21/09/2024 10:00

MP dá parecer contrário a recurso e Rubão continua com candidatura indeferida em Itaguaí

A Procuradoria Regional Eleitoral deu parecer contrário ao recurso do prefeito de Itaguaí, Rubem Vieira de Souza, o Rubão (Podemos), à decisão da juíza da 105ª Zona Eleitoral que indeferiu o registro de sua candidatura. Na nova análise desfavorável, publicada na noite desta sexta-feira (20), o procurador substituto Flávio Paixão de Moura Júnior considerou “frágeis” os argumentos de Rubão e destacou que a “sentença não merece reforma”.

O atual prefeito presidia a Câmara de Vereadores em julho de 2020, quando precisou assumir o comando do executivo devido ao impeachment do prefeito e do vice à época. Foi o responsável pela prefeitura durante seis meses, e depois se elegeu titular, estando no cargo até hoje.

O procurador afirmou que “não se está diante de exercício efêmero e provisório do cargo de prefeito na legislatura passada” e, portanto, não há a menor dúvida de que uma nova candidatura, configura mesmo o objetivo de exercício de terceiro mandato consecutivo”.

O procuradoria reiterou que é “absolutamente inviável o deferimento do registro de candidatura pretendido”.

Candidatura de Rubão também foi contestada pelo MPE

Tanto a coligação do adversário Donizete de Jesus (União) quanto o Ministério Público Eleitoral (MPE) entendem que o fato de Rubão ter sido prefeito nos dois períodos, torna sua atual candidatura uma tentativa de se chegar a um terceiro mandato, o que é expressamente proibido pela legislação eleitoral.

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Ex-presidente da Embratur e candidato a deputado federal, Marcelo Freixo declara à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 719,8 mil

09/08/2026 16:19

Recém-saído da Embratur para ser candidato a deputado federal pelo PT nas eleições de outubro, Marcelo Freixo (PT) declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de R$ 719,8 mil. O que chama a atenção é que todos os bens estão registrados em aplicações financeiras, conforme declarado à Justiça Eleitoral, que reúne os dados dos candidatos no portal DivulgaCand.

O valor total é maior do que o declarado por Freixo em 2022, quando concorreu ao governo do estado do Rio pelo PSB. Em quatro anos, o patrimônio do agora petista teve um aumento de R$ 640.941,67 — alta de 812,02%.

Naquele ano, ele declarou R$ 78.916,00, somando aplicação financeira e saldo em conta corrente.

MP entra com ação de impugnação da candidatura de João Drumond, neto do bicheiro Luizinho Drumond

09/08/2026 15:06

ATUALIZAÇÃO: às 16h25, atualizado com o posicionamento do candidato.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou com uma ação de impugnação da candidatura de João Drumond (PRD) ao cargo de deputado estadual. Em ação enviada à Justiça Eleitoral, o órgão cita investigações contra o candidato, acusado de envolvimento com o jogo do bicho e o crime organizado.

O candidato nega as acusações

Neto do contraventor Luizinho Drumond, o candidato é acusado de usar, de acordo com o MPE, estruturas da escola de samba Imperatriz Leopoldinense e de projetos sociais para consolidar projeção na Zona Norte. O documento aponta ainda aproximações entre João Drumond e lideranças comunitárias em áreas sob domínio da facção Comando Vermelho.

Entre as interações citadas pelo MPE, estão o alinhamento político com a pré-candidata a deputada federal Mariana de Souza, fundadora de uma ONG no Complexo da Penha e companheira de Wilson Marques de Albuquerque, apontado como integrante do grupo criminoso e foragido da Justiça.

O órgão fundamenta o pedido em um artigo da Constituição que veda a interferência direta ou indireta de organizações criminosas no processo eleitoral. A manifestação toma como base relatórios da Coordenadoria de Inteligência do TRE-RJ e investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPF).

Caso a Justiça Eleitoral atenda ao pedido, João Drumond fica impedido de concorrer ao pleito de 2026. Estreante na disputa eleitoral, João Drumond é empresário, vice-presidente da Imperatriz Leopoldinense, diretor financeiro da Liesa e declarou patrimônio de R$ 875 mil ao Tribunal Superior Eleitoral.

O que diz o candidato

Em nota, o candidato negou as acusações e se disse perplexo com a ação do MPE. Confira o posicionamento na íntegra:

“João Drumond recebeu com perplexidade e revolta a manifestação caluniosa do MP Eleitoral, salientando que, como bacharel de direito pela PUC-RJ, tem certeza que as ilações colocadas na peça serão rechaçadas pela Justiça.

João apoia toda iniciativa para afastar o crime organizado da política do país e salienta que jamais teve participação no jogo do bicho ou envolvimento com quaisquer facções ou organizações criminosas.

Infelizmente as mentiras e falsas denúncias nascem de narrativas desprovidas de qualquer prova idônea e tornaram-se instrumento dos verdadeiros representantes do comando vermelho e do crime organizado.”

Itaperuna foi o município que mais cresceu em letalidade violenta no estado do Rio, aponta pesquisa

09/08/2026 15:00

O município de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, apresentou um crescimento de 750% no registro de casos de letalidade violenta entre 2015 e 2025. O aumento percentual é o maior do estado no período. A informação consta na pesquisa “Panorama de Segurança Pública no Estado do RJ | 2015-2025”, elaborada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan).

O levantamento classifica como letalidade violenta quatro tipos de ocorrência: homicídio doloso, morte por intervenção de agente do Estado, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

Os dados do IBGE calculam uma população estimada de 107.297 habitantes na cidade fluminense de porte médio em 2025, número pouco maior que o registrado no último censo, de 2022.

De acordo com a pesquisa, foram seis casos de letalidade violenta registrados em 2015, número que cresceu 750% em 10 anos, saltando para 51 mortes em 2025. A cidade passou a aparecer em rankings nacionais, entre os municípios mais violentos do país. Ao longo da série de análise, Itaperuna aumentou mais do que sete vezes sua taxa, um aumento de 684%.

A variação que mais chama atenção foi entre 2019 e 2020, quando o município saltou de 15 para 43 mortes. Desde 2020, Itaperuna não registra menos de 30 casos de letalidade violenta.

Polícia Militar se posiciona sobre o aumento de casos de violência

O 29º Batalhão de Polícia Militar de Itaperuna divulgou uma nota técnica a respeito do aumento nas mortes violentas do município, assim como o recorde registrado em 2025.

A corporação alegou que, em cidades de porte médio como Itaperuna, mesmo pequenas variações no número absoluto de casos já podem provocar oscilações significativas nos dados. Além disso, disse que a maioria dos homicídios registrados na cidade em 2025 teve relação com conflitos entre integrantes de organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas.

Para o Batalhão, os dados do último ano não representam, necessariamente, a realidade do município. De acordo com a corporação, o município registrou uma redução de 43% nos homicídios no segundo trimestre em relação ao primeiro.

Estagiária sob a supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.

Em um mandato na Alerj, deputado Carlinhos BNH viu patrimônio crescer de R$ 300 mil para R$ 2,6 milhões

09/08/2026 14:38

Figura política conhecida em Nova Iguaçu, o deputado Carlinhos BNH (PP) viu seu patrimônio ficar quase nove vezes maior após trocar a Câmara de seu município pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Segundo dados da Justiça Eleitoral, o parlamentar tinha um patrimônio de R$ 300 mil quando disputou as eleições de 2022. Agora, ele chega ao fim de seu primeiro mandato como deputado estadual com mais de R$ 2,6 milhões em bens.

Deputado declarou R$ 250 mil em espécie

Na sua última eleição, Carlinhos BNH tinha todo o valor de seu patrimônio concentrado em um bem: um imóvel. Agora, o candidato à reeleição declarou pelo menos quatro terrenos, diferentes casas, um imóvel em construção e um galpão, além de R$ 250 mil em espécie.

Carlinhos BNH é militar e foi vereador em Nova Iguaçu de 2017 a 2022. Ele concorreu ao cargo de deputado estadual pela primeira vez em 2018, pelo PTC, mas teve a candidatura indeferida por falta de uma certidão de filiação partidária. Em 2022, ele foi eleito deputado e tenta, em outubro deste ano, seguir para um segundo mandato na Alerj.

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Agora milionário e em busca da reeleição, deputado Renato Machado declara patrimônio de R$ 1,3 milhão à Justiça Eleitoral

09/08/2026 13:48

O deputado estadual Renato Machado (PT), candidato à reeleição para a Alerj, declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de R$ 1,3 milhão, uma alta de 54,03% em relação aos bens declarados há quatro anos, que somavam R$ 875 mil.

Entre os bens informados pelo mais novo milionário, chamam a atenção 14 terrenos, duas casas e dois apartamentos em Maricá, que, somados, dão R$ 1,18 milhão — quase a totalidade dos bens declarados pelo parlamentar neste ano.

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Declaração de bens de Renato Machado em 2020 — Foto: Reprodução/Divulgacand

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Declaração de bens de Renato Machado em 2026 — Foto: Reprodução/Divulgacand

Deu a louca no TSE: erro na Justiça Eleitoral faz André Ceciliano aparecer com R$ 100 milhões a mais do que, de fato, tem

09/08/2026 13:35

Um erro no sistema da Justiça Eleitoral quase transformou o candidato André Ceciliano (PT) no candidato mais rico das eleições para deputado estadual. Um empréstimo de R$ 100 mil declarado pelo político ao TSE foi creditado, no sistema do Tribunal, como R$ 100 milhões, fazendo seu patrimônio parecer mais de 3.000% maior do que, de fato, é.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) apareceu no sistema da Justiça para divulgação de dados dos candidatos neste domingo (09). Até às 13h, ele aparecia no sistema com R$ 103 milhões de patrimônio.

A maior parte do valor, no entanto, correspondia ao empréstimo de R$ 100 milhões. Ao TEMPO REAL, o candidato disse que o empréstimo declarado foi de apenas R$ 100 mil.

Além do empréstimo, André Ceciliano declarou quatro carros, duas casas, um prédio comercial em Paracambi e R$ 380 mil em espécie, segundo os outros dados da Justiça Eleitoral. Os valores no portal do TSE são atualizados em tempo real até o fim das eleições.

Erro no sistema do TSE aumenta patrimônio de André Ceciliano - Foto: Reprodução
Erro no sistema do TSE aumenta patrimônio de André Ceciliano – Foto: Reprodução

 

Conselheiro do TCE-RJ nega novo prazo à Controladoria do Estado e cobra conclusão de apuração sobre rombo bilionário no Rioprevidência

09/08/2026 13:00

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) negou um novo pedido de extensão de prazo feito pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ) para concluir a investigação sobre perdas milionárias e possíveis irregularidades no Rioprevidência. Entre os principais pontos sob apuração está a aplicação de quase R$ 1 bilhão em papéis do Banco Master.

Em decisão monocrática, o conselheiro José Gomes Graciosa indeferiu a solicitação de mais 60 dias para a conclusão da Tomada de Contas Especial aberta no processo TCE-RJ nº 100.659-6/25, em dezembro do ano passado.

Graciosa considerou que o estado já havia recebido uma prorrogação de 120 dias em maio deste ano e, segundo o TCE-RJ, o prazo adicional já havia atingido o limite previsto no regimento da Corte. Com o novo pedido negado, a CGE terá de apresentar o relatório final, incluindo a mensuração do prejuízo aos cofres públicos e a indicação dos possíveis responsáveis, até o dia 02 de setembro.

Do alerta do TCE à prisão de ex-dirigentes

O rombo bilionário no Rioprevidência ganhou novos desdobramentos no final de 2025, quando o TCE-RJ recomendou o afastamento imediato de toda a diretoria executiva, do comitê de investimentos e do controle interno da autarquia. Desde então, as apurações administrativas avançaram paralelamente às investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

Em janeiro de 2026, o então diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal e pediu exoneração do cargo.

No mês seguinte, Antunes foi preso preventivamente pela PF durante a Operação Barco de Papel, sob suspeita de gestão temerária, tentativa de obstrução da Justiça e destruição de provas. A prisão foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Com o avanço das investigações, toda a cúpula que comandava o Rioprevidência no período em que ocorreram os fatos investigados acabou substituída ou desarticulada.

Aplicações e irregularidades sob investigação

As apurações apontaram uma série de condutas que teriam exposto o fundo de previdência dos servidores estaduais a riscos incompatíveis com sua finalidade.

Entre eles, o investimento de quase R$ 1 bilhão em papéis do Banco Master S.A., instituição que posteriormente sofreu liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central.

Também estão sob análise compras de Notas do Tesouro Nacional (NTN-B) por meio da corretora Planner. Segundo as apurações, os títulos teriam sido adquiridos por valores superiores aos praticados no mercado secundário, sem justificativas técnicas ou econômicas para a contratação da intermediária.

Outro foco é a governança dos investimentos. Foram identificadas aplicações feitas sem a aprovação tempestiva do Plano Anual de Investimentos, além de possíveis descumprimentos dos limites estabelecidos pela Resolução CMN nº 4.963/2021 e falta de transparência em relatórios e atas de conselhos.

CGE terá de concluir tomada de contas

Com o pedido de prorrogação negado e os autos anexados ao processo principal, a CGE terá de concluir a Tomada de Contas Especial. O relatório deverá apontar o valor do prejuízo e os responsáveis pelos eventuais danos até a data limite definida pela prorrogação de 120 dias, aceita em maio deste ano.

A quantificação das perdas será usada como base para eventual cobrança de ressarcimento aos cofres públicos e poderá reforçar os processos judiciais e criminais já em andamento contra ex-gestores do Rioprevidência.

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COM FÁBIO MARTINS.

Vice de Paes na disputa pelo governo do estado do Rio, Jane Reis declara à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 577 mil

09/08/2026 12:43

Escolhida vice na chapa de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado do Rio, a advogada Jane Reis (MDB) declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de R$ 577.396,84.

Entre os bens informados estão um automóvel avaliado em R$ 220 mil; um imóvel no valor de R$ 30 mil; e um título de previdência privada de R$ 44 mil.

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Declaração de bens de Jane Reis em 2026 — Foto: Reprodução/Divulgacand

O valor total é maior do que o declarado por Jane em 2020, quando concorreu à Prefeitura de Magé. Na declaração daquele ano, a irmã do presidente estadual do MDB, Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias, declarou um total de R$ 268.608,29, somando automóvel, título de previdência privada e participações em empresas.

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Declaração de bens de Jane Reis em 2020 — Foto: Reprodução/Divulgacand

Candidato do PL ao governo do estado, Douglas Ruas declara patrimônio de R$ 1,4 milhão à Justiça Eleitoral

09/08/2026 11:57

Presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e candidato do PL para o governo do estado, Douglas Ruas (PL) tem um patrimônio estimado em R$ 1,4 milhão. O valor foi declarado por ele à Justiça Eleitoral, que reúne os dados dos candidatos no portal DivulgaCand.

O patrimônio total é de R$ 1.467.687,88, dividido em quatro imóveis, quotas de imóveis e aplicações em fundos de investimentos, além de valores depositados em poupanças e conta corrente.

O valor é cerca de 15% maior do que o declarado por Douglas Ruas em 2022, quando foi eleito deputado estadual. Na época, ele disse ter R$ 1,2 milhão em bens. Ele participa, em 2026, de sua primeira disputa ao cargo de governador.

Pobre de marré, deci: Paes declara à Justiça Eleitoral um patrimônio de apenas R$ 189 mil

09/08/2026 11:36

Candidato ao governo do estado do Rio pelo PSD, Eduardo Paes declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de R$ 189 mil. O valor é um pouco maior do que o declarado em 2024 — R$ 185 mil — quando concorreu à Prefeitura do Rio.

Entre os bens informados, chama atenção um Volkswagen Tiguan 2020, avaliado em R$ 150 mil, além de um título de previdência privada de R$ 32 mil.

Juntos, os dois itens somam quase todo o patrimônio declarado pelo candidato do PSD, que reúne ainda um saldo de R$ 50 em renda fixa e R$ 6,3 mil espalhados em quatro contas correntes no país.

Na declaração de 2022, Paes declarou duas contas bancárias no exterior, que, juntas, somavam R$ 2,3 mil. Esses registros não constam mais na declaração atual. Em contrapartida, houve aumento no número de contas mantidas no Brasil: naquele ano, ele havia declarado apenas uma conta corrente, com saldo de R$ 182.

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Declaração de bens de Eduardo Paes em 2026 — Foto: Reprodução/Divulgacand

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