A paz voltou a reinar — pelo menos por enquanto — no Reino de Maricá. O prefeito da cidade e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, e o deputado estadual eleito André Ceciliano (PT) deixaram as rusgas de lado e agora estão juntos na pré-campanha pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (28), Quaquá chamou Ceciliano de futuro líder da bancada petista e foi além: apresentou o antigo desafeto como “nosso candidato a presidente da Alerj”.
“Somos amplos, somos do diálogo, somos da política. Nós queremos fazer uma política ampla no Rio de Janeiro, e o nome que vai liderar a bancada do PT na Assembleia Legislativa para todas as negociações, visando à presidência e à mesa diretora, chama-se André Ceciliano. Então tem todo o meu apoio”, disse Quaquá.
A declaração tem peso político. Afinal, nem sempre Quaquá e Ceciliano estiveram do mesmo lado nas disputas internas do PT. As divergências entre os dois chegaram justamente aos preparativos para a sucessão no comando da Alerj — e o mandachuva de Maricá chegou a acompanhar, nos bastidores, a ideia do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) de lançar o nome de Adilson Pires como alternativa à candidatura do ex-presidente da Casa.
Ceciliano retribuiu os rapapés de Quaquá.
“Estou dizendo aqui para o meu eterno presidente, que a gente precisa ter unidade no Rio de Janeiro. Que o estado precisa e o que o Brasil precisa. Então, aqui é uma demonstração de que a gente vai olhar pra frente e eu quero que ele capitaneie essa caminhada até a presidência da Assembleia”, disse Ceciliano. “Não conversei com ninguém; primeiro eu vim aqui conversar com ele. Para ele dar a direção, para que a gente possa iniciar as conversas com os partidos aliados e com os parlamentares da Assembleia Legislativa”.
Agora, o novo cenário favorece Ceciliano
Depois da reeleição do presidente Lula, porém, Ceciliano ganhou força na corrida pela presidência da Alerj.
O deputado eleito é um dos políticos do Rio mais próximos do presidente da República e é muito bem relacionado na Assembleia. Voltou à casa nas eleições de outubro e passou a ocupar uma posição central nas articulações para a próxima legislatura.
O apoio público de Quaquá representa mais do que uma reconciliação pessoal.
Se o PT unir forças, e conseguir atrair novos e antigos aliados, as chances de Ceciliano crescem.
E muito.




















































