A mudança de sede do departamento estadual de Transportes Rodoviários (Detro) marca uma virada de custo e localização: o órgão deixou três andares cedidos gratuitamente em um prédio em Copacabana para se instalar no Centro do Rio, com um custo que pode ultrapassar R$ 22 milhões ao longo de dez anos.
O novo endereço fica no Edifício Rio Office Tower (ROT), na Avenida Presidente Vargas. O Detro vai ocupar dois andares, pagando cerca de R$ 132 mil por mês só de aluguel, além de aproximadamente R$ 69 mil em condomínio e IPTU — o que leva a despesa mensal da nova sede para mais de R$ 200 mil.
O acordo começou a valer em fevereiro de 2026 e segue até 2036.
Cláusula de carência pode gerar cobrança milionária se Detro deixar imóvel antes do prazo antes do prazo de dez anos
O contrato inclui um período inicial de seis meses sem nenhuma cobrança, seguido de outros seis meses com isenção de aluguel. Embora funcione como um alívio no começo, o benefício tem contrapartida: ele é contabilizado como um valor a ser compensado ao longo do tempo.
Na prática, se o Detro sair antes do fim do contrato, terá que “devolver” cerca de R$ 2 milhões.
Presidente justifica mudança por falta de espaço e infiltrações na antiga sede
A decisão de sair do imóvel antigo, administrado pela Riotrilhos, foi tomada ainda em outubro de 2025. Na justificativa, o presidente do órgão, Raphael Salgado, apontou que o espaço já não comportava a equipe, o que obrigou a autarquia a se espalhar por diferentes andares, “dificultando o trabalho e a organização de documentos”.
O órgão também citou infiltrações em dias de chuva, atribuídas a um imóvel vizinho, além de problemas de infraestrutura, conforto e segurança no prédio.
A Riotrilhos, no entanto, rebateu e disse que o próprio Detro havia validado previamente a condição do imóvel e atestado que havia capacidade suficiente para abrigar toda a equipe.
A empresa também afirmou que as infiltrações seriam resolvidas em uma segunda fase de obras, com licitação prevista para 2026. Disse ainda que o Detro ocupava o 3º andar e que, após receber reclamações pela falta de espaço, os 4º e 9º andares foram cedidos gratuitamente para acomodar a equipe.
Detro deixa prédio antes de obras previstas e garante devolução de R$ 5,7 milhões em acerto com a Riotrilhos
A mudança também gerou um acerto financeiro entre os órgãos. O Detro havia repassado mais de R$ 6 milhões à Riotrilhos para obras no prédio — previstas para começar em 2026 —, mas, com a saída antecipada, deve receber de volta cerca de R$ 5,7 milhões.
O departamento afirma ainda que arcou com os custos da própria mudança e deixou materiais e móveis no antigo endereço.
COM FÁBIO MARTINS


O correto seria “população banca” mudança e aluguel de 22 milhões para o Detro!
Gostaria de saber qual a finalidade dos ficais do DETRO em campo grande rj, pois fica um veículo no início da rua Augusto Vasconcelos, outro na rua Xavier Marques (rodoviária de campo grande) e o terceiro na rua Engenheiro Trindade todos os dias da semana sem fiscalizar nada.
Pura vdd, tbm gostaria de saber qual a finalidade.
Alguém está levando uma boa vantagem financeira, e esse alguém não sou eu.
Mas vamos levar em consideração que o atual governo do RJ, do Cláudio Castro, Bolsonarista, do PL, tem muitas situações obscuras e sem explicações à sociedade.
Gente isso é um absurdo 200 mil por mês,pra pagar aluguel e porque aquele carros do Dentro com os vidros pretos ficam parados e fechados gente isso é péssimo pra cidade do Rio de Janeiro que vergonha.
Estão ali em campo grande em três pontos estratégicos , porém apenas pra fazer vista grossa e pega o arrego semanalmente ou diariamente né , todos sabem disso né .
Enquanto o navio afunda, os ratos nadam…
Um órgão inoperante, não fiscaliza NADA
Sim, exatamente! Nesse prédio de Copacabana que fica a Secretaria de transportes tem outras três empresas diferentes (DETRO, RioTrilhos e Central) e cada uma com uma função tão específica que dava pra juntar tudo num departamentozinho da Secretaria de Transportes. Mas não, preferem manter estrutura separada, prédio enorme, diretoria pra cada lado… Na prática, funciona mais como cabide de emprego, com funcionário fantasma e implementararam regra de home office que veio pra escancarar de vez a farra. O pior é que o custo disso tudo só aumenta e a gente vê que não justifica. Enquanto isso, o prédio segue lá, lotado de gente que “trabalha” de casa.
Com esses valores todos envolvidos não dava pra COMPRAR um imóvel? O Centro do RJ que está esvaziado até hoje por conta da pandemia de COVID-19 não tem espaços mais baratos pra alugar?
Que bom que andamos em estradas sem buracos, trens de altíssima qualidade, pois temos tantos trabalhando para essa realidade, a ponto de necessitar de mais espaço para os nossos heróis que trabalham 24 X 7 sem parar e quase sem nenhum benefício.
Alguém está levando uma boa vantagem financeira, e esse alguém não sou eu.
Mas vamos levar em consideração que o atual governo do RJ, do Cláudio Castro, Bolsonarista, do PL, tem muitas situações obscuras e sem explicações à sociedade.
Esses dois departamentos nunca ouvi falar, Rio trilhos??? Poderia juntar tudo em um só como secretária de transporte e aí teriam pessoal suficiente, até pq o presidente do Detro várias vezes disse que não faz as fiscalizações corretas por falta de gente, aí não entendi a falta de espaço, até pq os fiscais deveriam estar na rua….
Só procurar saber quem é o dono do prédio na Presidente vargas.Quem será?
Qual a comissão de Gago Castro no negócio.