Foi só o governador eleito Douglas Ruas (PL) dizer que vai meter a colher na eleição da mesa diretora da Câmara do Rio para o povo do velho Palácio Pedro Ernesto passar a girar em modo turbo.
Wilian Coelho (Avante), que há anos sonha com a presidência da casa, já se lançou na disputa com Jorge Felippe (PP) — o preferido de Ruas — pela escolha da direita. Eleito suplente, Felippe vai se tornar titular quando Leniel Borel (PP), que no último dia 4 conquistou uma vaga de deputado federal, renunciar à sua cadeirinha na Cinelândia.
Resta saber se isso acontece a tempo de Felippe, ex-presidente da casa, estar em condições de tentar a volta. A eleição é em dezembro. Leniel Borel, que só toma posse como deputado no ano que vem, não está disposto a renunciar antes do prazo. Coisas da política…
Hoje, Wilian Coelho ocupa a vice-presidência. Mas há tempos não esconde que está de olho no primeiro posto da casa.
Só que, para chegar lá, vai ter que derrotar Carlo Caiado (PSD), candidato dos governistas e uma unanimidade entre os colegas — e ainda torcer para Felippe, que goza de prestígio com o futuro governador, naufragar no calendário.
A trajetória oscilante de Willian Coelho
No passado, o rapaz de Sepetiba criou o mega bloco “O Rio que queremos“, com 16 vereadores de 12 partidos diferentes — em ponto de bala para bater de frente com o então prefeito Eduardo Paes (PSD).
Mas a ofensiva durou pouco.
Logo Willian Coelho negociou com o alcaide e pulou do barco, deixando a turma à deriva — e bem brava. Agora, para disputar qualquer coisa no reino de Pedro Ernesto, vai ter que reconquistar a credibilidade perdida com seus pares.
Para piorar a situação, como o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) lembrou e relembrou durante a campanha, o pai do vereador, o ex-policial Edson Batista dos Santos Filho, está preso sob a acusação de envolvimento com tráfico internacional de armas.
Nas bancas de aposta do Pedro Ernesto, o moço não está com boa cotação neste momento.
Há quem aposte que ele mira a presidência para acertar na primeira-secretaria. Mas, ainda assim, vai ter que gastar tempo e argumento para convencer a turma de que é o mais indicado para comandar as finanças da casa.























































