A Câmara do Rio formalizou um pedido de explicações ao Executivo municipal sobre a estrutura operacional e contratual do sistema de bilhetagem eletrônica Jaé. O requerimento foi feito pelo vereador Dr. Rogério Amorim (PL) e protocolado na última quinta-feira (13) à Secretaria Municipal de Transportes (SMTR).
No documento, o parlamentar pede detalhes sobre a estrutura jurídica e contratual do sistema, incluindo cópias do contrato, anexos e eventuais termos aditivos, além de informações sobre o prazo de vigência e a identificação da empresa ou do consórcio responsável pela operação.
Indagações sobre atuação das empresas terceirizadas
O requerimento também questiona a composição societária da concessionária e o uso de empresas terceirizadas em etapas consideradas estratégicas da execução do serviço.
Amorim quer saber se houve mudanças no controle, na composição acionária ou na razão social das operadoras desde a assinatura do contrato e se essas alterações foram comunicadas oficialmente à Prefeitura do Rio.
O documento também pede esclarecimentos sobre a participação da CBD Bilhete Digital, do Consórcio Bilhete Digital (CBD) e da JAE CBD Bilhete Digital S.A. na implantação, na gestão e na operação do sistema.
A terceirização de serviços é outro ponto abordado pelo parlamentar. O requerimento solicita a identificação de todas as empresas subcontratadas que desempenham funções consideradas essenciais para o funcionamento da bilhetagem eletrônica, como a emissão de cartões, o processamento de pagamentos, a gestão de dados, a arrecadação e a liquidação financeira.
A fiscalização da Secretaria Municipal de Transportes também é alvo dos questionamentos
No requerimento à pasta de Transportes, Rogério Amorim pede informações sobre os mecanismos utilizados pelo município para acompanhar a arrecadação e monitorar o funcionamento do sistema, além de questionar a existência de processos administrativos ou notificações já emitidas contra as operadoras.
O vereador ressalta que o pedido está amparado na função fiscalizadora do Legislativo. Ele também solicita que, caso algum dado seja considerado sigiloso, a secretaria apresente a justificativa legal para a restrição e encaminhe os demais documentos. Ainda foi pedido que as informações sejam disponibilizadas com rapidez para garantir mais transparência na prestação do serviço aos usuários do transporte público.

































































