O fim do lançamento de 9,36 milhões de litros de esgoto sem tratamento por dia no Rio Maracanã é o resultado de uma força-tarefa realizada pela Águas do Rio na Grande Tijuca desde 2024. As intervenções impedem que esse volume, equivalente a mais de três piscinas olímpicas, siga para a Baía de Guanabara. O trabalho de fiscalização e obras abrange todo o entorno do Canal do Mangue, em bairros como Tijuca, Vila Isabel, Andaraí, Grajaú, Maracanã, Praça da Bandeira, Alto da Boa Vista, Usina, Rio Comprido, Lapa, Centro e Cidade Nova.
A concessionária usa duas tecnologias de inspeção visual para investigar o que acontece debaixo da terra. Uma delas é a Câmera Super Zoom, operada por tablet, como em um videogame, que permite enxergar até 80 metros dentro de galerias retas sem necessidade de escavação. A outra é a VCam, guiada por cabo, que funciona como uma endoscopia e percorre tubulações curvas e profundas de forma rápida e segura. Aliadas a denúncias e vistorias, as ferramentas ajudaram a eliminar 82 ligações clandestinas e recuperar 152 trechos de redes antigas.

Um dos problemas identificados nessas redes antigas ocorreu na Rua Afonso Pena, onde um edifício e duas casas jogavam esgoto na rede de captação de água da chuva por engano. Após orientação das equipes, os proprietários adequaram o encanamento, interrompendo o despejo diário de quase 13 mil litros de efluentes no Rio Maracanã. Além de reduzir riscos à saúde pública, as ações de fiscalização diminuem o mau cheiro, a presença de insetos na região e contribuem para melhorar a qualidade da água que chega ao Canal do Mangue e, depois, à Baía de Guanabara.

Fiscalização e conscientização de moradores
Quando uma ligação irregular é identificada, a empresa notifica o responsável e dá 30 dias para que o imóvel seja regularizado antes da aplicação de qualquer penalidade. Segundo o diretor-executivo da Águas do Rio, Renan Mendonça, aliado à colaboração dos moradores, o rigor das operações em toda a bacia do Rio Maracanã é fundamental para melhorar a qualidade de vida na Tijuca.
“Nosso trabalho é contínuo e acontece em conjunto com os moradores. Nessa parceria conseguimos melhorar a qualidade de vida de quem mora no entorno do Rio Maracanã e devolver águas muito mais limpas à Baía de Guanabara.”, afirma Mendonça.
Recuperação ambiental até o litoral
A atuação conduzida pelas equipes da Águas do Rio reflete diretamente na balneabilidade do litoral carioca, beneficiando praias como Flamengo e Glória. O Rio Maracanã, que nasce com águas limpas no Alto da Boa Vista e cruza a área urbana até o Canal do Mangue, passa a transportar menos poluição para a Baía de Guanabara à medida que o esgoto é retido na rede de coleta. Ao todo, com melhorias de saneamento em diversos pontos da região metropolitana do Rio de Janeiro, já são 134 milhões de litros de esgoto diários, que antes desaguavam na baía todos os dias e hoje são tratados.

A ampliação dessa rede de coleta integra o plano macro de esgotamento sanitário da concessionária do grupo Aegea, que investiu R$ 6,3 bilhões nos 26 municípios atendidos desde novembro de 2021. Até 2033, mais R$ 2,7 bilhões serão destinados para a construção de coletores no entorno da Baía de Guanabara. Os investimentos da Águas do Rio sustentam as metas de universalização do saneamento no estado do Rio de Janeiro, fixadas em 99% de cobertura de água tratada e 90% de coleta e tratamento de esgoto para a população.






















































