O Rio de Janeiro elegeu dois deputados estaduais e um deputado federal envolvidos na megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro do ano passado, que deixou 122 mortos. Os nomes renovam a famosa “bancada da bala” — frente parlamentar ligada à segurança pública — na Alerj e na Câmara dos Deputados.
Os ex-secretários de Polícia Militar e Civil — Coronel Menezes (PL) e Felipe Curi (PP) — que organizaram a ação foram eleitos na Alerj e na Câmara. Além deles, um dos policiais feridos no episódio, o delegado Bernardo Leal (PP), também foi eleito.
Pelo PP, Felipe Curi assumirá cadeira na Câmara dos Deputados
O ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi foi eleito com 1,51% dos votos para a Câmara (133.626 votos). Ele faz sua estreia no Legislativo federal após comandar a Polícia no estado do Rio durante boa parte da gestão de Cláudio Castro (PL).
Curi assumiu a secretaria em 2024, como sexto empossado durante o governo Castro (PL), substituindo o ex-secretário Marcus Amin. Ele já tinha 20 anos de experiência na Polícia Civil e, antes de ser escolhido como secretário, atuou como diretor em delegacias especializadas. Ele estava em uma das delegacias que organizaram a Chacina do Jacarezinho em 2021. Na época, defendeu em coletivas de imprensa a execução de 28 pessoas na operação.
A ação no Jacarezinho foi a mais letal da história do Rio até então, mas foi superada pela megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha em 2025.
Coronel Menezes e delegado que perdeu perna em operação vão integrar ‘bancada da bala’ na Alerj
Já na Alerj, Marcelo Menezes foi eleito deputado estadual, alguns meses após deixar o comando da Polícia Militar em razão da desincompatibilização exigida para disputar as eleições. Ele ficou quase dois anos à frente da secretaria, também sob a gestão de Castro, e escolheu o partido do ex-governador para disputar a vaga na Alerj.
Além dele, pelo PP, a Alerj também terá em sua “bancada da bala” Bernardo Leal, que atuava como delegado-assistente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) quando participou da megaoperação.
Durante a ação, Bernardo foi atingido por um disparo de fuzil na perna direita. O tiro atingiu a veia femoral e provocou uma grave hemorragia. Por conta dos ferimentos, os médicos precisaram amputar o membro. O delegado permaneceu internado por cerca de sete semanas e recebeu alta em 13 de dezembro.
Além deles, Márcio Gualberto e Delegado Carlos Augusto também foram reeleitos
Os policiais que participaram da megaoperação não serão os únicos policiais na Alerj na próxima legislatura. O deputado Márcio Gualberto (PL), policial civil de carreira há 20 anos, e o Delegado Carlos Augusto (PL) também são nomes ligados à Polícia que foram releitos.
Gualberto assumirá seu terceiro mandato consecutivo. Atualmente, ele preside a Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia e é vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj. Carlos também vai para o terceiro mandato; ele estreou na Alerj em 2018 e foi candidato a Prefeitura de Nova Iguaçu nas eleições municipais de 2016 e 2020, mas não foi eleito.
































































