A coligação “Rio Real”, do candidato ao governo do estado Douglas Ruas (PL), entrou com uma representação eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) pedindo a apuração urgente de uma movimentação digital atípica detectada no perfil oficial no Instagram.
Na ação, protocolada nesta quinta-feira (17) pelo advogado Tiago Santos Silva, a defesa de Ruas busca identificar a autoria de um ataque envolvendo contas suspeitas e coordenadas.
A legislação eleitoral proíbe o uso de ferramentas artificiais para alterar a repercussão da propaganda eleitoral. Para os advogados, a movimentação teria sido feita com o objetivo de prejudicar a campanha de Ruas.
Suspeita de invasão utilizando robôs automatizados
A suspeita é do uso de robôs, automação e compra de seguidores (fake engagement) no perfil oficial do candidato ao governo do estado pelo PL, uma vez que o partido identificou o surgimento repentino de centenas de contas com nomes estrangeiros e padrões repetitivos seguindo e interagindo com a conta no Instagram.
O documento embasa a denúncia citando um relatório de auditoria da plataforma HypeAuditor, que apontou o surgimento de cerca de 19 mil seguidores no perfil, representando 9,2% do total, classificados como “contas suspeitas”.
O levantamento também destacou um pico anormal em uma publicação recente, que registrou uma taxa de engajamento irreal de 130,08%, indicando uma provável interferência artificial.
Defesa de Ruas busca obter dados oficiais e inclui Paes na ação
Para evitar a perda dos registros da internet, a petição inicial solicitou à Justiça Eleitoral que determine à Meta Platforms Brasil Ltda., empresa responsável pelo Instagram, a preservação e o fornecimento dos dados técnicos das contas suspeitas referentes aos últimos sete dias.
A ideia é utilizar esses registros para descobrir a origem da operação coordenada, a infraestrutura técnica utilizada e, principalmente, quem financiou e encomendou a alteração artificial.
O candidato concorrente Eduardo Paes (PSD) e a coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir” foram incluídos como representados na ação. Apesar de o documento esclarecer que ainda não há provas definitivas nem acusações de que a chapa de Paes seja autora do ataque virtual, a ação justifica o envolvimento processual pelo fato de que eventuais ataques digitais a Douglas Ruas teriam potencial de beneficiar politicamente a candidatura de Paes.
Pedidos à Meta
A defesa de Douglas Ruas pede que a Meta realize o cruzamento de dados para verificar se existe alguma conexão técnica entre as contas suspeitas e os administradores ou ativos publicitários ligados à campanha de Paes.
Caso a investigação futura confirme algum vínculo, os advogados pedem que as provas sejam adicionadas a uma outra ação de investigação judicial eleitoral já em curso contra o candidato do PDT.























































