Achou que a última eleição do ano era a de domingo, dia 25, encerrando a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)? Só se for para você, ingrato. Porque no velho Palácio Pedro Ernesto, em dezembro, vai acontecer uma votação que pode ter fundamental importância para os rumos da cidade do Rio de Janeiro.
Será escolhida a nova mesa diretora da Câmara do Rio — e a briga pelos postos de comando na região da Cinelândia, que já vinha sendo travada nos bastidores desde 2025, ganhou combustível extra com os resultados do primeiro turno .
Fortalecido pela vitória de Douglas Ruas e pelo desempenho de Flávio Bolsonaro nas urnas fluminenses, o PL está em ponto de bala para tentar desmontar a fortaleza legislativa do PSD de Eduardo Paes — e, de lá, virar todas as suas armas contra a prefeitura comandada por Eduardo Cavaliere (PSD).
Divisões na base podem ser mais arriscadas que os tiros da oposição
A derrota de Paes não estava no roteiro do PSD da Câmara do Rio— e a reorganização das forças governistas está mais difícil do que o imaginado.
Carlo Caiado (PSD), o atual presidente, está no terceiro mandato. Em tese, não pode se reeleger — mas a turma acha que ele consegue aproveitar uma brecha e lançar o seu nome.
Há três outros pretendentes, caso a ideia não prospere. Do PSD, Rafael Aloísio Freitas, hoje o primeiro-secretário; e Átila Nunes, que comanda a poderosa comissão de Constituição, Justiça e Redação. Willian Coelho, do Avante, corre por fora — com chances bem mais reduzidas.
Na Cinelândia, a aposta é que só Caiado consegue a unanimidade da turma.
Se ele não puder ser candidato, a base racha. Se ele for sem poder, os adversários vão à Justiça.
Jorge Felippe poderia voltar a comandar a Câmara do Rio, mas o calendário não está a seu favor
Do outro lado da trincheira, Rogério Amorim, líder do PL, bem que se animou para entrar na disputa. Mas a avaliação é de que ele dificilmente conseguiria conquistar apoios fora do partido — a famosa envergadura política para buscar a maioiria.
O ex-presidente Jorge Felippe (PP) tem a simpatia dos bolsonaristas por ter feito uma forte campanha por Douglas Ruas — foi o único parlamentar da Zona Oeste a brigar pelo candidato do PL, e região da cidade foi a única em que o presidente da Assembleia Legislativa conquistou algumas vitórias.
O único problema, no caso de Felippe, é que ele é suplente na Câmara do Rio e só será titular quando Leniel Borel (PP), eleito deputado federal, renunciar ao cargo para assumir seu posto em Brasília.
E Leniel não parece disposto a abrir mão da sua cadeirinha no plenário da Cinelândia antes do prazo regulamentar — nem para ajudar a turma da oposição.























































