Concorrendo sub judice, Maira Figueiredo (MDB) foi reeleita prefeita de Silva Jardim, neste domingo (6). Ela somou 47,57% dos votos válidos, ante 45,49% do segundo colocado, Juninho Peruca (SDD).
Entretanto, a prefeitável terá de confirmar na Justiça sua vitória. Por maioria dos votos, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deu provimento ao recurso para indeferir o registro de candidatura à reeleição de Maira.
A relatora Katia Junqueira considerou a tese da oposição, apresentada pelo advogado Afonso Destri, e do Ministério Público Eleitoral, de que a possível eleição de Maira configura um terceiro mandato para a família. O processo ficou conhecido como o “caso da linha do tempo”, por causa de uma arte feita por Destri para ilustrar a tese — e que inspirou a relatora a fazer a sua linha também.
Maira (que já foi Maíra do Jaime) vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso o recurso não tiver sido julgado em definitivo até a data da posse, quem assume é o presidente da Câmara de Vereadores.
Se a decisão final do TSE for pelo indeferimento, nova eleição deverá ser realizada. Se ocorrer, será a quarto eleição do tipo em Silva Jardim.
“É importante destacar que não há previsão de ciclone para Niterói. A Prefeitura e a Defesa Civil de Niterói emitiram um alerta de ressaca. Na verdade um alerta emitido pela Marinha do Brasil e a gente repassa esse alerta, com as informações de segurança”, afirmou o secretário de Defesa Civil de Niterói, tenente-coronel Walace Medeiros.
“A plataforma Google cometeu um grave erro de disparar um alerta de ciclone em Niterói para esse final de semana. Na verdade, a Marinha e a Defesa Civil de Niterói, emitiram um aviso de uma ressaca, a partir de sexta-feira a noite até domingo. Portanto, se você receber essa informação falsa nos ajude a divulgar e esclarecer”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves na rede social.
Morador da Ponta da Areia, Alcimar Oliveira comentou que ele e a filha receberam o alerta, mas preferiu consultar as redes sociais da prefeitura.
“Eu recebi esse alerta e minha filha também. Mas antes de passar adiante, fui conferir o perfil no Instagram da Prefeitura de Niterói e vi que era falso. A gente tem que ter cuidado, pois hoje tem muita informação falsa que circula livremente por aí”, comentou.
Para enfatizar a informação, a Prefeitura de Niterói publicou no Instagram uma foto informando sobre a divulgação falsa.
Em resposta, a equipe do projeto afirma que o Plano de Trabalho de 2025 passou por diferentes setores técnicos, administrativos, financeiros e jurídicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e do próprio governo antes da execução dos recursos.
Nesta sexta-feira (14), 14 servidores ligados à estrutura do programa foram exonerados pelo governo. Entre os exonerados está Érica Paes, responsável pelo Empoderadas.
O programa também informou que vai acionar o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para pedir o acompanhamento da suspensão das atividades e dos impactos da interrupção dos serviços de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.
“Os valores hoje questionados não estavam escondidos. A taxa administrativa da UERJ, a participação remunerada de servidores e os respectivos valores estavam previstos nos instrumentos administrativos e submetidos aos fluxos de análise da Universidade e do Estado”, argumentou no texto
Segundo a Uerj, a suspensão das atividades permanecerá até a assinatura da Resolução Conjunta e da descentralização dos recursos que já estavam definidos para o programa. Na decisão da reitora, a manifestação da Superintendência-Geral de Projetos Especiais da universidade foi acolhida ao apontar riscos jurídicos e financeiros para a continuidade da execução do programa.
O Programa Empoderadas foi criado em 2022 e integra a política estadual de enfrentamento ao feminicídio. A iniciativa oferece aulas de defesa pessoal, atendimento jurídico e psicossocial, além de cursos de qualificação profissional para mulheres em situação de violência.
O fim do lançamento de 9,36 milhões de litros de esgoto sem tratamento por dia no Rio Maracanã é o resultado de uma força-tarefa realizada pela Águas do Rio na Grande Tijuca desde 2024. As intervenções impedem que esse volume, equivalente a mais de três piscinas olímpicas, siga para a Baía de Guanabara. O trabalho de fiscalização e obras abrange todo o entorno do Canal do Mangue, em bairros como Tijuca, Vila Isabel, Andaraí, Grajaú, Maracanã, Praça da Bandeira, Alto da Boa Vista, Usina, Rio Comprido, Lapa, Centro e Cidade Nova.
A concessionária usa duas tecnologias de inspeção visual para investigar o que acontece debaixo da terra. Uma delas é a Câmera Super Zoom, operada por tablet, como em um videogame, que permite enxergar até 80 metros dentro de galerias retas sem necessidade de escavação. A outra é a VCam, guiada por cabo, que funciona como uma endoscopia e percorre tubulações curvas e profundas de forma rápida e segura. Aliadas a denúncias e vistorias, as ferramentas ajudaram a eliminar 82 ligações clandestinas e recuperar 152 trechos de redes antigas.
Nas calçadas de vias como a Rua Uruguai, na Tijuca, o monitor de inspeção exibe imagens das galerias em tempo real para orientar as ações de fiscalização contra o descarte irregular de esgoto — Foto: Divulgação/Águas do Rio
Um dos problemas identificados nessas redes antigas ocorreu na Rua Afonso Pena, onde um edifício e duas casas jogavam esgoto na rede de captação de água da chuva por engano. Após orientação das equipes, os proprietários adequaram o encanamento, interrompendo o despejo diário de quase 13 mil litros de efluentes no Rio Maracanã. Além de reduzir riscos à saúde pública, as ações de fiscalização diminuem o mau cheiro, a presença de insetos na região e contribuem para melhorar a qualidade da água que chega ao Canal do Mangue e, depois, à Baía de Guanabara.
Guiada por cabo e equipada com iluminação própria, a câmera de inspeção visual percorre as tubulações subterrâneas para identificar falhas na rede e eliminar descartes irregulares de esgoto — Foto: Divulgação/Águas do Rio
Fiscalização e conscientização de moradores
Quando uma ligação irregular é identificada, a empresa notifica o responsável e dá 30 dias para que o imóvel seja regularizado antes da aplicação de qualquer penalidade. Segundo o diretor-executivo da Águas do Rio, Renan Mendonça, aliado à colaboração dos moradores, o rigor das operações em toda a bacia do Rio Maracanã é fundamental para melhorar a qualidade de vida na Tijuca.
“Nosso trabalho é contínuo e acontece em conjunto com os moradores. Nessa parceria conseguimos melhorar a qualidade de vida de quem mora no entorno do Rio Maracanã e devolver águas muito mais limpas à Baía de Guanabara.”, afirma Mendonça.
Recuperação ambiental até o litoral
A atuação conduzida pelas equipes da Águas do Rio reflete diretamente na balneabilidade do litoral carioca, beneficiando praias como Flamengo e Glória. O Rio Maracanã, que nasce com águas limpas no Alto da Boa Vista e cruza a área urbana até o Canal do Mangue, passa a transportar menos poluição para a Baía de Guanabara à medida que o esgoto é retido na rede de coleta. Ao todo, com melhorias de saneamento em diversos pontos da região metropolitana do Rio de Janeiro, já são 134 milhões de litros de esgoto diários, que antes desaguavam na baía todos os dias e hoje são tratados.
A contenção do esgoto nos rios urbanos e os novos investimentos em saneamento impulsionam a recuperação ambiental da Baía de Guanabara — Foto: Divulgação/Águas do Rio
A ampliação dessa rede de coleta integra o plano macro de esgotamento sanitário da concessionária do grupo Aegea, que investiu R$ 6,3 bilhões nos 26 municípios atendidos desde novembro de 2021. Até 2033, mais R$ 2,7 bilhões serão destinados para a construção de coletores no entorno da Baía de Guanabara. Os investimentos da Águas do Rio sustentam as metas de universalização do saneamento no estado do Rio de Janeiro, fixadas em 99% de cobertura de água tratada e 90% de coleta e tratamento de esgoto para a população.
A Secretaria de Estado de Fazenda do Rio (Sefaz-RJ) enviou, nesta semana, o segundo e último alerta aos postos de combustíveis sobre o preenchimento correto da Escrituração Fiscal Digital (EFD ICMS/IPI).
A notificação, encaminhada pelo Domicílio Eletrônico do Contribuinte (DeC), alcançou cerca de mil estabelecimentos que permanecem pendentes. Os proprietários têm agora 15 dias úteis para fornecer as informações exigidas.
A partir de 03 de setembro, com o encerramento do prazo, os postos que continuarem irregulares entrarão na mira da fiscalização da Sefaz-RJ, ficando sujeitos a multas.
O primeiro aviso havia sido emitido no início de junho para cerca de 1,7 mil estabelecimentos que apresentaram falhas no preenchimento da EFD entre janeiro de 2024 e abril deste ano.
Cerca de 95% dos postos do Rio apresentavam irregularidades
Uma fiscalização realizada pela Sefaz-RJ em julho acendeu o sinal de alerta no setor de combustíveis do estado: cerca de 95% dos postos deixaram de enviar ou transmitiram de forma incompleta os dados fiscais de entrada e saída de combustíveis.
O levantamento da pasta apontou que, dos 2.205 postos cadastrados no Estado do Rio, 2,1 mil foram notificados em junho por descumprirem a obrigação. Segundo o governo, a omissão dessas informações compromete o controle fiscal e dificulta o combate a fraudes e à atuação do crime organizado.
Entre as exigências pendentes está o preenchimento do Registro 1300, referente à movimentação de combustíveis e ao volume de vendas por bico de bomba. Esses dados visam facilitar a identificação de inconsistências nos equipamentos, coibir a circulação de cargas sem nota fiscal e combater a sonegação e a concorrência desleal, buscando expandir a arrecadação tributária no setor.
A Assembleia Legislativa (Alerj) deve votar nas próximas semanas o projeto de lei que suspende os descontos em folha de empréstimos, cartões e outras operações consignadas contratadas por servidores estaduais com o Credcesta. A previsão foi anunciada nesta sexta-feira (14) pelo deputado Luiz Paulo (PSD), autor da proposta, durante audiência pública da Comissão de Servidores Públicos.
Segundo o deputado, o presidente da Alerj informou que o texto deve entrar na pauta nos próximos dias. A proposta alcança servidores civis e militares, ativos, inativos e pensionistas do estado.
“É muito preocupante os impactos sobre aposentados e pensionistas do estado, especialmente em razão de operações de crédito consignado que comprometem significativamente a renda dos servidores”, disse Luiz Paulo.
O deputado também afirmou que levou o tema ao governador em exercício Ricardo Couto na quarta-feira (12).
Projeto prevê bloqueio de cobranças de cartão e empréstimos do Credcesta
O texto do projeto estabelece que a suspensão dos descontos alcance o cartão e os empréstimos consignados, além de outras modalidades similares contratadas junto às instituições abrangidas pela proposta. A medida valeria independentemente da forma de contratação — por telefone, meio eletrônico, presencialmente ou por averbação automática em folha.
O texto também proíbe a celebração de novos convênios de consignação, credenciamentos ou operações semelhantes entre o estado do Rio e o Credcesta, além das modalidades similares contratadas junto ao grupo Master.
Pela proposta, as empresas responsáveis pela gestão da folha de pagamento deverão interromper imediatamente os repasses e comunicar as instituições financeiras atingidas. Registros de descontos que já tenham sido realizados deverão ser cancelados em até cinco dias úteis pelas instituições responsáveis.
Enquanto os contratos estiverem abrangidos pela suspensão, o projeto impede qualquer forma de cobrança administrativa, judicial ou extrajudicial relacionada às operações.
A proposta também proíbe a inscrição dos servidores em cadastros de inadimplentes ou sistemas de restrição ao crédito por causa desses contratos e veda medidas de constrangimento financeiro contra os beneficiários.
A suspensão prevista no projeto dependerá da aprovação da em plenário na Alerj e da sanção do governador para entrar em vigor.
A ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), oficiou o Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) para cumprir a decisão de perda do cargo público do conselheiro José Gomes Graciosa.
O magistrado havia conseguido retornar à cadeira em setembro de 2025 por meio de um habeas corpus, que foi derrubado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 06.
STF derrubou decisão que permitiu retorno de Graciosa
Com isso, foram restabelecidos os efeitos da decisão do STJ, que determinava a perda do cargo público.
Condenação do conselheiro
Graciosa foi condenado a 13 anos de prisão em fevereiro deste ano pelo crime de lavagem de dinheiro nos desdobramentos da Operação Quinto do Ouro.
O caso teve início em 2017, quando a operação prendeu Graciosa e outros quatro conselheiros. Eles foram afastados sob a acusação de receber propina e lavar dinheiro em um esquema de corrupção envolvendo contratos públicos do estado.
Ainda assim, com o habeas corpus, Graciosa conseguiu voltar ao tribunal em setembro de 2025. Mesmo com a condenação de fevereiro, não foi preso, porque ainda cabe recurso.
Com informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal “O Globo”.
O patrimônio declarado pelo candidato a deputado estadual João Pires (PSD) saltou de R$ 0 para R$ 600 mil em dois anos. No documento apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026, é informado que o ex-secretário de Proteção e Defesa do Consumidor da Prefeitura do Rio possui apenas um imóvel avaliado nesse valor.
Porém, embora o dado não conste no portal DivulgaCand do TSE, Pires afirmou que o imóvel foi financiado com a renda dele e da noiva, em um contrato com prazo de 35 anos para quitação.
João Pires deixou, neste ano, o cargo que ocupava desde janeiro de 2025 na gestão do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) para cumprir o prazo de desincompatibilização e concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Quando disputou uma vaga de vereador de São Gonçalo em 2024, o jovem informou não possuir nenhum bem. Em 2022 e 2020, Pires também afirmou não ter patrimônio.
Vale lembrar que a evolução patrimonial, por si só, não configura irregularidade e pode ser analisada pela Justiça Eleitoral a partir do cruzamento das informações declaradas com dados da Receita Federal, cartórios e outros registros.
Nesta sexta-feira (14), 323 alunos deram o primeiro passo para ingressar na Força Municipal. A Prefeitura do Rio iniciou a formação da terceira turma da corporação, com uma cerimônia de abertura realizada na Academia da Força Municipal, instalada na sede da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Irajá, na Zona Norte. A etapa é obrigatória e eliminatória para quem quer fazer parte do efetivo.
A capacitação tem como objetivo preparar os futuros agentes para o policiamento preventivo e ostensivo, com atuação voltada principalmente à prevenção e ao combate a roubos e furtos em áreas com maior incidência desses crimes. Todos os participantes do curso de formação são guardas municipais que passaram no Teste de Aptidão Física (TAF), exames médicos e psicológicos, além da investigação social.
“A gente fica muito orgulhoso de ter mais uma turma. Eles têm um longo treinamento pela frente, e a gente espera, até o fim do ano, colocar mais 323 agentes da Força Municipal nas ruas do Rio, avançando pela cidade para continuar reduzindo os indicadores de roubos e furtos”, disse o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).
Além do prefeito, participaram da cerimônia o secretário de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, a diretora-geral da Força Municipal, Aimée De La Torre, o prefeito de Duque de Caxias, Netinho Reis, a diretora da academia da Força Municipal, Ana Maria Montandon, o secretário da Casa Civil, Leandro Matieli, além de autoridades e representantes de instituições ligadas à segurança pública.
Ao todo, 323 alunos participam de curso — Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio
Após a conclusão da formação dos 323 alunos, terá início o curso para 48 instrutores da Força Municipal
Com aproximadamente 500 horas de duração, o curso é ministrado por instrutores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Entre as disciplinas estão: armamento, munição e tiro; técnicas de abordagem e defesa policial; gerenciamento de crises e direitos humanos.
A formação também inclui conteúdos específicos desenvolvidos pela prefeitura, como utilização de câmeras corporais, sistemas de segurança, procedimentos operacionais padrão (POPs), além de orientações sobre o funcionamento da corregedoria e da ouvidoria da corporação.
Após a conclusão da formação dos 323 alunos, terá início o curso para 48 instrutores da Força Municipal. O treinamento também será realizado pela PRF.
Início da atuação na Freguesia, em Jacarepaguá
A região da Freguesia, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, vai entrar no perímetro da Força Municipal a partir deste domingo (16). A nova turma se juntará aos cerca de 600 agentes que já estão nas ruas desde 15 de março.
Com a Freguesia, a Força Municipal chega à sua 13ª área de atuação no município.
E, de acordo com as esperanças da turma ligada a Eduardo Paes, está prestes a anunciar o apoio à candidatura do ex-prefeito do Rio ao governo do estado. E a de Pedro Paulo (PSD) ao Senado.
Só lembrando que Romário é filiado ao PL — partido que tem candidato, o presidente da Assembleia Legisalativa Douglas Ruas, o principal adversário de Paes na disputa de outubro. E dois aspiras ao Senado, Carlos Portinho e Carlos Jordy.
Nem seria a primeira vez: Romário já apoiou Paes em 2024, contra Alexandre Ramagem, o nome do seu PL.
Como é Romário, tudo ainda pode mudar
Aliás, é bom frisar, o povo tem esperanças — mas ninguém comemora antes do gol.
Do mesmo jeito que é conhecido pela rebeldia, o senador é famoso pela inconstância.
Só dá para contar com o placar depois de a rede balançar.
Famosa bandeira do ramo de cartões de créditos, a Visa pediu ao Supremo Tribunal Federal que houvesse a liberação de parte dos valores bloqueados nos descontos em folha de pagamento de aposentados e pensionistas vinculados ao Rioprevidência.
O pedido se deve por causa esses descontos estão bloqueados pela Justiça do Rio desde dezembro de 2025 quando, à época, houve a determinação judicial para a retenção dos valores os valores em uma conta, de modo garantir compensação ao fundo estadual diante o risco de calote em um investimento de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Master, feito entre novembro de 2023 e julho de 2024.
O pedido da empresa foi ao ministro André Mendonça, do STF, a liberação de parte dos valores — especificamente o dinheiro destinado a honrar pagamentos de transações feitas pelos servidores do Rioprevidência por meio do cartão de crédito. O processo sobre o bloqueio do dinheiro chegou ao STF após a Justiça Federal do Rio de Janeiro remetê-lo à Corte, em junho.
Em manifestação a Mendonça nessa quinta-feira, 13, a Visa argumentou que, sem o repasse dos descontos destinados às faturas de cartão de crédito, o dinheiro não chega, na ponta, aos estabelecimentos que fizeram vendas a crédito aos servidores do Rioprevidência. A defesa da multinacional alegou que esse dinheiro não seria nunca incorporado ao Master, um mero “agente repassador” dos recursos.
A Visa afirmou que a decisão em vigor, de reter os descontos, pode causar “desastroso impacto” nos arranjos de pagamentos da empresa e é um “um confisco ilegal de valores titularizados por terceiros para compensar os prejuízos decorrentes de um investimento malsucedido — e, de acordo com o que as investigações da Polícia Federal em curso indicam, potencialmente fraudulento”.