Depois que uma auditoria da Secretaria de Estado da Casa Civil identificou cerca de R$ 4,5 milhões em irregularidades na execução do programa Empoderadas, a equipe que integra o projeto contestou o questionamentos feitos pela pasta do governo estadual.
Em resposta, a equipe do projeto afirma que o Plano de Trabalho de 2025 passou por diferentes setores técnicos, administrativos, financeiros e jurídicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e do próprio governo antes da execução dos recursos.
Nesta sexta-feira (14), 14 servidores ligados à estrutura do programa foram exonerados pelo governo. Entre os exonerados está Érica Paes, responsável pelo Empoderadas.
O programa também informou que vai acionar o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para pedir o acompanhamento da suspensão das atividades e dos impactos da interrupção dos serviços de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.
Em uma publicação no Instagram, Érica Paes afirmou que não havia nada escondido.
“Os valores hoje questionados não estavam escondidos. A taxa administrativa da UERJ, a participação remunerada de servidores e os respectivos valores estavam previstos nos instrumentos administrativos e submetidos aos fluxos de análise da Universidade e do Estado”, argumentou no texto
Uerj suspendeu o programa por falta de pagamento
No dia 24 de julho, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) suspendeu as atividades do programa por atraso em repasses de recursos pelo governo do estado. Mais de 200 trabalhadores dizem estar sem receber desde janeiro.
Segundo a Uerj, a suspensão das atividades permanecerá até a assinatura da Resolução Conjunta e da descentralização dos recursos que já estavam definidos para o programa. Na decisão da reitora, a manifestação da Superintendência-Geral de Projetos Especiais da universidade foi acolhida ao apontar riscos jurídicos e financeiros para a continuidade da execução do programa.
O Programa Empoderadas foi criado em 2022 e integra a política estadual de enfrentamento ao feminicídio. A iniciativa oferece aulas de defesa pessoal, atendimento jurídico e psicossocial, além de cursos de qualificação profissional para mulheres em situação de violência.


























































