O município de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, apresentou um crescimento de 750% no registro de casos de letalidade violenta entre 2015 e 2025. O aumento percentual é o maior do estado no período. A informação consta na pesquisa “Panorama de Segurança Pública no Estado do RJ | 2015-2025”, elaborada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan).
O levantamento classifica como letalidade violenta quatro tipos de ocorrência: homicídio doloso, morte por intervenção de agente do Estado, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.
Os dados do IBGE calculam uma população estimada de 107.297 habitantes na cidade fluminense de porte médio em 2025, número pouco maior que o registrado no último censo, de 2022.
De acordo com a pesquisa, foram seis casos de letalidade violenta registrados em 2015, número que cresceu 750% em 10 anos, saltando para 51 mortes em 2025. A cidade passou a aparecer em rankings nacionais, entre os municípios mais violentos do país. Ao longo da série de análise, Itaperuna aumentou mais do que sete vezes sua taxa, um aumento de 684%.
A variação que mais chama atenção foi entre 2019 e 2020, quando o município saltou de 15 para 43 mortes. Desde 2020, Itaperuna não registra menos de 30 casos de letalidade violenta.
Polícia Militar se posiciona sobre o aumento de casos de violência
O 29º Batalhão de Polícia Militar de Itaperuna divulgou uma nota técnica a respeito do aumento nas mortes violentas do município, assim como o recorde registrado em 2025.
A corporação alegou que, em cidades de porte médio como Itaperuna, mesmo pequenas variações no número absoluto de casos já podem provocar oscilações significativas nos dados. Além disso, disse que a maioria dos homicídios registrados na cidade em 2025 teve relação com conflitos entre integrantes de organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas.
Para o Batalhão, os dados do último ano não representam, necessariamente, a realidade do município. De acordo com a corporação, o município registrou uma redução de 43% nos homicídios no segundo trimestre em relação ao primeiro.
Estagiária sob a supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.





























































