A deputada federal Talíria Petrone (PSOL) também vai denunciar à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público o episódio envolvendo Alexandre Knoploch (PL) e militantes do comitê de Flavio Serafini (PSOL), na Tijuca, Zona Norte do Rio. Candidato à reeleição, ele é acusado de ameaçar sacar uma pistola contra pessoas que trabalhavam na campanha do psolista nesta segunda-feira (28).
Segundo testemunhas, Knoploch se revoltou com uma música que provocava o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Ainda de acordo com os relatos, ele teria disparado spray de pimenta contra os militantes e proferido xingamentos.
Talíria comparou o episódio ao caso envolvendo a então deputada federal Carla Zambelli (PL), que, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, sacou uma arma durante uma discussão e perseguiu um homem pelas ruas de São Paulo.
“Todo ano é a mesma coisa. Em 2022, foi Carla Zambelli, agora, Knoploch. É inadmissível esse tipo de violência durante as eleições. Ele precisa ser responsabilizado e preso”, afirmou.
Flávio Serafini também vai à Justiça contra Knoploch
O episódio também será levado à Justiça pelo próprio Flavio Serafini. A campanha do candidato informou que vai registrar boletim de ocorrência e apresentar notícia-crime à Justiça Eleitoral, além de entregar às autoridades imagens, vídeos e outros elementos sobre a confusão.
O deputado também pretende pedir uma medida cautelar para impedir que Knoploch se aproxime de seus comitês, integrantes da campanha, trabalhadores, voluntários e militantes.
Em declaração após o episódio, Serafini afirmou que considera o caso uma “ameaça armada” e disse que não pretende se calar diante do ocorrido.
O que diz Alexandre Knoploch
Em nota, o candidato à reeleição pelo PL não negou as acusações e afirmou que também pretende enviar uma denúncia à Justiça Eleitoral pela veiculação da música “de baixo calão” sobre Flávio Bolsonaro.
Confira o posicionamento na íntegra:
“Durante uma agenda na Tijuca na manhã desta segunda-feira (28), o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) estava distribuindo panfletos próximo ao comitê de um candidato do PSOL, quando foi questionado por uma senhora sobre uma música que continha termos de baixo calão como “cabeça do meu pau” (sic) e “cabeça da minha pica” (sic), tocada ali no momento pela equipe de Serafini. Ao responder que era ilegal, seis ocupantes do comitê ouviram a conversa e foram em direção ao deputado, com ameaças.
Sobre o episódio, Knoploch informa que fez o registro da ocorrência e deve enviar denúncia ao TRE pelo uso de palavras de baixo calão em logradouro público e contra o adversário Flávio Bolsonaro.
Este não foi o primeiro flagrante da execução da música pornográfica pela esquerda. Na manhã de domingo, dois cabos eleitorais do PT tocavam a letra em uma caixa de som na frente de crianças que faziam uso da orla de Copacabana para o lazer. A dupla caminhava em direção à Caminhada de Mulheres de Direita, que foi liderada pela candidata à vice-governadora Fernanda Louback (PL) e teve presença de outras mulheres, incluindo a mulher de Douglas Ruas, Mariana Ruas”.






















































