O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) manteve, nesta quinta-feira (17), decisões que barraram quatro candidaturas para as eleições deste ano. Diego Alba (PSDB), condenado por formação de quadrilha armada e “saidinha de banco”; Paulo Lomenha (Mobiliza), apontado como líder de uma “milícia de gravata” que cobrava propina em contratos públicos; Vandro Família (PSDB), supostamente ligado a um “grupo de extermínio”; e Zezinho do Caminhão (SDD), condenado por violência política de gênero, continuam fora da disputa eleitoral.
As decisões têm fundamentos diferentes e foram tomadas em seus devidos processos de registro de candidatura. Para dois casos, o tribunal analisou elementos relacionados à atuação de organizações criminosas; em outro, uma condenação criminal; e, para Zezinho, uma decisão inédita do Tribunal Superior Eleitoral que o declarou inelegível por oito anos.
‘Saidinha de banco’ e condenação por quadrilha armada
O candidato a deputado estadual Diego Alba (PSDB) apresentou recurso contra a decisão que indeferiu seu registro de candidatura, mas teve o pedido rejeitado pelo TRE-RJ nesta quinta-feira (17). A decisão considerou uma condenação de 2009 por formação de quadrilha armada especializada em crimes conhecidos como “saidinhas de banco”.
Segundo os elementos citados no processo, Alba ficava dentro de uma agência bancária observando a movimentação dos clientes e repassava informações aos comparsas que aguardavam do lado de fora.
O Ministério Público Eleitoral também apontou indícios de ligação do candidato com o Comando Vermelho. A defesa recorreu do indeferimento, mas a Corte manteve a decisão.
Paulo Lomenha foi apontado como líder de uma ‘milícia de gravata’
Paulo Lomenha (Mobiliza), candidato a deputado federal, teve a elegibilidade contestada pelo MPE com base em elementos de uma investigação que o apontava como líder e articulador de uma equipe que teria atuado em fraudes a licitações e contratos públicos.
A defesa argumentou que o grupo não poderia ser considerado uma organização paramilitar porque não utilizaria violência, armas ou domínio territorial como método de atuação.
O relator, desembargador eleitoral Guilherme Calmon, adotou uma interpretação mais ampla da regra constitucional e afirmou que grupos criminosos também podem se infiltrar na estrutura do Estado sem necessariamente exercer controle territorial pela força. Foi neste julgamento que surgiu a expressão “milícia de gravata”.
Vandro Família seria relacionado a um grupo de extermínio
Vandro Família (PSDB), que tenta voltar à Alerj, também teve o recurso rejeitado pelo TRE-RJ e o registro de candidatura mantido como indeferido. O Ministério Público Eleitoral apresentou elementos de investigações que relacionavam o candidato a um “grupo de extermínio”.
O candidato foi alvo de três processos por homicídio, mas os casos terminaram em impronúncia depois que as testemunhas que haviam feito acusações na fase policial recuaram.
O MP também citou a Operação P-9, de 2019, quando Vandro foi alvo de busca e apreensão em uma investigação sobre o homicídio de Paulo Henrique Dourado Teixeira, conhecido como Paulinho P-9 e apontado nos autos como seu rival político.
Vereador foi condenado por cometer violência política de gênero contra colega de plenário
Já Zezinho do Caminhão (Solidariedade), vereador de Nova Friburgo que deseja ser candidato a deputado estadual, teve o recurso rejeitado após ser declarado inelegível por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A condenação ocorreu por causa de uma discussão com a vereadora Priscilla Pitta (PT), na Câmara Municipal, em 2022. Durante o bate-boca, Zezinho chamou a parlamentar de “vagabunda” e “escrota” e, segundo testemunhas ouvidas no processo, chegou a partir para cima dela. Ele também teria mandado Priscilla “ficar em casa” e afirmado que iria promover um isolamento político da vereadora.
Foi a primeira vez que o TSE declarou expressamente a inelegibilidade de um político condenado por violência política de gênero. O TRE-RJ, agora, manteve o impedimento à candidatura.
Comentários 18
Esse mural pode ficar lá no parque no arpoador,espaço de sobra por lá.
Graças a Deus! Além de ser perigoso,aoi é banheiro de morador de rua…o mau cheiro é insuportável as vezes,cheio de fezes humanas…
Aquele trecho da N. Sra de Copacabana tem um mau cheiro de fezes insuportável. A retirada do muro é uma excelente decisão
Sempre achei esse muro horrivel. Não pelo painel e sim por ter deixado a praca tampada. Morei na praça por 20 anos. Era um lugar lindo e aberto com brinquedos e bancos.
Tem que derrubar tudo… A praça é, atualmente, banheiro público e esconderijo de bandidos.
Essa demanda antiga dos moradores das proximidades é um reflexo da triste realidade em que se faz necessário alterar espaços históricos e culturais por não poder remover ou, resolver a origem do problema.
Em qualquer lugar que o pedestre circule vai embarrar nos cracudos e nos diversos dormitórios lde mendigos. É a questão estrutural, politico, de segurança e social e a falta de compromisso pelos governos estadual e municipal de olhar um bairro como Copacabana que ao longo dos anos que vem sofrendo com a degradação de suas vias públicas, calçamentos deterioradas, o desrespeito nas leis pelo excesso de mesas e cadeiras que tolhem o direito de ir e vir dos cadeirantes, carrinhos de bebês e passantes como num todo. e a crise no meio ambiente urbano e litorânea com acúmulos de ambulantes da informalidade, excesso de autorizações permissionárias Cristitinae redes para todo tipos de eventos desportivos, e sem falar nos megaeventos musicais perniciosos com índices elevados de crimes de toda ordem. E o culpado de tudo isso é uma mureta do Millôr tombado como Patrimônio Municipal e Estadual, do Millôr. Moradores ou não, turistas e entes políticos que apoiam a derrubada provavelmente não conhecem a história do bairro optando pelo apagamento de sua identidade, peculiaridade e beleza.
Certíssima. O desgoverno prefere derrubar a criar políticas públicas de saneamento, segurança e de restringir a ação de todas as questões por si levantadas…
Lamentável decisão…
Já não era sem tempo!!! Aquele muro é um absurdo.
A INCOMPETÊNCIA DE GOVERNANTES É SURREAL. DERRUBAM UMA PARADA PARA ATENDER A UMA PARCELA DE MORADORES.. QUANDO NA VERDADE SE LIVRAM DO DEVER DE GARANTIR SEGURANÇA, COMO SE O PROBLEMA FOSSE UM SIMPLES PARADÃO, ENQUANTO O ESTADO ENCONTRA-SE LARGADO POR ESSE GOVERNADOR AUSENTE, INCOMPETENTE, QUE ESTÁ ENVOLVIDO NOS ESCÂNDALOS DO CASO MASTER E TENTA JOGAR CORTINA DE FUMAÇA PARA SE LIVRAR DE. SEU GOVERNO RECHEADO DE CORRUPÇÃO, INCOMPETÊNCIA. PARABÉNS AOS QUE ELEGERAM ESSA ABERRAÇÃO, TINHA QUE SER DO PL(PARTIDO DOS LADRÕES).
Absurdo!
Derrubem o muro do palácio da cidade e liberem a área verde que lá existe!!!
Rio de Janeiro, cidade abandonada, largada sem governo!
, mas este mural nao eh do Aloysio Carvão?
Um absurdo derrubar o muro, o que precisa é segurança.
Beleza derrubam o muro a praça está detonada há anos precisa ser revitalizada com grades, fechar em uma determinada horas e SEGURANÇA.
SENÃO É A MESMA COISA TER UMA GOTEIRA NA SALA E COLOCAR UM BALDE E NÃO CONSERTAR O TELHADO.
Muita gente nem sabe que ali existe uma praca, so os cracudos. Na hora do almoco eu ia na Praca,hoje nao frequento so cracudos e fezez. Parabens essa iniciativa
Que idéia estapafúrdia… Até parece que derrubando 1 muro, vai resolver todos os problemas de segurança de Copacabana.. saudades da rua Souza Lima!!!
432 Lord Biron!!!
Praca do Coco,cracudos,banheiro de Copacabana. Imagina.ela aberta com banco ,iluminacao,paisagismo,.Ai si vai ser.praca Millor.vai sorrir.
Demolição Do Muro Parque De Copacabana Zona Sul,De Arte Do Escritor e Cartunista Millôr Fernandes.
Dia de glória, o caricato, grotesco, incompetente e corrupto ” governador ” do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, teve sua desastrosa carreira política interrompida, pelo menos por oito anos. Os cofres públicos ficarão a salvo de sua pilantragem. Idem pro seu parceiro Bacelar, Deus existe.