O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) anunciou nesta terça-feira (06) que vai apresentar uma representação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o desembargador Bruno Bodart, relator do processo que analisou o registro de sua candidatura ao governo do Rio nas eleições de 2026.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Garotinho acusou o magistrado de ter atrasado deliberadamente o julgamento dos embargos apresentados por sua defesa. O relator teria levado 20 dias para analisar um recurso que, de acordo com ele, poderia ter sido julgado em dois.
Julgamento teria atrasado o esgotamento dos recursos
Segundo Garotinho, Bodart “prendeu” e “segurou” os embargos para que fossem julgados apenas na última sessão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ).
“O que podia ter sido feito em dois dias, o senhor Bruno Bodart — que depois eu vou dar a ficha dele toda — levou 20 dias para fazer”, disse. O TRE-RJ indeferiu o registro da candidatura de Anthony Garotinho ao governo do estado em 11 de setembro. A defesa apresentou embargos de declaração, três dias depois, no dia 14.
Os recursos só foram julgados pela Corte em 29 de setembro, quando o tribunal manteve o indeferimento, levando o caso para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No TSE, o ministro Floriano de Azevedo Marques autorizou, em 30 de setembro, que Garotinho continuasse candidato até uma decisão definitiva. Dois dias depois, em 2 de outubro, o ministro revogou a própria decisão e determinou que os votos do candidato fossem considerados anulados sub judice.
O recurso contra o indeferimento ainda não foi julgado pelo plenário do TSE e, por isso, o candidato pôde concorrer e teve os votos computados na eleição do último domingo (04), com a legenda “sub judice”.
Desistência da candidatura
No mesmo vídeo, Garotinho afirmou ter recebido de seu advogado a informação de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável ao pedido de desistência de sua candidatura ao governo do estado.
Segundo ele, o parecer será encaminhado ao ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro poderá decidir individualmente sobre a desistência ou levar o caso ao plenário da Corte.
O ex-governador afirmou que tomou a decisão após ficar decepcionado com o processo eleitoral e voltou a dizer que considera ter sido prejudicado por uma articulação para impedir sua candidatura.
Garotinho nega acordo com Douglas
Garotinho também negou ter feito qualquer acordo com Douglas Ruas em troca da desistência e afirmou que continuará fazendo oposição ao próximo governo estadual.
Ele também negou que seu filho, Wladimir Garotinho (PL), tenha feito articulações para ocupar uma secretaria no eventual governo de Douglas.
“Essa história que estão botando aí que meu filho falou… Primeiro, eu não votei no meu filho, o Wladimir. (…) Eu não concordo com muitas coisas políticas que o meu filho faz. Política é política, né? Agora, é meu filho. Agora, ficar dizendo por aí que meu filho vai ter secretaria… Olha, eu já sou oposição ao próximo governo!”, proclamou.
Críticas a Eduardo Paes
Durante o vídeo, Garotinho também voltou a atacar o ex-prefeito do Rio e candidato ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD). Segundo ele, Paes teria atuado para impedir sua candidatura e agora estaria interessado na validação de seus votos.
“Eduardo Paes fez tanta força para eu não ser candidato, agora ele se tornou advogado de defesa do Garotinho”, afirmou.
O ex-governador disse ainda que considera tanto Paes quanto Douglas Ruas “péssimos” para o estado, mas afirmou que não tinha outra alternativa diante da situação jurídica de sua candidatura.
Comentários 5
Boa noite. Por que no Metrô do Largo da Carioca não tem máquinas de Jaé dentro da Estação do Metrô Carioca? Obrigado.
Já roubaram dinheiro que voloquei no cartao.
As pessoas trabalhadoras, após um dia cansativo de trabalho, esperam em pé, às vezes, por dezenas de minutos, p/ em pé, sacudir espremidas em um ônibus ruim e mal conduzido. Com consequências prejudiciais à saúde. Produzindo o absurdo, contrasenso, irracional de migração de passageiros em coletivos p/ transporte individual em mototaxi. Tal situação, só se explica, pela conivência do prefeito com a máfia das empresas de transporte.
Em 1983 o governador Brizola emcampou várias empresas de ônibus que operavam no ilícito. Isso acendeu o alerta e as empresas organizaram a superpoderosa fetransport, que destinou fortuna p/ eleger Moreira Franco na eleição seguinte, e ele lhes devolveu as empresas emcampadas. A partir daí, as pessoas que integram os orgãos de fiscalização como detro e smtu, são nomeadas pelos governantes, por indicação das empresas. Mesmo assim, a quantidade de reclamações da população é tão grande, que não deu p/ esconder. Aí foi criada uma CPI, que apurou, que em um período de 15 anos, as empresas de ônibus deram R$ 500.000.000,00 (quinhentos milhões) de propina p/ agentes públicos.
REALMENTE É MUITO ESTRANHO O PASSAGEIRO NÃO SABER O VALOR QUE FOI DESCONTADO DELE E O SALDO RESTANTE.
TEM QUE HAVER CLAREZA PRA QUE OS USUÁRIOS TENHAM CONHECIMENTO DOS VALORES PAGOS E DO SALDO RESTANTE.
A máquina do Riocard sempre mostrou o valor debitado e o saldo. Isso deveria ser básico. Mas o Jaé, estranhamente, retrocedeu em experiência do usuário. Certamente porque foi lançado na correria pela equipe do Dudu. Mas também pra enganar os usuários.