O presidente Lula (PT) dará o pontapé inicial de sua campanha à reeleição, no Rio, no próximo dia 22. Simbolicamente, o local escolhido para receber o petista foi o Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho — popularmente rebatizado como Estádio Moça Bonita, em Bangu.
São esperadas as presenças do candidato de Lula ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD), do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) — que convocou o evento — do banguense mais famoso do PT, Adílson Pires, e de outros petistas de quatro costados.
Estádio tem história ligada ao movimento operário e à esquerda
Inaugurado em 1947, o equipamento foi construído com patrocínio da Companhia Progresso Industrial do Brasil (mais conhecida como Fábrica Bangu). O próprio nome oficial (“Estádio Proletário”) reflete a forte ligação com o movimento operário e industrial da Zona Oeste carioca.
O clube e seu estádio representam ainda um dos primeiros espaços de integração racial e de classe no futebol brasileiro, unindo operários brasileiros e dirigentes em um esporte até então elitizado. E ainda viveu um episódio caro à esquerda brasileira: em 14 de março de 1970, foi o palco do último jogo de João Saldanha à frente da Seleção Brasileira (empate em 1 a 1 contra o Bangu).
Saldanha, que era militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), foi demitido do comando da Seleção poucos dias após a partida, em meio a fortes pressões e interferências do regime militar de Emílio Garrastazu Médici.
A Polícia Federal está nas ruas, na manhã desta sexta-feira (14), com a segunda etapa da Operação Sem Refino. O ex-governador Cláudio Castro (PL) voltou a ser alvo das ações, com mandados de busca e apreensão sendo cumpridos em um de seus endereços, em Petrópolis.
Ao todo, o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu 16 mandados. O foco desta nova fase é desarticular um esquema de irregularidades na concessão de licenças ambientais em benefício da refinaria Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), contornando as exigências dos órgãos técnicos de fiscalização.
Suspeita de propina em órgãos estaduais
Segundo as investigações, servidores e autoridades do Estado teriam recebido vantagens indevidas para liberar o funcionamento da empresa sem o devido cumprimento das normas ambientais. Entre os crimes apurados estão: fraude ambiental e gestão temerária; sonegação fiscal e lavagem de dinheiro; crimes contra a ordem econômica no setor de combustíveis; e evasão de divisas e manipulação de mercado.
A ofensiva decorre do cumprimento de determinações do STF no âmbito da ADPF 635, que ordenou que a Polícia Federal apure a ligação entre organizações criminosas e agentes do poder público no Rio de Janeiro.
Castro é alvo no desdobramento da 1ª fase
A operação atual é um desdobramento da ação iniciada em 15 de maio. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão do empresário Ricardo Magro, apontado como líder do grupo econômico por trás da Refit. Como reside nos Estados Unidos, Magro segue figurando como foragido da Justiça.
As apurações apontam que o esquema envolvia influência e favorecimentos dentro de secretarias estaduais de Fazenda, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Procuradoria-Geral do Estado e até de integrantes do Judiciário fluminense.
Sextou com placar favorável às nomeações no governo do estado do Rio. Em mais uma rodada de mudanças no Diário Oficial, o governador em exercício Ricardo Couto assinou sete nomeações e três exonerações, reforçando os quadros do Detran-RJ, Detro, Turismo, Desenvolvimento Econômico e Direitos Humanos.
O grande destaque foi a troca do comando da Diretoria de Identificação Civil do Detran-RJ. O posto passa a ser ocupado por William Fontoura do Nascimento, que deixa a função de assistente para assumir o topo da diretoria responsável pela emissão de documentos de identidade e serviços diretos ao cidadão.
Além da nomeação estratégica, Couto distribuiu outras seis nomeações de alto escalão.
No Desenvolvimento Econômico, Claudia Torres Santoro assume como assessora especial, enquanto Isis Mathias de Lima passa a comandar a Superintendência de Comunicação.
No Detro, Iris Silveira Gomes Vianna foi nomeada para a chefia de gabinete. Já na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Dyogo Belarmino Guimarães Ferreira passa a ocupar o mesmo cargo.
Na pasta de Turismo e Agricultura, as mudanças também alcançaram cargos de chefia. Andrey de Miranda Esposito Saraiva passa a ocupar a função de assessor-chefe do Turismo, enquanto Ronaldo Soares Pinto assume como superintendente da Agricultura.
Exonerações atingem cargos estratégicos do governo
No lado oposto do placar, as três exonerações do dia atingiram posições de peso na estrutura do governo. O destaque fica para a saída do coronel PM Ranulfo Souza Brandão Filho do cargo de subsecretário de Gestão Operacional da Polícia Militar.
No âmbito administrativo, também foram oficializadas as exonerações de Cecilia Andries Nogueira Canedo (chefe de gabinete da Secretaria de Governo), e de Gustavo Bispo da Silva (diretor geral de Administração e Finanças da Polícia Penal), ambas a pedido dos próprios servidores.
Morar no Rio ficou mais caro, e o aumento do valor do condomínio ajuda a explicar a conta. A taxa subiu acima da inflação em quase todos os bairros pesquisados pelo Secovi-Rio entre julho de 2025 e junho de 2026. No Centro, a alta chegou a 11,8%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado no período foi de 4,64%.
Na Zona Norte, a despesa pode representar até 40,7% do valor do aluguel residencial. Segundo o Secovi-Rio, sindicato que representa o setor de habitação, nos imóveis comerciais, a proporção chega a 85,6%.
Levantamento mostra onde a taxa de condomínio mais subiu
O aumento foi superior à inflação na maior parte dos 20 bairros analisados. De acordo com o levantamento do Secovi-Rio, o Centro teve a maior alta, de 11,8%, seguido por Jardim Botânico, com 9,3%, e Botafogo, com 8,9%.
Entre os bairros analisados, apenas Campo Grande (taxa subiu 4,2%) e Lagoa (alta de 3,3%) tiveram reajustes abaixo da inflação acumulada no período, de 4,64%.
Evolução das taxas de condomínio entre julho de 2025 e junho de 2026
Centro: +11,8%
Jardim Botânico: +9,3%
Botafogo: +8,9%
Campo Grande: +4,2%
Lagoa: +3,3%
Inadimplência, valor da água e investimentos em segurança aumentam despesas do condomínio
Segundo especialistas do setor, um dos fatores que pressionam os custos dos condomínios é a inadimplência.
Além disso, de acordo com o presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), Marcelo Borges, os gastos com água como outro fator importante para o aumento das despesas dos condomínios no Rio.
Os investimentos em segurança, como aumento do efetivo nas portarias e instalação de novas tecnologias também são citados entre os fatores que encarecem as despesas.
Um caminhão tombou na manhã desta sexta-feira (14) na Rua Martim Afonso, na altura da Avenida Atlântica, no Leme, Zona Sul do Rio. O acidente ocupa uma faixa da via e afeta o trânsito na região.
Equipes da CET-Rio, Comlurb, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal foram acionadas para atender à ocorrência.
Às 07h14, o caminhão já havia sido destombado, mas uma faixa da rua permanece ocupada para a realização dos trabalhos das equipes da Prefeitura do Rio.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) divulgou nota, nesta quarta-feira (12), para afirmar que observa as determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a remuneração da magistratura. A manifestação ocorre em meio aos questionamentos sobre os valores registrados nas folhas de pagamento de abril e maio de 2026.
Segundo o tribunal, a folha de abril repetiu a base utilizada em março. Já o aumento observado em maio teria sido provocado pela antecipação de 50% do 13º salário, paga aos servidores estaduais.
A explicação, no entanto, é genérica.
O TJRJ não apresentou os valores totais envolvidos, não discriminou as rubricas indenizatórias e remuneratórias nem demonstrou, caso a caso, como os pagamentos se enquadram nas decisões do STF e nas regras do teto constitucional.
O próprio TJRJ diz que vai esclarecer as dúvidas
Ao dizer que está adotando providências para “dirimir todas as dúvidas” e comprovar a adequação dos pagamentos, o próprio tribunal reconhece que os questionamentos ainda não foram inteiramente esclarecidos.
A nota institucional é uma resposta, mas não substitui a divulgação completa e atualizada das folhas, com identificação das verbas e aplicação transparente do teto.
Quem precisa usar o serviço do trem enfrenta dificuldades na volta pra casa nesta quinta (13) por causa de um apagão na estação Central do Brasil. Uma queda de energia afetou todos os ramais. Segundo a concessionária TrensRJ, o problema começou por volta das 18h15 e comprometeu a circulação das composições.
Três ramais chegaram a ter a circulação comprometida, os de Deodoro, Saracuruna e Belford Roxo. Mas, de acordo com a empresa, os Ramais em processo de normalização às 18h56.
Passageiros relataram que trens ficaram parados e com vagões no escuro. Sem ar-condicionado, usuários também enfrentaram calor dentro das composições, e houve relatos de pessoas passando mal.
Em um dos vídeos que circulam nas redes, passageiros abrem as portas dos vagões e deixam os veículos pelos caminhando pelos trilhos na escuridão. O cenário se repetiu em outras composições. A situação ocorreu enquanto os ramais aguardavam autorização para voltar a circular.
Nas redes sociais, passageiros reclamam da falta de informações sobre o transtorno. No X, o usuário Vítor Sampaio reclamou desta situação na estação Méier.
Usuário no X reclama da falta de informações — Foto: Reprodução/X.
Se dentro de campo o Vasco da Gama altera bons momentos na Copa do Brasil com a briga contra o rebaixamento, fora dele o clube da cruz de malta tem um novo coordenador do processo de recuperação judicial do clube. Trata-se do advogado Alan Belaciano, amigo de décadas do candidato à presidente Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão foi comunicada pelo presidente vascaíno, Pedrinho, aos escritórios que tratam do processo, com o pedido de que mantenham interlocução com o advogado.
Enquanto senador, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a destinar R$ 4 milhões ao time de São Januário por meio de emendas parlamentares. A informação é do jornalista Juca Kfouri. A doação é investigada pela Polícia Federal por suspeita de risco de fraude e falta de controle sobre o repasse.
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), se reúne na próxima segunda-feira (17) com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard e sua diretoria, para buscar trazer para a cidade uma fatia do novo ciclo de investimentos da estatal.
A prioridade é apresentar o planejamento estratégico do município e o agrupado de empesas navais e offshore da antiga capital fluminense, que tem bases logísticas e portuárias para apoio a exploração das bacias de Campos e Santos, fábricas de dutos flexíveis indispensáveis para produção em águas profundas, amarras, estaleiros capazes de produzir navios de apoio, petroleiros e plataformas.
No último ano, a Prefeitura de Niterói criou um programa de refinanciamento de dívidas do setor – que atravessou uma crise na última década – e várias empresas retomaram suas atividades e também estão recebendo investimentos internacionais.
Na reunião, Rodrigo Neves vai falar também sobre o Canal de São Lourenço que, depois das obras de dragagem, passa a ter melhores condições para receber grandes embarcações. A ideia é usar a nova estrutura para atrair projetos de construção, reparo naval e serviços offshore.
A ideia é fazer com que recursos da Petrobras circulem mais em Niterói, fortalecendo e economia da região, atraindo contratos, empresas, empregos e renda, além de reforçar a posição da cidade no setor naval, logístico e de óleo e gás no país.
Plataforma voltada para queixas de consumidores, o Reclame Aqui está com registros de usuários afirmando que não conseguem realizar saques. A constatação aconteceu depois que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) investigou plataformas ilegais de apostas esportivas no site voltado para reclamações virtuais.
De acordo com documento apresentado à Justiça por promotores do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco), usuários relataram que, após fazer depósitos e acumular saldo nas plataformas, tiveram pedidos de saque cancelados ou bloqueados de forma sistemática.
O MPRJ afirma que as reclamações estão ligadas à atuação da empresa FP Sistemas Ltda., investigada por supostamente intermediar pagamentos para operadores ilegais de apostas.
Apostadores se queixam do bloqueio no resgate da quantia no sistema da FP Sistemas — Foto: Reprodução/Reclame Aqui.
De acordo com o documento, uma consulta feita ao Reclame Aqui em julho de 2026 identificou 1.533 reclamações contra a empresa, a maioria relacionada a operações envolvendo apostas on-line sem autorização federal.
Um dos apostadores afirmou no site do Reclame Aqui que depositou R$ 10 mil na plataforma Pixbr.io e conseguiu um saldo de R$ 32.270,92 após apostas bem-sucedidas, mas não conseguiu retirar esta quantia.
Segundo informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), operações consideradas suspeitas entre 2022 e 2026 movimentaram ao menos R$ 1,4 bilhão.
Promotores saíram para cumprir 7 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, expedidos pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.
Uma auditoria da Secretaria de Estado da Casa Civil identificou irregularidades na execução do Programa Empoderadas, política pública de enfrentamento à violência contra a mulher. O relatório aponta cerca de R$ 4,45 milhões em pagamentos questionados e uso de recursos em despesas sem relação com o objeto do programa, além de falhas de controle interno e problemas na gestão dos resultados.
Os achados foram identificados na análise da execução do programa em 2025, realizada a partir da descentralização orçamentária entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Entre os principais pontos encontrados estão o pagamento de remuneração adicional a servidores sem respaldo legal, o uso de recursos do programa para custear estruturas administrativas da UERJ e a falta de controles sobre pessoal, polos de atendimento e indicadores de desempenho.
R$ 2,9 milhões em pagamentos adicionais
Segundo a auditoria, 49 servidores da UERJ e da SEDSODH receberam remuneração adicional ao longo de 2025, mesmo já sendo remunerados pela estrutura estadual para exercer suas funções.
Os pagamentos somaram R$ 2.920.264,16 em valores brutos. Para a equipe de auditoria, os repasses representaram uma ampliação, por meio de ato administrativo interno, das hipóteses de pagamento de vantagens a servidores previstas na Lei Estadual nº 5.361/2008.
O relatório também aponta que o cruzamento dos nomes dos 113 beneficiários com as folhas de pagamento oficiais encontrou 59 pessoas, ou 52,2% do total, que já eram servidores ativos e regularmente remunerados pela UERJ nos mesmos meses em que receberam os pagamentos questionados.
Nesse cruzamento, os pagamentos feitos a esses 59 servidores totalizaram R$ 911.445,44.
Recursos do Empoderadas bancaram outras estruturas da UERJ
Outro achado da auditoria envolve R$ 1.533.088,60 utilizados para custear despesas de seis estruturas administrativas e projetos da UERJ que, segundo o relatório, não tinham relação com o objeto do Programa Empoderadas.
Os pagamentos foram distribuídos da seguinte forma:
GT-eSocial: R$ 607.900,00;
Apoio de Administração de Projetos: R$ 461.900,00;
Projeto Residência Médica de Família: R$ 223.388,60;
Comissão de Sistemas Acadêmicos: R$ 74.500,00;
Seminário de Saúde Mental do IMS/UERJ: R$ 137.400,00.
O relatório classifica a utilização dos recursos como desvio de finalidade, já que as despesas não estariam vinculadas às atividades previstas para o programa.
Falhas no controle dos polos
A auditoria também encontrou problemas na fiscalização da execução do Empoderadas.
Segundo o relatório, não existe vinculação nominal entre os colaboradores e os polos ou atividades desenvolvidas. O quantitativo de pessoal ativo também não é divulgado, enquanto os relatórios trimestrais não acompanham de forma adequada as metas estabelecidas no Plano de Trabalho de 2025.
Há ainda uma divergência no número de polos. O relatório referente ao terceiro trimestre registra 63 unidades, enquanto o site oficial do programa informa 58 polos ativos.
Para a equipe de auditoria, as inconsistências dificultam a verificação da execução física e dos resultados alcançados pelo programa.
Instagram de superintendente é questionado em auditoria
Um dos achados mais incomuns está relacionado à estratégia de comunicação digital do Empoderadas.
Segundo o relatório, o indicador utilizado para medir o desempenho da comunicação do programa misturou o alcance do perfil institucional do Empoderadas com o alcance do perfil pessoal da superintendente Érica Paes no Instagram.
A auditoria aponta dois problemas. O primeiro seria a apropriação de resultados de uma política pública financiada com recursos públicos em benefício de um ativo digital privado, já que o perfil pessoal não constitui um bem público e não poderia ser transferido ou sucedido automaticamente por outro ocupante do cargo.
A superintendente Érica Paes teve o perfil pessoal no Instagram utilizado como parte de um indicador de desempenho da comunicação do programa — Foto: Divulgação
O segundo seria uma possível quebra da segregação de funções. Isso porque a mesma servidora aparece, segundo o relatório, como titular do perfil utilizado no indicador, fonte do dado e responsável pela assinatura do relatório que certificou o resultado.
Diante dos achados, o governo do estado informou que o resultado da auditoria será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Os órgãos poderão aprofundar as apurações dentro de suas respectivas competências.
O relatório da Casa Civil aponta irregularidades e pagamentos questionados, mas a identificação de eventual dano ao erário e a responsabilização dos envolvidos dependem do prosseguimento das apurações pelos órgãos competentes.