A Justiça do Rio ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) no último dia 14 com pedido de liminar para que a CBD Bilhete Digital, responsável pelo sistema Jaé, passe a informar aos passageiros, no momento do embarque, o valor debitado e o saldo disponível no cartão. De acordo com a ação, atualmente o embarque é liberado sem que o usuário seja informado se houve cobrança, qual foi o valor descontado e quanto ainda resta de saldo.
Ao aproximar o cartão do validador, o passageiro vê apenas mensagens institucionais ou referentes ao status do embarque, como “Embarque Liberado”. Segundo a ACP, a própria empresa reconhece que esses dados não são apresentados ao consumidor no momento da validação.
A ação ressalta, ainda, que o sistema possui diferentes formas de integração entre ônibus, BRT, vans e outros meios de transporte, com valores e hipóteses de isenção distintos. A opção de consulta pelo aplicativo foi considerada insuficiente pela Promotoria, pois o acesso exige cadastro e fornecimento de dados pessoais, depende de conexão à internet e pressupõe que o passageiro tenha condições de utilizar o celular durante o embarque.
O Ministério Público do Rio (MPRJ) também pede a condenação da empresa ao pagamento de indenização por danos materiais aos consumidores e por danos morais coletivos.
O que diz o Já é
Leia a íntegra da nota enviada ao TEMPO REAL sobre a reportagem.
“O Jaé esclarece que respondeu a todos os questionamentos encaminhados pelo Ministério Público sobre o tema e, até o momento, não recebeu qualquer intimação a respeito. O Jaé permanece à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que sejam necessários.
Os passageiros podem consultar, em tempo real, o saldo disponível na Conta Transporte pelo aplicativo Jaé e também nas máquinas de autoatendimento (ATMs).”






















































Comentários 5
Boa noite. Por que no Metrô do Largo da Carioca não tem máquinas de Jaé dentro da Estação do Metrô Carioca? Obrigado.
Já roubaram dinheiro que voloquei no cartao.
As pessoas trabalhadoras, após um dia cansativo de trabalho, esperam em pé, às vezes, por dezenas de minutos, p/ em pé, sacudir espremidas em um ônibus ruim e mal conduzido. Com consequências prejudiciais à saúde. Produzindo o absurdo, contrasenso, irracional de migração de passageiros em coletivos p/ transporte individual em mototaxi. Tal situação, só se explica, pela conivência do prefeito com a máfia das empresas de transporte.
Em 1983 o governador Brizola emcampou várias empresas de ônibus que operavam no ilícito. Isso acendeu o alerta e as empresas organizaram a superpoderosa fetransport, que destinou fortuna p/ eleger Moreira Franco na eleição seguinte, e ele lhes devolveu as empresas emcampadas. A partir daí, as pessoas que integram os orgãos de fiscalização como detro e smtu, são nomeadas pelos governantes, por indicação das empresas. Mesmo assim, a quantidade de reclamações da população é tão grande, que não deu p/ esconder. Aí foi criada uma CPI, que apurou, que em um período de 15 anos, as empresas de ônibus deram R$ 500.000.000,00 (quinhentos milhões) de propina p/ agentes públicos.
REALMENTE É MUITO ESTRANHO O PASSAGEIRO NÃO SABER O VALOR QUE FOI DESCONTADO DELE E O SALDO RESTANTE.
TEM QUE HAVER CLAREZA PRA QUE OS USUÁRIOS TENHAM CONHECIMENTO DOS VALORES PAGOS E DO SALDO RESTANTE.
A máquina do Riocard sempre mostrou o valor debitado e o saldo. Isso deveria ser básico. Mas o Jaé, estranhamente, retrocedeu em experiência do usuário. Certamente porque foi lançado na correria pela equipe do Dudu. Mas também pra enganar os usuários.