ciência e na gestão pública. Pesquisadora da Fiocruz, ela presidiu a instituição durante a pandemia de Covid-19 e, em 2023, tornou-se a primeira mulher a comandar o Ministério da Saúde, onde permaneceu até março de 2025.

23. Jorge Miranda (PL) — 67.298 votos

Jorge Miranda foi prefeito de Mesquita por dois mandatos, entre 2017 e 2024. Começou sua trajetória eleitoral pelo PSDB e posteriormente migrou para o PL. A cidade que administrou por oito anos também foi seu principal reduto eleitoral na disputa pela Câmara dos Deputados, concentrando parte expressiva de sua votação.

24. Talita Galhardo (PSDB) — 46.780 votos

Vereadora do Rio e ex-subprefeita de Jacarepaguá, Talita Galhardo ganhou projeção principalmente nas redes sociais, com vídeos sobre segurança pública e criminalidade na Zona Oeste.

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Política

Até na vitória, os ‘melhores inimigos’ do PT de Maricá entram em guerra. Quaquá é ‘saudado’ com palavrão e diz que ‘se livrou das cangalhas’

Foto de João Arruda
João Arruda

05/10/2026 18:48

Nem a vitória, ou melhor, as vitórias, nas urnas sossegam o clima político em Maricá. Na festa por ter conquistado a vaga de deputado estadual, Allyson Elias (PT) viu seu pai, o presidente da Câmara dos Vereadores, Aldair de Linda, criticar duramente o prefeito Washington Quaquá (PT), a quem acusou de ter ganhado a eleição passada “viajando, sem fazer um comício”.

Até não muito tempo atrás eram todos aliados. Mas informações de bastidores dão conta de que Quaquá orientou vereadores da base a direcionarem seu apoio à candidatura de Zeidan (PT), abandonando Allyson. Fato é que os dois candidatos do partido se elegeram. Mas isso diminuiu a treta? Parece só ter aumentado…

Antes mesmo de as urnas serem abertas, Aldair já estava esbravejando contra Quaquá. Ele se dirigiu aos vereadores que supostamente teriam pulado do barco da candidatura de Allyson batendo duro no aliado/adversário.

“Entendo vocês. Sei que não é da vontade de vocês deixar de apoiar meu filho […] Mas entendo. Hoje em Maricá a gente não vive uma democracia, a gente vive uma ditadura”.

Já na hora da festa de Allyson, apoiadores criaram aquele “clima ameno” de arquibancada ao gritar: “Ei, Quaquá, vai…”. Sabemos que o pelotão da torcida organizada Raça Rubro-Negra apoiou o deputado eleito. Agora, se eles influenciaram nas “palavras de ordem”, não dá para afirmar. Mas que o coro estava ensaiadinho, ah, isso estava.

Acha que ainda está pouco de treta? Washington Quaquá queria muito eleger o filho, Diego (PT), deputado federal. Para isso, segundo os bastidores da política de Maricá, teria tentado convencer seu então aliado, Fabiano Horta (PT), a sair candidato a senador. Fabiano não ouviu o canto da sereia e resolveu que ia concorrer à Câmara dos Deputados. Inevitavelmente, disputando território com o filho seu aliado. Podia dar bom? Até podia, tanto que deu. Os dois foram eleitos. Sinal de paz em Maricá? Pelo retrospecto, complicado de afirmar…

Tanto que ontem, no fim da tarde, Washington Quaquá gravou um vídeo, sem citar nomes, dizendo que se livrou das “más companhias”.

“Me livrei das cangalhas que eu tinha que carregar. Que vinham cheias de esgoto. Esse turma que só quer mamar na teta vai se ferrar”, atacou o prefeito, que disse estar “melhor só do que mal acompanhado”.

 

Washington Quaquá conseguiu eleger o filho, Diego, e disse que "se livrou das cangalhas"
Washington Quaquá conseguiu eleger o filho, Diego, e disse que “se livrou das cangalhas”. Foto: Reprodução

A propósito, Allyson Elias, aquele lá do começo do texto, tem 32 anos e é empresário. Na Justiça Eleitoral, declarou-se quilombola. Ele é neto de Romilda Nunes, notória figura política e vereadora de Maricá, que ficou conhecida como Dona Linda.

O que diz o prefeito de Maricá, Washington Quaquá

A assessoria de imprensa do prefeito de Maricá enviou posicionamento oficial sobre a reportagem. Eis a íntegra da nota:

“Quem levou os vereadores para apoiar o Alysson fui eu. Tirei os que eu mesmo trouxe, depois que vimos que ele estava fazendo campanha fora do combinado. Tiro um peso das minhas costas e uma erva daninha de dentro da máquina pública”

Mas o rompimento fará bem para Maricá e para o nosso governo”

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