O prefeito de Mesquita, Marotto Miranda (PL), anunciou a redução gradual do número de pacientes atendidos em postos de saúde, ambulatórios e clínicas da cidade. Alguns serviços foram até paralisados, para evitar o colapso da rede da cidade da Baixada Fluminense. O motivo, segundo Marotto, é a falta de repasses do governo do estado, que há quase 24 meses não transfere os recursos prometidos para ajudar a custear o atendimento à população. A dívida, afirma, já chega a cerca de R$ 176 milhões.
Para manter os serviços funcionando, a prefeitura tem recorrido a uma operação de remanejamento de recursos: há 23 meses, dinheiro de outras áreas da administração municipal vem sendo deslocado para a Saúde, numa tentativa de compensar a falta das transferências estaduais.
Em Nilópolis, prefeito fechou CTI
Mesquita não está sozinha nessa situação. Há seis dias, o prefeito da vizinha Nilópolis, Abraão David Neto, o Abraãozinho (PL), anunciou o fechamento do CTI e da emergência do Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, também por falta de repasses do governo estadual.
Em Mesquita, Marotto aponta um responsável pela situação: o deputado federal reeleito Doutor Luizinho (PP), que, segundo o prefeito, comandou a Saúde estadual durante oito anos.
“Nossos problemas começaram no início de 2025, quando Jorge Miranda (ex-prefeito, eleito deputado federal este ano) anunciou a candidatura à Câmara dos Deputados. A partir daí, Luizinho, que era parceiro do governo, parece ter orientado a Secretaria de Saúde, seu feudo, a deixar Mesquita sem dinheiro”, acusa Marotto.
O prefeito lembra que, em 2024, quando Luizinho ainda era “amigo de Mesquita”, a cidade não enfrentava problemas com os repasses estaduais.
Justiça já determinou a retomada dos repasses
A disputa já foi parar na Justiça.
Em abril, a Procuradoria Municipal de Mesquita recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio e obteve decisão favorável da 10ª Câmara de Direito Público — que determinou que o estado tome as providências administrativas e orçamentárias necessárias para viabilizar os repasses à Saúde do município.
Por unanimidade, os desembargadores rejeitaram o recurso apresentado pelo governo estadual.
Estado não repondeu sobre o atraso
O governo do estado foi questionado sobre o atraso nos repasses, mas não respondeu. A manifestação da secretaria será publicada aqui, a qualquer momento que seja enviada.






















































