A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) informou no início da tarde desta quarta-feira (28) que determinou a exoneração do assessor parlamentar lotado em seu gabinete, na Câmara dos Deputados, que foi acusado de participar de uma rede de exploração sexual de menores, com atuação em Niterói e São Gonçalo. Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho foi preso horas mais cedo pela Polícia Civil.
“Fui surpreendida na manhã de hoje com informações sobre a operação da Polícia Civil decorrente de investigações que seguem em curso sobre exploração sexual. Determinei a exoneração do assessor citado no processo, enquanto aguardamos a elucidação dos fatos”, escreveu Talíria em comunicado.
A parlamentar ressaltou que não aceita esse tipo de conduta.
“Minha vida é e sempre foi pautada pela defesa intransigente das mulheres e de seus direitos. Expresso minha total solidariedade à vítima e à sua família. Não compactuamos com qualquer forma de violência, em especial contra meninas e mulheres. Nunca compactuaremos! As investigações devem ser conduzidas com transparência, rigor e independência, respeitando o devido processo legal e garantindo a apuração dos fatos com base nas provas. Seguiremos lutando contra toda violência que chega nas mulheres e meninas”.
Oito pessoas foram presas. Além dos assessores, entre os suspeitos está o terceiro-sargento da Polícia Militar Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, lotado no 1º BPM (São Gonçalo). A Corregedoria da Polícia Militar disse que não tolera desvio de conduta e vai apurar o caso.
Investigação começou com outro assessor preso
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou em julho, após a prisão do assessor parlamentar Matheus Rodrigues Gonçalves, lotado no gabinete do vereador Professor Túlio (PSOL-Niterói). O preso era acusado de estupro de vulnerável e foi exonerado pelo vereador, que disse ser solidário à família da vítima na ocasião.
Os bandidos produziam imagens de violência contra adolescentes e depois usavam o material para chantagear as vítimas. A polícia conseguiu chegar ao bando quando analisou o material apreendido com o primeiro assessor parlamentar. Tudo começou após uma adolescente, vítima dos criminosos, procurar a Polícia Civil.
De acordo com a investigação, as vítimas da quadrilha eram controladas mediante ameaças e agressões. Outras meninas que teriam sido alvo do bando estão sendo procuradas. Os bandidos se nomeavam “senhores”. As vítimas eram classificadas como “escravas”.




















































