O Rio de Janeiro foi o segundo maior exportador do Brasil no primeiro semestre de 2026, com US$ 28,33 bilhões em vendas ao exterior entre janeiro e junho. O valor representa 15,3% de todas as exportações brasileiras no período e coloca o estado atrás apenas de São Paulo (US$ 35,20 bilhões) e à frente de Minas Gerais (US$ 21,92 bilhões).
O desempenho é fortemente sustentado pelo petróleo. O produto respondeu sozinho por US$ 22,33 bilhões, o equivalente a 78,8% de tudo o que o estado exportou nos seis primeiros meses do ano. Na prática, quase oito de cada dez dólares obtidos com exportações fluminenses vieram do setor petrolífero.
Sem as vendas de petróleo, o volume exportado cairia para cerca de US$ 6 bilhões. Nesse cenário, o Rio deixaria a segunda colocação nacional e passaria para o nono lugar entre os estados exportadores, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Santa Catarina.
Os dados foram obtidos na base Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e consideram as exportações realizadas entre janeiro e junho de 2026. Os valores estão expressos em dólares FOB e foram agrupados pela unidade da federação de origem da mercadoria.
Cinco produtos concentram 90% das exportações do Rio
A exportação no estado fluminense apresenta forte concentração, em que os cinco principais produtos responderam por 90,2% do valor exportado no semestre.
Depois do petróleo, aparecem os minérios de ferro não aglomerados (US$ 1,08 bilhão), os produtos semimanufaturados de ferro ou aço (US$ 868 milhões), os óleos combustíveis e derivados (US$ 636 milhões) e partes de turborreatores e turbopropulsores (US$ 631 milhões).
Quando considerados todos os combustíveis minerais, óleos e derivados, e não apenas o petróleo bruto, o total exportado chega a US$ 23,38 bilhões, o equivalente a 82,5% da pauta estadual.
Na sequência aparecem máquinas e equipamentos mecânicos, com US$ 1,49 bilhão (5,3%), ferro e aço (US$ 1,13 bilhão), minérios (US$ 1,08 bilhão) e veículos e autopeças (US$ 384 milhões).
China compra quase metade dos produtos exportados pelo estado
A dependência também se repete no destino das mercadorias. A China foi responsável por US$ 13,61 bilhões em compras, o equivalente a 48,1% de todas as exportações fluminenses no primeiro semestre.
O país asiático adquiriu mais produtos do Rio do que os quatro destinos seguintes somados: os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com US$ 2,91 bilhões (10,3%), seguidos por Índia (US$ 1,93 bilhão), Singapura (US$ 1,35 bilhão) e Espanha (US$ 1,16 bilhão). Juntos, os cinco mercados concentraram 74% das vendas externas do estado.
Rio exportador: pico foi em abril e a maior queda, em maio
As exportações do Rio oscilaram ao longo do semestre. Depois de movimentar US$ 4,55 bilhões em janeiro, US$ 4,38 bilhões em fevereiro e US$ 5,23 bilhões em março, o estado atingiu o pico em abril, com US$ 5,88 bilhões. Em maio, as vendas caíram 40,5%, para US$ 3,50 bilhões, e voltaram a crescer em junho, chegando a US$ 4,79 bilhões, alta de 36,8%, mas ainda abaixo do resultado de abril.
Neste cenário, o transporte marítimo concentrou US$ 26,75 bilhões das exportações fluminenses, o equivalente a 94,4% do total. Já a via aérea respondeu por US$ 1,32 bilhão (4,7%), enquanto o transporte rodoviário movimentou cerca de US$ 248 milhões, menos de 1%.

