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Início Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

20/03/26 07:50
  • Redação Redação

A pedido do governo estadual, Prefeitura do Rio autoriza demolição de muro de praça em Copacabana; mural de Millôr Fernandes será reconstruído

Muro na Praça Sarah Kubitschek, em Copacabana

Painel com arte de Millôr Fernandes no muro será instalado em outro local - Foto: Reprodução/Google Maps

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A Prefeitura do Rio de Janeiro deu o aval para derrubar o muro que cerca a Praça Sarah Kubitschek, em Copacabana. O anúncio foi feito pelo superintendente estadual da Zona Sul, Marcelo Maywald, que fez o pedido ao município para a retirada da estrutura.

Maywald, por sua vez, afirma que a proposta surgiu a pedido de moradores e comerciantes que atuam na região. Um grupo local apresentou um abaixo-assinado, com quase 500 assinaturas, pedindo que o muro fosse retirado para diminuir os problemas de segurança pública no entorno da praça.

De acordo com o pedido apresentado pelo governo estadual, o muro cria “áreas de ocultação” que facilitam o consumo de drogas ao ar livre e a ação de criminosos em Copacabana. A expectativa é de que, com a derrubada da barreira e o aumento da visibilidade, se torne possível a instalação de uma base da Polícia Militar no interior da praça Sarah Kubitschek.

Painel com arte de Millôr Fernandes será instalado em outro ponto da praça em Copacabana

O principal impasse para a demolição era a presença de um painel que reproduz uma obra do escritor e cartunista Millôr Fernandes. Para liberar a obra, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU) impôs como condição que a arte seja reconstituída no mesmo local.

A superintendência estadual já se comprometeu a apresentar um projeto que preserve a homenagem a Millôr em outro ponto da praça em Copacabana, sem a necessidade da edificação de outro muro.

Embora tenha se manifestado favoravelmente, o município informou que ainda não há um projeto de licenciamento protocolado. O próximo passo será a elaboração de uma nova planta que contemple a mudança e garanta o cumprimento das normas de acessibilidade e segurança para o local.

Com informações do jornal “O Globo”.

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Comentários 18

  1. Jose Bernardo do Nascimento says:
    há 6 meses

    Esse mural pode ficar lá no parque no arpoador,espaço de sobra por lá.

    Responder
    • Barbara says:
      há 6 meses

      Graças a Deus! Além de ser perigoso,aoi é banheiro de morador de rua…o mau cheiro é insuportável as vezes,cheio de fezes humanas…

      Responder
      • Denise says:
        há 6 meses

        Aquele trecho da N. Sra de Copacabana tem um mau cheiro de fezes insuportável. A retirada do muro é uma excelente decisão

        Responder
    • Ana Christina do Nascimento Quintella says:
      há 6 meses

      Sempre achei esse muro horrivel. Não pelo painel e sim por ter deixado a praca tampada. Morei na praça por 20 anos. Era um lugar lindo e aberto com brinquedos e bancos.

      Responder
    • Maskara says:
      há 6 meses

      Tem que derrubar tudo… A praça é, atualmente, banheiro público e esconderijo de bandidos.

      Responder
  2. C. Francis says:
    há 6 meses

    Essa demanda antiga dos moradores das proximidades é um reflexo da triste realidade em que se faz necessário alterar espaços históricos e culturais por não poder remover ou, resolver a origem do problema.

    Responder
    • Cristina Reis says:
      há 6 meses

      Em qualquer lugar que o pedestre circule vai embarrar nos cracudos e nos diversos dormitórios lde mendigos. É a questão estrutural, politico, de segurança e social e a falta de compromisso pelos governos estadual e municipal de olhar um bairro como Copacabana que ao longo dos anos que vem sofrendo com a degradação de suas vias públicas, calçamentos deterioradas, o desrespeito nas leis pelo excesso de mesas e cadeiras que tolhem o direito de ir e vir dos cadeirantes, carrinhos de bebês e passantes como num todo. e a crise no meio ambiente urbano e litorânea com acúmulos de ambulantes da informalidade, excesso de autorizações permissionárias Cristitinae redes para todo tipos de eventos desportivos, e sem falar nos megaeventos musicais perniciosos com índices elevados de crimes de toda ordem. E o culpado de tudo isso é uma mureta do Millôr tombado como Patrimônio Municipal e Estadual, do Millôr. Moradores ou não, turistas e entes políticos que apoiam a derrubada provavelmente não conhecem a história do bairro optando pelo apagamento de sua identidade, peculiaridade e beleza.

      Responder
      • S M says:
        há 6 meses

        Certíssima. O desgoverno prefere derrubar a criar políticas públicas de saneamento, segurança e de restringir a ação de todas as questões por si levantadas…
        Lamentável decisão…

        Responder
  3. EDUARDO CAMARGO ROCHWERGER says:
    há 6 meses

    Já não era sem tempo!!! Aquele muro é um absurdo.

    Responder
    • Almir Pedroso says:
      há 6 meses

      A INCOMPETÊNCIA DE GOVERNANTES É SURREAL. DERRUBAM UMA PARADA PARA ATENDER A UMA PARCELA DE MORADORES.. QUANDO NA VERDADE SE LIVRAM DO DEVER DE GARANTIR SEGURANÇA, COMO SE O PROBLEMA FOSSE UM SIMPLES PARADÃO, ENQUANTO O ESTADO ENCONTRA-SE LARGADO POR ESSE GOVERNADOR AUSENTE, INCOMPETENTE, QUE ESTÁ ENVOLVIDO NOS ESCÂNDALOS DO CASO MASTER E TENTA JOGAR CORTINA DE FUMAÇA PARA SE LIVRAR DE. SEU GOVERNO RECHEADO DE CORRUPÇÃO, INCOMPETÊNCIA. PARABÉNS AOS QUE ELEGERAM ESSA ABERRAÇÃO, TINHA QUE SER DO PL(PARTIDO DOS LADRÕES).

      Responder
  4. Wagner Pires Da Silva says:
    há 6 meses

    Absurdo!
    Derrubem o muro do palácio da cidade e liberem a área verde que lá existe!!!
    Rio de Janeiro, cidade abandonada, largada sem governo!

    Responder
    • Roberto Padilla says:
      há 6 meses

      , mas este mural nao eh do Aloysio Carvão?

      Responder
    • Márcia Oliveira says:
      há 6 meses

      Um absurdo derrubar o muro, o que precisa é segurança.
      Beleza derrubam o muro a praça está detonada há anos precisa ser revitalizada com grades, fechar em uma determinada horas e SEGURANÇA.
      SENÃO É A MESMA COISA TER UMA GOTEIRA NA SALA E COLOCAR UM BALDE E NÃO CONSERTAR O TELHADO.

      Responder
  5. Jorge says:
    há 6 meses

    Muita gente nem sabe que ali existe uma praca, so os cracudos. Na hora do almoco eu ia na Praca,hoje nao frequento so cracudos e fezez. Parabens essa iniciativa

    Responder
    • Hudson Fontes says:
      há 6 meses

      Que idéia estapafúrdia… Até parece que derrubando 1 muro, vai resolver todos os problemas de segurança de Copacabana.. saudades da rua Souza Lima!!!
      432 Lord Biron!!!

      Responder
  6. Jorge says:
    há 6 meses

    Praca do Coco,cracudos,banheiro de Copacabana. Imagina.ela aberta com banco ,iluminacao,paisagismo,.Ai si vai ser.praca Millor.vai sorrir.

    Responder
    • Rodrigo Sousa Mendes says:
      há 6 meses

      Demolição Do Muro Parque De Copacabana Zona Sul,De Arte Do Escritor e Cartunista Millôr Fernandes.

      Responder
  7. Fernando Ricardo de Freitas says:
    há 6 meses

    Dia de glória, o caricato, grotesco, incompetente e corrupto ” governador ” do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, teve sua desastrosa carreira política interrompida, pelo menos por oito anos. Os cofres públicos ficarão a salvo de sua pilantragem. Idem pro seu parceiro Bacelar, Deus existe.

    Responder

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O candidato a deputado estadual João Drumond (PRD) teve o registro indeferido por maioria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), que apontou elementos de ligação com uma organização criminosa.

Neto de Luizinho Drumond, historicamente apontado como bicheiro, João nega qualquer vínculo com o crime organizado e diz desconhecer atividades de contravenção atribuídas à família.

Cabos eleitorais dizem que a relação de João com o bicho é outra: causa animal. Que o homem gosta de cachorro, gato, coelho e, se for preciso, até de avestruz. A defesa sustenta que sobrenome não é prova de crime.

E muito menos bilhete premiado.

O problema é que eleição no Rio tem fauna própria. Tem candidato que vira leão no palanque e eleitor que paga o pato.

João entrou dizendo que não tem nada a ver com jogo do bicho. No TRE, por enquanto, deu zebra.

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Redação

17/09/2026 19:34

O ex-procurador-geral do Instituto Rio Metrópole (IRM) Marcelo Lopes é apontado pelo Ministério Público do Rio como um dos responsáveis por impedir que possíveis irregularidades na gestão do órgão chegassem aos órgãos de controle. Preso nesta quarta-feira (16), Lopes é investigado por participação em um esquema que teria envolvido superfaturamento de contratos do Instituto.

O então procurador tinha entre suas atribuições verificar a regularidade de contratos e nomeações. Os investigadores, porém, afirmam que ele teria usado a função para controlar informações inseridas nos sistemas oficiais do governo e dificultar o acesso dos órgãos de fiscalização a possíveis irregularidades.

A apuração é conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público, que afirma que Lopes “tinha conhecimento da operação ilícita, fazia parte dessa operação e tomava proveito material”.

Lopes foi denunciado ao lado do ex-presidente do Instituto, Davi Perini Vermelho, o Didê, que também está preso, e de outros nove investigados.

Conversas revelam pressão para alterar informações do Instituto Rio Metrópole no SEI

As mensagens apreendidas na investigação mostram a relação entre Lopes e Didê e são usadas pelo MP para sustentar a suspeita de que havia controle sobre o que era registrado no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), plataforma oficial utilizada pelo governo.

Em uma conversa de 3 de junho de 2026, quando a gestão do Instituto já estava sob investigação, Didê demonstrou pressa para autorizar uma contratação. Mais tarde, Lopes fez um registro no sistema por volta das 22h39.

Para os investigadores, o horário não foi casual. A avaliação é de que o procedimento teria sido registrado naquele momento para evitar que a movimentação no sistema indicasse uma atuação clandestina.

Em outra conversa, Didê reclama justamente da inclusão de um parecer no SEI sem que ele tivesse autorizado.

“Quem mandou vocês subirem parecer contra a minha vontade? Fala comigo antes. Como bota parecer no SEI sem falar comigo, cara?”, escreveu o então presidente do IRM.

A troca de mensagens prossegue com reclamações sobre funcionários da área de tecnologia da informação. Para os investigadores, a conversa fazia referência à possibilidade de documentos serem retirados do sistema sem deixar rastros.

O Ministério Público agora tenta avançar sobre a movimentação financeira relacionada ao esquema. A investigação busca identificar o caminho do dinheiro e o eventual patrimônio obtido a partir das irregularidades.

O que dizem os investigados

A defesa de Marcelo Lopes informou que não vai se manifestar.

Já os advogados de Didê afirmam que não tiveram acesso às mensagens e repudiam qualquer interpretação que considere precipitada antes do exercício do contraditório. A defesa também sustenta que os contratos eram fiscalizados pelas diretorias do Instituto e posteriormente submetidos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O Instituto Rio Metrópole informou que os fatos investigados são da gestão anterior. Segundo o órgão, a atual diretoria adotou medidas para corrigir as irregularidades apontadas e está auditando 16 contratos.

Com informações do “RJ2”.

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Rio de Janeiro

Justiça suspende novos licenciamentos da Lei dos Puxadinhos no município do Rio após ação do MPRJ

Foto de Bruno Quintella
Bruno Quintella

17/09/2026 18:38

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio suspendeu a aprovação, o licenciamento e a legalização de novos empreendimentos imobiliários com base na chamada Lei dos Puxadinhos (Lei Complementar nº 281/2025) e nas alterações promovidas pela Lei Complementar nº 291/2025. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (17), em resposta a uma representação por inconstitucionalidade ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Além de barrar novas autorizações, a medida também impede a apresentação de novos pedidos fundamentados nas normas questionadas até o julgamento definitivo do caso.

As leis criaram condições especiais para construções e ampliações na cidade, alterando parâmetros previstos no Plano Diretor. Entre as mudanças estão o aumento do potencial construtivo de imóveis, a ampliação de atividades comerciais e de serviços em determinadas áreas e a possibilidade de conversão de unidades hoteleiras em residenciais.

MPRJ questiona mudanças no Plano Diretor

Na ação, o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, sustenta que as alterações promovidas pela legislação podem ser incompatíveis com as diretrizes estabelecidas pelo Plano Diretor do município.

O MPRJ também argumenta que as modificações incluídas durante a tramitação do projeto não passaram por uma nova etapa de participação popular, apesar de alterarem significativamente o texto original.

Ao analisar o pedido cautelar, o Tribunal de Justiça considerou haver indícios suficientes para suspender temporariamente os efeitos das normas. Na decisão, os desembargadores apontam que as mudanças podem representar alterações relevantes nos parâmetros urbanísticos da cidade e destacam a ausência de demonstração de uma nova consulta pública após a inclusão de emendas ao projeto.

Risco de impactos urbanos

A decisão também levou em conta o risco de que novos licenciamentos produzam efeitos de difícil reversão caso a lei venha a ser considerada inconstitucional no julgamento de mérito.

Segundo o tribunal, há potencial impacto sobre a infraestrutura urbana e a paisagem da cidade, conforme apontado em parecer técnico elaborado pelo Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE), do próprio Ministério Público.

A suspensão, no entanto, não atinge empreendimentos que já tiveram licenciamento, legalização ou regularização deferidos, nem obras que estejam efetivamente em execução.

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Política

Eduardo Paes relata ‘ataque’ de robôs em seu Instagram; Douglas Ruas também denunciou movimentação suspeita nas redes

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Gabriele Maia

17/09/2026 18:19

O candidato ao governo do estado Eduardo Paes (PSD) relatou, na tarde desta quinta-feira (17), estar sofrendo uma ação de robôs automatizados em seu perfil no Instagram. Em publicação, o candidato compartilhou uma imagem com diversos comentários repetidos, apontado uma possível inflação artificial de interações na sua conta.

Paes afirmou que restringiu os comentários aos seus seguidores para conter a movimentação.

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Imagem compartilhada por Eduardo Paes no Instagram – Foto: Reprodução

A mensagem compartilhada pelo candidato afirma que os “robôs” estariam “inflando likes e comentários orquestrados”.

Momentos antes, Douglas Ruas (PL) também levou à Justiça Eleitoral uma denúncia sobre movimentação suspeita em seu perfil no Instagram. A coligação do candidato acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para pedir à Meta dados que ajudem a identificar a origem de contas consideradas suspeitas.

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Política

Campanha de Douglas Ruas aciona TRE-RJ após suspeita de ataque de robôs no perfil do Instagram

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

17/09/2026 17:49

A coligação “Rio Real”, do candidato ao governo do estado Douglas Ruas (PL), entrou com uma representação eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) pedindo a apuração urgente de uma movimentação digital atípica detectada no perfil oficial no Instagram.

Na ação, protocolada nesta quinta-feira (17) pelo advogado Tiago Santos Silva, a defesa de Ruas busca identificar a autoria de um ataque envolvendo contas suspeitas e coordenadas.

A legislação eleitoral proíbe o uso de ferramentas artificiais para alterar a repercussão da propaganda eleitoral. Para os advogados, a movimentação teria sido feita com o objetivo de prejudicar a campanha de Ruas.

Suspeita de invasão utilizando robôs automatizados

A suspeita é do uso de robôs, automação e compra de seguidores (fake engagement) no perfil oficial do candidato ao governo do estado pelo PL, uma vez que o partido identificou o surgimento repentino de centenas de contas com nomes estrangeiros e padrões repetitivos seguindo e interagindo com a conta no Instagram.

O documento embasa a denúncia citando um relatório de auditoria da plataforma HypeAuditor, que apontou o surgimento de cerca de 19 mil seguidores no perfil, representando 9,2% do total, classificados como “contas suspeitas”.

O levantamento também destacou um pico anormal em uma publicação recente, que registrou uma taxa de engajamento irreal de 130,08%, indicando uma provável interferência artificial.

Defesa de Ruas busca obter dados oficiais e inclui Paes na ação

Para evitar a perda dos registros da internet, a petição inicial solicitou à Justiça Eleitoral que determine à Meta Platforms Brasil Ltda., empresa responsável pelo Instagram, a preservação e o fornecimento dos dados técnicos das contas suspeitas referentes aos últimos sete dias.

A ideia é utilizar esses registros para descobrir a origem da operação coordenada, a infraestrutura técnica utilizada e, principalmente, quem financiou e encomendou a alteração artificial.

O candidato concorrente Eduardo Paes (PSD) e a coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir” foram incluídos como representados na ação. Apesar de o documento esclarecer que ainda não há provas definitivas nem acusações de que a chapa de Paes seja autora do ataque virtual, a ação justifica o envolvimento processual pelo fato de que eventuais ataques digitais a Douglas Ruas teriam potencial de beneficiar politicamente a candidatura de Paes.

Pedidos à Meta

A defesa de Douglas Ruas pede que a Meta realize o cruzamento de dados para verificar se existe alguma conexão técnica entre as contas suspeitas e os administradores ou ativos publicitários ligados à campanha de Paes.

Caso a investigação futura confirme algum vínculo, os advogados pedem que as provas sejam adicionadas a uma outra ação de investigação judicial eleitoral já em curso contra o candidato do PDT.

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Política

De ‘milícia de gravata’ a ‘saidinha de banco’: TRE-RJ nega recursos e mantém quatro candidatos fora da eleição

Foto de Gabriele Maia
Gabriele Maia

17/09/2026 17:14

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) manteve, nesta quinta-feira (17), decisões que barraram quatro candidaturas para as eleições deste ano. Diego Alba (PSDB), condenado por formação de quadrilha armada e “saidinha de banco”; Paulo Lomenha (Mobiliza), apontado como líder de uma “milícia de gravata” que cobrava propina em contratos públicos; Vandro Família (PSDB), supostamente ligado a um “grupo de extermínio”; e Zezinho do Caminhão (SDD), condenado por violência política de gênero, continuam fora da disputa eleitoral.

As decisões têm fundamentos diferentes e foram tomadas em seus devidos processos de registro de candidatura. Para dois casos, o tribunal analisou elementos relacionados à atuação de organizações criminosas; em outro, uma condenação criminal; e, para Zezinho, uma decisão inédita do Tribunal Superior Eleitoral que o declarou inelegível por oito anos.

‘Saidinha de banco’ e condenação por quadrilha armada

O candidato a deputado estadual Diego Alba (PSDB) apresentou recurso contra a decisão que indeferiu seu registro de candidatura, mas teve o pedido rejeitado pelo TRE-RJ nesta quinta-feira (17). A decisão considerou uma condenação de 2009 por formação de quadrilha armada especializada em crimes conhecidos como “saidinhas de banco”.

Segundo os elementos citados no processo, Alba ficava dentro de uma agência bancária observando a movimentação dos clientes e repassava informações aos comparsas que aguardavam do lado de fora.

O Ministério Público Eleitoral também apontou indícios de ligação do candidato com o Comando Vermelho. A defesa recorreu do indeferimento, mas a Corte manteve a decisão.

Paulo Lomenha foi apontado como líder de uma ‘milícia de gravata’

Paulo Lomenha (Mobiliza), candidato a deputado federal, teve a elegibilidade contestada pelo MPE com base em elementos de uma investigação que o apontava como líder e articulador de uma equipe que teria atuado em fraudes a licitações e contratos públicos.

A defesa argumentou que o grupo não poderia ser considerado uma organização paramilitar porque não utilizaria violência, armas ou domínio territorial como método de atuação.

O relator, desembargador eleitoral Guilherme Calmon, adotou uma interpretação mais ampla da regra constitucional e afirmou que grupos criminosos também podem se infiltrar na estrutura do Estado sem necessariamente exercer controle territorial pela força. Foi neste julgamento que surgiu a expressão “milícia de gravata”.

Vandro Família seria relacionado a um grupo de extermínio

Vandro Família (PSDB), que tenta voltar à Alerj, também teve o recurso rejeitado pelo TRE-RJ e o registro de candidatura mantido como indeferido. O Ministério Público Eleitoral apresentou elementos de investigações que relacionavam o candidato a um “grupo de extermínio”.

O candidato foi alvo de três processos por homicídio, mas os casos terminaram em impronúncia depois que as testemunhas que haviam feito acusações na fase policial recuaram.

O MP também citou a Operação P-9, de 2019, quando Vandro foi alvo de busca e apreensão em uma investigação sobre o homicídio de Paulo Henrique Dourado Teixeira, conhecido como Paulinho P-9 e apontado nos autos como seu rival político.

Vereador foi condenado por cometer violência política de gênero contra colega de plenário

Já Zezinho do Caminhão (Solidariedade), vereador de Nova Friburgo que deseja ser candidato a deputado estadual, teve o recurso rejeitado após ser declarado inelegível por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A condenação ocorreu por causa de uma discussão com a vereadora Priscilla Pitta (PT), na Câmara Municipal, em 2022. Durante o bate-boca, Zezinho chamou a parlamentar de “vagabunda” e “escrota” e, segundo testemunhas ouvidas no processo, chegou a partir para cima dela. Ele também teria mandado Priscilla “ficar em casa” e afirmado que iria promover um isolamento político da vereadora.

Foi a primeira vez que o TSE declarou expressamente a inelegibilidade de um político condenado por violência política de gênero. O TRE-RJ, agora, manteve o impedimento à candidatura.

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Rio de Janeiro

Turismo do Rio cresce acima da média nacional em vendas e chegada de estrangeiros

Foto de Redação
Redação

17/09/2026 16:53

O turismo no estado do Rio de Janeiro apresentou desempenho superior ao registrado no Brasil em importantes indicadores nos últimos 12 meses.

Os dados são do Painel Mensal do Turismo, elaborado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) com base em informações de órgãos oficiais. O estudo reúne dados sobre emprego, vendas, receita, preços e fluxo de turistas.

Crescimento de vendas 10 vezes maior em relação ao país

No acumulado até julho, o volume de vendas dos serviços ligados ao turismo cresceu 6% no estado, enquanto a alta foi de 0,6% no país. A receita nominal também avançou mais no Rio: 12,5%, contra 9,7% na média nacional.

A chegada de turistas internacionais também teve destaque: em julho, o Rio recebeu 177.778 visitantes estrangeiros, alta de 4,3% em relação ao mesmo mês de 2025. No Brasil, houve queda de 1,1% no período.

Considerando os 12 meses até julho, o estado chegou a 2,4 milhões de chegadas internacionais, um crescimento de 20,3%.

O levantamento aponta ainda a criação de 14.982 novas vagas no setor turístico fluminense nos 12 meses até julho. No mesmo período, a inflação dos itens relacionados ao turismo no Rio foi de 5,5%, abaixo dos 6,8% registrados no país.

O Painel Mensal do Turismo utiliza informações de fontes como IBGE, Banco Central, ANAC, ANTT, Ministério do Turismo, Polícia Federal, Novo Caged e RAIS.

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Jogo Rápido

Seminário do Cebes reunirá diferentes gerações da Reforma Sanitária 

Foto de Redação
Redação

17/09/2026 16:48

Com as presenças do presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), Carlos Fidelis Ponte; da diretora administrativa, Ana Tereza Camargo; do ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão; e de outros fundadores do SUS, como, José Noronha, Sonia Fleury e Lucia Souto; será aberto, nesta segunda-feira (21), às 9h, o Seminário Cebes 50 anos.

O evento vai acontecer no Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro, na UERJ, e será encerrado às 17h,  com homenagens aos ex-presidentes da entidade e às personalidades que marcaram a história da Reforma Sanitária no país. O evento é aberto ao público e reunirá representantes de diversas gerações.

O Cebes foi criado em plena ditadura militar, em 1976.

A participação de nomes históricos do Cebes nos painéis

Também estarão na mesa de abertura a vice-presidente do Cebes, Lenaura Lobato; a reitora da UERJ, Gulnar Azevedo e Silva; o diretor do Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro, Mario Dal Poz; o presidente da Fiocruz, Mario Moreira; a presidente da Fiotec, Cristiane Sedim; e o presidente da Abrasco, Romulo Paes de Souza.

Nos painéis, estão confirmados nomes históricos, como Reinaldo Guimarães, José Luís Fiori, Jairnilson Paim, José Rubens Ferreira de Alcântara Bonfim, Marcio Almeida, Volnei Garrafa, Paulo Duarte de Carvalho Amarante, Sarah Escorel, Roberto Passos Nogueira, Ana Maria Costa Cornelis Johannes van Stralen, e Lucia Regina Florentino Souto.

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Política

Coligação de Paes tenta tirar do ar vídeo de Satiê que relembra aliança com Sérgio Cabral

Foto de Redação
Redação

17/09/2026 15:58

A coligação “Juntos para Mudar Coragem para Reconstruir”, que representa o candidato ao governo do estado Eduardo Paes (PSD), acionou a Justiça Eleitoral para retirar do Instagram um vídeo publicado pelo vereador Rafael Satiê (PL), candidato a deputado federal, que relembra a relação política entre Paes e o ex-governador Sérgio Cabral.

A Justiça determinou a interrupção do impulsionamento do post, por entender que o vídeo apresenta nítido caráter negativo e não poderia ser utilizado em mecanismo pago, mas manteve a publicação no perfil, entendendo que a crítica está incluída na liberdade de expressão.

Relação entre Paes e Cabral

Na gravação, Satiê relaciona a dívida do estado do Rio com o governo de Cabral e o período em que Paes esteve à frente da Prefeitura do Rio. Ele também critica os gastos relacionados à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016 e questiona qual teria sido o legado desses investimentos para o estado.

A coligação de Paes argumentou que o conteúdo configura propaganda eleitoral negativa e que a divulgação por meio de anúncios pagos viola a legislação eleitoral.

A defesa de Satiê sustenta que o vídeo aborda fatos relacionados à vida pública dos envolvidos e que não foi demonstrada a existência de pedido de não voto, ataque abusivo à honra ou divulgação de informação sabidamente falsa. Segundo a defesa, uma eventual irregularidade no impulsionamento não justificaria, por si só, a retirada da postagem.

Ao analisar o pedido inicial, a relatora do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), Ane Cristine Scheele Santos, determinou a interrupção do impulsionamento pago. A magistrada reconheceu o caráter negativo da mensagem, mas decidiu manter a publicação no ar, sem publicidade paga, levando em conta a proteção à crítica política e a necessidade de intervenção mínima no debate público.

Em manifestação no processo, o Facebook Brasil informou que os anúncios foram desabilitados. A defesa também apresentou comprovante da suspensão e afirmou que o cumprimento da ordem não representa reconhecimento de qualquer irregularidade.

Procuradoria pede multa

Em parecer apresentado em 15 de setembro, a Procuradoria Regional Eleitoral defendeu a aplicação de multa e a proibição de novos impulsionamentos do mesmo conteúdo ou de material semelhante.

O órgão registrou que a coligação não contestou a veracidade das informações apresentadas no vídeo, mas considerou irregular o pagamento para ampliar o alcance de uma mensagem de caráter eleitoral negativo.

O MP pediu a condenação definitiva de Satiê e a aplicação de uma multa proporcional à gravidade da infração.

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Política

TRE-RJ rejeita recurso e mantém João Drumond fora da disputa por vaga na Alerj; candidato vai recorrer

Foto de Gabriele Maia
Gabriele Maia

17/09/2026 15:28

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) rejeitou o recurso apresentado por João Drumond (PRD) e manteve o indeferimento do registro de sua candidatura a deputado estadual. Com a decisão, o candidato continua fora da disputa e vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter a decisão.

A defesa alegou, entre outros pontos, que o Tribunal teria atribuído a João responsabilidade por fatos praticados por terceiros e apontava contradições e omissões na decisão.

Os argumentos, porém, não foram acolhidos pelo colegiado nesta quinta-feira (17).

Tribunal defende que João Drumond não foi punido por parentesco

Ao analisar o recurso, o TRE-RJ reforçou que o registro não foi negado simplesmente porque João é neto de Luizinho Drumond, figura histórica do jogo do bicho e presidente de honra da Imperatriz Leopoldinense.

Segundo o entendimento mantido nesta quinta, a decisão considerou uma série de elementos atribuídos ao próprio candidato. Entre eles estão relatórios de inteligência e provas obtidas durante a Operação Trampo.

No julgamento, foram citados registros que apontariam a presença de João em áreas sob domínio do Comando Vermelho, sua aproximação com Mariana de Souza, apontada na investigação como companheira de uma liderança do tráfico, além de grupos e arquivos de mensagens administrados por investigados ligados ao esquema da contravenção.

O relator afirmou que o julgamento anterior não atribuiu ao candidato atos praticados por familiares, mas considerou uma “sucessão de atos próprios do embargante” que, na avaliação do colegiado, revelaria sua inserção na estrutura investigada.

A decisão do TRE-RJ não representa uma condenação criminal de João Drumond e o candidato ainda pode levar a discussão ao TSE.

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