O Rio de Janeiro registrou a maior alta na arrecadação de
entre os estados brasileiros no primeiro semestre de 2026. Foram R$ 36,7 bilhões arrecadados com o imposto entre janeiro e junho, um crescimento de 17,8% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado ficou mais de duas vezes acima da média nacional, que foi de 7,2% no período. Os dados são do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), do Governo Federal.
Segundo o governo do estado, o desempenho está relacionado, entre outros fatores, às mudanças promovidas na área da Receita, que ampliaram a autonomia das áreas de Inteligência e Planejamento Fiscal. A Secretaria de Fazenda afirma que a nova estrutura também permitiu ampliar o uso de inteligência de dados na fiscalização.
Arrecadação também cresce em julho
O avanço da receita estadual se manteve em julho. Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Fazenda, o Rio arrecadou R$ 6,33 bilhões no mês, quase 18% a mais, em valores nominais, do que em julho de 2025. A alta foi registrada em sete das oito Auditorias Fiscais Especializadas analisadas pela pasta.
Os setores de energia elétrica, siderurgia e petróleo, além de operações submetidas ao regime de substituição tributária, responderam por um acréscimo de R$ 850 milhões na arrecadação em relação a julho do ano passado.
De acordo com a Fazenda, o resultado também foi influenciado pelo reforço da fiscalização no setor de combustíveis, pela criação de um gabinete voltado ao monitoramento de grandes contribuintes e pela intensificação das ações sobre atacadistas e distribuidores.
A secretaria cita ainda o combate às chamadas empresas noteiras, utilizadas para a emissão de documentos fiscais sem correspondência com operações comerciais efetivas.
O desempenho mais recente ocorre depois de um primeiro quadrimestre também positivo para a arrecadação estadual. Entre janeiro e abril, o Estado registrou crescimento de 21,1% na receita de ICMS, segundo dados apresentados pela Secretaria de Fazenda. Naquele período, petróleo e gás, refino e depósitos de mercadorias para terceiros estavam entre os segmentos que mais contribuíram para o resultado.

























































